sábado, 19 de dezembro de 2009

Ponte Romana Assentiz

A ponte Romana de Assentiz tinha originalmente dois arcos, mas após uma grande cheia ocorrida no século XVIII um dos lados cedeu ficando a ponte só com um arco. Analisando a forma como as pedras na zona do arco estão colocadas, é possível concluir que de facto esta ponte não será romana, até porque sabe-se agora que a estrada romana não passava por aqui.
A ponte fazia parte da estrada real mandada construir por D. Maria I no início do século XVIII, que seguia na maior parte do percurso o traçado da antiga via romana. Esta estrada real facilitava os acessos à região permitindo o escoamento dos seus produtos e também a passagem da mala-posta (transporte de correio e pessoas) que tinha um ponto de muda no Alto da Serra.
A ponte está a necessitar de obras de requalificação e consolidação urgentes.
Actualmente existe uma ponte adjacente a esta para fazer a ligação entre Assentiz e Arrouquelas.


Fonte Mourisca Assentiz

A chamada Fonte Mourisca é um dos pontos de interesse de Assentiz.
Sendo actualmente um espaço de lazer ao serviço da população, era o local comunitário para ir buscar água fresca e lavar a roupa. O espaço da fonte sofreu obras de restauro recentes e é um bom exemplo de como se pode modernizar sem estragar o legado que chegou até nós. Esta fonte foi parcialmente aterrada na década de 1970 mas foi recuparada no final da década de 1980.



A Fonte Mouriscas das 3 bicas é um marco na freguesia e pertence mesmo á sua simbologia heráldica (aparece em posição central no brasão da junta de freguesia).
Nas traseiras da fonte é possível observar o reservatório de água que faz a captação da mãe de água e a porta encimada com duas cornucópias que dá acesso ao interior da fonte.


O nome da fonte está associado a lendas que referem que em tempos idos terão aparecido neste local mouras encantadas e muitos tesouros.
Segundo a sabedoria popular transmitida pelas várias gerações esta fonte é datada de 1144 (Data que se situa entre o reconhecimento da independência de Portugal por Castela em 1143 e a conquista do Castelo de Santarém por D. Afonso Henriques em 1147).
A fonte sofreu várias obras desde a sua origem, tendo sido a mais recente obra de requalificação realizada em 05 de Julho de 2009 (Obra que serviu de homenagem ao primeiro presidente de junta de freguesia, o sr. Valentim Joaquim Rodrigues).
Neste espaço, para além da fonte com três bicas e dos dois antigos tanques de lavagem de roupa, pode-se apreciar dois painéis de azulejos que representam imagens antigas do espaço com a sua gente.



Fica de seguida uma foto antiga, retirada do site da Junta de Freguesia de Assentiz em:
http://www.jfassentiz.pt.vu/
Esta fotografia é que foi usada para a elaboração do primeiro painel de azulejos.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Golden Eagle

Apesar de ser um empreendimento privado, gostaria de falar sobre o projecto ‘Golden Eagle’ devido à enorme relevância que tem para a região e ao enorme potencial ainda por desenvolver. Do que existe actualmente só posso dizer que os campos são espectaculares e que se a entidade promotora continuar a investir com qualidade o projecto só poderá vir a ser um enorme sucesso.


O Golden Eagle Residence & Golf Resort é um projecto da empresa CARMIN e está implantado na antiga Quinta do Brinçal. Como o seu próprio nome indica neste projecto existe uma vertente imobiliária e outra de desporto.

Em termos de Golf, o Golden Eagle tem a categoria de ‘Championship’ e é um dos campos portugueses mais fascinantes devido ao seu enquadramento com a paisagem natural de rara beleza e ao seu percurso de 6,623 metros nos quais os praticantes têm de contornar 9 lagos e 87 bunkers. Este campo foi desenhado pelo arquitecto norte-americano Rocky Roquemore que devido á diversidade dos buracos e enquadramentos paisagísticos, fazem o percurso focado no ‘target golf’ e num dos mais bem desenhados em Portugal.
Está prevista a construção de um segundo campo da autoria da ‘European Golf Design’ com 18 buracos e par 72.

Em termos imobiliários está em fase de urbanização uma zona residencial com 176 lotes de terrenos que irá comportar moradias unifamiliares isoladas, moradias em banda e apartamentos. Estão ainda previstos para o local serviços como: Restaurantes, cinemas, zona comercial, banco, hotéis, colégio, clínica, clube de férias, …



Como curiosidade a Quinta do Brinçal foi envolvida na convulsão do Verão Quente de 1975 ao ser ocupada pelos habitantes das aldeias vizinhas. Esta quinta pertencia a Barbieri Cardoso que era um homem influente do antigo regime.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Villa Romana de Rio Maior


Em Rio Maior temos vestígios de uma Villa Romana com reconhecida importância a nível nacional e internacional, mas que poucas pessoas de Rio Maior conhecem devido ao facto de os achados serem de difícil consulta pública. A principal zona de escavação desta Villa situa-se dentro de um pavilhão vizinho ao cemitério.
Pelo material arqueológico encontrado pode-se datar a ocupação da Villa Romana entre os séculos I e V. Administrativamente o local pertenceu à Civitas de Scallabis. O último estádio da Villa deve-se situar entre os séculos IV e V culminando a quando das convulsões que marcaram o Baixo-Império com o fim do paganismo promovido por Teodósio (último líder de um império Romano unido). Não existem achados cristãos nas escavações, embora uma telha encontrada tenha o símbolo cristão conhecido como monograma de Cristo.
A Villa Romana deveria ter sido a casa de um importante senhor romano, normalmente um magistrado. Era uma grande quinta principalmente agrícola mas que também se deveria dedicar à produção de sal, fabrico de cerâmica e tecelagem.
As cidades romanas mais perto seriam a Scallabis (Santarém), Collipo (Leiria) e Eburobritium (Óbidos).
Os achados não são mais abundantes principalmente por 4 razões:
- Não ter havido ainda uma investigação sistemática a toda a zona.
- Como os terrenos são férteis têm sido usados para agricultura e as máquinas provocaram estragos significativos.
- O cemitério está implementado numa zona abrangida pela villa.
- A zona já foi usada como pedreira e todas as pedras das paredes foram removidas levando tudo o que lhe é associado incluindo estátuas.
Mesmo assim os achados são muito relevantes principalmente a estátua da Ninfa de Rio Maior encontrada no recinto e actualmente exposta na Casa Senhorial e os mosaicos de inigualável beleza.
A Ninfa é uma estátua esculpida em mármore proveniente de Estremoz que representa um corpo feminino em repouso e que servia como fontanário, vertendo a água pelo vaso situado sob a mão esquerda.


A área já investigada pertence à parte urbana que compreende a casa do proprietário e suspeita-se que na zona tenha de existir o templo, zona de banhos, armazéns, casa de escravos, …
As dependências postas a descoberto são todas pavimentadas com mosaicos apresentando figuras geométricas ou temas naturais. Os mosaicos estavam impregnados em calcário provenientes do solo que os cobria que apesar de ter dado bastante trabalho a remover de modo a se poder apreciar as figuras que formam e a sua verdadeira côr, foi excelente para manter o seu bom estado de conservação.


Existe um pormenor curioso a um canto da divisão que se pensa ser a sala de jantar que é o vomitório (local usado pelos Romanos nas suas orgias gastronómicas para poderem continuar a comer)
A ‘jóia da coroa’ é uma figura representativa de uma concha com um gradiente de cores impressionante. Estas cores dos mosaicos eram conseguidas submetendo as pedras a diferentes temperaturas.
Existe mais espólio recolhido na zona de escavações e também exposto na Casa Senhorial como fragmentos de estuque pintado, pedra esculpida, restos de estátuas, cerâmicas, vidros,…





Existe uma construção anterior à actual Villa que foi revelada pela deformação que o piso sofreu. Fazendo prospecções na zona apareceu efectivamente partes do edifício primitivo.
Existe um importante estudo sobre os mosaicos da Villa Romana de Rio Maior efectuado pelo Instituto Português de Arqueologia que pode e deve de ser consultado em:

Urge proteger toda a zona envolvida na Villa Romana e criar um edifício de protecção de construção mais definitiva e dignificante de modo a se preservar estes achados até porque só uma pequena parte é que se encontra dentro do pavilhão, como se pode observar pelas seguintes fotografias.



Para terminar fica uma imagem da Villa Romana enquanto ainda decorriam as primeiras escavações (sem o pavilhão de protecção).

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Frio


Está frio é o que todos comentam.


Gostaria de deixar aqui uma foto do dia 29 de Janeiro de 2006 em que houve neve em quase todo o Portugal.

Deixem vir o frio, pois é tempo dele.

Mina e Fábria de Briquetes de Rio Maior

Uma das construções de Rio Maior que pode ser avistada a vários quilómetros de distância, servindo até de referência para pequenos aviões é a chaminé da mina do Espadanal. Esta chaminé pertencia à central eléctrica existente no pólo industrial envolvente à mina. De referir que a central eléctrica consumia cerca de metade do carvão extraído na mina.
A chaminé embora tenha forma poliédrica o seu interior é redondo constituído por tijolos refractários.
Os primeiros registos que chegaram até nós do carvão extraído em Rio Maior datam de 1915, sendo a exploração pouco intensiva até ao início da segunda Grande Guerra Mundial. Devido á falta de combustível que existia o jazigo passou a ser considerado reserva nacional e iniciou-se a exploração intensiva o que implicou avultados investimentos.
Em 1916 foi feito o registo da mina do Espadanal por António Custódio dos Santos e deu-se a abertura do poço mestre.
A 10 de Julho de 1922 os direitos de exploração mineira do Espadanal passam a ser da empresa ‘E.I.C.E.L.’ (A Empresa Industrial Carbonífera e Electrotécnica, Limitada foi constituída a 15 de Setembro de 1920) após um processo de disputa em tribunal entre esta empresa, a empresa das Minas de Carvão de S. Pedro da Cova e a empresa Carbonífera de Rio Maior.
O Couto Mineiro do Espadanal é finalmente demarcado a 10 de Agosto de 1927.
Em 1969 a mina foi fechada. A 16 de Setembro de 1970 a concessão mineira e os seus activos passam para a Companhia Portuguesa de Electricidade (CPE - actual EDP). Em 1976 por despacho ministerial e por razões de necessidade de reduzir as despesas com a segurança a maquinaria foi desmantelada e todo o seu espólio foi removido ou vandalizado.
Na época áurea a mina chegou a empregar mais de 1500 pessoas e chegou a possuir uma ligação privativa por caminho-de-ferro até ao vale de Santarém. O cais ferroviário da mina era aonde se situa actualmente o pavilhão multiusos de Rio Maior e a principal razão da ligação férrea era o muito mau estado em que se encontravam as vias rodoviárias envolventes.
As principais actividades da empresa que geria o pólo mineiro eram a indústria carbonífera (ligada ao carvão) e a electrotécnica (produção de electricidade).
Na área concessionada e para além das grandes estruturas envolventes á fábrica de briquetes, central termoeléctrica e entrada da mina, a empresa funcionava basicamente em 3 pólos.
Pólo do Espadanal – Este pólo construído em torno do poço mestre de acesso á mina encontravam-se os edifícios de refeitório, posto médico, serralharia, carpintaria, oficina eléctrica, ferramentaria, armazém, escritórios e serviços administrativos. Estes edifícios foram demolidos em 1999 para dar lugar a um bairro habitacional.
Pólo de Bogalhos – Neste pólo existia o sistema de bombagem para drenagem das galerias, a primitiva central eléctrica e casas para operários. Hoje só existem vestígios da central eléctrica e aparentemente têm os dias contados devido a mais um projecto de construção para zona.
Pólo de Abum – O jazigo do Espadanal era constituído principalmente por lignite, mas também por camadas de diatomite. Para a extracção da diatomite (vulgarmente conhecida por giz) a empresa criou neste pólo um núcleo de extracção e processamento deste minério. Actualmente os edifícios foram demolidos e a mina tapada para o espaço dar origem aos estaleiros municipais.
A fábrica de briquetes era usada até data recente como estaleiro municipal e apresenta actualmente um aspecto de abandono com uma degradação muito acentuada de todos os edifícios.
Actualmente só existem dois troços da mina intactos que são a entrada em direcção à fábrica de briquetes em que existiam duas linhas para vagões e uma secção interior em que existiam 3 linhas para vagões. Estas secções resistiram pois têm as abóbadas empedradas sendo que todas as outras secções seguras por troncos de madeira já desabaram.

A título de curiosidade as galerias mais profundas iriam a cerca de 60 metros de profundidade e a chaminé da central eléctrica tem cerca de 70 metros de altura. Os briquetes produzidos eram 'paralelos' de carvão prensado sem o uso de químicos que depois eram usados nos fogões e sistemas de aquecimento de particulares.
É uma pena e um mal já dificilmente reparável a quantidade de património de Rio Maior e dos riomaiorenses que se está a perder. Não devemos esquecer que durante a década de 40 e 50 vieram muitas pessoas de outros pontos do país trabalhar nestas minas e que grande parte delas e das suas famílias acabaram por ficar a residir aqui e cujos descendentes são parte integrante dos riomaiorenses.

Fotos da fábrica de briquetes



Fotos da entrada da mina


Em Abril de 2011 a EICEL (Associação para a Defesa do Património Mineiro, Industrial e Arquitectónico), realizou na Biblioteca Municipal de Rio Maior uma exposição sobre a Mina do Espadanal. Nessa exposição encontrava-se a maquete da zona edificada da mina.

História da Mina do Espadanal:
1890 - Tentativa de explorar o carvão em Pedra na Carniceira, por Charters Crespo.
1914/1915 - Início da pesquisa de carvão na Quinta da Várzea pela Sociedade formada para o efeito por António Custódio, Pedro Goucha, Silvino Sequeira e João Sequeira.
1916 - Pesquisa de sais de potássio no Espadanal por Ayres Augusto Mesquita de Sá e Padre Hymalaia. Descoberta uma camada de 12 metros de espessura de lignite a 30 metros de profundidade. Registo da Mina de Lignite do Espadanal por António Custódio dos Santos.
1917 - Para suportar a continuação das pesquisas na Mina do Espadanal é constituida a sociedade entre a firma Leites, Sobrinhos & Ca. e António Custódio.
1920 - Constituição da EICEL (Empresa Industrial Carbonífera e Electrotécnica Lda.
1922 - Os direitos de exploração mineira no Espadanal passam a ser da EICEL.
1927 - O Couto Mineiro do Espadanal é demarcado .
1942 - As Minas de Rio Maior são consideradas reserva de combustível nacional pelo decreto nº32270.
1944 - Graves problemas sociais em Rio Maior devido à chegada de cerca de 1500 pessoas para trabalhar no complexo mineiro.
1945 - Inaugurada a via-férrea Rio Maior - Vale de Santarém e respectivo cais de embarque. Fundado o Clube de Futebol "Os Mineiros".
1955 - Início da laboração da Fábrica de Briquetes.
1968 - Por despacho ministerial é suspensa a lavra no couto mineiro da Quinta da Várzea.
1969 - Crise no sector do carvão que leva à paralisação mineira em Rio Maior.
1970 - A concessão mineira e os seus activos passam para a Companhia Portuguesa de Electricidade (CPE - actual EDP)
1972 - A empresa EICEL é liquidada e quase todos os seus bens passam para o estado.
1976 - Por despacho ministerial, toda a maquinaria foi desmantelada.
Decada de 70 e 80 - Tentativa falhada de instalar uma central termoeléctrica no Espadanal.
1999 - A Câmara Municipal de Rio Maior adquire várias parcelas, num total de 110.380m2 do Couto Mineiro.
2005 - Início do processo de estudo e salvaguarda do Património Mineiro Riomaiorense.
2007 - Constituída a Comissão para o Estudo, Defesa e Valorização do Património Cultural e Natural do Concelho de Rio Maior.
2008 - Constituição do Centro de Estudos Riomaiorenses - Associação para a Defesa do Património.
2010 - Constituída a EICEL - Associação para a Defesa do Património Mineiro, Industrial e Arquitectónico.

Blog da EICEL 1920 - Associação para a Defesa do Património Mineiro, Industrial e Arqutectónico:
Informações sobre a primitiva central electrica de apoio à mina em:
Informações sobre a Mina de Giz (Mina de Diatomite) em:

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Encarnação em Arrouquelas

A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Encarnação, é um dos pontos importantes a visitar em Arrouquelas.
Nossa Senhora da Encarnação é a denominação dada a Maria em alusão à encarnação de Jesus, seu filho.



Esta igreja está cheia de história e histórias. A data da sua construção inicialmente era apontada para finais do ano de 1869, embora não estivesse documentada. Numa recente intervenção de restauro, encontrou-se uma placa em pedra na fachada nascente da igreja com a data de 1718 o que leva a crer que a data de construção seja bastante mais antiga do que se supunha.
Existem ainda algumas indicações que esta igreja foi construida sobre uma antiga mesquita, portanto, anterior à criação de Portugal.




Como agradecimento a terem regressado a salvo da 1º Grande Guerra Mundial, os militares arrouquelenses ofereceram a imagem de Nossa Senhora da Encarnação. Pode-se observar no exterior da igreja uns azulejos com a gravura de Nossa Senhora com os dizeres ‘Oferecido pelo auctor em cumprimento de um voto que fez para que os filhos de Arrouquellas que tomaram parte na Grande Guerra ao lado dos alliados regressassem todos sem a nenhum lhe acontecer qualquer mal o que assim sucedeu. Anno de 1918 Abilio Reis’.

 

Existe no recinto um bem conservado relógio de sol datado de 1869 (sendo esta a data que tinha sido inicialmente atribuída à igreja). O relógio foi reaproveitado recentemente e colocado no adro da igreja formando o centro de uma rosa dos ventos com os pontos cardeais formados por umas pedras gravadas e canteiros de flores.



No largo também se destaca um imponente sobreiro centenário que dá uma boa sombra nos dias escaldantes de Verão.





A porta principal tem na zona superior 5 anjos esculpidos em pedra e mesmo por baixo da janela existe a escultura de um sexto anjo.



O interior da igreja é formado por uma nave única com um altar principal e dois pequenos laterais. as paredes laterais possuem azulejos seiscentistas, sendo as côres dominantes o azul e o amarelo. As paredes são decoradas com um silhar de azulejos padrão policromado do século XVII até meia parede. O frontal do altar é revestido por azulejos mudejáres de aresta do século XVI.





O mais curioso no altar principal é a forma bastante rústica como este é construido e que a sua parte traseira tem o aspecto da imagem seguinte.

 
No lado direito existe um púlpito todo em pedra e embora a base esteja apoiada por um pilar torneado a estabilidade do conjunto parece precária para este poder ser usado normalmente.



Também do lado direito encontra-se a pia Batismal.



No tecto em madeira existe um medalhão pintado com uma representação que mostra a aparição de Nossa Senhora num ambiente rural.

O altar-mor é abobadado e tanto o tecto como as paredes são pintadas. 
A imagem que se encontra em destaque, embora seja de reduzidas dimensões á a de Nossa Senhora da Encarnação. 
Esta imagem normalmente encontra-se com o seu manto de tecido.


A imagem sem o manto é assim.




As janelas viradas para o pátio da igreja possuem bonitos vitrais.



Um elemento que também distingue esta igreja é o reservatório em pedra que servia para armazenar a água benta e que se pode ver na sacristia.

 
Adjacente ao adro encontra-se uma fonte datada de 1680. Esta fonte possui um pequeno nicho de onde antigamente brotava a água e foi restaurada em 2007.


Nos dias festivos toda a igreja se ilumina.





Lendas associadas à Igreja:

Lenda 1
Segundo a lenda, foi neste lugar que apareceu a Nossa Senhora de Arrouquelas. Esta seria mais uma aparição Mariana em que nesta zona do país existem muitos relatos (Como a de Asseiceira e de Fátima).

Lenda 2
Conforme a lenda, do alpendre da igreja, avista-se o local onde se encontra enterrado um tesouro mouro. O tesouro consiste num jogo em ouro (do tipo jogo de malha). Segundo a tradição a atual igreja foi construída sobre os destroços de uma antiga mesquita. Seria normal que os mouros que se quisessem refugiar dos invasores cristãos, se refugiassem na mesquita e quisessem ter os bens ocultos (enterrados), debaixo de olho.

Lenda 3
A lenda relata vários assaltos em que a igreja foi o alvo e que teriam sido cometidos por pessoas de São João da Ribeira. Nos assaltos a imagem era roubada, mas como por milagre, a imagem regressava sempre no dia seguinte ao seu local na igreja.

Por último é necessário referir que numa devisória existente no lado direito da igreja existe uma balança cravada na parede.



Para saber mais sobre a balança da igreja, consulte: