quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Monumento de homenagem aos combatentes em Alcobertas

Monumento de homenagem aos combatentes em Alcobertas

 

Este monumento foi inaugurado a 13 de maio de 2022, inserido na edição das Tasquinhas de Alcobertas. Encontra-se localizado entre a Casa Mortuária e o Pavilhão Susana Feitor.

A inauguração contou com a presença, entre os muitos convidados, do executivo da Junta de Freguesia local, liderada por Paulo Dias, do Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, Filipe Santana Dias e dos seus vereadores, da presidente da Assembleia Municipal, Isaura Morais, do presidente da Liga dos Combatentes, Tenente-general Joaquim Chito Rodrigues, e de representantes da Liga dos Combatentes dos núcleos de Rio Maior, Santarém, Caldas da Rainha, Leiria, Alcobaça, Batalha e Vila Franca de Xira.

A cerimónia incluiu uma atuação da cantora Mónica Pires, uma artista natural de Casais Monizes, que interpretou uma canção dedicada a seu pai, também ele ex-combatente.

 

O monumento é constituído por 5 pedras com gravuras alusivas às antigos territórios ultramarinos: Angola, Moçambique, Guiné, India, São Tomé e Príncipe, Timor, Macau e Cabo Verde. Na Pedra central existe uma grande lapide com as seguintes inscrições: “Freguesia de Alcobertas; Homenagem aos Combatentes da Grande Guerra (1914-1918) e da Guerra do Ultramar (1961-1975), naturais da Freguesia de Alcobertas, lembrando os que tombaram quando serviam a Pátria.”. Existe ainda uns versos de Luis Vaz Camões, in “Sonetos”, “Ao nosso Portugal, que agora vemos; Tão diferente de seu ser primeiro; Os vossos deram honra e liberdade”. Existem mais duas pedras, uma com inscrições alusivas à cerimónia de inauguração e outra com o escudo de armas nacional da República Portuguesa.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Parque de Merendas da Adufa em Alcobertas

 

Parque de merendas da Adufa em Alcobertas.

Por trás da Igreja Paroquial de Santa Maria Madalena existe este pequeno parque de merendas junto à Ribeira de Cima.

Esta zona é útil para os peregrinos que por aqui passam a caminho de Fátima.

O parque contem duas mesas de pedra com respetivos bancos que permite um descanso a quem por aqui passa com a proteção do Sol feita com a ajuda de duas árvores.

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Rota Estrada D. Maria I / D. Maria Pia

Estrada D. Maria I

A 23 de Setembro de 2023 foram inaugurados totens com código QR juntos à estrada.


O que se encontra no Alto da Serra, junto à Casa da Muda, contem um link para o seguinte site:

https://aterramagicadaslendas.blogspot.com/2023/09/rota-pagina-2.html


O que se encontra em Asseiceira, junto à ponte, contem um link para o seguinte site:

https://aterramagicadaslendas.blogspot.com/2023/09/rota-pagina-1.html


Mas de que tratam estes totens?

Para saber mais, temos de retornar ao reinado de D.Maria I (D. Maria Pia).

Nesta época foi decidido que era fundamental melhorar as vias de comunicação no território português.

No final do Séc. XVIII, mais precisamente em 1791, quando reinava D. Maria I, foi elaborado o projeto da Estrada de Rio Maior a Leiria que, por isso, ainda hoje é conhecida por Estrada de D. Maria Pia.

Aprovada por despacho, de 4 de junho de 1792, do Desembargador superintendente geral das Estradas, José Diogo de Mascarenhas Neto e construída nos anos seguintes, por ela circulou a partir de 1798 a carreira da Malaposta de Lisboa a Coimbra (face aos persistentes deficits de exploração o serviço só durou escassos seis anos, entre 1798 e 1804).

Pode saber mais sobre a malaposta e a Casa da Muda no Alto da Serra, em:

https://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2010/02/casa-da-muda-em-rio-maior-mala-posta.html

 

Um ponto interessante é que o projeto da estrada, contém muita informação sobre a região, incluindo os pontos de água usáveis pelos viajantes e animais.

As estalagens, ponto de alimentação e dormida ou descanso de viajantes e de muda das atrelagens, tinham de estar situadas, ao longo do percurso, a distâncias mais ou menos regulares que permitissem a substituição das parelhas.

O uso do solo também não foi esquecido, na caracterização da região (“a agricultura do terreno compreendido no mapa consiste em azeite, trigo, milho e vinha principalmente na porção que pertence aos Coutos”).

É referido no relatório que num espaço escassamente povoado, tendo “cada légua quadrada menos que 1800 habitantes” e muito pobre, onde os povos “respiram pobreza e rusticidade”, a estrada irá contribuir para “o aumento da população e o progresso da agricultura”.

 

Durante a 3ª Invasão Francesa, a Estrada de D. Maria I foi um dos caminhos usados a partir de Leiria, pelos exércitos de Wellington, no seu recuo para as linhas de Torres, bem como pelos exércitos franceses de Massena que o perseguiam. Um general inglês, Koch, no seu diário não podia dizer pior da região: “É impossível ver uma região mais miseranda que a que vai de Carvalhos a Rio Maior; Candeeiros e Moliano não têm, sequer, o aspeto de lugarejos, e só apresentam meia dúzia de péssimas cabanas esparsas numa planície nua e árida onde não há cereais nem forragem nem água”.

 

O desvio da estrada real para as Caldas da Rainha e Alcobaça implicou o abandono da estrada de D. Maria Pia, a qual só veio a retomar importância no início dos anos 60 do Séc. XX, com a construção do atual IC2

O “Fórum Terra Mágica das Lendas” (de Benedita) desenvolveu a rota da Estrada D. Maria I D. Maria Pia (assim denominada porque a rainha era conhecida de forma diferente nas várias localidades do troço), visando dar a conhecer os pontos de interesse e as respetivas histórias associadas, ao longo do trajeto que contempla cerca de 50 quilómetros, entre Rio Maior e Batalha. Este fórum tentou dinamizar juntamente com as Juntas de Freguesia e Associações locais a reabilitação da histórica estrada.

 

No blog da Terra Mágica das Lendas, podemos ler memórias relatadas pelos habitantes com algumas fotos.

Junto aos totens foram plantadas oliveiras, no dia 25 de março de 2023, representativas do tipo de arvores que foram recomendadas na altura da construção desta estrada.

A Rota Estrada D. Maria I / D. Maria Pia começa na freguesia da Asseiceira, concelho de Rio Maior e estende-se até à Jardoeira, concelho da Batalha. O itinerário desta estrada ainda é visível em certos troços, onde nem a estrada nacional 1, nem o IC2 passam.

Na Rota desta estrada, foram implantados 8 totens, em:

              - Asseiceira, Rio Maior

              - Alto da Serra, Rio Maior

              - Benedita, Alcobaça

              - Turquel, Alcobaça

              - Évora de Alcobaça, Alcobaça

              - Aljubarrota, Alcobaça

              - Pedreiras, Porto de Mós

              - Jardoeira, Batalha

Esta estrada está descrita de forma excelente no livro “A Estrada de Rio Maior a Leiria em 1791” de Ricardo Charters d’Azevedo, lançado em setembro de 2011.

Neste livro, o autor aborda o extenso mapa de 2,38m da estrada D. Maria I e dá-lhe o contexto histórico.

O mapa topográfico que define o percurso da Estrada Real entre a serra de Rio Maior e Leiria integra-se nos trabalhos de triangulação geral do Reino que se iniciaram em 1788.

Para o levantamento topográfico foram importantes:

              - José Diogo Mascarenhas Neto (1752-1826) que é indicado como desembargador superintendente Geral das Estradas. Este lugar foi criado para promover a abertura das estradas do reino. É ainda da autoria de Mascarenhas Neto um livro de uma centena de páginas e ilustrado com várias gravuras com o título “Methodo para Construir as Estradas em Portugal, dedicado ao senhor Dom João Principe do Brazil”.

              - José de Seabra da Silva, ministro e secretário de Estado dos Negócios do Reino e indicado no “mapa topogaphico”. De referir Seabra da Silva que por pedido de sua mulher ao Príncipe Regente, conseguiu vir residir na sua Quinta, chamada do Seabra, em S. João da Ribeira (Rio Maior), de forma a poder ficar mais perto do seu filho primogénito, Visconde da Bahia, que se casava com uma neta do marquês de Pombal. Manteve-se nessa quinta de 1800 a 1804.

Em 1791 foram estudadas 3 opções. A ideia era de se abandonar o traçado da chamada estrada velha que se dirigia a Coimbra, passando por Santarém e Golegã, pois durante o inverno se tornava muitas vezes intransitável pelas inundações do rio Tejo

As 3 alternativas propostas foram as seguintes:

1. Direcção ao longo da Serra, Poço dos Candeeiros, Muliano, Pedreiras, Chão de Feira, Calvaria, Canoeira, Oiteiro do Vieiro, Porto-Moniz, Leiria. Este percurso teria 20 989 braças, ou 7 3/8 léguas e 339 braças, com 21 socalcos, 4 pontes e 3 Chafarizes.

2. Direcção ao longo da serra de Albardos, a S. Sebastião das Pedreiras, Tojal de Cima, Quinta do Sobrado, Batalha, Golpilheira, Venda da Cortiça, Vale Seco, Rego Travesso, Leiria, correspondendo a 20 780 braças, ou 7 3/8 léguas e 130 braças, com 19 socalcos, 8 pontes e 4 chafarizes.

3. Direção da Serra de Rio Maior ao Poço dos Candeeiros, Moinho da Zambujeira, Vale de Cavalos, Évora, Chequeda, Aljubarrota, Chão de Feira, etc. Este percurso teria 21 977 braças, ou 7 ¾ léguas e 277 braças, com 38 socalcos, 7 pontes e 4 chafarizes.

Foi a opção 3 a escolhida.


domingo, 25 de janeiro de 2026

Moinho Velho Terra Chã

No meio da Serra dos Candeeiros, agora semeada de aerogeradores, existe um velho moinho que resiste aos novos tempos.

Conhecido como Moinho Velho da Terra Chã, tem agora como companheiro o aerogerador nº 38.

sábado, 24 de janeiro de 2026

Fonte do Gorgulho em São Sebastião

Em São Sebastião, na Rua Fonte do Gorgulho, na interseção com a Estrada da Carvalhosa, temos esta fonte onde o que sobressai é o poço de pedra.

A porta de madeira serve de proteção, evitando que pessoas e animais caiam lá dentro e também evita que pessoas menos civilizadas sujem a água.

Gorgulho, também conhecido como Caruncho, é um pequeno besouro pertencente à superfamília Curculionoidea. Mas o nome desta fonte deve derivar do som que a água faz dentro do poço: água a gorgolhar (brotar aos gorgolões, água a saír em jato).

Os mais idosos conhecem a fonte como Fonte da Gargulha (Gargulha pode ser um tipo de lagarto, Gekko).


Não confundir este poço com outro que existe no outro extremo da mesma rua, que é um poço particular que aproveita outra nascente.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Pegada de dinossauro na Serra dos Candeeiros

Na Serra dos Candeeiros, junto à lagoa, existe uma pegada de dinossauro gravada numa das pedras desta serra. Esta pedra está junto ao caminho que atravessa a serra.


Em Chãos, numa calçada, existe uma pedra que ao ser aplicada revelou que trazia gravada uma pegada de dinossauro. Pode saber mais em:

https://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2012/02/pegada-de-dinossauro-em-chaos.html

 

Pode saber mais sobre a lagoa da Serra dos Candeeiros, em:

https://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2010/04/lagoa-na-serra-de-candeeiros.html

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Poço com Picota em Alcobertas

Este poço está mesmo ao lado da Igreja Paroquial de Santa Maria Madalena.

Tem a data de 1947 gravada que deve ter sido a data de alguma remodelação.

A picota também conhecida por cegonha, foi muito utilizada no nosso país e é um aparelho de elevar água de poços pouco profundos. A introdução deste engenho na Península Ibérica é atribuída aos árabes.

Foi originalmente desenvolvida na antiga Mesopotâmia e India antiga, e a primeira referência conhecida é de um selo de Sargão da Acádia de 3000 AC.


A picota é constituída por dois pedaços longos e articulados de madeira, um deles na posição vertical e firmemente preso ao terreno. O outro, perpendicular ao primeiro, tem numa extremidade um peso e no outro um recipiente para a água. Baixa-se o recipiente ao poço e o peso na outra extremidade ajuda a içar o recipiente.

A Picota mais conhecida em Rio Maior é a que se encontra nas salinas.