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terça-feira, 22 de março de 2022

Postais de Rio Maior da década de 1910 da Editora Adelino Alves Pereira

Ficam aqui alguns postais da década de 1910 da Editora Adelino Alves Pereira da Figueira da Foz.









São postais com mais de 100 anos. Imagens das Salinas, da zona do Gato Preto (onde se encontra o atual quartel dos bombeiros), o primitivo quartel dos bombeiros, uma panorâmica de Rio Maior em 1914, uma antiga azenha existente nas bocas (local onde hoje se festeja o ‘dia de Bom Verão’) e as Bocas com a nascente do rio Maior.

Curioso o símbolo que identifica a editora. Um hexagrama pagão formado por triângulos entrelaçados e no seu interior as siglas do autor “AP”. Normalmente este símbolo é usado como amuleto de proteção e união de opostos

quinta-feira, 17 de março de 2022

Postais de Rio maior do início do céculo XX, de Faustino António Martins


Ficam aqui 2 postais do início do século passado (com mais de 120 anos) retratando momentos em Rio Maior.

Estes postais são de Faustino António Martins.


Faustino António Martins foi um grande filatelista, diretor e proprietário do Filatelista (publicação mensal).

Foi proprietário de um estabelecimento comercial, posteriormente especializado na compra e venda de selos, estabelecimento esse, situado na Praça Luís de Camões n.º 35 Lisboa, fundado em 1867.

Tornou-se editor e comerciante de cartofilia em 1900, muito associada à filatelia. Esta importante casa editora sofreu várias modificações no seu nome: Faustino A. Martins / F. A. Martins / ed. Martins / Martins / ou Martins & Silva entre outras variantes. Iniciou atividade editorial sob a sigla F. A. Martins a partir de 1900, Edição Martins a 1902 e Martins e Silva provavelmente em 1903. Nos seus postais retratou a vida pública e oficial da época, bem como aspetos do território, do povoamento e da sociedade, das atividades económicas e culturais, das paisagens e costumes de quase todo o país.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Antigo Matadouro Municipal de Rio Maior


O Matadouro foi inaugurado a 24 de Fevereiro de 1935, sendo considerado na altura uma das obras importantes para o Município de Rio Maior.

As obras começaram em 1932 em simultâneo com as obras para a nova estação dos correios de Rio Maior. A proximidade do rio Maior que lhe corre nas traseiras não era inocente, pois nessa altura as preocupações ecológicas não eram tão importantes como a facilidade em escoar resíduos. Isto era prática corrente, sendo este matadouro considerado um dos mais evoluídos entre os que existiam em Portugal.
Em 1957 deixou de ter razão de existir este matadouro, com a inauguração do Primeiro Matadouro Regional de Portugal em Rio Maior, por iniciativa de Marcolino Nobre. Em 1962 foi constituída a sociedade “Indústrias de Carnes Nobre, Lda”.

Hoje o matadouro já não existe tendo sido demolidas as suas instalações. Ainda podem ser observadas as duas casas que lhe serviam de suporte.
Uma das casas serve como posto para o veterinário de Rio Maior e o espaço do pátio é ocupado como garagem das camionetas de carreira.
O nome da rua que lhe passa à porta não deixa enganar, pois é a Rua do Matadouro.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Coroação em Rio Maior da Imagem de N.S. de Fátima


A 20 de Março de 1949, o Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cereja, veio a Rio Maior para coroar a imagem de Nossa Senhora de Fátima.

Esta fotografia tirada na Praça do Comércio, é da casa Benitez que existia na Av. 5 de Outubro.

A primeira imagem da N. S. de Fátima foi oferecida em 1920 (3 anos após as aparições) por Gilberto Fernandes dos Santos, um devoto de Torres Vedras e feita segundo indicações da Irmã Lúcia (uma das videntes de Fátima). A imagem que pesa 19 quilos, foi realizada por José Ferreira Thedim (escultor da Casa Fânzeres de Braga) em madeira, cedro do Brasil.
A 13 de Outubro de 1942, um grupo de mulheres portuguesas ofereceu a coroa de ouro (pesa 1200 gramas e contém 313 pérolas e 2679 pedras preciosas), em ação de graças por Portugal não ter entrado na Segunda Guerra Mundial.
A 13 de Maio de 1946 a imagem foi coroada, numa cerimónia solene realizada pelo legado pontifício, Cardeal Bento Aloisi Masella. Neste ano celebrava-se o tricentenário da proclamação de Nossa Senhora da Conceição como padroeira de Portugal.
Atualmente existem 12 réplicas desta estátua para satisfazer os pedidos que chegam de todo o mundo para receberem a imagem.

sábado, 18 de outubro de 2014

Janela Manuelina

Na rua Serpa Pinto, em Rio Maior, já existiu uma janela de estilo manuelino.
Mais um pedaço do património de Rio Maior que já só podemos ver em fotografia. 

Em Rio Maior existem outras evidências do Manuelino que podem ser consultadas em:
e

sábado, 11 de outubro de 2014

Antigo Coreto em Rio Maior


A cidade de Rio Maior já teve um coreto.
O coreto estava localizado na atual Praça da República.

Nesta curiosa imagem de finais da década de 1930, pode-se ver o coreto, uma fonte muito semelhante à que existe em Freiria e que foi substituída pelo chafariz que agora se encontra no Largo Padre Quartilho (frente à Igreja Matriz), o posto de abastecimento de combustível e em baixo no lado direito, a vedação do obelisco (monumento do I Centenário do Concelho) que atualmente se encontra no Jardim Municipal.

O coreto tinha uma base  bastante sólida e alta de 8 faces, coberta por um chapéu metálico que era suportado por pilares igualmente metálicos. Na base existia uma zona de arrumos.
A sentença do coreto ficou ditada quando num plano de 1938 do Município, se decidiu remover para lugar próprio o coreto com vista a beneficiar o aspeto do Largo da República.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Feira da Cebola



Ficam aqui algumas fotos antigas da Feira da Cebola de Rio Maior (atual FRIMOR).
Encontrei estas fotos em http://www.delcampe.net/ e são de Luciano Rodrigues.

Se pretender saber mais sobre a Feira da Cebola, pode consultar: 











 

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Cédulas emitidas em Rio Maior



Atualmente atravessamos uma grave crise económica em Portugal que tem sido comparada à crise do pós 25 de Abril de 1974.
Mas há um outro período, entre 1910 e 1926, em que a crise foi gravíssima, ao ponto das câmaras municipais terem de emitir papel-moeda, cédulas.
Cédula é a designação para o dinheiro de pequeno valor em papel, chamando-se Nota ao dinheiro em papel emitido pelo Banco de Portugal.
Como a cédula se deteriora com grande rapidez, só é usada quando por qualquer razão não se consegue dispor de metal (moeda). Isto foi o que aconteceu com a Implantação da República, em 5 de Outubro de 1910, que provocou a fuga de grandes quantidades de dinheiro e metais preciosos por parte de famílias exiladas. A situação piorou com o surgimento da I Grande Guerra Mundial, de 1914 a 1918. Durante este período houve uma grande inflação que provocou a valorização do dinheiro em metal, levando a que a moeda desaparecesse de circulação por as pessoas a guardarem. Esta situação levou mesmo ao surgimento do Estado Novo com a revolução de 28 de Maio de 1926.

domingo, 21 de setembro de 2014

Loja do Cidadão



A nova Loja do Cidadão de Rio Maior, funciona num edifício situado na Praça do Comércio, cedido pela Câmara Municipal. A gestão desta loja é assegurada pelo município em articulação com a AMA (Agência para a Modernização Administrativa).

A Loja do Cidadão encontra-se aberta ao público das 09:00 às 17:00, sem interrupção para almoço.
Os serviços estão divididos pelos 3 pisos da seguinte maneira:
  Piso 0 – Espaço do Cidadão e Instituto dos Registos e do Notariado;
  Piso 1 – Instituto da Segurança Social e Câmara Municipal de Rio Maior;
  Piso 3 – Casa da Música.



Esta é a primeira loja do país que é gerida pela própria autarquia e é também a primeira loja a incluir o Espaço de Cidadão.
Num único espaço temos assim serviços do Espaço do Cidadão, Instituto dos Registos e Notariado, de Finanças, Instituto da Segurança Social e da Câmara Municipal.
Foi criado ainda um espaço para acolher atividades culturais, denominado “Casa da Música”.
Este novo espaço na cidade teve um custo total de 429.000,00€ para a Câmara Municipal e teve o co-financiamento de 656.760,55€ pelo FEDER e 313.101,75 pelo programa COMPETE.

No Espaço do Cidadão é possível realizar os seguintes serviços:
  Prestação de serviços do Portal do Cidadão (navegação assistida)
  Prestação de serviços da ADSE
  Prestação de serviços da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT)
  Prestação de serviços da Caixa Geral de Aposentações (CGA)
  Prestação de serviços da Direção-Geral do Consumidor (DGC)
  Prestação de serviços da Inspeção-Geral das Atividades Culturais (IGAC)
  Prestação de serviços do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT)
  Prestação de serviços da Segurança Social (ISS)
  Prestação de serviços do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

A Loja do Cidadão foi inaugurada a 30 de Junho de 2014, contando com a presença do Ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro e do Secretário de Estado para a Modernização Administrativa, Joaquim Pedro Cardoso da Costa. Na inauguração estiveram também presentes para além de outras individualidades, o Presidente do Conselho Diretivo da AMA, Paulo Neves e a Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, Isaura Morais.


Em 2009 a Câmara Municipal de Rio Maior, garantiu uma Loja do Cidadão na cidade.
Numa cerimónia muito concorrida, realizou-se a 15 de Janeiro de 2009 a cerimónia de assinatura do acordo de colaboração entre o Município de Rio Maior e a AMA para a instalação de uma Loja do Cidadão 2G. Estiveram presentes entre outros: o Secretário de Estado Adjunto e da Administração Local, Eduardo Cabrita, a Secretária de Estado da Modernização Administrativa, Maria Manuel Marques, os responsáveis da Agência para a Modernização Administrativa e da Estrutura de Missão Lojas do Cidadão de Segunda Geração, Anabela Damásio e Eduardo Feio, o deputado à Assembleia da República, António Gameiro, em representação do Governador Civil do Distrito de Santarém, Paulo Fonseca, o Adjunto Luís Ferreira, o Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, Silvino Sequeira e em representação da Assembleia Municipal, António Maia.

Inicialmente a Loja do Cidadão tinha sido planeada para ser instalada nas instalações do Grémio Riomaiorense, na Avenida Paulo VI. A mudança de planos foi com o intuito de revitalizar o núcleo urbano da cidade criando condições para recuperar outros edifícios históricos, para atrair pessoas evitando a desertificação da área e trazer clientes à zona comercial constituída por pequenas lojas de bairro.


Em 2011 o edifício surge em papel pelo gabinete de “Espada Cordeiro arquiteto”, para a AMA (Agência para a Modernização Administrativa) e com uma área de 920 M2.
Os edifícios foram adquiridos pela Câmara Municipal e encontravam-se com sinais evidentes de degradação.




E a obra iniciou-se em Junho de 2011 com a demolição completa dos edifícios.

Aqui os cidadãos constataram que a Casa Regallo, que era uma referência na construção do século XX da cidade tinha desaparecido para sempre, apesar de em algumas intervenções os responsáveis municipais terem afirmado que somente iriam haver algumas demolições pontuais e que a construção teria presente os valores da história e da imagem urbana, garantindo a intenção de preservar as fachadas existentes.


Muitos riomaiorenses estranharam a opção pela demolição das fachadas, porque a Praça do Comércio era o coração do núcleo urbano da cidade fazendo mesmo parte da ARU1 (Área de Reabilitação Urbana  de intervenção prioritária).



Com a construção do edifício, surgiu novo problema, pois verificou-se que o prédio é maior que todos os restantes, podendo constituir uma violação do próprio PDM de Rio Maior. Mas em 11 de Janeiro de 2013 a CCDR-LVT fez divulgar que no seu entender não haveria uma violação do PDM apesar deste edifício ter uma cota de beirado (112,36) mais alta que qualquer um dos 19 edifícios circundantes.
Em Março de 2013 surgiu novo contratempo na construção. A empresa Obraeuropa que tinha a adjudicação da construção desistiu de as efetuar por estar à beira da falência. A Câmara tratou de imediato de atribuir à empresa Secal (sediada em Alcanena) a continuação da empreitada. Nesta altura a construção estava com um atraso de dois meses.




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