domingo, 17 de março de 2019

II Torneio Cidade de Rio Maior – Ginástica Acrobática


Está a realizar-se hoje o ‘II Torneio Cidade de Rio Maior – Ginástica Acrobática’.


É importante ver o enorme trabalho que a Académica de Rio Maior está a realizar na modalidade de ginástica acrobática.

Em poucos anos de existência consegue ter atletas masculinos e femininos em quase todos os escalões, encher o Pavilhão de Rio Maior e trazer a Rio Maior 9 conceituados clubes de ginástica com mais de 300 atletas.


terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Subestação Eléctrica de Rio Maior



A Subestação Eléctrica de Rio Maior é um equipamento chave na Rede Nacional de Transporte de Energia Eléctrica pois serve de elo de ligação entre o Norte e o Sul do país e também é um dos pontos importantes no abastecimento à Região de Lisboa. 


A subestação ocupa uma área com cerca de 23 hectares e fica situada perto da localidade de Senhora da Luz, na fronteira entre os concelhos de Rio Maior e de Caldas da Rainha. Apesar de se chamar Subestação Eléctrica de Rio Maior, a instalação está praticamente toda no concelho de Caldas da Rainha. 
A inauguração da subestação ocorreu em 1979 e foi uma das primeiras em Portugal a funcionar em muito alta tensão (400KV) embora também funciona-se nos 60KV e 220KV (tensão normal no transporte de energia eléctrica em alta tensão). Alta tensão é um termo utilizado para identificar as considerações de segurança no sistema de geração, distribuição e utilização de energia eléctrica baseado no valor de tensão eléctrica utilizada e é geralmente caracterizada por carregar um risco substancial de arco eléctrico no ar. Define-se circuitos de alta tensão como aqueles com mais de 1KV em corrente alternada. 


Uma subestação é uma instalação eléctrica de alta potência que contem equipamentos para transmissão, transformação e distribuição de energia eléctrica e ainda equipamentos de protecção e controlo. 
A Subestação Eléctrica de Rio Maior é uma infra-estrutura de transformação e distribuição de energia eléctrica que recebe de unidades de produção, como o Parque Eólico da Serra dos Candeeiros ou a Central Térmica do Pego, em Abrantes e eleva a tensão da electricidade para ser transportada em Alta Tensão ou Muito Alta Tensão para as zonas de consumo. 
A subestação foi muito falada, quando pelas 22 horas e 20 minutos de 9 de Maio de 2000, uma cegonha tocou num cabo de alta tensão junto à subestação de Rio Maior e devido à centralidade desta infra-estrutura metade do país ficou sem electricidade. O “apagão” afectou sobretudo a região da Grande Lisboa e a península de Setúbal. Mas os distritos de Faro, Beja, Évora, Portalegre e Santarém foram também afectados. 


Actualmente a Subestação de Rio Maior é a 7ª maior infra-estrutura deste género na Rede Eléctrica Nacional que é composta por 67 subestações eléctricas. 


Evolução da Rede de Transporte de Energia Eléctrica em Portugal. 
Até à década de 40 do século passado, o sistema eléctrico caracterizava-se por diversos pontos de produção, geralmente térmicos, e redes regionais e locais de distribuição. 
A Companhia Nacional de Electricidade (CNE) foi instituída por escritura pública em 14 de Abril de 1947, cujo objectivo centrava-se no fornecimento de energia aos concessionários da grande distribuição ou consumidores em que o abastecimento directo assim o justificava, recorrendo ao estabelecimento e exploração de linhas de transporte e subestações. 
Foi no dia 17 de Janeiro do ano de 1951 que foi inaugurada a denominada Rede Primária, com a entrada em serviço de um grupo da central de Castelo de Bode ligado a Lisboa. Meses mais tarde entraram em serviço as linhas que interligaram Vila Nova a Ermesinde e Ermesinde ao Zêzere, começando-se deste forma a delinear a Rede de Transporte a 150 KV. 
No ano de 1958 dá-se um facto importante no que era até então a Rede de Transporte com o aparecimento do nível de tensão de 220 KV na linha que unia o Picote a Pereiros. 
A expansão da rede de 220 KV no ano de 1961 assenta na criação de uma segunda linha Vermoim - Picote e na importante ligação à rede europeia nomeadamente, Espanha (Saucelle). Assim, Portugal passou a dispor do apoio eléctrico de Espanha e indirectamente da Europa, que quer por razões de segurança, quer por carências energéticas ou até mesmo por questões económicas, se revelou de grande importância. 
A Subestação de Pereiros em 1958 passou a ser o nó de ligação norte – sul. 
Dadas as dificuldades de previsão de cargas e da impossibilidade de estabelecer percursos para a energia, levou a que no ano de 1964 fosse instalado um analisador de redes. Este permitia antecipar sobrecargas e ter conhecimento dos níveis de tensão nos diversos pontos da rede. Já em 1963 tinha sido instalado um regulador automático de frequência, para que este a mantivesse dentro de intervalos aceitáveis, face à sua importância na qualidade e fiabilidade do serviço prestado. 
A fusão em 1 de Dezembro de 1969 de todas as empresas concessionárias da produção e da Rede de Transporte, deu origem à Companhia Portuguesa de Electricidade (CPE). 
Com a crise petrolífera de 1973 e as alterações no quadro político em 1974/75, motivaram a nacionalização do sector eléctrico em 1975, e posteriormente em 1976, à constituição da Electricidade de Portugal (EDP). 
Em 1976 surge pela primeira vez na Rede de Transporte Nacional uma linha isolada para 400 KV, mas que funcionaria a 220 KV, na ligação Carregado – Setúbal. 
Este período para além das habituais ampliações necessárias em consequência do aumento
dos consumos, contemplou o reforço da produção térmica a sul com a grande central de Setúbal.
No ano de 1979, e dá-se início à exploração do nível de 400 KV. As primeiras subestações a usufruírem deste nível de tensão foram as então criadas subestações de Rio Maior e Palmela que entraram em serviço neste ano.
Chega-se a 1985 com o País dividido em termos energéticos entre Norte e Sul. Esta divisão do País com a produção, hídrica a norte e térmica a sul, conduz à transferência para a subestação de Rio Maior da forte interligação destas duas zonas, que antes se encontrava em Pereiros. De referir que o sul de Portugal não possuía ligações eléctricas a Espanha. Pereiros não poderá funcionar como reserva de Rio Maior face à quantidade de energia em jogo. 
A partir do ano de 1987 passa-se a possuir uma “auto-estrada” energética entre Sines e Riba D’Ave a 400 KV, reforçada no ano de 1990.
Em 1994 a REN se desagrega da EDP, ficando esta apenas com 30% do seu capital, e se constitui no operador único de transporte de energia eléctrica que hoje existe.
A rede de transporte de energia eléctrica está em constante desenvolvimento e tem sido alvo de abultados investimentos para melhorar a qualidade do serviço e se ir adaptando aos novos tipos de fornecedores e consumidores de energia.


Rio Maior já possuiu uma Central Hidroeléctrica, inaugurada em 1928. Pode saber mais em: 
Rio Maior já possuiu uma Central Térmica na década de 30 do século passado. Pode saber mais em: 
Rio Maior possui um grande Parque Eólico. Pode saber mais em: 
 

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Mercado Municipal de Rio Maior


A 6 de Novembro de 2018 foi inaugurada mais uma obra de requalificação do Mercado Municipal de Rio Maior. Estas obras obrigaram ao encerramento temporário do piso térreo do mercado. 
Com estas obras o mercado ficou mais atrativo, com melhores condições para o seu funcionamento e tornou também o espaço de utilização mais flexível. De recordar que o edifício contempla uma área útil de 555m2 dividida por dois pisos. 



O objetivo destas obras foi dar mais conforto, higiene e segurança aos utilizadores do espaço de modo a fomentar um maior número de transações de bens, mas também proporcionar uma zona de convívio e de relação entre a cidade e o meio rural. 







A relação entre vendedor e consumidor nos mercados é que tem sido um equilíbrio difícil de manter, levando a que os consumidores passem a procurar menos os mercados em detrimento de outras superfícies, logo levando a que a oferta nos mercados também não seja tão variada quanto o desejado. Este é um círculo vicioso que tem de ser quebrado com ideias inovadoras. 
O mercado tem vindo a perder vendedores e clientes ao longo dos últimos anos e de notar que já em 2013 e 2014, várias bancas no mercado foram a haste pública com uma licitação mínima de 25€ por não haver interessados. 
Esta perda de movimento no mercado não tem sido por falta de investimento monetário no espaço. De referir que estas últimas obras custaram 71.112,55€ e que desde 2011 já foi aqui investido pelo menos 105.603,05€ sem contar com os custos de manutenção do espaço. De lembrar que em Março de 2012 foram terminadas grandes obras de remodelação.


Os mercados retalhistas já desempenharam um papel importante na distribuição de produtos de qualidade às populações, sendo mesmo um símbolo de comércio urbano. Os mercados começaram em recintos ao ar livre e depois passaram a existir como estruturas cobertas. Recentemente o desenvolvimento e conservação dos mercados tem sido posta em causa com o aparecimento de outras ofertas competitivas adaptadas aos novos hábitos de consumo. 

Pode-se e deve-se estudar os mercados municipais no contexto atual para melhor se poder decidir como gerir e direcionar este equipamento público. 

Os pontos fortes dos mercados são: 
- Especializado em produtos frescos com uma forte valorização dos produtos locais. 
- Existe uma forte relação com o espaço urbano e é gerador de efeitos positivos na envolvente. 
- Como a gestão é municipal existem garantias de sanidade, limpeza e higiene. 
- Valor patrimonial público. 
- O atendimento é centrado no consumidor. 
Os pontos fracos dos mercados são: 
- Formato de venda excessivamente dependente do ramo alimentar e desajuste entre a oferta e a procura. 
- Dificuldades de estacionamento e cruzamento de mercadorias com pessoas 
- Gestão pouco empresarial e falta de formação profissional 
- Escassa utilização das novas tecnologias 
- Horários restritos e inadequados 


Não há uma fórmula mágica, mas segundo vários estudos existem 4 cenários para os Mercados Municipais: 
Cenário 1 – Investir desistindo, “Não os matem que eles vão morrendo” 
   Cenário baseado na ideia que os mercados não são sustentáveis a médio/longo prazo. A gestão do mercado pode ser entregue a uma empresa de gestão de condomínios. 
Cenário 2 – Investir desinvestindo, “Vão-se os anéis, mas ficam os dedos” 
   As autarquias têm consciência de que dispõem de um património de localização privilegiada no centro da cidade que poderão rentabilizar. A área do mercado é dividida em espaços para aluguer e para realização de eventos, perdendo-se o objetivo de comércio local. 
Cenário 3 – Investir coexistindo, “Se não os vences, junta-te a eles” 
   Aposta-se na coexistência do comércio tradicional com outro tipo de oferta comercial mais do género das grandes superfícies. 
Cenário 4 – Investir investindo 
   Aposta-se numa abordagem integrada dos mercados, conjugando investimento e inovação de modo a se adequar o funcionamento do mercado com a envolvente urbana. 


Pode saber mais sobre o Mercado Municipal de Rio Maior em:
http://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2010/11/mercado-municipal-de-rio-maior.html

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Balança na Igreja de Arrouquelas


Na Igreja de Arrouquelas existe uma balança. Esta balança está fixa à parede numa ala que se encontra no lado direito da nave principal da igreja. 
A haste principal desta balança que se encontra presa à parede é bastante antiga sendo os pratos de madeira uma reconstrução dos originais. 

O interessante nesta balança é a razão da sua existência. 
A balança poderia servir numa altura em que os pagamentos à igreja eram principalmente em géneros. Os pagamentos à igreja poderiam passar por simples ofertas, pagamento de indulgências ou mesmo o dízimo. 



Mas esta balança tem outro propósito. 
Existe a lenda de uma aparição Mariana nos campos de Arrouquelas da qual ficou a imagem de Nossa Senhora da Encarnação que ainda existe na igreja. Perdeu-se a origem desta pequena estátua, sabendo-se apenas que é muito antiga. 
No entanto esta imagem foi sempre muito procurada pelos prodígios e graças consedidas a quem a ela recorre. A prova destes milagres pode ser comprovada pela fé das pessoas que deixaram muitas e variadas ofertas nesta igreja. 
Uma das manifestações divinas mais frequentes acontecia às crianças com problemas.
Para as crianças ficarem sãs e livres de qualquer mal deveria ser oferecido a nossa senhora o equivalente em trigo ao peso do jovem. Para isso servia a balança. 


Esta história está registada no seguinte documento muito antigo.


Pode saber mais sobre a Igreja de Arrouquelas em: 

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Medalha aos soldados da I Grande Guerra da Marmeleira

A I Grande Guerra foi bastante dura para os Portugueses. Foi uma guerra muito centrada na Europa, que começou em 28 de julho de 1914 e durou até 11 de novembro de 1918.


A medalha aqui mostrada foi gentilmente cedida por Jorge Soares. 
É uma medalha do grande escultor português João da Silva que na altura, 1919, se encontrava a trabalhar em Paris. É uma muito rara medalha de prata de 30mm, com 8,5 gramas (com o aro de suspensão). 

Esta medalha foi atribuida aos militares da Vila da Marmeleira que combateram na I Grande Guerra. 
Na frente da medalha pode-se ver uma imagem panorámica da Vila da Marmeleira com a igreja em destaque e com os dizeres “A Grande Guerra 1914-1918”. Também se pode observar a assinatura do escultor “J. Silva” e a data “Paris 1919”. 
No verso pode-se ler “A Marmeleira Reconhecida Aos Seus Filhos Combatentes”. 

Atualmente a igreja da Vila da Marmeira dedicada a São Francisco de Assis tem um formato diferente do da medalha, mas esta foi alvo de obras profundas que terminaram em 1945. 

Após a I Grande Guerra a Vila da Marmeleira realizou uma homenagem aos seus heróis e deve de ter sido nessa iniciativa que as medalhas foram distribuídas. 

Sobre o envolvimento de Portugal na I Grande Guerra: 
Apesar de Portugal no início ser neutral, os primeiros soldados a serem enviados para a guerra foram para proteger as fronteiras das ex-colónias africanas contra os avanços alemães, em 1914. De notar que a revolução republicana era recente (5 de Outubro de 1910) e que havia um certo interesse na classe política da altura em participar na guerra. 
O primeiro passo para o envolvimento formal de Portugal na I Guerra Mundial foi a publicação de uma lei, no início de Fevereiro de 1916, em que a Republica Portuguesa poderia requisitar qualquer bem indispensável à defesa nacional. O segundo passo foi a 23 de Fevereiro de 1916 em que Portugal tomou posse de 38 navios alemães que se encontravam ancorados em Lisboa (ao todo foram 72 navios que se encontravam ancorados em todo o território nacional incluindo Angola e Moçambique). A passagem de muitas das embarcações apreendidas por Portugal para as mãos inglesas levou à entrega a 9 de Março de 1916 da declaração de guerra alemã. 
Em 1917, as primeiras tropas do Corpo Expedicionário Português partiam para a Europa, principalmente para a zona da Flandres. 
De notar que o Corpo Expedicionário Português esteve menos tempo na guerra que os seus aliados ingleses, franceses e russos, mas passou muito mais tempo na linha da frente da guerra que estes, causando um elevado número de baixas e forçando cada soldado a um grande desgaste físico e psicológico. 
Depois do inferno das trincheiras, para muitos dos que sobreviveram veio a dificuldade dos campos de prisioneiros. Na catástrofe da ofensiva alemã de 9 de abril de 1918 (Batalha do Lys), mais de 6.500 militares portugueses ficaram prisioneiros. Estes prisioneiros passaram por más condições no cativeiro e depois do Armistício sofreram do abandono a que o Estado Português os deixou. 
Portugal, no esforço da guerra, mobilizou quase 200 mil homens e morreram quase 10 mil homens ficando milhares feridos. A guerra teve custos económicos e sociais graves, muito superiores à capacidade nacional da altura.
 

domingo, 9 de dezembro de 2018

Escultura da Sagrada Família em Areia


O Jardim Municipal está todo iluminado e enfeitado dando o espírito Natalício à Cidade de Rio Maior. 
Aqui existem uma série de atividades características desta época, como insufláveis, carrossel, feirinha de Natal e a já típica pista de gelo. 


A novidade é uma excelente escultura feita com 15 toneladas de areia representando a sagrada família realizada pelo escultor Pedro Mira. 
A inauguração oficial vai acontecer hoje. 
Até ao dia 19 de Dezembro vão decorrer ateliês de esculturas em areia para quem quiser aprender as técnicas desta arte. No entanto estão presentes dois tanques com areia onde todos podem experimentar e mostrar o artista que tem em si.




 

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Morgado de São João da Ribeira

O Morgado de São João da Ribeira foi criado a 30 de Março de 1330 a favor de Estevão Martins Cerveira, um fidalgo honrado.


Estevão Martins Cerveira jaz na Igreja de São João da Ribeira e como não teve descendência o Morgado de São João da Ribeira passou para o seu 1º irmão, Rui Vasques Cerveira.
Rui Vasques Cerveira casou com D. Margarida Canes e teve uma filha, D. Maria Rodrigues Cerveira.
D. Maria Rodrigues Cerveira casou com Alvaro Gonçalves de Mesquita e do matrimónio nasceu Fernão Cerqueira.
Fernão Cerqueira casou com D. Clara Montarroio e do matrimónio nasceu Estevão Martins Cerveira.
Estevão Martins Cerveira casou com D. Guiomar Montarroio de Sequeira e do matrimónio nasceu Mem Cerveira.


Mem Cerveira era fidalgo da casa real e viveu no tempo dos reis D. Afonso V, D. João II e D. Manuel I.
Foi Alferes More de Santarém onde também morava e teve os cargos de Juiz, Contador de resíduos, Provedor dos órfãos, Provedor das capelas, Provedor das albergarias, Provedor das gafarias, Contador das obras e terças dos concelhos na Comarca da Estremadura e Contador das aposentorias na Vila de Santarém.
Mem Cerveira faleceu em 1520 e cumprindo-se a vontade expressa no seu testamento, foi sepultado na Capela de São Bartolomeu da Igreja de São Domingos, em Santarém.
O túmulo de Mem de Cerveira encontra-se atualmente na Nave Norte do Museu Arqueológico do Carmo (Lisboa) dado o desaparecimento da Igreja de São Domingos de Santarém. O túmulo assume uma tipologia típica do estilo manuelino, caracterizando-se pela integração numa estrutura parietal, limitada por um arco polilobado, com arquivoltas decoradas com notável mestria.


Por Carta de Aforro de D. Afonso V, no livro 6º, folha 100 e livro 26 folha 50 da chancelaria do dito rei, foi Mem Cerveira reconfirmado senhor e administrador do morgado de São João da Ribeira.
Mas os reis concederam a Mem Cerveira mais poderes sobre este morgado e terras anexas.
D. Afonso V concedeu o privilégio de coutada em 16 de Julho de 1474 (apesar de ser também uma reconfirmação, pois estes poderes já tinham sido concedidos a seu avô Fernão Cerveira em 10 de Junho de 1447).
Os lavradores e todas as outras pessoas de qualquer estado ou condição ficaram proibidos de fazer caneiros desde o Moinho do Bom Nome até o Freixal. Caso não cumprissem esta ordem tinham de pagar duzentos reais brancos.
Os lavradores ficaram também obrigados a limparem o rio e repararem as suas testadas todos os anos. Caso não cumprissem esta ordem tinham de pagar também duzentos reais brancos.
Estes privilégios foram posteriormente reconfirmados, por carta de D. João II a 28 de Maio de 1487 e por carta de D. Manuel I a 4 de Novembro de 1496.

Mem Cerveira teve um primeiro casamento com D. Isabel de Montarroio e deste matrimónio nasceu D. Leonor de Montarroio Cerveira.
D. Leonor de Montarroio Cerveira casou com Francisco de Faria e do matrimónio nasceu Manuel de Faria Cerveira.
Na Igreja de São João da Ribeira encontra-se a sepultura térrea de Francisco de Faria que faleceu a 9 de Junho de 1528.

A administração do Morgado de São João da Ribeira ficou assim na família dos Farias.


Por linhagem feminina o morgado chegou a Francisco de Novaes Cazado. O seu pai foi Nuno de Novaes Pimental e sua mãe D. Michaela de Almeida Cazada.
Francisco de Novaes Cazado era um fidalgo cavaleiro da casa real que foi Comendador da Ordem de Cristo e contador do mestrado da Ordem de Santiago de Cristo.
Francisco de Novaes Cazado era natural de Aldeia Galega do Ribatejo, casou com  D. Antónia Maria de Faria Cerveira, natural de Setúbal e de cujo matrimónio nasceu Tomás João de Novais Pimentel Faria e Cerveira.
Tomás João de Novais Pimentel Faria e Cerveira, natural de Setúbal, fidalgo cavaleiro da Casa Real, capitão de cavalos, casou com D. Francisca Josefa Caetana do Amaral, natural da freguesia de Nossa Senhora do Alecrim, Lisboa. Deste matrimónio nasceu Francisco de Novais Casado Pimentel Faria e Cerveira.
Francisco de Novais Casado Pimentel Faria e Cerveira era natural de Setúbal, morador em Lisboa e fidalgo cavaleiro da Casa Real que faleceu a 11 de Agosto de 1808.
Como curiosidade, estão bem documentadas as diligência de habilitação para a Ordem de Cristo, em 1744, de Francisco de Novais Casado Pimentel Faria e Cerveira.

O último registo que encontrei sobre o Morgado de São João da Ribeira, corresponde a João Maria da Piedade Coutinho de Seabra e Sousa Tavares, 21º Sr. dos Morgados de S. João da Ribeira. Este Sr. era também o 2º Visconde da Baía (Brasil) e possuía vários outros títulos e terras no Brasil