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sábado, 8 de agosto de 2015

O Salteador e o Estudante


O Salteador e o Estudante

Esta história ou lenda, está escrita no “Archivo Popular” de 1843 e passou-se nos pinhais de Rio Maior.


Um estudante finalista que iria provavelmente para Coimbra foi abordado por um assaltante empunhando um bacamarte junto aos pinhais de Rio Maior.
O estudante bem tentou convencer o assaltante de que o que lhe estava a fazer era malvado e que havia tanta outra gente a quem o dinheiro faria menos falta.
Não tendo outra hipótese de se salvar, o estudante lá entregou todo o dinheiro que trazia, 22 cruzados novos.
O estudante no entanto não desistiu e continuou a tentar que para o crime do assaltante não ser tão hediondo, poderia este trocar o dinheiro por algo que o assaltante tivesse, como, o bacamarte.
O assaltante concordou e mal o estudante se viu com o bacamarte engatilhou-o e apontou-o ao ladrão, exigindo que lhe restituísse de imediato o dinheiro.
O assaltante deu uma gargalhada e disse “Amigo, não é com essa arma que o podeis fazer, porque está descarregada, mas já com esta (mostrando-lhe uma pistola) seria muito mais fácil”.
Assim o estudante seguiu o seu caminho, mais ferido no orgulho do que na carteira. 


sábado, 28 de janeiro de 2012

Ermida de Santo Amaro em Sourões - Alcobertas.

 
A Ermida de Santo Amaro foi construída pelos moradores da terra a 4 de Maio de 1590.
Devido à grande degradação a que chegou, foi novamente reedificada em 1912, também pelos populares.
Sofreu obras de beneficiação em 1975 e em 1990 os jovens do lugar comemoraram o 4º centenário da capela.

A capela é de construção simples, mas bonita destacando-se pela sua torre sineira, pela zona de abrigo lateral e ainda pelo portal que possui a gravação ‘Ermida de Santo Amaro Sita neste local pelos moradores dele a 4 de Maio Anno do Sor de 1590’.
No seu interior destaca-se a imagem de Santo Amaro, a pia de água benta e o balcão central no 1º andar.

Neste Ano a festa em honra de Santo Amaro, realizou-se nos dias 13, 14 e 15 de Janeiro.




A lenda do Senhor Amaro
Segundo se sabe, há muitos anos, passava um homem chamado Amaro por este local à procura de cura para uma sua grave doença. Decidiu aqui pernoitar e ao acordar constatou que já estava curado. Decidiu estabelecer-se na terra e em forma de agradecimento, mandou construir uma capela dedicada ao Santo com seu nome. Assim foi erigida a Ermida de Santo Amaro.

A lenda de Sourões
Existia na terra uma família cujo apelido era Soeiro. Como os rapazes da família eram muito altos, começaram a ser conhecidos e tratados por Soeirões. Assim a zona começou a ser conhecida por Soeirões, vindo posteriormente o nome a modificar-se para Sourões.

Mas quem foi Santo Amaro?
Santo Amaro, mais propriamente São Mauro, foi um discípulo Benedito. O seu pai, Equitius, era um nobre romano que entregou o seu filho Mauro com 12 anos (em 522 DC) aos cuidados de Benedito de Nurcia (São Bento). Um dia enquanto orava, São Bento viu em espírito o filho do senador Tertulius a cair à água quando ia buscar água. Santo Amaro foi mandado ir salvar o rapaz (Plácido) e imbuído na sua fé, sem hesitar assim o fez. Ao chegar ao lago andou sem o notar sobre as águas, pegou em Plácido pelos cabelos e trouxe-o para a margem, salvando-o. Santo Amaro acabou por falecer de causas naturais em 580 DC.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Chegada a Malaqueijo

Que não fiquem dúvidas a ninguém, estamos a chegar a Malaqueijo.


A Freguesia de Malaqueijo foi criada somente a 16 de Maio de 1984, mas já existem registos da Aldeia de Malaqueijo de 1527, aquando de uma estatística realizada a Rio Maior.
Existe uma lenda que conta a origem do nome Malaqueijo que nos fala de um caminhante que ao passar por este local se sentiu cansado e com fome. Avistou um pequeno casebre no meio dos montes e dirigiu-se para lá. Bateu à porta e foi atendido por um velho pastor que lhe perguntou ao que vinha. O caminhante lá lhe respondeu que procurava algo para se alimentar pelo que obteve como resposta “mal há queijo”. Assim surge o nome como a região ficou conhecida, Malaqueijo.

sábado, 5 de março de 2011

Tradição Carnavalesca em Arrouquelas

Em Arrouquelas existe uma tradição aliada ao Carnaval que apesar de muito antiga ainda perdura nos nossos dias.
A tradição consiste nos jovens de Arrouquelas irem 'roubar' os carros (agora chamados de carroças) e os juntarem num dos largos da localidade. Este 'assalto' ocorre todos os anos na noite de sexta-feira para Sábado que precede o Carnaval.
O difícil nos nossos dias é ainda se conseguir encontrar as carroças, mas elas vão aparecendo, como mostra a figura seguinte.
É Carnaval, ninguém leva a mal.

Segundo a lenda, esta tradição está relacionada com o facto de os cristãos terem conseguido expulsar os mouros indo pela calada da noite roubar os seus valiosos instrumentos de trabalho, como os burros e as carroças.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Cabeço de São Gens em São João da Ribeira

O Monte de São Gens também é conhecido como Cabeço de São Gens.

Segundo se supõem, na época em que os Mouros eram donos destas terras, São João da Ribeira seria um aduar mourisco, sendo mesmo o centro mais populoso da antiga província de Belatha (Batalha). O centro da população (pelo menos de refúgio) seria no monte de São Gens e a Torre Mourisca seria um ponto de vigia contra incursões dos alcaides dos castelos de Alcanede ou mesmo de Porto de Mós.
Claro que este lugar está carregado de lendas e a mais impressionante é a que está relatada num dos painéis do fontanário que existe junto ao largo da igreja matriz, onde está escrito: ‘Reza a lenda que no cabeço de S. Gens estão enterrados dois potes, um com ouro e o outro com peste. Quem os abrir tanto pode ficar rico ou morrer’.


No cimo do cabeço existe um telheiro com mesas e cadeiras de modo a se poder fazer um bom pick-nick nos dias quentes de Verão.
O que o lugar actualmente tem de melhor é sem dúvida a vista.



São Gens pode referir-se a três personagens (penso que o nome é devido à primeira personagem):
  1. São Gens de Roma que viveu no tempo do imperador romano Diocleciano (finais do séc. II), era actor e numa actuação em que representava de forma jocosa um cristão a receber o Baptismo, recebeu a graça da fé e declarou-se aí mesmo cristão. Acabou decapitado. Foi adoptado para Potugal por Dona Mafalda, esposa do rei D. Afonso Henriques.
  2. São Gens de Lisboa terá sido um dos primeiros bispos de Lisboa que acabou mártir. Segundo a lenda, a mãe de São Gens morreu do parto e está ligada à tradição que ainda hoje prevalece em que se uma mulher grávida quiser assegurar que vai ter um bom parto se deve de sentar na ‘Cadeira de São Gens’ que está guardada na Ermida da Senhora do Monte, na freguesia da Graça em Lisboa.
  3. São Gens de Arles foi notário militar, sob as ordens dos imperadores Maximiano e Diocleciano, acabando decapitado em 303 ou 308.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Gruta em Nossa Senhora da Luz I

Esta gruta encontra-se localizada no lugar de Nossa Senhora da Luz.
Para se aceder à gruta tem-se que passar por um terreno privado. Mais uma vez esta gruta não possui nenhum tipo de protecção.
A gruta possui na sua parte inicial o tecto bastante alto e é bastante fácil passar por esta área que compreende duas grandes salas ligadas por um corredor estreito. A gruta tem cerca de 150m de comprimento.
Esta gruta está associada a Nossa Senhora da Luz, que pode indicar uma cristianização de um antigo culto pagão ligado à veneração dos espíritos subterrâneos.
Os vestígios arqueológicos encontrados na gruta foram datados da época do Neolítico/Calcolítico e incluem tumulações acompanhadas de oferendas funerárias como cerâmica, indústria lítica e adornos. O espólio recolhido encontra-se no Museu Nacional de Arqueologia e Etnologia em Lisboa.
As intervenções arqueológicas foram a escavação numa espessura de 3-4 metros em 1934-36 sob a orientação de Manuel Heleno e sondagens em 1987 realizadas por Anthony Marks e João Zilhão que concluíram já não haver mais vestígios arqueológicos.
Sendo esta gruta classificada como Monumento Nacional por decreto de 1934, deveria de estar melhor preservada, protegida, com caminhos de acesso definidos e sinalizada. Ainda estamos a tempo de preservar o nosso património, não temos é muito tempo para fazer o que tem de ser feito. É urgente começar a agir.





A seguinte imagem é de um vaso descoberto nesta gruta, datado do Neolítico Antigo Evoluído/Neolítico Médio e tem 20.3 cm de altura e 20.2cm de diâmetro.

Ver também o artigo sobre uma outra gruta que se encontra a alguns metros de distância desta, em:
A gruta está classificada como Monumento Nacional pelo Decreto nº23743, de 06-04-1934, inventariado na base de dados do IGESPAR com CNS3840 e no Plano Director Municipal de Rio Maior, PDM nº72).

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Capela em Chãos

Quem chega a Chãos em Alcobertas depara-se com uma pequena capela de arquitectura simples mas que serve perfeitamente como lugar de oração e reflexão.
A capela foi inaugurada a 05 de Março de 1989 com o apoio da Junta de Freguesia e Câmara Municipal. O Povo do lugar também contribuiu para a sua construção.



Há uma lenda sobre Chãos e sobre São Francisco ser o seu Santo padroeiro.
Há muitos anos, chegaram a estas terras uns homens em cima de uma carroça. Quando passavam pela aldeia, um deles que se chamava Francisco caiu. Os colegas começaram a chamar pelo Francisco ao que este respondeu “Estou nos Chãos”. Todos acharam piada ao Francisco ter dito Chãos em vez de Chão e assim a aldeia passou a ser conhecida por “Chãos” e o Santo padroeiro da aldeia, São Francisco.

domingo, 3 de outubro de 2010

Moinho D'Água Jogadouro

Moinho d’Água do Jogadouro.
Mesmo ás portas de Rio Maior em Freiria, existe um moinho de água cujo moinho se encontra ainda em bom estado de conservação e pleno estado de funcionamento.
Embora seja um espaço privado que actualmente está transformado de modo a acolher o turismo rural, continua a ser um património que Rio Maior não pode deixar perder nem esquecer.


Canal de escoamento de água do moinho.


A represa e redireccionamento de água para o moinho.


Este lugar antigamente era conhecido como Quinta do Jogadouro e só mais recentemente é conhecido como Freiria.
Segundo a lenda, no tempo em que os Mouros habitavam estas terras existia por aqui um palácio em que o jogo preferido dos seus habitantes era jogado com bolas de ouro (daí o nome Jogadouro). Mais tarde foi aqui construído um convento do qual desapareceu uma freira, o que deixou as pessoas a questionarem-se ‘Onde é que a freira iria’ (daí o actual nome Freiria).
Para saber mais sobre o Moinho d’Água do Jogadouro, consulte:

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Lenda de Casais Monizes

Lendas de Casais Monizes.
Casais Monizes é uma pequena localidade situada na Serra dos Candeeiros e que pertence a Alcobertas.
Terra ventosa em que as principais fontes de rendimento são a agricultura, a criação de animais e a extracção de pedra.
Casais Monizes é uma terra pequena, mas de habitantes orgulhosos do espaço em que nasceram e viveram.
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1- Lenda dos Casais Monizes
No tempo dos reis, há muitos anos atrás, um homem chamado Moniz foi castigado pelo rei a viver no Alto da Serra dos Candeeiros por desobediência.
Desolado pelo castigo recebido, Moniz viu-se sozinho e sem nada num local em que o terreno era pobre e muito pedregoso.
Sua sorte começou a mudar quando se apaixonou e mais tarde veio a casar com uma bela rapariga que por ali passava. Os filhos foram nascendo e para manter a família Moniz teve de cultivar os terrenos à volta de sua casa e para a sua rega teve de construir uma cisterna em pedra de modo a guardar a água da época das chuvas (Primeira cisterna de Casais Monizes).
Com os filhos já crescido e tendo ido pedir o perdão ao rei, o monarca não só lhe perdoou a desobediência, como o recompensou, dando-lhe as terras de Casais Monizes.
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2- Lenda do Degredo
Como manter as pessoas nas prisões acarretava despesas elevadas à administração real, surgiu a ideia de usar os criminosos como agentes de colonização e povoamento das terras. Assim sendo, o degredo era uma das punições que existiam para crimes cometidos, desde o início da época colonial portuguesa. O degredo no Brasil era uma punição usada para os crimes mais graves, seguida do degredo para África e para os crimes menos graves a punição seria para as regiões despovoadas de Portugal.
Assim surge a lenda do povoamento de Casais Monizes, conforme reportagem de Frederico Alves na publicação periódica ‘Multidão’ de 20 de Abril de 1943 (nº1, ano I).
Em resumo, os guardas levaram uma leva de condenados com suas mulheres e filhos para o Alto da Serra dos Candeeiros e aí os abandonaram às suas sortes com recomendações para não fugirem pois os habitantes das terras vizinhas teriam ordens de os matar caso os avistassem.
Naquele local desolado e tomados pela fúria, os degredados fizeram casas, muros e moinhos, tendo uma vida difícil mas conseguindo viver.
Com o passar dos anos a população foi aumentando e por todo o lado do monte foram surgindo novas vidas, até que os vizinhos se esqueceram que ali só viviam condenados.
Podendo então ir para onde quisessem, as pessoas continuaram a não sair de Casais Monizes, nem sequer para descerem o monte e virem para lugares mais férteis junto ás nascentes.
É esta então a lenda dos habitantes de Casais Monizes que sendo Homens pacíficos são muito zelosos e defensores do que é seu por direito.


Mais informação sobre Casais Monizes em:
http://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2011/11/casais-monizes.html

segunda-feira, 22 de março de 2010

Capela em Teira


Em Teira, junto à estrada nacional que liga Rio Maior a Alcobertas, encontra-se a capela em honra do Espírito Santo. O adro da capela dá para o Largo professora D. Maria Luísa Marcelino Varela que viveu entre 1934 e 1956 e esta homenagem ocorreu em 1 de Novembro de 1986.
A capela de aspecto sóbrio mas simultâneamente bonito tem no seu exterior uma grande cruz de pedra datada de 2001.
A característica mais curiosa desta capela é a imagem de São Martinho que como já foi comentado neste Blog veio do Castro de São Martinho e que segundo uma lenda terá fugido várias vezes desta capela para a sua antiga ermida no referido castro.
A festa do Divino Espírito Santo realiza-se em Teira no dia 15 de Junho.




quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Casa Senhorial D'el Rei D. Miguel - Casa da Cultura João Ferreira da Maia

Casa Senhorial D'el Rei D. Miguel - Casa da Cultura João Ferreira da Maia.





A Casa Senhorial D’el Rei D. Miguel está situada na rua Serpa Pinto em Rio Maior. No século XVI era esta a área preferida pelos mais ricos para construir as suas casas. O período de maior esplendor da casa foi durante a segunda metade do século XVII.
O piso superior era destinado à área residencial, possuindo uma capela privativa e o piso térreo destinado aos animais, arrumos e cozinha.
Neste local foram encontrados vestígios das diversas ocupações que o espaço foi tendo desde o tempo dos romanos, como, restos de fornos romanos, um silo aparentemente medieval, restos de uma casa medieval do século XV, os restos de uma criança enterrada ainda sem data confirmada e restos de uma alfaiataria do século XIX.
O nome da casa senhorial vem do facto de se pensar que aqui terá residido por alguns dias D. Miguel nas vésperas da Batalha de Almoster (ocorreu a 18 de Fevereiro de 1834), quando Portugal vivia em guerra civil (Guerra entre os liberais e os absolutistas) e Santarém era o fulcro dessa guerra pois era aqui que a facção miguelista (absolutistas) exercia um maior poder. Devido a esta mesma guerra o morgado Joaquim Maria (capitão das milícias de Rio Maior e partidário absolutista) proprietário da casa teve que se exilar pois os liberais ganharam a guerra. Ficaram na casa um irmão e duas irmãs muito jovens do morgado. A última das irmãs acabou por falecer por volta de 1922.



Apesar de todo o esplendor que a casa possuiu esteve em ruínas até final do século passado. No entanto a casa reabre com toda a sua dignidade em Maio de 2002 após obras profundas e passa-se a chamar ‘Casa da Cultura João Ferreira da Maia’ em homenagem a este ilustre autarca que nasceu a 14 de Fevereiro de 1882 e faleceu a 9 de Outubro de 1958. João Ferreira da Maia foi presidente da câmara municipal de Rio Maior, sendo várias as obras que lhe são atribuídas e notório o incentivo que deu à vida associativa do concelho. João Ferreira da Maia era o dono da casa senhorial e doou esta ao município a qual foi entregue por mãos do seu filho o Dr. João Afonso Calado da Maia.

O edifício compreende hoje duas zonas:
A Casa Senhorial com um espaço de exposições no primeiro piso, o qual actualmente possui uma amostra do espólio encontrado na ‘villa romana’. Pertence a esta zona a área de entrada e a interligação com os diversos compartimentos.
A Casa da Cultura João Ferreira da Maia com uma sala de exposições no piso térreo e no primeiro piso uma sala de reuniões e vários gabinetes.



Infelizmente nem tudo tem um final feliz. Um dos principais interesses históricos do edifício eram os tectos de madeira pintada. Os tectos foram retirados para restauro, mas ainda se encontram num armazém da câmara municipal e o motivo reside no facto de durante as obras se terem mexido em algumas paredes e agora estes tectos já não caberem nos locais de onde foram retirados. Espero que se encontre uma solução para este precalço de modo a não termos que lamentar mais esta perda no nosso património.

Esta casa também tem uma lenda:
Segundo consta, o rei D. Miguel, quando se alojou nesta casa para a batalha de Almoster, em 1834, num ato de nervosismo deu um murro numa janela enquanto dava ordens, partindo esta. Durante cerca de 100 anos o vidro continuou partido sem ninguém o substituir pois tinha sido partido por El-rei e isso era motivo de orgulho. Resta referir que nessa luta entre liberais e absolutistas o rei D. Miguel perdeu a batalha e talvez o vidro partido tenha sido um mau prenúncio. 



História da casa.
Esta casa apresenta vestígios de idades tão tardias como a época romana. No entanto o edifício atual é originário de sucessivas alterações de uma construção com cédula do início do século XVIII.
Entre 1760 e 1770 o edifício foi reformulado e ampliado.
Entre 1760 e 1770, aproveitando um alpendre, constrói-se um corpo lateral para servir como capela/oratório, passando o acesso principal do edifício a fazer-se pelo topo Sul.
Nas traseiras do edifício é construída uma cozinha e uma zona de arrumos no rés-do-chão. No topo Sul, é construída uma nova sala no 1º andar.
No início do século XIX é duplicada a área de construção com a edificação de uma nova ala a Norte. Para a ligação deste novo edifício, a capela perdeu o telhado de duas águas com um óculo para iluminar o altar, passando a possuir um simples telhado e uma só água.
Ao longo do século XX realizaram-se obras que desrespeitaram a fisionomia inicial da casa. A cozinha do século XVIII foi demolida, bem como uma parede traseira, para se ampliar novamente o edifício de modo a acomodar uma cozinha no primeiro andar.
Na segunda metade do século XX é construída uma casa de banho no primeiro andar e são alteradas as coberturas.

Com a obras de restauro realizadas no final do século XX e inauguradas em 2002, realizaram-se também trabalhos arqueológicos na área do rés-do-chão.
Sala 1.

A última utilização que este espaço teve foi como depósito e venda de produtos agrícolas.
Com as escavações surgiu um vasto espólio que tornou claro o uso deste espaço no passado como alfaiataria.
Sala 2 (contígua à sala 1).
A última utilização desta sala, foi como loja de flores, mas também já tinha sido usada como gabinete de desenho.
Com as escavações apareceram vestígios da alfaiataria, mas também de tijoleiras romanas.
No centro da sala foi descoberta um enterramento de uma criança com idade compreendida entre os 2 e os 3 anos. Este enterramento pode ser devido à casa se ter expandido na direção da igreja vizinha.
Sala 3 (contígua à sala 2).
Existe referências ao uso desta sala como peixaria.
Com as escavações descobriram-se mais tijoleiras romanas, bem como uma moeda também romana (época de Constâncio César, de 350 a 360 d.C.).
Na sala foi descoberto um silo medieval usado posteriormente como fossa.
Foi descoberto um enterramento de um adulto, também muito provavelmente devido à proximidade da igreja vizinha.
Sala 4.
Esta sala estava a ser usada como cozinha.
Sala 5.
A última utilização foi como área de arrumos, mas anteriormente serviu de curral para cabras.
Com as escavações, identificaram-se uma série de muros que correspondem a diversas reorganizações que a casa sofreu. Numas das fundações descobriu-se um Ceitil de D. Afonso V, datando assim parte da casa no século XV.
Pátio.
O pátio encontrava-se tapado por cimento e com as escavações verificou-se que este foi usado como lixeira durante a ocupação da casa, permitindo deste modo fazer um retrato da vida quotidiana das diversas gerações que aqui viveram.


As imagens antigas existentes neste artigo, foram retiradas de várias publicações residentes na Internet.



Pode saber mais sobre os paineis de madeira pintados, em:
Pode saber mais sobre a exposição permanente sobre a Villa Romana, em: