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quinta-feira, 30 de outubro de 2025

Homenagem aos Combatentes da Freguesia de Asseiceira

Foi inaugurada no passado dia 28 de setembro de 2025, a Homenagem aos Combatentes da Freguesia de Asseiceira.

Este monumento pretende ser um espaço de memória e reconhecimento, lembrando o sacrifício e a coragem dos que serviram Portugal.

O monumento é formado pela placa evocativa e por uma “porta” de pedra da qual cai uma cortina de água. Parecem lágrimas a serem vertidas por quem pela nação lutou.

A inauguração contou com a presença de várias entidades das quais se distinguem a Sra. Presidente da Junta de Freguesia, Filipa Raimundo, o Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, Filipe Santana Dias, de representantes de vários Núcleos da Liga dos Combatentes e de ex-combatentes.

Este evento fez parte da Cerimónia Comemorativa do 101º Aniversário do Núcleo de Rio Maior da Liga dos Combatentes.


terça-feira, 14 de outubro de 2025

Antiga Azenha em Asseiceira

Em Asseiceira, junto à movimentada estrada Nº1, existe uma antiga azenha que agora foi embelezada.

Esta é uma excelente obra de José Estrela, que tem por hobby a pintura artística. A obra foi executada durante o mês de agosto deste ano e conferiu muita mais dignidade à antiga azenha. Quem olha de repente parece que a buganvília, a mó e o burro são mesmo verdadeiros.

A azenha é uma memória do tempo em que a ribeira tinha um maior caudal de água. Ainda se consegue ver o local por onde entrava a água, restos dos engenhos e as duas mós em pedra ainda lá se encontram. O edifício é formado por 2 níveis que não têm comunicação entre si: O rés/chão em que se encontra o sistema de moagem e o 1ºandar que era o espaço da loja.


Apesar do mau estado de conservação do edifício e equipamento, talvez ainda se pudesse recuperar.

quarta-feira, 27 de agosto de 2025

Passagens pedonais em Asseiceira são um perigo para os peões

A antiga estrada N1 que passa pelo centro de Asseiceira representa um perigo para os peões.

Infelizmente é uma zona onde já faleceram várias pessoas e deveria merecer uma melhor atenção de quem tem o poder de decisão.

Não basta os veículos passarem demasiado rápido numa zona residencial e existirem casas junto à estrada, a zona destinada para os peões é também um perigo em si.

Sobre o excesso de velocidade em que os veículos circulam, existem várias possibilidades para reduzir este perigo, como: radares de velocidade; mais semáforos de controlo de velocidade; instalação de tachas no piso que servem como aviso sonoro; passadeiras elevadas; mais sinalética consciencializando os condutores para o perigo, …

O que me interessa com este artigo é focar nas zonas destinadas aos peões que têm proteções que já existem há muito tempo, estão lá para proteger os peões, mas na minha opinião e neste momento são um perigo para os próprios peões.

Neste momento existem proteções mais eficientes, que podem dar mais espaço à circulação dos peões e são mais estéticas.

As proteções atuais encontram-se muito danificadas, têm arestas vivas que podem incutir lesões em quem lá circula a pé, o piso está degradado, a passagem é muito estreita com várias zonas com somente 45cm ou 63cm de largura como as imagens demonstram, existem elementos a impedir a passagem (como postes, sinais de transito, degraus, vegetação, …), os separadores de betão encontram-se desalinhados, e muitos outros problemas.












Se as passagens para os peões forem para as pessoas usarem devem de permitir a circulação pedonal em segurança, senão não faz sentido a sua existência. Em vários pontos desta passagem pedonal o estado do equipamento está em condições tão más que obriga aos peões a usarem a via de circulação dos veículos para poderem passar.

Seria importante que este artigo fosse entendido como a procura de melhores condições para quem precisa de por aqui circular a pé e não como uma simples crítica ao que está feito.

terça-feira, 20 de abril de 2021

Os Sapateiros de Benedita e a sua relação com Rio Maior



Tendo por base o postal com o endereço de Rio Maior mostrando uma oficina de sapateiro em meados do século passado, decidi investigar um pouco mais. 

A pouco mais de dez quilómetros de Rio Maior, em 1950 havia na freguesia da Benedita 750 (setecentos e cinquenta) sapateiros que trabalhavam em 120 oficinas.

Era habitual os sapateiros da Benedita deslocarem-se ao mercado mensal de Rio Maior, alguns de bicicleta, para venderem o seu calçado. No final do mercado tentavam trocar, nas lojas da região, o calçado não vendido por artigos de sapateiro como solas e cabedais. A Feira das Cebolas em Rio Maior servia de montra ao trabalho destes sapateiros que ganhou fama na região. 

Em termos históricos é aceite que a influência do calçado nesta região provém do Mosteiro de Alcobaça. Sapateiro era uma das profissões mais representadas nos Coutos de Alcobaça nos séculos XIV e XV. Nos finais do século haveria 26 sapateiros nos Coutos, dois por povoação, excepto em Alcobaça. Devido à fraca qualidade dos solos de Benedita, esta actividade seria um complemento aos parcos rendimentos que provinham da agricultura.

A freguesia da Benedita ganhou ao longo do século XX, o epíteto de “Terra de sapateiros”. 

Até meados do século passado as oficinas na em Benedita eram de caris familiar em que o saber passava de pais para filhos. Como é mostrado no postal, junto ao sapateiro havia sempre um velho alguidar de barro para pôr a sola de molho, para a amaciar e poder bater, tornando-a mais concisa e durável.

Durante a Segunda Grande Guerra havia falta de solas e cabedais e por isso, falta de trabalho para os sapateiros. Mas os sapateiros logo se organizaram e clandestinamente este material era transportado no dorso de mulas, vindas de Alcanena pela Serra dos Candeeiros. 

Devido ao violento esforço físico exigido, em 1945 é definida a idade mínima de 14 anos para trabalhar neste ofício.

Na década de 60 do século passado a freguesia foi alvo de um projecto de Desenvolvimento Comunitário que tinha por base o associativismo dos sapateiros e se estendia à melhoria das condições de vida de toda a população. O negócio saiu da clandestinidade e foram criadas duas grandes fábricas no âmbito deste projecto. A freguesia passou a ter água canalizada, luz e estradas alcatroadas. 

 

 

O Pé Descalço.

Durante muito tempo o povo português andou descalço, a pobreza assim o impunha e mais tarde o hábito. 

Só a partir dos últimos anos da monarquia é que se tentou reverter esse costume através de manifestos e da proibição da entrada em Lisboa de pessoas descalças, mas sem grandes resultados.

Foi na década de 30 (século XX) que se erradicou das cidades esse costume através dos esforços do governo que decretou a lei nº 12073 em 1928 que publicava: 

   a) É proibido o trânsito de pessoas descalças na via pública das áreas das cidades, que serão delimitadas por postura municipal;

  b) As disposições poderão igualmente ser aplicadas a outras localidades por decisão dos governos civis; 

   c) A transgressão do disposto será punida com uma multa de $50 a 2$00. A reincidência será punida com o dobro da pena.

Em 1928 a Liga Portuguesa da profilaxia Social criou uma campanha nesse sentido, considerando o uso do pé descalço indecente e anti-higiénico, publicando nessa altura o livro “O Pé Descalço – Uma vergonha nacional que urge extinguir”. 

Em 1947 surgiu nova campanha de sensibilização onde se criou também programas de vacinação anti-tétano. Agora o problema já não era tanto a pobreza extrema, mas o hábito de andar descalço.

Estas campanhas continuaram a nível nacional e regional e muitas pessoas foram presas durante 1 ou 2 dias quando eram apanhadas descalças sobretudo nas cidades e nas vilas porque nas zonas mais rurais não havia tanta fiscalização, então viam-se pelos caminhos homens com botas penduradas ao ombro para serem apenas calçadas quando chegassem às vilas ou às cidades.


 Todos os anos se realiza no primeiro fim-de-semana de agosto a Festa do Pé Descalço na freguesia de Asseiceira.

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Golden Eagle Residence & Golf Resort

As tabuletas continuam lá a indicar o caminho para o Campo de Golf Golden Eagle. 
O problema é que este campo deixou de existir quando fechou portas em 2013. 

Neste momento a Quinta do Brinçal onde se localizava o campo de golfe está à venda por 19.422.000 euros em algumas imobiliárias, como a Caixa Imobiliário ou a Imobiliária Elite. 

Enquanto a Quinta do Brinçal tenta encontrar uma saida para a sua situação, as receitas que possui ainda vão sendo da venda de árvores e das licenças de caça. A Zona de Caça estava sob gestão da “Associação de Caça – Esperas e Montarias”, com o número de processo 6846 na Freguesia de Arrouquelas para a época venatória 2017/2018. 

O empreendimento Golden Eagle Residence & Golf Resort pretendia criar na Quinta do Brinçal, localizada entre Arrouquelas e Asseiceira, um complexo turístico e imobiliário de grandes dimensões que não se chegou a concretixar. O campo de golf era a parte visivel do empreendimento. 

Para perceber como esta quinta chegou a este estado, vou apresentar um pouco da sua história. 
O Campo de Golf foi inaugurado em 1994 pelo então proprietário Ricardo Cardoso, mentor do projecto. O campo foi desenhado pelo arquitecto norte-americano Rocky Roquemore, uma das personalidades mais marcantes da arquitectura de campos de golf a nível mundial e o campo de golf chegou a ser considerado um dos mais fascinantes e competitivos campos portugueses, com 6,623 metros, 9 lagos e 87 bunkers.

Com o campo de golf nasce o Golden Eagle Residence & Golf Resort que pretendia desenvolver-se numa parte da Quinta do Brinçal, correspondendo a uma área com cerca de 90 hectares. 
O Grupo Amorim chegou a associar-se ao projecto mas abandonou-o, ficando apenas com os créditos que o banco do grupo tinha concedido. Mais tarde os créditos passaram para o Banco Popular e posteriormente para o Banco Santander. 
A propriedade veio a ser adquirida anos mais tarde pela Carmin (CAMIN) Global Real Estate que ali queria criar uma verdadeira cidade, com cerca de 1600 habitações, colégio internacional, infantário, dois campos de golfe, dois hotéis, residências assistidas para seniores e centro de estágios de futebol.
Este novo projecto já abrangia uma área total com cerca de 533 hectares. 
Foram feitos os arruamentos, o terreno foi dividido em lotes, as infraestruturas com água, eletricidade e saneamento foram feitas e começaram-se a vender propriedades. 
A proposta urbanística do empreendimento foi aprovado pela Câmara Municipal de Rio Maior em 2004 
 

Em 21 de Dezembro de 2006 foi criado o Fundo Especial de Investimento Imobiliário Fechado Golden Eagle, gerido por FUNDIMO, Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário. 
A Carmin (CAMIN) pretendia investir cerca de 900 milhões de euros na região, num plano a 12 anos, mas no auge da crise económica e do imobiliário que atingiu o país depois de 2007, a Carmin (CAMIN) entrou em insolvência e faliu. Apesar da falência o campo de golf continuava aberto a quem aqui queria praticar esta modalidade. 
A crise também foi provocada por uma indecisão do governo Português quanto à localização do aeroporto alternativo ou complementar ao de lisboa. Em 2005 o governo Português tomou a decisão de construir o novo aeroporto de Lisboa na Ota (perto de Rio Maior). Em 2007 contudo a situação alterou-se radicalmente. Após um estudo financiado pela Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) e de muita discussão, o governo conclui que Alcochete era efetivamente uma localização preferível à da Ota, o que levou à mudança radical na sua decisão anterior. 
Carmin (CAMIN) é uma sociedade, contribuinte nº502486350, que tinha como atividade a promoção imobiliária e foi constituída em dezembro de 1990. Em 28 de Dezembro de 2007, foi criada uma nova sociedade, a Camin Global SGPS SA que durou pouco tempo pois em Novembro de 2012 entrou em Dissolução e Liquidação. A declaração de insolvência da CAMIN foi sentenciada a 03 de Junho de 2013. A Carmin (CAMIN) possuía o empreendimento “Cerca de Santa Mónica” em Évora, o empreendimento “Casas de Azeitão” em Setúbal e o empreendimento “Golden Eagle” em Rio Maior. 
Em Junho de 2013, a Câmara Municipal de Rio Maior lançou o Plano Estratégico de Desenvolvimento de Rio Maior (Visão e Estratégia para 2025 e Plano de Ação para 2030) e a “Golden Eagle Residence & Golf Resort” era considerada uma “Infraestrutura com capacidade de projecção nacional e internacional”. 
Em 6 de Novembro de 2013 a Câmara Municipal de Rio Maior foi oficialmente informada que o campo iria fechar portas. 

Mal o campo de golfe fechou, começaram os roubos e vandalismo. A GNR foi por diversas vezes chamada a intervir. 
Em 2016 tentaram vender a Quinta do Brinçal em leilão, mas tal não se concretizou. 

Já este ano, 18 de Janeiro de 2019, houve novo leilão, mas também sem sucesso. 

Entretanto a quinta encontra-se no estado que pode ser visto nas seguintes fotografias e que foram recolhidas do sitio na Internet “Lugares avandonados”. 




Estas imagens contrastam com as que tirei em 2009 e cujo artigo pode ser lido em: 



Em Março deste ano, veio-se a conhecer o relatório da auditoria da Ernst&Young (EY) ao banco Caixa geral de Depósitos. Neste relatório aparecem descritos vários negócios ruinosos realizados pelo banco público e lá é identificado como grande devedor o Fundo Imobiliário Golden Eagle. A 31 de Dezembro de 2015 o fundo tinha uma posição devedora de 31 milhões de euros, sendo que 27 milhões de euros estavam registados como imparidades pelo banco.

Uma pena que este projeto não se tenha concretizado. Deveria-se encontrar uma solução digna para esta bela propriedade.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Procissão das Velas em Asseiceira


Realizou-se hoje, 15-05-2017, pelas 21:00 a procissão das velas em honra de Nossa Senhora, do Rosário de Asseiceira.
Foi no dia 16 de Maio de 1954 que Nossa Senhora apareceu ao vidente Carlos Alberto da Silva Delgado, tendo na altura 11 anos, em Asseiceira, Rio Maior. A aparição de Nossa Senhora repetiu-se todos os meses, sempre no dia 16, entre Maio de 1954 e Janeiro de 1955.
A religião Católica e o regime da altura sempre tentaram impedir, desacreditar e humilhar quem queria mostrar a sua fé nesta que é uma das mais importantes aparições Marianas que ocorreram em Portugal.
Apesar da falta de apoio, a população local nunca deixou de mostrar a sua crença nesta aparição Mariana e todos os dias 16 de cada mês é rezado um terço seguido de uma pequena procissão.
Ficam de seguida algumas imagens da procissão das velas realizada hoje, mostrando o apoio e fé da população a esta aparição.





Pode saber mais sobre esta aparição, em: 

Significado da vela acesa na religião católica.
A vela acesa irradiando a sua luz, simboliza Cristo, “Luz do Mundo”, conforme Ele próprio se qualificou. Este simbolismo encontra-se também no sacramento do baptismo, chamado sacramento da iluminação. Ao ser baptizado, a criança ou adulto, passa das trevas do pecado para a luz da graça.
A vela acesa é também o símbolo da consumação, significando a adoração e a entrega total de quem a acende ao seu Deus.

Existe uma reportagem realizada pelo EXPRESSO que merece ser vista, sobre A Aparição Mariana em Asseiceira, intitulada “As Visões que o Estado Novo Silenciou”: 

domingo, 24 de janeiro de 2016

Fonte em Ribeira de Santo André


Fonte em Ribeira de Santo André em Asseiceira

Na Rua da Fonte existe esta fonte que se acede por uma escada de pedra.
Na parte superior da escada existe uma pedra com a data de 28 de Julho de 1966 que foi a altura em que se realizaram obras de requalificação.
Na parede da fonte existe uma outra data, 1 de Novembro de 1932, que deve de ser a data de inauguração da fonte.


Espaço que poderia estar melhor cuidado para permitir uma utilização mais agradável pela população.
 
Entretanto a fonte foi requalificada e agora, em 2023, o espaço está muito mais agradável.



 

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Fonte do Sapo em Asseiceira.

Na sombra de dois grandes sobreiros, encontra-se a fonte do sapo em Asseiceira.
 
A localização mais pormenorizada será Casais dos Varões (39°17'22.71"N  8°56'30.05"W).
Esta fonte encontra-se num plano inferior ao da estrada, sendo o acesso feito por suas escadas em calçada. A parede de fundo que dá suporte à torneira, está forrada com azulejos brancos e é encimada por um painel de azulejos que tenta recriar a zona da fonte antes da requalificação da mesma. O painel desvenda a razão do nome da fonte que é devido a na zona existirem muitos sapos. A fonte possui ainda uma pia para recolha da água e é ladeada por duas floreiras na zona superior.
Na berma, junto à estrada existe um bonito banco em pedra que serve para um breve descanso e ao nível da fonte existe uma mesa em pedra ladeada por dois bancos também de pedra.
 
Mais um agradável espaço existente em Asseiceira.