terça-feira, 24 de janeiro de 2023

A Cabra Sapadora da Cooperativa Terra Chã

Na Terra Chã existe uma homenagem às Cabras Sapadoras que protegem a Serra dos Candeeiros dos incêndios de Verão.
Para além desta meritória função ainda permitem o fabrico de queijo e permite a conservação da Gralha de Bico Vermelho.
 

 

domingo, 20 de novembro de 2022

Museu Didático do Automóvel em Miniatura em Assentiz

O Museu Didático do Automóvel em Miniatura encontra-se em Assentiz no antigo edifício do Jardim de Infância.
É uma organização da JuvAz (Associação de Jovens de Assentiz) e contem a colecção pertencente a um habitante local, Rui Teixeira.
O museu foi inaugurado a 19 de Setembro de 2015.

A exposição conta com cerca de 1800 miniaturas de variadíssimas coleções. No entanto existem mais algumas centenas de miniaturas que aguardam condições para também poderem ser apreciadas.


O espaço não tem só a exposição e é composto por:
- Exposição de Colecções de miniaturas automóveis
- Pequena Biblioteca
- Videoteca, com a projecção de filmes
- Maquetes de peças
- Oficina, onde é feita a manutenção das miniaturas













É um museu diferente e bastante interativo que merece uma visita. A paixão de Rui Teixeira pelas miniaturas e pela mecânica automóvel faz-se sentir em todos os espaços. Nota-se que faltam apoios para o museu não estagnar e continuar a servir a comunidade o que deveria fazer as entidades com responsabilidade apoiarem estas iniciativas.

O museu aceita doações de miniaturas e peças mecânicas.
Os contactos e horários de visita são:
Horário: Domingos das 14h30 às 18h00 ou por marcação
Morada: Antigo Jardim de Infância de Assentiz, 2040-536 Assentiz
Tel.: 914 909 217 (Filipa Fonseca) | 917 870 470 (Diana Raimundo)
E-mail: juv.assentiz@gmail.com
Website: www.miniatura-automovel.pt
Museu Didático do Automóvel em Miniatura (Facebook)
 

terça-feira, 6 de setembro de 2022

Monumento dos 300 anos da Feira de Setembro


No passado dia 1 de Setembro foi inaugurado o monumento alusivo aos 300 anos de existência da Feira de Setembro em Rio Maior.

O monumento em Ferro com a forma de uma cebola foi feito em Rio Maior. 
A inauguração inserida nas iniciativas da feira deste ano, contou com a presença, entre outros, do Presidente da Câmara de Rio Maior, Luis Filipe Santana Dias. 

Pode saber mais sobre esta feira em:  
 
O monumento tem iluminação interior

segunda-feira, 28 de março de 2022

Água de Inglaterra em Rio Maior

Água de Inglaterra é um dos exemplos mais marcantes dos 'remédios de segredo' muito em voga durante o século XVIII. Pelo nome de Água de Inglaterra eram conhecidos vários preparados farmacêuticos, produzidos por diferentes fabricantes desde finais do Séc. XVII a inícios do Séc. XIX e que apresentam em comum, além do nome, o facto de serem vinhos de quina. Eram utilizados para o tratamento do paludismo, que era então uma das doenças mais importantes, atingindo um grande número de pessoas. A importância medicinal da Água de Inglaterra reside no facto de a quinina ser o seu princípio ativo mais importante, constituindo o mais antigo quimioterápico ainda em uso.

Em 1794 o uso era de tal modo generalizado que Jacob de Castro Sarmento viu-se na necessidade de redigir um documento em que tenta provar os benefícios da sua Água de Inglaterra e de ter em cada terra um representante oficial para a sua distribuição.

Em Rio Maior a legítima representante era a viúva de João Rodrigo Gomes.

Castro Sarmento criou uma verdadeira rede de distribuição da Água de Inglaterra em Portugal. Com o isolamento da quinina por Pelletier (1788-1842) e Caventou (1795-1877) em 1820 e a sua substituição pelo sulfato de quinina, a Água de Inglaterra perde a importância que teve no século XVIII.

Quina é o nome de várias plantas arborescentes da família das rubiáceas, encontradas na América do Sul, cuja casca tem propriedades antifebris. O processo para fazer a Água de Inglaterra passa pelo cozimento da casca da quina, mas como o sabor é muito mau, tem que ser usado num outro preparado chamando-se vinho de quina. Chama-se Água de Inglaterra pois inicialmente era importada de Inglaterra e só com Castro Sarmento é que começou também a ser produzida em Portugal. Como curiosidade o ‘Gin Tónico’ é mais uma bebida inglesa em que se mistura a aguardente de zimbro com água de quinino, dois líquidos com características medicinais (o Gin, usado contra a “peste negra” e a água tónica com quinino utilizado contra a Malária).


terça-feira, 22 de março de 2022

Postais de Rio Maior da década de 1910 da Editora Adelino Alves Pereira

Ficam aqui alguns postais da década de 1910 da Editora Adelino Alves Pereira da Figueira da Foz.









São postais com mais de 100 anos. Imagens das Salinas, da zona do Gato Preto (onde se encontra o atual quartel dos bombeiros), o primitivo quartel dos bombeiros, uma panorâmica de Rio Maior em 1914, uma antiga azenha existente nas bocas (local onde hoje se festeja o ‘dia de Bom Verão’) e as Bocas com a nascente do rio Maior.

Curioso o símbolo que identifica a editora. Um hexagrama pagão formado por triângulos entrelaçados e no seu interior as siglas do autor “AP”. Normalmente este símbolo é usado como amuleto de proteção e união de opostos

quinta-feira, 17 de março de 2022

Postais de Rio maior do início do céculo XX, de Faustino António Martins


Ficam aqui 2 postais do início do século passado (com mais de 120 anos) retratando momentos em Rio Maior.

Estes postais são de Faustino António Martins.


Faustino António Martins foi um grande filatelista, diretor e proprietário do Filatelista (publicação mensal).

Foi proprietário de um estabelecimento comercial, posteriormente especializado na compra e venda de selos, estabelecimento esse, situado na Praça Luís de Camões n.º 35 Lisboa, fundado em 1867.

Tornou-se editor e comerciante de cartofilia em 1900, muito associada à filatelia. Esta importante casa editora sofreu várias modificações no seu nome: Faustino A. Martins / F. A. Martins / ed. Martins / Martins / ou Martins & Silva entre outras variantes. Iniciou atividade editorial sob a sigla F. A. Martins a partir de 1900, Edição Martins a 1902 e Martins e Silva provavelmente em 1903. Nos seus postais retratou a vida pública e oficial da época, bem como aspetos do território, do povoamento e da sociedade, das atividades económicas e culturais, das paisagens e costumes de quase todo o país.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

História da Imagem de Nossa Senhora de Arrouquelas

Na publicação de 1707, “Santuário Mariano e Histórias das Imagens Milagrosas de Nossa Senhora”, consta uma publicação curiosa sobra a imagem de Nossa Senhora da Encarnação em Arrouquelas.

Aqui se pode ler, como a idade da imagem já na altura era considerada muito antiga, como o pároco a tentou levar de Arrouquelas, mas por milagre a imagem retomava ao seu local e como as pessoas acorriam à imagem com os seus pedidos e Nossa Senhora respondia com milagres. É curioso a referência à paga dos milagres com o peso da pessoa em trigo, sendo que a balança ainda existe na igreja.

"Titulo 77

Da Imagem de Nossa Senhora de Arrouquelas, ou da Encarnação.

E no mesmo termo da Vila de Santarém, e quase no mesmo distrito da Escusa (São João da Ribeira) se vê outro lugar, a que dão o nome de Arrouquelas. Perto deste lugar apareceu também outra Santíssima Imagem da Soberana Imperatriz da glória, a quem dão o titulo da Encarnação, porque o de Arrouquelas foi tomado do lugar do seu aparecimento ou porque junto a ele se manifestou. Também consta da tradição que aparecera no mesmo lugar em que hoje é venerada e podia bem ser que após o seu aparecimento fosse levado pelo pároco para a mesma freguesia de São João da Ribeira e que a Senhora enamorada do lugar e sítio de seu aparecimento se não quisesse acomodar a ficar naquele que lhe dava o pároco da Igreja de São João.

É esta Santíssima imagem muito antiga e por esta causa não sabem dizer aqueles camponeses, nem por tradição, o tempo nem o modo da sua manifestação. E só confessam com muita experiência o ser sempre procurada de todos, pelos muitos prodígios que faz, como o testemunham os sinais e memórias deles.

Com os meninos doentes se vê estas maravilhas continuamente e o mesmo é oferecê-los à Senhora pesados a trigo, para o que há na sua Igreja uma balança que serve este propósito. É vê-los saírem logo da presença daquela piedosa Senhora, sãos e livres da queixa que padeciam.

O mesmo experienciam em os mais achaques que padecem os que que com verdadeira devoção e viva fé imploram em suas necessidades a seu favor.

É esta Santa Imagem tão pequena, que não chega a um palmo e meio a sua altura, está com muita veneração recolhida em um tabernáculo ou nicho de vidraça. Festejam-na com muita grandeza no dia da sua Natividade e são muitas as afluências e romagens, não só neste dia, mas por todo o decorrer do ano."

Podem saber mais sobre a Igreja de Arrouquelas, em:

https://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2009/12/igreja-matriz-de-nossa-senhora-da.html

Podem saber mais sobre a balança para pesar as crianças em:

https://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2019/01/balanca-na-igreja-de-arrouquelas.html