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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

A Freguesia de arrouquelas faz 63 anos

 

A Freguesia de Arrouquelas comemora, hoje, o seu 63º aniversário.

A Freguesia de Arrouquelas situa-se a sul do Concelho de Rio Maior e foi criada por decreto de 19 de fevereiro de 1962 (decreto lei nº 44.192) sendo desanexada de São João da Ribeira.

Foram os Fundadores desta Freguesia de Arrouquelas: Henrique José Fialho, Joaquim Coelho Fialho, Mário Relveiro Sena, António José Madaleno, Manuel Martinho Vitorino, Marcelino Relveiro Bom e Manuel Rosa Ataíde.


Uma rua central em Arrouquelas chama-se precisamente “Rua dos Fundadores da Junta da Freguesia”

No entanto, em Arrouquelas, comemora-se a criação da freguesia no dia 25 de Março que é o dia da Anunciação do Anjo à Virgem Maria.

Os presidentes da Junta de freguesia de Arrouquelas:

Manuel Rosa Ataíde (1962-1968)

Manuel Martinho Vitorino (1969-1974)

Mário Manuel Anacleto (1974-1978)

Joaquim Coelho Fialho (1983-1984)

José Luís Vicente (1979-1982 e 1985-1989)

Luís Fialho Sousa (1990-1993 e 1994-1997)

Albino Isidro Caetano Vivo (1998-2001 e 2002-2005)

João Paulo Colaço Relveiro (2017-2021)

Mário Eugénio Pião Vitorino Anacleto (2005-2017 e 2021-presente data)


As imagens deste artigo foram retiradas da página da Junta de Freguesia de Arrouquelas que pode consultar aqui:

Facebook da Junta de Freguesia de Arrouquelas

sexta-feira, 21 de junho de 2024

Selo de 1880, com o carimbo de Rio Maior

Selo muito antigo, de 1880, com o carimbo de Rio Maior.

No selo aparece o Rei D. Luís I , "O Popular", que reinou Portugal entre 1861 e 1889.

quarta-feira, 19 de junho de 2024

Conferência de imprensa de 1975 sobre os acontecimentos após a reunião no Grémio da Lavoura

No Noticiário Nacional de 16 de Julho de 1975 apareceu esta reportagem sobre a situação política e social em Rio Maior.


“Comando Operacional do Continente (COPCON) e Comissão de Representantes do Povo de Rio Maior pronunciam-se sobre os acontecimentos que sucederam à reunião convocada pelas Ligas de Pequenos e Médios Agricultores do Ribatejo no Grémio da Lavoura a 13 de Julho, nomeadamente a destruição das sedes do PCP e da Frente Socialista Popular (FSP) provocada pelos boatos de que o PCP iria ocupar o organismo corporativo.”


Pode ver a reportagem nos arquivos da RTP, em:

https://arquivos.rtp.pt/conteudos/situacao-politica-e-social-em-rio-maior/


Pode ver mais sobre este assunto em:

“13 de Julho de 1975”

              https://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2011/07/13-de-julho-de-1975.html

“A moca de Rio Maior”

              https://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2010/01/moca-de-rio-maior.html

“Rio Maior e o 25 de Abril de 1974”

              https://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2014/04/rio-maior-e-o-25-de-abril-de-1974.html

quarta-feira, 6 de dezembro de 2023

Mapa de 1808

Mapa de 1808 em que Rio Maior aparece como um dos cruzamentos por onde a guerra com os Franceses de Napoleão aconteceu. Este mapa foi feito pelos Ingleses e mostra as rotas usadas pelas tropas Inglesas e Portuguesas em Agosto de 1808.

Pode saber mais sobre as invasões francesas, em:

https://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2012/06/guerra-peninsular-invasoes-francesas.html

Recordo que nesta época Napoleão Bonaparte declarou o bloqueio continental a Inglaterra, a Família Real Portuguesa tinha fugido para o Brasil, D. Maria de Portugal (a Rainha louca) governava Portugal e os Ingleses, comandados por Wellesley, desembarcaram na Figueira da Foz para combater em Portugal os Franceses comandados por Junot.

terça-feira, 19 de setembro de 2023

Poço primitivo das Salinas, na Marinha Velha


As Salinas de Rio Maior, são um dos ex-líbris de Rio Maior.
O que pouca gente sabe é que nem sempre a recolha da água salgada foi feita no local atual.
O poço primitivo estaria situado um pouco mais a Norte, cerca de 600 metros, no local denominado Marinha Velha e segundo relatos, no final do século XII só alimentaria 6 talhos.



A mudança da localização do poço é muito antiga, perdendo-se essa informação no tempo, mas sabe-se que já no tempo do Rei D. Afonso Henriques, fundador de Portugal, as salinas de Rio Maior existiam no local atual.
O poço primitivo deve de ter secado, conforme é relatado na “Chorographia Moderna do Reino de Portugal” de 1876.




Pode saber mais sobre as Salinas em:
https://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2010/06/salinas-de-rio-maior.html

segunda-feira, 28 de março de 2022

Água de Inglaterra em Rio Maior

Água de Inglaterra é um dos exemplos mais marcantes dos 'remédios de segredo' muito em voga durante o século XVIII. Pelo nome de Água de Inglaterra eram conhecidos vários preparados farmacêuticos, produzidos por diferentes fabricantes desde finais do Séc. XVII a inícios do Séc. XIX e que apresentam em comum, além do nome, o facto de serem vinhos de quina. Eram utilizados para o tratamento do paludismo, que era então uma das doenças mais importantes, atingindo um grande número de pessoas. A importância medicinal da Água de Inglaterra reside no facto de a quinina ser o seu princípio ativo mais importante, constituindo o mais antigo quimioterápico ainda em uso.

Em 1794 o uso era de tal modo generalizado que Jacob de Castro Sarmento viu-se na necessidade de redigir um documento em que tenta provar os benefícios da sua Água de Inglaterra e de ter em cada terra um representante oficial para a sua distribuição.

Em Rio Maior a legítima representante era a viúva de João Rodrigo Gomes.

Castro Sarmento criou uma verdadeira rede de distribuição da Água de Inglaterra em Portugal. Com o isolamento da quinina por Pelletier (1788-1842) e Caventou (1795-1877) em 1820 e a sua substituição pelo sulfato de quinina, a Água de Inglaterra perde a importância que teve no século XVIII.

Quina é o nome de várias plantas arborescentes da família das rubiáceas, encontradas na América do Sul, cuja casca tem propriedades antifebris. O processo para fazer a Água de Inglaterra passa pelo cozimento da casca da quina, mas como o sabor é muito mau, tem que ser usado num outro preparado chamando-se vinho de quina. Chama-se Água de Inglaterra pois inicialmente era importada de Inglaterra e só com Castro Sarmento é que começou também a ser produzida em Portugal. Como curiosidade o ‘Gin Tónico’ é mais uma bebida inglesa em que se mistura a aguardente de zimbro com água de quinino, dois líquidos com características medicinais (o Gin, usado contra a “peste negra” e a água tónica com quinino utilizado contra a Malária).


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

História da Imagem de Nossa Senhora de Arrouquelas

Na publicação de 1707, “Santuário Mariano e Histórias das Imagens Milagrosas de Nossa Senhora”, consta uma publicação curiosa sobra a imagem de Nossa Senhora da Encarnação em Arrouquelas.

Aqui se pode ler, como a idade da imagem já na altura era considerada muito antiga, como o pároco a tentou levar de Arrouquelas, mas por milagre a imagem retomava ao seu local e como as pessoas acorriam à imagem com os seus pedidos e Nossa Senhora respondia com milagres. É curioso a referência à paga dos milagres com o peso da pessoa em trigo, sendo que a balança ainda existe na igreja.

"Titulo 77

Da Imagem de Nossa Senhora de Arrouquelas, ou da Encarnação.

E no mesmo termo da Vila de Santarém, e quase no mesmo distrito da Escusa (São João da Ribeira) se vê outro lugar, a que dão o nome de Arrouquelas. Perto deste lugar apareceu também outra Santíssima Imagem da Soberana Imperatriz da glória, a quem dão o titulo da Encarnação, porque o de Arrouquelas foi tomado do lugar do seu aparecimento ou porque junto a ele se manifestou. Também consta da tradição que aparecera no mesmo lugar em que hoje é venerada e podia bem ser que após o seu aparecimento fosse levado pelo pároco para a mesma freguesia de São João da Ribeira e que a Senhora enamorada do lugar e sítio de seu aparecimento se não quisesse acomodar a ficar naquele que lhe dava o pároco da Igreja de São João.

É esta Santíssima imagem muito antiga e por esta causa não sabem dizer aqueles camponeses, nem por tradição, o tempo nem o modo da sua manifestação. E só confessam com muita experiência o ser sempre procurada de todos, pelos muitos prodígios que faz, como o testemunham os sinais e memórias deles.

Com os meninos doentes se vê estas maravilhas continuamente e o mesmo é oferecê-los à Senhora pesados a trigo, para o que há na sua Igreja uma balança que serve este propósito. É vê-los saírem logo da presença daquela piedosa Senhora, sãos e livres da queixa que padeciam.

O mesmo experienciam em os mais achaques que padecem os que que com verdadeira devoção e viva fé imploram em suas necessidades a seu favor.

É esta Santa Imagem tão pequena, que não chega a um palmo e meio a sua altura, está com muita veneração recolhida em um tabernáculo ou nicho de vidraça. Festejam-na com muita grandeza no dia da sua Natividade e são muitas as afluências e romagens, não só neste dia, mas por todo o decorrer do ano."

Podem saber mais sobre a Igreja de Arrouquelas, em:

https://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2009/12/igreja-matriz-de-nossa-senhora-da.html

Podem saber mais sobre a balança para pesar as crianças em:

https://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2019/01/balanca-na-igreja-de-arrouquelas.html

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

Trabalho de arqueologia realizado em 1873 na Gruta de Alcobertas

No “Portugal Antigo e Moderno” de 1873 existe uma história curiosa sobre a Gruta de Alcobertas.

Esta gruta, é identificada no texto como existente no chamado “Cabeço de Truquel” e a Serra dos Candeeiros é ainda referida como Serra dos Albardos devido ao frio que se costuma sentir no cimo da serra.



O curioso da história é os locais terem posto fogo na gruta para evitar os trabalhos arqueológicos de 1869. Mas a história começa assim:

“…

Em 1869, o Sr. Joaquim Possidónio Narciso da Silva, distinto arquiteto da casa real, fundador da Associação dos Arquitetos Civis Portugueses, e do Museu Arqueológico que está na igreja gótica do Carmo, em Lisboa. Inteligente e zeloso amador das antiguidades da pátria, fez aqui uma viagem, de propósito para investigar todas as particularidades da gruta e se a sua existência pertencia a épocas pré-históricas, como parece provável.

Viu que a entrada da gruta está meio escondida pela rama de espessos arbustos e é baixa e estreita. A primeira gruta é uma espécie de vestíbulo, bastante alta, mas pouco espaçosa. Porém, por uma abertura existente no rochedo, passa-se a outra gruta muito mais vasta. Ambas as grutas têm nas rochas que formam a abobada uns buracos por onde entra o ar e a luz.

Achou o Sr. Silva a pouca profundidade uma camada de cinza (com alguns ossos misturados) com bastante espessura e ocupando todo o centro da gruta. Por baixo desta camada de cinza achou uma de areia e por baixo desta outra de cinza e ossos, como a superior.

Em vista disto, é de supor que esta gruta fosse destinada para necrópoles, ou jazigo dos restos mortais desses povos primitivos.

Já era muito, mas o Sr. Silva tinha fundadas esperanças de vir a descobrir instrumentos e outros vestígios dos tempos pré-históricos.

Como era noite, interromperam-se os trabalhos. No dia seguinte, quando o Sr. Silva chegou à gruta com os criados e trabalhadores para continuar as investigações, viu que dos respiradouros da gruta saiam densas espirais de fumo. Foram os pastores da serra que julgando que lhes iam roubar tesouros que reputavam seus (apesar de na véspera o Sr. Silva lhes dizer que caso aparecesse algum ouro ou prata lhes dava tudo a eles) tinham enchido a gruta de mato (para o que tinham trabalhado toda a noite) e lhe haviam lançado fogo.

No dia seguinte voltou o Sr. Silva, mas o fumo e o calor não deixaram penetrar na gruta, pelo que reservou a continuação dos trabalhos para o dia seguinte. Mas recebendo um telegrama para regressar a Lisboa ficaram, por enquanto, suspensas as suas investigações.

Por essa ocasião, mostraram também ao Sr. Silva na mesma serra, à distância de coisa de um quilometro da gruta, um dólmen perfeitamente conservado. Foi um ótimo achado porque não havia conhecimento, nem memória escrita, desse monumento céltico naquela localidade.”


Mas quem foi Joaquim Possidónio Narciso da Silva?

Possidónio da Silva nasceu em Lisboa a 15 de maio de 1806.

Por causa da invasão napoleônica em Portugal, no ano de 1807, Possidónio da Silva partiu para o Rio de Janeiro, no Brasil, junto com sua família. Lá, passou parte de sua juventude.

Em 1824, com dezoito anos de idade, Possidónio da Silva foi estudar Arquitetura na École des Beaux-Arts, em Paris, França. Entre 1829 e 1830, esteve em Roma, mas retornou a Paris para trabalhar no Palais Royal e no Palácio das Tulherias.

Em 1833, Possidónio da Silva regressou a Portugal, onde se tornou arquiteto da Casa Real. Participou nas obras dos Palácio da Pena, São Bento, Necessidades e traçou o Palácio do Alfeite.

Entre 1851 e 1853 foi o 2.º Grão-Mestre da Grande Loja Provincial do Oriente Irlandês.

Foi no final da década de 1850 que adquiriu do Governo apoio para o primeiro levantamento dos monumentos nacionais. Possidónio da Silva procurou também, por meio de jornais, informar o público da necessidade de preservar o património arquitetónico português.

Em 1867, durante a Exposição Internacional de Paris, realizou-se a segunda sessão do Congresso Internacional de Antropologia e Arqueologia Pré-histórica, em que Possidónio da Silva obteve o primeiro contacto com as práticas da Arqueologia, em especial a escavação estratigráfica e sectorial. Em 1878, em seu livro “Noções Elementares de Archeologia”, Possidónio da Silva publicou uma síntese desses métodos.

Possidónio da Silva foi fundador e presidente da Associação dos Arquitectos Civis Portugueses que passou a se chamar Real Associação dos Arquitectos Civis e Arqueólogos Portugueses, antes de se cindir, já depois da morte do Joaquim, e dar as atuais Ordem dos Arquitectos e Associação dos Arqueólogos Portugueses (AAP).

Também foi membro do Instituto de França e da Société française d'archéologie.

Joaquim Possidónio Narciso da Silva faleceu a 23 de março de 1896.


Pode saber mais sobre a gruta de Alcobertas, em:

Cidadania RM - Rio Maior: Gruta de Alcobertas (rio-maior-cidadania.blogspot.com)

quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Inauguração de um posto da SACOR em Rio Maior na década de 1960.

Inauguração na década de 60 de um posto de combustível da SACOR em Rio Maior.

O Sr. Padre Armando ficou encarregue de benzer a obra.


Um pouco de história.

Até ao final dos anos 30 do século passado, Portugal era abastecido de produtos petrolíferos por várias empresas estrangeiras como a Shell, a Vaccum e a Atlantic.

Em 1933 foi criada a empresa SONAP (Sociedade Nacional de Petróleos) graças à motivação dos empresários Manuel Cordo Boullosa e Manuel Queiroz Pereira. A SONAP tinha 40% do capital português e 60% Francês (Steaua Française). A SONAP dedicava-se à distribuição de combustível.

Em 1937 surge a necessidade de refinar em Portugal o petróleo após a Lei nº1965 e assim surge a SACOR (Sociedade Anónima de Combustíveis e Óleos Refinados). A SACOR foi criada por Martin Saim e Sando Garrian, dois romenos radicados em França.

A SACOR escolheu a zona industrial de Cabo Ruivo (Zona oriental de Lisboa) para instalar a sua refinaria que foi inaugurada em 1940.

Em 1945 é criada pelo estado e pelas empresas petrolíferas a empresa Soponata (50% do capital pertence à SACOR) para gerir o transporte marítimo de crude.

Em 1953, a SACOR criou a ANGOL, seguida da MOÇACOR em 1957, para a distribuição dos seus produtos petrolíferos em Angola e Moçambique respetivamente.

Em 1958, a SACOR introduziria no mercado a gasolina super, e criou três companhias de gás: Gazcidla para o gás butano, Procidla para o gás propano e Lusogás para o gás de cidade.

Em 1959, a SACOR criou a sua própria empresa de navegação, a SACOR Marítima

Na década de 50 e 60 a SACOR criou uma rede de postos de abastecimento por todo o país. De notar que após a 2ªGrande Guerra houve um aumento substancial do parque automóvel.

Em 1969 entrou em funcionamento a refinaria de Leça da Palmeira constituída por 3 fábricas (Aromáticos, Óleos-Base e Lubrificantes). Foi oficialmente inaugurada em 1970.

Em novembro de 1971 o Governo decidiu conceder a exploração da nova refinaria do sul (Sines) ao consórcio entre SONAP e CUF, quebrando assim o monopólio da SACOR no setor do refino de petróleo. Esta refinaria entrou em funcionamento em 1979.

No pós-25 de Abril (em 1975), estas empresas, mais a Gás de Lisboa (que era independente) foram nacionalizadas, tendo os seus negócios ultramarinos sido entregues às ex-colónias, e com o restante sido criado a Petrogal (petróleo) e a Gás de Portugal (gás).

A refinaria de Cabo Ruivo é desmantelada na década de 90 para a criação da EXPO’98.

quinta-feira, 28 de outubro de 2021

Anúncio de 22 de Novembro de 1833 sobre o serviço de mala-posta que passava em Rio Maior

Serviço postal em Rio Maior.

O serviço de mala-posta (transporte de correio e passageiros) em Rio Maior teve o seu início em 1737.

Houve sempre alguma dificuldade em manter o serviço regular pois era uma atividade dispendiosa.

O anúncio seguinte é de 22 de Novembro de 1833 para procurar interessados em manter o referido serviço em funcionamento.


Pode saber mais sobre a mala-posta em Rio maior em:

https://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2010/02/casa-da-muda-em-rio-maior-mala-posta.html

domingo, 22 de agosto de 2021

A freguesia de Alguber já pertenceu ao Concelho de Rio Maior.

Tendo por base o Bilhete Postal apresentado, de 25 de Maio de 1898, mostra que foi endereçado a Alguber, Rio Maior. 

A 26 de Setembro de 1895, com a extinção do concelho do Cadaval, a freguesia de Alguber foi incluída no concelho de Rio Maior. Durou pouco tempo pois retornou ao concelho de Cadaval assim que este foi restaurado, a 13 de Janeiro de 1898.

terça-feira, 27 de julho de 2021

Villa Romana de Rio Maior

 

O novo espaço da Villa Romana de Rio Maior, foi inaugurado no passado dia 26 de Junho de 2021. 

A inauguração contou com uma vasta comitiva, da qual se salienta Filipe Santana Dias, Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior e António Ceia da Silva, Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDR Alentejo).

 

Inserida na malha urbana da cidade de Rio Maior, trata-se de uma obra composta por 2 edifícios de linhas contemporâneas em estrutura/cobertura metálicas e revestimentos em aço corten, destinada a proteger a antiga Villa Romana de Rio Maior datável do século III / IV, que foi descoberta em 1983 e cujas escavações arqueológicas iniciaram-se em 1995. A obra possui ainda um passadiço metálico que permite fazer a visita 360º sobre a Villa Romana.

A construção dos edifícios que servem de proteção e apoio à Villa Romana foi realizada pela empresa Construbel – Engenharia, Lda. 

O projeto é do gabinete de arquitetura BeAbstract representado pelo arquiteto Pedro Mendonça.



No dia 10 de Janeiro de 2014 a Villa Romana de Rio Maior foi classificada como sítio de interesse público que fixou ainda uma zona de proteção em redor deste património.

A Villa Romana está inventariado no Património Arquitetónico Nacional com o número IPA.00027108 (Número IPA Antigo: PT031414080038). 

http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=27108 

No dia 17 de Junho de 2016, a Câmara Municipal de Rio Maior apresentou os projetos de requalificação e valorização da Villa Romana e da requalificação da Frente Ribeirinha do Rio Maior.

Estes projetos implicam um investimento orçado em mais de 2 milhões de euros. 

 

Agora, a espera valeu a pena e temos um equipamento que mostra os vestígios encontrados da Villa Romana com a dignidade que estes devem ter. Nota-se um cuidado nos detalhes e na preservação da Villa Romana. Estão de parabéns todos os envolvidos.

Podem todos visitar a Villa Romana, pois as proteções contra a possível contaminação por Covid estão implementadas e na receção são todos muito simpáticos. Neste momento a entrada é gratuita e para além da Villa Romana, existe uma pequena exposição com algumas das peças encontradas e no final ainda existe um breve filme onde é feito o enquadramento do espólio encontrado. O acesso a deficientes motores também é facilitado. 

 

Ficam de seguida algumas fotos da Villa Romana.

Pretendo com estas fotos mostrar alguns dos pontos da Villa Romana e não a sua totalidade, para que sejam mais um incentivo para uma visita a este espaço museológico.























Estas duas próximas fotografias aéreas foram tiradas do site da Construbel – Engenharia, Lda


Pode percorrer o espaço da Villa Romana no Google Maps, apesar das imagens ainda serem numa fase de construção. 

https://www.google.com/maps/@39.3327503,-8.9393746,3a,82.2y,24.84h,86.87t/data=!3m7!1e1!3m5!1sAF1QipPxqZSatcDZwowh2pcmmbhi3PpC5TEdLpUafkFJ!2e10!3e12!7i5376!8i2688 

Conseguem ter uma visão aérea sobre a Villa Romana, neste vídeo: 

https://www.youtube.com/watch?v=wvrZ800M3uY 

 

Pode saber mais sobre a Villa Romana de Rio Maior em: 

https://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2009/12/villa-romana-de-rio-maior.html