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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Antiga Azenha ao abandona em Alcobertas

Em Alcobertas existem várias azenhas. Existem algumas ainda capazes de funcionar, outras que foram recuperadas, mas também há aquelas que estão ao abandono.



A Azenha que aqui refiro encontra-se na Ribeira de Cima, após passar por trás da Igreja Paroquial de Santa Maria Madalena.



A Azenha encontra-se em estado de abandono profundo mas ainda possui muito do equipamento necessário para a moagem de cereais. É pena não se recuperar este edifício que é uma memória de um passado industrial, gerador de muita riqueza para a comunidade.

terça-feira, 14 de outubro de 2025

Antiga Azenha em Asseiceira

Em Asseiceira, junto à movimentada estrada Nº1, existe uma antiga azenha que agora foi embelezada.

Esta é uma excelente obra de José Estrela, que tem por hobby a pintura artística. A obra foi executada durante o mês de agosto deste ano e conferiu muita mais dignidade à antiga azenha. Quem olha de repente parece que a buganvília, a mó e o burro são mesmo verdadeiros.

A azenha é uma memória do tempo em que a ribeira tinha um maior caudal de água. Ainda se consegue ver o local por onde entrava a água, restos dos engenhos e as duas mós em pedra ainda lá se encontram. O edifício é formado por 2 níveis que não têm comunicação entre si: O rés/chão em que se encontra o sistema de moagem e o 1ºandar que era o espaço da loja.


Apesar do mau estado de conservação do edifício e equipamento, talvez ainda se pudesse recuperar.

quarta-feira, 27 de agosto de 2025

Passagens pedonais em Asseiceira são um perigo para os peões

A antiga estrada N1 que passa pelo centro de Asseiceira representa um perigo para os peões.

Infelizmente é uma zona onde já faleceram várias pessoas e deveria merecer uma melhor atenção de quem tem o poder de decisão.

Não basta os veículos passarem demasiado rápido numa zona residencial e existirem casas junto à estrada, a zona destinada para os peões é também um perigo em si.

Sobre o excesso de velocidade em que os veículos circulam, existem várias possibilidades para reduzir este perigo, como: radares de velocidade; mais semáforos de controlo de velocidade; instalação de tachas no piso que servem como aviso sonoro; passadeiras elevadas; mais sinalética consciencializando os condutores para o perigo, …

O que me interessa com este artigo é focar nas zonas destinadas aos peões que têm proteções que já existem há muito tempo, estão lá para proteger os peões, mas na minha opinião e neste momento são um perigo para os próprios peões.

Neste momento existem proteções mais eficientes, que podem dar mais espaço à circulação dos peões e são mais estéticas.

As proteções atuais encontram-se muito danificadas, têm arestas vivas que podem incutir lesões em quem lá circula a pé, o piso está degradado, a passagem é muito estreita com várias zonas com somente 45cm ou 63cm de largura como as imagens demonstram, existem elementos a impedir a passagem (como postes, sinais de transito, degraus, vegetação, …), os separadores de betão encontram-se desalinhados, e muitos outros problemas.












Se as passagens para os peões forem para as pessoas usarem devem de permitir a circulação pedonal em segurança, senão não faz sentido a sua existência. Em vários pontos desta passagem pedonal o estado do equipamento está em condições tão más que obriga aos peões a usarem a via de circulação dos veículos para poderem passar.

Seria importante que este artigo fosse entendido como a procura de melhores condições para quem precisa de por aqui circular a pé e não como uma simples crítica ao que está feito.

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Colégio Luis de Camões em Rio Maior

O Colégio Luis de Camões já foi uma referência na educação privada em Rio Maior, mas fechou portas após o ano letivo de 2006/2007. 


Em 1957 é fundado o Colégio Luis de Camões com o objetivo de ser um liceu. Foi criado pelo Dr. Augusto Pedro Branco que após muito trabalho e dedicação conseguiu ter um edifício dedicado ao ensino na zona da Freiria. Atualmente fica situado entre a Avenida dos Combatentes e a Rua Alberto São Goucha.

O Dr. Augusto Branco foi professor na Escola Comercial de Rio Maior, exerceu a função de chefe de secretaria do Município de Rio Maior e colaborou com o Jornal de Rio Maior. Atualmente existe uma rua perto da Biblioteca Municipal de Rio Maior à qual foi dado o nome do criador do colégio. 


Durante a sua existência de meio século, o colégio chegou a ter alunos em regime de internato.

Nos últimos anos ministrava-se neste colégio o ensino pré-escolar, básico e secundário. Tinha uma capacidade para 400 alunos. 

Desde meados dos anos 1990, houve um grande investimento no pré-escolar e 1º ciclo do ensino básico. Havia atividades como a ginástica, o ballet e a patinagem. De referir que desde 1996 que o ensino do inglês era obrigatório neste estabelecimento para as crianças a partir dos 4 anos de idade.

Em 2006 representantes do Colégio participaram na elaboração da Carta Educativa do Município de Rio Maior. 

Em Março de 2007 é constituída a empresa “C.L.C. – Colégio Luís de Camões, Unipessoal Lda” para gerir o colégio e em outubro do mesmo ano dá-se a sua Dissolução e Liquidação.

O lote em que se encontra o colégio possui uma área bruta de 6384m2 e possui um edifício com uma área bruta de construção de 1385m2. O edifício é composto por 4 corpos, sendo que dois deles são de 3 pisos e dois de rés-do-chão. 

 

O Colégio Luis de Camões está atualmente à venda por quase 1 milhão de euros. Quando em 2011 começaram a tentar vender o imóvel era pedido quase o dobro do valor pedido atualmente.


Fizeram-me chegar fotografias do interior do edifício e como pode ter interesse principalmente para os ex-alunos recordarem os espaços onde passaram muitas horas da sua juventude, mostro-as de seguida.

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Após reclamação de apresentação de fotografias obtidas sem a autorização dos atuais proprietários, decidi retirar as mesmas deste blog. Este blog foi criado para partilhar informação sobre Rio Maior e não tem o interesse de criar problemas a ninguém.
 

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Antigas instalações da Basmaior

As instalações da antiga unidade de fabrico de semi-reboques, Basmaior-Basculas de Rio Maior Lda, encontram-se ao abandono.
 
A Basmaior já foi a principal empresa nacional de semi-reboques, sendo fabricante em Portugal para marcas como a Meiller, Welgro ou Fruehauf.
Em 1982 a Basmaior candidatou-se a um acordo de assistência com a Secretaria de Estado do Emprego e Formação Profissional. Este acordo foi assinado em Junho de 1984, mas em Junho de 1985 após vários despachos, a empresa ainda não tinha beneficiado do acordo e apesar de na altura ter encomendas nacionais e internacionais num valor que rondava os 400.000 contos (2 milhões de euros), corria o risco de fechar.
O inevitável acabou por acontecer e uma empresa de renome nacional acabou por fechar enviando algumas centenas de trabalhadores para o desemprego.
Com o fecho da Basmaior, muitos dos seus antigos funcionários montaram oficinas ligadas às carroçarias e lojas de venda de peças.
A Basmaior foi dada como falida a 05 de Julho de 1995 por acórdão de tribunal.
 
Entretanto as instalações entraram em estado de degradação avançada, sendo neste momento uma mancha na paisagem citadina de Rio Maior. Começaram já a ser um perigo, pois para além da poluição visual, os edifícios ameaçam ruir, existem chapas que podem voar em dias ventosos e podem ser um antro para outro tipo de actividades não legais.
 
Tanto a Câmara Municipal, como os 2 actuais proprietário ponderam a demolição dos edifícios, mas, ainda nada aconteceu.



 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Pecuária abandonada em Arrouquelas.

Rio Maior possui várias suiniculturas.
Em São João da Ribeira e em Ribeira de São João têm sido notícia pelos conflitos existentes entre a atividade pecuária e a poluição dos campos, cursos de água e do mau estar que causam nas povoações vizinhas às instalações (o mau cheiro e as infestações são o lado mais notado).
Este artigo pretende abordar o tema por um outro ponto de vista.
O que acontece às pecuárias quando abandonadas?
Fica aqui uma reportagem sobre uma pecuária atualmente ao abandono em Arrouquelas.
Curiosamente esta unidade pecuária não se encontra perto de nenhuma residência.

Como em qualquer local abandonado e sem segurança o espaço encontra-se desprotegido.

A casa principal está aberta e serve de local para a pernoita de sem abrigos. Claro que tudo o que havia para roubar foi roubado.
 
Nos armazéns ainda se encontram materiais associados à atividade, incluindo alguns medicamentos e produtos químicos.

As instalações estão vazias, mas limpas. Ao contrário do que estava à espera, não se nota restos de fezes acumuladas.



 
Existe registos de um passado em que se pode constatar quantos porcos havia por secção e até o número de animais que morreram.
 
As instalações abandonadas podem ser um risco para miúdos que para aqui sejam atraídos para brincar.
 
Pelas imagens aéreas do local, percebe-se a dimensão já considerável da exploração e o reduzido número de lagoas para se fazer o tratamento dos afluentes.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Central hidroeléctrica em Rio Maior




Nos últimos meses, o rio Maior corre em direção ao Tejo com um elevado caudal de água. Ao ver todo este caudal de água lembro que na zona de Rio Maior já existiram muitos moinhos de farinha que utilizavam a força do rio para fazer girar as suas mós, mas também, uma central hidroeléctrica.

Rio Maior já teve uma central hidroeléctrica, inaugurada às 20:00 do dia 30 de Setembro de 1928. Foi ela a responsável pela chegada da electricidade a Rio Maior e entre 1926 e 1928 gastaram-se 391.096$90 (cerca de dois mil euros) para concretizar este velho sonho riomaiorense. A central foi abandonada devido à diminuição do caudal do rio Maior, mas as instalações ainda lá se encontram e deveriam de ser preservadas devido à sua relevância histórica.


O edifício está sem telhado e parte do seu espólio foi vendido como sucata na década de 1980.
No entanto, algum equipamento, como o que fazia mover a comporta, ainda aí está rodeado de silvas. O sistema de transmissão da força motriz também se encontra em bom estado de conservação.





De notar no espaço envolvente é a represa com a sua lindíssima queda de água, a ponte de 4 arcos em pedra e o intricado sistema de canais.


Sendo este espaço de propriedade da Câmara Municipal de Rio Maior, seria de todo louvável aproveitá-lo para voltar a reconciliar o rio com a população. Daria um excelente espaço de lazer.
No mínimo o espaço deveria de ser limpo.

De seguida, fica uma imagem da Central enquanto ainda funcionava.
 

Pode saber mais sobre esta zona em:

Ver video da MaiorTV em: