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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Minerais em Rio Maior no MINDAT.ORG

No site mindat.org, podemos encontrar uma impressionante coleção de minerais de todo o Mundo.

O Concelho de Rio Maior também está lá representado e aí podemos encontrar alguma das amostras de minerais que cá existem. Claro que aqui não estão todos os minerais que existem, mas é uma amostra de minerais interessantes. Estão representadas várias formas de calcita, magnetita, halita, serpentinito e diatomita.


O mindat.org, coleciona, organiza e compartilha informações sobre minerais, desde outubro de 2000. O mindat.org oferece uma plataforma que promove o conhecimento sobre geologia, mineralogia e industria de extração.

Atualmente (5 fevereiro 2026) no mindat.org, podemos encontrar 17.855.703 itens em todo o nosso planeta.

sábado, 10 de janeiro de 2026

Vespa Asiática em Rio Maior

Desde 2017 que a Vespa-asiática anda por Rio Maior.

Estes 2 ninhos aqui reportados são visíveis em Ribeira de São João.

 

 

Interessa aqui realçar a importância em reportar o avistamento dos ninhos e das vespas de modo a se poder controlar esta praga.

A vespa-asiática (Vespa velutina) é uma espécie de vespa nativa do Sudeste Asiático.

Em Portugal trata-se de uma espécie invasora que constitui uma preocupação séria devido à sua ação predadora que põe em perigo as abelhas autóctones. É uma praga que pode dizimar um enxame das europeias em poucos dias.

A Vespa Velutina chegou à Europa (França) por via marítima, em 2004.

A vespa-asiática disseminou-se muito rapidamente pela Europa e chegou a Portugal em 2011. Em 2017 esta vespa é também identificada em Santarém.

 

Como identificar uma vespa asiática?

 

Como identificar um ninho de vespa-asiática?

Existem dois tipos de ninho da vespa-asiática:

   - Os embrionários assemelham-se a pequenas esferas, com 5 a 10 centímetros de diâmetro e têm uma abertura no fundo;

    - Os ninhos secundários são esféricos ou em forma de pêra, com uma pequena abertura lateral. As suas dimensões são entre 60 e 80 centímetros.

 

Método de ataque às abelhas?

Espera as abelhas carregadas de pólen junto das colmeias; depois, captura-as e corta-lhes a cabeça, patas e ferrão, para aproveitar o tórax, a parte mais rica em proteínas; por fim, transporta-as para o seu ninho para alimentar as larvas.

 

O que fazer em caso de avistamento?

- Não tente destruir ou mexer no ninho sozinho: a vespa-asiática pode reagir em grupo.

 - Reporte o ninho na ferramenta STOPvespa do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF). Basta preencher o formulário com as informações necessárias e anexar as fotografias da vespa ou do ninho.

- Mantenha distância e evite agitar ou perturbar o local.

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Eleições Autárquicas 2025

As eleições autárquicas ocorreram ontem, dia 12 de outubro de 2025.

Em Rio Maior, as eleições não trouxeram grandes alterações no poder autárquico. As populações optaram pela continuidade.

De salientar o aumento da participação dos eleitores em todas as votações, e o facto de em Arrouquelas a participação ter sido de 84,69%.

Regista-se também uma grande concentração de eleitores na cidade de Rio Maior o que faz com que a Freguesia de Rio Maior tenha mais eleitores do que todas as restantes 9 freguesias juntas (A Freguesia de Rio Maior tem 10.303 eleitores e o Concelho de Rio Maior tem 17.909 inscritos).

Ficam de seguida os resultados...

sexta-feira, 21 de junho de 2024

Selo de 1880, com o carimbo de Rio Maior

Selo muito antigo, de 1880, com o carimbo de Rio Maior.

No selo aparece o Rei D. Luís I , "O Popular", que reinou Portugal entre 1861 e 1889.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2023

Mapa de 1808

Mapa de 1808 em que Rio Maior aparece como um dos cruzamentos por onde a guerra com os Franceses de Napoleão aconteceu. Este mapa foi feito pelos Ingleses e mostra as rotas usadas pelas tropas Inglesas e Portuguesas em Agosto de 1808.

Pode saber mais sobre as invasões francesas, em:

https://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2012/06/guerra-peninsular-invasoes-francesas.html

Recordo que nesta época Napoleão Bonaparte declarou o bloqueio continental a Inglaterra, a Família Real Portuguesa tinha fugido para o Brasil, D. Maria de Portugal (a Rainha louca) governava Portugal e os Ingleses, comandados por Wellesley, desembarcaram na Figueira da Foz para combater em Portugal os Franceses comandados por Junot.

segunda-feira, 28 de março de 2022

Água de Inglaterra em Rio Maior

Água de Inglaterra é um dos exemplos mais marcantes dos 'remédios de segredo' muito em voga durante o século XVIII. Pelo nome de Água de Inglaterra eram conhecidos vários preparados farmacêuticos, produzidos por diferentes fabricantes desde finais do Séc. XVII a inícios do Séc. XIX e que apresentam em comum, além do nome, o facto de serem vinhos de quina. Eram utilizados para o tratamento do paludismo, que era então uma das doenças mais importantes, atingindo um grande número de pessoas. A importância medicinal da Água de Inglaterra reside no facto de a quinina ser o seu princípio ativo mais importante, constituindo o mais antigo quimioterápico ainda em uso.

Em 1794 o uso era de tal modo generalizado que Jacob de Castro Sarmento viu-se na necessidade de redigir um documento em que tenta provar os benefícios da sua Água de Inglaterra e de ter em cada terra um representante oficial para a sua distribuição.

Em Rio Maior a legítima representante era a viúva de João Rodrigo Gomes.

Castro Sarmento criou uma verdadeira rede de distribuição da Água de Inglaterra em Portugal. Com o isolamento da quinina por Pelletier (1788-1842) e Caventou (1795-1877) em 1820 e a sua substituição pelo sulfato de quinina, a Água de Inglaterra perde a importância que teve no século XVIII.

Quina é o nome de várias plantas arborescentes da família das rubiáceas, encontradas na América do Sul, cuja casca tem propriedades antifebris. O processo para fazer a Água de Inglaterra passa pelo cozimento da casca da quina, mas como o sabor é muito mau, tem que ser usado num outro preparado chamando-se vinho de quina. Chama-se Água de Inglaterra pois inicialmente era importada de Inglaterra e só com Castro Sarmento é que começou também a ser produzida em Portugal. Como curiosidade o ‘Gin Tónico’ é mais uma bebida inglesa em que se mistura a aguardente de zimbro com água de quinino, dois líquidos com características medicinais (o Gin, usado contra a “peste negra” e a água tónica com quinino utilizado contra a Malária).


terça-feira, 22 de março de 2022

Postais de Rio Maior da década de 1910 da Editora Adelino Alves Pereira

Ficam aqui alguns postais da década de 1910 da Editora Adelino Alves Pereira da Figueira da Foz.









São postais com mais de 100 anos. Imagens das Salinas, da zona do Gato Preto (onde se encontra o atual quartel dos bombeiros), o primitivo quartel dos bombeiros, uma panorâmica de Rio Maior em 1914, uma antiga azenha existente nas bocas (local onde hoje se festeja o ‘dia de Bom Verão’) e as Bocas com a nascente do rio Maior.

Curioso o símbolo que identifica a editora. Um hexagrama pagão formado por triângulos entrelaçados e no seu interior as siglas do autor “AP”. Normalmente este símbolo é usado como amuleto de proteção e união de opostos

quinta-feira, 17 de março de 2022

Postais de Rio maior do início do céculo XX, de Faustino António Martins


Ficam aqui 2 postais do início do século passado (com mais de 120 anos) retratando momentos em Rio Maior.

Estes postais são de Faustino António Martins.


Faustino António Martins foi um grande filatelista, diretor e proprietário do Filatelista (publicação mensal).

Foi proprietário de um estabelecimento comercial, posteriormente especializado na compra e venda de selos, estabelecimento esse, situado na Praça Luís de Camões n.º 35 Lisboa, fundado em 1867.

Tornou-se editor e comerciante de cartofilia em 1900, muito associada à filatelia. Esta importante casa editora sofreu várias modificações no seu nome: Faustino A. Martins / F. A. Martins / ed. Martins / Martins / ou Martins & Silva entre outras variantes. Iniciou atividade editorial sob a sigla F. A. Martins a partir de 1900, Edição Martins a 1902 e Martins e Silva provavelmente em 1903. Nos seus postais retratou a vida pública e oficial da época, bem como aspetos do território, do povoamento e da sociedade, das atividades económicas e culturais, das paisagens e costumes de quase todo o país.

quinta-feira, 28 de outubro de 2021

Anúncio de 22 de Novembro de 1833 sobre o serviço de mala-posta que passava em Rio Maior

Serviço postal em Rio Maior.

O serviço de mala-posta (transporte de correio e passageiros) em Rio Maior teve o seu início em 1737.

Houve sempre alguma dificuldade em manter o serviço regular pois era uma atividade dispendiosa.

O anúncio seguinte é de 22 de Novembro de 1833 para procurar interessados em manter o referido serviço em funcionamento.


Pode saber mais sobre a mala-posta em Rio maior em:

https://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2010/02/casa-da-muda-em-rio-maior-mala-posta.html

domingo, 22 de agosto de 2021

A freguesia de Alguber já pertenceu ao Concelho de Rio Maior.

Tendo por base o Bilhete Postal apresentado, de 25 de Maio de 1898, mostra que foi endereçado a Alguber, Rio Maior. 

A 26 de Setembro de 1895, com a extinção do concelho do Cadaval, a freguesia de Alguber foi incluída no concelho de Rio Maior. Durou pouco tempo pois retornou ao concelho de Cadaval assim que este foi restaurado, a 13 de Janeiro de 1898.

sexta-feira, 23 de abril de 2021

Ligação ferroviária em Rio Maior, 1874


O caminho de ferro sempre foi muito desejado em Rio Maior.

Chegou a existir em Rio Maior um ramal, mas de carga, devido à Mina do Espadanal.

Pode saber mais sobre esta linha em: 

https://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2011/08/antiga-linha-de-caminho-de-ferro-em-rio.html 

 

No entanto este artigo é sobre um pedido de licença de construção e exploração de um caminho de ferro para mercadorias e passageiros que ligaria a Ponte de Sant’Ana no Cartaxo e o Porto de S. Martinho.

Esta ligação ferroviária estava prevista com paragens na Vila do Cartaxo, Rio Maior, Óbidos e Caldas da Rainha.

O pedido foi autorizado em 26 de fevereiro de 1874.

As condições de autorização estão nas imagens seguintes:



Claro que esta obra nunca foi concretizada.

Curioso é o pedido da licença ter sido feito por Luíz Augusto Palmeirim (imagem no topo deste artigo).

 

Luíz Augusto Palmeirim

Poeta pertencente à geração ultrarromântica, de nome completo Luís Augusto Xavier Palmeirim, nascido a 9 de agosto de 1825, em Lisboa, e falecido a 4 de dezembro de 1893, na mesma cidade.

Também foi deputado, jornalista, dramaturgo, crítico e tradutor. Proveniente de uma família de militares de alta patente, frequentou o Colégio Militar e tomou parte na rebelião da Maria da Fonte, entre 1846 e 1847, ao serviço da Junta do Porto, contra a ditadura de Costa Cabral.

Foi censor do Teatro D. Maria II desde 1853 e diretor do Conservatório de Lisboa desde 1878 até à sua morte, para além de membro da Academia Real das Ciências e da Sociedade Escolástico-Filomática.

Era conhecido como o mais popular dos nossos poetas.

terça-feira, 20 de abril de 2021

Os Sapateiros de Benedita e a sua relação com Rio Maior



Tendo por base o postal com o endereço de Rio Maior mostrando uma oficina de sapateiro em meados do século passado, decidi investigar um pouco mais. 

A pouco mais de dez quilómetros de Rio Maior, em 1950 havia na freguesia da Benedita 750 (setecentos e cinquenta) sapateiros que trabalhavam em 120 oficinas.

Era habitual os sapateiros da Benedita deslocarem-se ao mercado mensal de Rio Maior, alguns de bicicleta, para venderem o seu calçado. No final do mercado tentavam trocar, nas lojas da região, o calçado não vendido por artigos de sapateiro como solas e cabedais. A Feira das Cebolas em Rio Maior servia de montra ao trabalho destes sapateiros que ganhou fama na região. 

Em termos históricos é aceite que a influência do calçado nesta região provém do Mosteiro de Alcobaça. Sapateiro era uma das profissões mais representadas nos Coutos de Alcobaça nos séculos XIV e XV. Nos finais do século haveria 26 sapateiros nos Coutos, dois por povoação, excepto em Alcobaça. Devido à fraca qualidade dos solos de Benedita, esta actividade seria um complemento aos parcos rendimentos que provinham da agricultura.

A freguesia da Benedita ganhou ao longo do século XX, o epíteto de “Terra de sapateiros”. 

Até meados do século passado as oficinas na em Benedita eram de caris familiar em que o saber passava de pais para filhos. Como é mostrado no postal, junto ao sapateiro havia sempre um velho alguidar de barro para pôr a sola de molho, para a amaciar e poder bater, tornando-a mais concisa e durável.

Durante a Segunda Grande Guerra havia falta de solas e cabedais e por isso, falta de trabalho para os sapateiros. Mas os sapateiros logo se organizaram e clandestinamente este material era transportado no dorso de mulas, vindas de Alcanena pela Serra dos Candeeiros. 

Devido ao violento esforço físico exigido, em 1945 é definida a idade mínima de 14 anos para trabalhar neste ofício.

Na década de 60 do século passado a freguesia foi alvo de um projecto de Desenvolvimento Comunitário que tinha por base o associativismo dos sapateiros e se estendia à melhoria das condições de vida de toda a população. O negócio saiu da clandestinidade e foram criadas duas grandes fábricas no âmbito deste projecto. A freguesia passou a ter água canalizada, luz e estradas alcatroadas. 

 

 

O Pé Descalço.

Durante muito tempo o povo português andou descalço, a pobreza assim o impunha e mais tarde o hábito. 

Só a partir dos últimos anos da monarquia é que se tentou reverter esse costume através de manifestos e da proibição da entrada em Lisboa de pessoas descalças, mas sem grandes resultados.

Foi na década de 30 (século XX) que se erradicou das cidades esse costume através dos esforços do governo que decretou a lei nº 12073 em 1928 que publicava: 

   a) É proibido o trânsito de pessoas descalças na via pública das áreas das cidades, que serão delimitadas por postura municipal;

  b) As disposições poderão igualmente ser aplicadas a outras localidades por decisão dos governos civis; 

   c) A transgressão do disposto será punida com uma multa de $50 a 2$00. A reincidência será punida com o dobro da pena.

Em 1928 a Liga Portuguesa da profilaxia Social criou uma campanha nesse sentido, considerando o uso do pé descalço indecente e anti-higiénico, publicando nessa altura o livro “O Pé Descalço – Uma vergonha nacional que urge extinguir”. 

Em 1947 surgiu nova campanha de sensibilização onde se criou também programas de vacinação anti-tétano. Agora o problema já não era tanto a pobreza extrema, mas o hábito de andar descalço.

Estas campanhas continuaram a nível nacional e regional e muitas pessoas foram presas durante 1 ou 2 dias quando eram apanhadas descalças sobretudo nas cidades e nas vilas porque nas zonas mais rurais não havia tanta fiscalização, então viam-se pelos caminhos homens com botas penduradas ao ombro para serem apenas calçadas quando chegassem às vilas ou às cidades.


 Todos os anos se realiza no primeiro fim-de-semana de agosto a Festa do Pé Descalço na freguesia de Asseiceira.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Sismos em Rio Maior e em Portugal


No passado dia 12 de Fevereiro, às 22h08, ocorreu um sismo de magnitude 3.5 na escala de Richter em Rio Maior.

Este sismo teve epicentro em Rio Maior, mais propriamente em Chãos, nas coordenadas 39.42 N, 8.95 W e a uma profundidade de 20km.

O sismo não causou danos pessoais ou materiais e foi sentido com intensidade máxima III/IV (escala de Mercalli modificada) nos concelhos de Caldas da Rainha, Óbidos e Torres Vedras.

Já no dia 18 de Fevereiro ocorreu uma réplica, mas com uma magnitude muito mais pequena, 0,6 na escala de Richter. O epicentro foi quase coincidente com o do sismo do dia 12, 39.40 N, 8.93 W e a uma profundidade de 15km.


Portugal constitui um país de risco sísmico moderado, embora tenha a particularidade de ser susceptível a ocorrências significativas, como mostra a regularidade do seu registo histórico.

A Região de Lisboa e a Região do Algarve estão localizadas na área de maior risco sísmico. A região da Lezíria do Tejo e a Península de Setúbal, localizadas na ‘Falha Inferior do Tejo’, também apresentam elevado risco. Já os Açores e devido à actividade vulcânica e à sua particular localização geográfica fazem das suas ilhas uma das zonas de maior vulnerabilidade.


O registo dos principais sismos por ordem cronológica em Portugal é o seguinte:

63 a.C.

60 a.C.

382

1033

1321, registado em Lisboa

1337, registado em Lisboa

1344, registado em Lisboa

1347, registado em Lisboa

1356, registado em Lisboa com magnitude 8,5 (eR)

1512, registado em Lisboa

1528, registado na Batalha e Alcobaça

26 de janeiro de 1531, registado em Lisboa com magnitude 7,0 - 7,5 (eR). Houve 30.000 mortos só em Lisboa

1587, registado em Loulé

1597, registado em Lisboa

6 de março de 1719, registado em Portimão com magnitude 7 (eR)

1721, registado no Algarve

27 de dezembro de 1722, registado em Loulé e Tavira com magnitude 7 (eR)

1724, registado em Lisboa

1750, registado em Lisboa

1751, registado em Moncorvo com magnitude 4 (eR)

1 de novembro de 1755, registado em Lisboa, Setúbal, Algarve e Marrocos com magnitude 8,7 – 9 (ER). Houve entre 10 000 e 90 000 mortos só em Lisboa

14 de dezembro de 1760, registado em Braga. Não terá havido mortes

31 de janeiro de 1761, registado em Braga com magnitude 8 (eR). Não terá havido mortes

1769, com magnitude 6,5 - 7,3 (eR)

12 de janeiro de 1856, registado em Loulé, Tavira e Faro

19 de março de 1858, registado em Torre de Moncorvo com uma magnitude 4.3 (eR)

11 de novembro de 1858, registado em Setúbal com uma magnitude 7,1 (eR)

1890, registado em Batalha e Alcobaça

23 de abril de 1909, registado em Benavente com uma magnitude 6,3 (eR). Houve 42 mortos e 75 feridos

26 de dezembro de 1962 com uma magnitude 5,7 (eR). Terá havido um ferido ligeiro

28 de fevereiro de 1969, registado em Lisboa, Algarve e Marrocos com uma magnitude 7,9 (eR). Houve 13 mortos

1 de janeiro de 1980, registado nos Açores com uma magnitude 7,2 (eR). Houve 73 mortos

31 de julho de 1998, registado em Arraiolos com uma magnitude 4,1 (eR)          

7 de março de 2020, registado na Madeira com uma magnitude 5,2 (eR)

 


Com uma magnitude de 7.9 na escala de Richter, o sismo de 28 de fevereiro de 1969 atingiu Portugal de sul a norte.

Desde o terramoto que destruiu Lisboa em 1755 que em toda a Europa não se sentia um abalo tão forte.

O impacto foi maior no Algarve, já que o epicentro se registou a 80 quilómetros a sudoeste de Sagres, mas muitas foram as cidades que acordaram durante a madrugada, pelas 3h40, com a terra a tremer debaixo dos pés e o teto a desabar sobre a cabeça.

Houve mesmo um pequeno tsunami, registado ao longo das costas portuguesas, espanholas e marroquinas.

 


Como o Marquês de Pombal mandou emissários pelo reino de Portugal para saber os danos resultantes do terramoto de 1755, existem várias referências a Rio Maior.

Referências a estragos no terramoto 1755 em Azambujeira. 

https://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2011/11/azambujeira-em-1758.html 

Danos da antiga igreja matriz em 1755 cuja torre se encontra no cemitério de Rio Maior. 

https://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2010/02/primitiva-igreja-matriz-em-rio-maior.html 

Referências ao Pão-por-Deus que terá surgido após o terramoto de 1755. 

https://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2010/11/pao-por-deus.html 

Os danos causados no palácio dos Saldanha em Santarém no terramoto de 1755. 

https://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2010/05/os-condes-e-marqueses-de-rio-maior.html 

Danos causados na igreja de Azambujeira no terramoto de 1755. 

https://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2010/01/igreja-matriz-de-nossa-senhora-do.html 

 

Convém saber o que significa os valores das escalas que medem os sismos.

 

Escala de Richter

A Escala também é conhecida como escala de magnitude local e é utilizada para quantificar a magnitude de um sismo.

Esta escala tem 9 graus, sendo que o 9 é o mais severo. De um grau para o seguinte (do grau 1 para o grau 2, do grau 2 para o grau 3 e assim sucessivamente) há um aumento de energia cerca de trinta vezes superior.

 


Escala de Mercalli Modificada

Esta escala mede a intensidade do sismo, ou seja, mede os efeitos que o sismo provocou à superfície da Terra. Esta escala tem 12 graus (expressos em numeração romana), sendo que o grau I é o que tem menos efeitos sentidos e o grau XII implica destruição total.