Este Blogue pretende ser um Fórum aberto a todos de modo a criar um espaço comunitário para mostrar o que a nossa terra tem de melhor, mostrar o que está menos bem e ser um ponto de discussão sobre assuntos relacionados com o Concelho de Rio Maior. O único interesse deste espaço é dar uma nova voz positiva a Rio Maior e aos Riomaiorenses não havendo nenhuma motivação ideológica, política ou bairrista.
domingo, 20 de novembro de 2022
Museu Didático do Automóvel em Miniatura em Assentiz
terça-feira, 6 de setembro de 2022
Monumento dos 300 anos da Feira de Setembro
segunda-feira, 28 de março de 2022
Água de Inglaterra em Rio Maior
terça-feira, 22 de março de 2022
Postais de Rio Maior da década de 1910 da Editora Adelino Alves Pereira
Ficam aqui alguns postais da década de 1910 da Editora Adelino Alves Pereira da Figueira da Foz.
São postais com mais de 100 anos. Imagens das
Salinas, da zona do Gato Preto (onde se encontra o atual quartel dos
bombeiros), o primitivo quartel dos bombeiros, uma panorâmica de Rio Maior em
1914, uma antiga azenha existente nas bocas (local onde hoje se festeja o ‘dia
de Bom Verão’) e as Bocas com a nascente do rio Maior.
Curioso o símbolo que identifica a editora. Um
hexagrama pagão formado por triângulos entrelaçados e no seu interior as siglas
do autor “AP”. Normalmente este símbolo é usado como amuleto de proteção e
união de opostos
quinta-feira, 17 de março de 2022
Postais de Rio maior do início do céculo XX, de Faustino António Martins
Ficam aqui 2 postais do início do século passado
(com mais de 120 anos) retratando momentos em Rio Maior.
Estes postais são de Faustino António Martins.
Faustino António Martins foi um grande filatelista, diretor e proprietário do Filatelista (publicação mensal).
Foi proprietário de um estabelecimento comercial,
posteriormente especializado na compra e venda de selos, estabelecimento esse,
situado na Praça Luís de Camões n.º 35 Lisboa, fundado em 1867.
Tornou-se editor e comerciante de cartofilia em 1900, muito associada à filatelia. Esta importante casa editora sofreu várias modificações no seu nome: Faustino A. Martins / F. A. Martins / ed. Martins / Martins / ou Martins & Silva entre outras variantes. Iniciou atividade editorial sob a sigla F. A. Martins a partir de 1900, Edição Martins a 1902 e Martins e Silva provavelmente em 1903. Nos seus postais retratou a vida pública e oficial da época, bem como aspetos do território, do povoamento e da sociedade, das atividades económicas e culturais, das paisagens e costumes de quase todo o país.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022
História da Imagem de Nossa Senhora de Arrouquelas
Na publicação de 1707, “Santuário Mariano e Histórias das Imagens Milagrosas de Nossa Senhora”, consta uma publicação curiosa sobra a imagem de Nossa Senhora da Encarnação em Arrouquelas.
Aqui se pode ler, como a idade da imagem já na altura era considerada muito antiga, como o pároco a tentou levar de Arrouquelas, mas por milagre a imagem retomava ao seu local e como as pessoas acorriam à imagem com os seus pedidos e Nossa Senhora respondia com milagres. É curioso a referência à paga dos milagres com o peso da pessoa em trigo, sendo que a balança ainda existe na igreja.
"Titulo 77
Da Imagem de Nossa Senhora de Arrouquelas, ou da Encarnação.
E no mesmo termo da Vila de Santarém, e quase no mesmo distrito da Escusa (São João da Ribeira) se vê outro lugar, a que dão o nome de Arrouquelas. Perto deste lugar apareceu também outra Santíssima Imagem da Soberana Imperatriz da glória, a quem dão o titulo da Encarnação, porque o de Arrouquelas foi tomado do lugar do seu aparecimento ou porque junto a ele se manifestou. Também consta da tradição que aparecera no mesmo lugar em que hoje é venerada e podia bem ser que após o seu aparecimento fosse levado pelo pároco para a mesma freguesia de São João da Ribeira e que a Senhora enamorada do lugar e sítio de seu aparecimento se não quisesse acomodar a ficar naquele que lhe dava o pároco da Igreja de São João.
É esta Santíssima imagem muito antiga e por esta causa não sabem dizer aqueles camponeses, nem por tradição, o tempo nem o modo da sua manifestação. E só confessam com muita experiência o ser sempre procurada de todos, pelos muitos prodígios que faz, como o testemunham os sinais e memórias deles.
Com os meninos doentes se vê estas maravilhas continuamente e o mesmo é oferecê-los à Senhora pesados a trigo, para o que há na sua Igreja uma balança que serve este propósito. É vê-los saírem logo da presença daquela piedosa Senhora, sãos e livres da queixa que padeciam.
O mesmo experienciam em os mais achaques que padecem os que que com verdadeira devoção e viva fé imploram em suas necessidades a seu favor.
É esta Santa Imagem tão pequena, que não chega a um palmo e meio a sua altura, está com muita veneração recolhida em um tabernáculo ou nicho de vidraça. Festejam-na com muita grandeza no dia da sua Natividade e são muitas as afluências e romagens, não só neste dia, mas por todo o decorrer do ano."
Podem saber mais sobre a Igreja de Arrouquelas, em:
https://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2009/12/igreja-matriz-de-nossa-senhora-da.html
Podem saber mais sobre a balança para pesar as crianças em:
https://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2019/01/balanca-na-igreja-de-arrouquelas.html
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022
Trabalho de arqueologia realizado em 1873 na Gruta de Alcobertas
No “Portugal Antigo e Moderno” de 1873 existe uma história curiosa sobre a Gruta de Alcobertas.
Esta gruta, é identificada no texto como existente no chamado “Cabeço de Truquel” e a Serra dos Candeeiros é ainda referida como Serra dos Albardos devido ao frio que se costuma sentir no cimo da serra.
O curioso da história é os locais terem posto fogo na gruta para evitar os trabalhos arqueológicos de 1869. Mas a história começa assim:
“…
Em 1869, o Sr. Joaquim Possidónio Narciso da Silva, distinto arquiteto da casa real, fundador da Associação dos Arquitetos Civis Portugueses, e do Museu Arqueológico que está na igreja gótica do Carmo, em Lisboa. Inteligente e zeloso amador das antiguidades da pátria, fez aqui uma viagem, de propósito para investigar todas as particularidades da gruta e se a sua existência pertencia a épocas pré-históricas, como parece provável.
Viu que a entrada da gruta está meio escondida pela rama de espessos arbustos e é baixa e estreita. A primeira gruta é uma espécie de vestíbulo, bastante alta, mas pouco espaçosa. Porém, por uma abertura existente no rochedo, passa-se a outra gruta muito mais vasta. Ambas as grutas têm nas rochas que formam a abobada uns buracos por onde entra o ar e a luz.
Achou o Sr. Silva a pouca profundidade uma camada de cinza (com alguns ossos misturados) com bastante espessura e ocupando todo o centro da gruta. Por baixo desta camada de cinza achou uma de areia e por baixo desta outra de cinza e ossos, como a superior.
Em vista disto, é de supor que esta gruta fosse destinada para necrópoles, ou jazigo dos restos mortais desses povos primitivos.
Já era muito, mas o Sr. Silva tinha fundadas esperanças de vir a descobrir instrumentos e outros vestígios dos tempos pré-históricos.
Como era noite, interromperam-se os trabalhos. No dia seguinte, quando o Sr. Silva chegou à gruta com os criados e trabalhadores para continuar as investigações, viu que dos respiradouros da gruta saiam densas espirais de fumo. Foram os pastores da serra que julgando que lhes iam roubar tesouros que reputavam seus (apesar de na véspera o Sr. Silva lhes dizer que caso aparecesse algum ouro ou prata lhes dava tudo a eles) tinham enchido a gruta de mato (para o que tinham trabalhado toda a noite) e lhe haviam lançado fogo.
No dia seguinte voltou o Sr. Silva, mas o fumo e o calor não deixaram penetrar na gruta, pelo que reservou a continuação dos trabalhos para o dia seguinte. Mas recebendo um telegrama para regressar a Lisboa ficaram, por enquanto, suspensas as suas investigações.
Por essa ocasião, mostraram também ao Sr. Silva na mesma serra, à distância de coisa de um quilometro da gruta, um dólmen perfeitamente conservado. Foi um ótimo achado porque não havia conhecimento, nem memória escrita, desse monumento céltico naquela localidade.”
Possidónio da Silva nasceu em Lisboa a 15 de maio de 1806.
Por causa da invasão napoleônica em Portugal, no ano de 1807, Possidónio da Silva partiu para o Rio de Janeiro, no Brasil, junto com sua família. Lá, passou parte de sua juventude.
Em 1824, com dezoito anos de idade, Possidónio da Silva foi estudar Arquitetura na École des Beaux-Arts, em Paris, França. Entre 1829 e 1830, esteve em Roma, mas retornou a Paris para trabalhar no Palais Royal e no Palácio das Tulherias.
Em 1833, Possidónio da Silva regressou a Portugal, onde se tornou arquiteto da Casa Real. Participou nas obras dos Palácio da Pena, São Bento, Necessidades e traçou o Palácio do Alfeite.
Entre 1851 e 1853 foi o 2.º Grão-Mestre da Grande Loja Provincial do Oriente Irlandês.
Foi no final da década de 1850 que adquiriu do Governo apoio para o primeiro levantamento dos monumentos nacionais. Possidónio da Silva procurou também, por meio de jornais, informar o público da necessidade de preservar o património arquitetónico português.
Em 1867, durante a Exposição Internacional de Paris, realizou-se a segunda sessão do Congresso Internacional de Antropologia e Arqueologia Pré-histórica, em que Possidónio da Silva obteve o primeiro contacto com as práticas da Arqueologia, em especial a escavação estratigráfica e sectorial. Em 1878, em seu livro “Noções Elementares de Archeologia”, Possidónio da Silva publicou uma síntese desses métodos.
Possidónio da Silva foi fundador e presidente da Associação dos Arquitectos Civis Portugueses que passou a se chamar Real Associação dos Arquitectos Civis e Arqueólogos Portugueses, antes de se cindir, já depois da morte do Joaquim, e dar as atuais Ordem dos Arquitectos e Associação dos Arqueólogos Portugueses (AAP).
Também foi membro do Instituto de França e da Société française d'archéologie.
Joaquim Possidónio Narciso da Silva faleceu a 23 de março de 1896.
Pode saber mais sobre a gruta de Alcobertas, em:
Cidadania RM - Rio Maior: Gruta de Alcobertas (rio-maior-cidadania.blogspot.com)
quarta-feira, 19 de janeiro de 2022
Inauguração de um posto da SACOR em Rio Maior na década de 1960.
Inauguração na década de 60 de um posto de combustível da SACOR em Rio Maior.
O Sr. Padre Armando ficou encarregue de benzer a
obra.
Um pouco de história.
Até ao final dos anos 30 do século passado,
Portugal era abastecido de produtos petrolíferos por várias empresas
estrangeiras como a Shell, a Vaccum e a Atlantic.
Em 1937 surge a necessidade de refinar em Portugal
o petróleo após a Lei nº1965 e assim surge a SACOR (Sociedade Anónima de
Combustíveis e Óleos Refinados). A SACOR foi criada por Martin Saim e Sando
Garrian, dois romenos radicados em França.
Em 1945 é criada pelo estado e pelas empresas
petrolíferas a empresa Soponata (50% do capital pertence à SACOR) para gerir o
transporte marítimo de crude.
Em 1953, a SACOR criou a ANGOL, seguida da MOÇACOR
em 1957, para a distribuição dos seus produtos petrolíferos em Angola e
Moçambique respetivamente.
Em 1958, a SACOR introduziria no mercado a
gasolina super, e criou três companhias de gás: Gazcidla para o gás butano,
Procidla para o gás propano e Lusogás para o gás de cidade.
Em 1959, a SACOR criou a sua própria empresa de
navegação, a SACOR Marítima
Na década de 50 e 60 a SACOR criou uma rede de
postos de abastecimento por todo o país. De notar que após a 2ªGrande Guerra
houve um aumento substancial do parque automóvel.
Em 1969 entrou em funcionamento a refinaria de
Leça da Palmeira constituída por 3 fábricas (Aromáticos, Óleos-Base e
Lubrificantes). Foi oficialmente inaugurada em 1970.
Em novembro de 1971 o Governo decidiu conceder a
exploração da nova refinaria do sul (Sines) ao consórcio entre SONAP e CUF,
quebrando assim o monopólio da SACOR no setor do refino de petróleo. Esta
refinaria entrou em funcionamento em 1979.
No pós-25 de Abril (em 1975), estas empresas, mais
a Gás de Lisboa (que era independente) foram nacionalizadas, tendo os seus
negócios ultramarinos sido entregues às ex-colónias, e com o restante sido
criado a Petrogal (petróleo) e a Gás de Portugal (gás).
-
Moca é um cacete com uma maça na extremidade que serve de arma. A conhecida Moca de Rio Maior é uma moca de madeira torneada com taxas crava...
-
Numa das entradas mais movimentadas de Rio Maior, a de Asseiceira, pode-se encontrar o desagradável e triste espetáculo da prostitu...
-
Hoje este artigo é dedicado a um património gastronómico da nossa região. Claro que me refiro ao Pão de Ló de Rio Maior que se distingue d...



















.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)


















