Este Blogue pretende ser um Fórum aberto a todos de modo a criar um espaço comunitário para mostrar o que a nossa terra tem de melhor, mostrar o que está menos bem e ser um ponto de discussão sobre assuntos relacionados com o Concelho de Rio Maior. O único interesse deste espaço é dar uma nova voz positiva a Rio Maior e aos Riomaiorenses não havendo nenhuma motivação ideológica, política ou bairrista.
terça-feira, 24 de janeiro de 2023
domingo, 20 de novembro de 2022
Museu Didático do Automóvel em Miniatura em Assentiz
terça-feira, 6 de setembro de 2022
Monumento dos 300 anos da Feira de Setembro
segunda-feira, 28 de março de 2022
Água de Inglaterra em Rio Maior
terça-feira, 22 de março de 2022
Postais de Rio Maior da década de 1910 da Editora Adelino Alves Pereira
Ficam aqui alguns postais da década de 1910 da Editora Adelino Alves Pereira da Figueira da Foz.
São postais com mais de 100 anos. Imagens das
Salinas, da zona do Gato Preto (onde se encontra o atual quartel dos
bombeiros), o primitivo quartel dos bombeiros, uma panorâmica de Rio Maior em
1914, uma antiga azenha existente nas bocas (local onde hoje se festeja o ‘dia
de Bom Verão’) e as Bocas com a nascente do rio Maior.
Curioso o símbolo que identifica a editora. Um
hexagrama pagão formado por triângulos entrelaçados e no seu interior as siglas
do autor “AP”. Normalmente este símbolo é usado como amuleto de proteção e
união de opostos
quinta-feira, 17 de março de 2022
Postais de Rio maior do início do céculo XX, de Faustino António Martins
Ficam aqui 2 postais do início do século passado
(com mais de 120 anos) retratando momentos em Rio Maior.
Estes postais são de Faustino António Martins.
Faustino António Martins foi um grande filatelista, diretor e proprietário do Filatelista (publicação mensal).
Foi proprietário de um estabelecimento comercial,
posteriormente especializado na compra e venda de selos, estabelecimento esse,
situado na Praça Luís de Camões n.º 35 Lisboa, fundado em 1867.
Tornou-se editor e comerciante de cartofilia em 1900, muito associada à filatelia. Esta importante casa editora sofreu várias modificações no seu nome: Faustino A. Martins / F. A. Martins / ed. Martins / Martins / ou Martins & Silva entre outras variantes. Iniciou atividade editorial sob a sigla F. A. Martins a partir de 1900, Edição Martins a 1902 e Martins e Silva provavelmente em 1903. Nos seus postais retratou a vida pública e oficial da época, bem como aspetos do território, do povoamento e da sociedade, das atividades económicas e culturais, das paisagens e costumes de quase todo o país.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022
História da Imagem de Nossa Senhora de Arrouquelas
Na publicação de 1707, “Santuário Mariano e Histórias das Imagens Milagrosas de Nossa Senhora”, consta uma publicação curiosa sobra a imagem de Nossa Senhora da Encarnação em Arrouquelas.
Aqui se pode ler, como a idade da imagem já na altura era considerada muito antiga, como o pároco a tentou levar de Arrouquelas, mas por milagre a imagem retomava ao seu local e como as pessoas acorriam à imagem com os seus pedidos e Nossa Senhora respondia com milagres. É curioso a referência à paga dos milagres com o peso da pessoa em trigo, sendo que a balança ainda existe na igreja.
"Titulo 77
Da Imagem de Nossa Senhora de Arrouquelas, ou da Encarnação.
E no mesmo termo da Vila de Santarém, e quase no mesmo distrito da Escusa (São João da Ribeira) se vê outro lugar, a que dão o nome de Arrouquelas. Perto deste lugar apareceu também outra Santíssima Imagem da Soberana Imperatriz da glória, a quem dão o titulo da Encarnação, porque o de Arrouquelas foi tomado do lugar do seu aparecimento ou porque junto a ele se manifestou. Também consta da tradição que aparecera no mesmo lugar em que hoje é venerada e podia bem ser que após o seu aparecimento fosse levado pelo pároco para a mesma freguesia de São João da Ribeira e que a Senhora enamorada do lugar e sítio de seu aparecimento se não quisesse acomodar a ficar naquele que lhe dava o pároco da Igreja de São João.
É esta Santíssima imagem muito antiga e por esta causa não sabem dizer aqueles camponeses, nem por tradição, o tempo nem o modo da sua manifestação. E só confessam com muita experiência o ser sempre procurada de todos, pelos muitos prodígios que faz, como o testemunham os sinais e memórias deles.
Com os meninos doentes se vê estas maravilhas continuamente e o mesmo é oferecê-los à Senhora pesados a trigo, para o que há na sua Igreja uma balança que serve este propósito. É vê-los saírem logo da presença daquela piedosa Senhora, sãos e livres da queixa que padeciam.
O mesmo experienciam em os mais achaques que padecem os que que com verdadeira devoção e viva fé imploram em suas necessidades a seu favor.
É esta Santa Imagem tão pequena, que não chega a um palmo e meio a sua altura, está com muita veneração recolhida em um tabernáculo ou nicho de vidraça. Festejam-na com muita grandeza no dia da sua Natividade e são muitas as afluências e romagens, não só neste dia, mas por todo o decorrer do ano."
Podem saber mais sobre a Igreja de Arrouquelas, em:
https://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2009/12/igreja-matriz-de-nossa-senhora-da.html
Podem saber mais sobre a balança para pesar as crianças em:
https://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2019/01/balanca-na-igreja-de-arrouquelas.html
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