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quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Centro Interpretativo das Tradições e Rota do Azeite

A freguesia de Arrouquelas inaugurou no passado dia 13 de setembro de 2025 o Centro Interpretativo das Tradições e Rota do Azeite, um espaço dedicado à preservação e divulgação da identidade cultural local.

O novo centro tem como objetivo valorizar a história e identidade das gentes de Arrouquelas e do concelho de Rio Maior.

No espaço agora ocupado pelo Centro Interpretativo operava um antigo posto médico mas que se encontrava desativado há vários anos. Este projeto é uma iniciativa da Junta de Freguesia de Arrouquelas, com o apoio da Câmara Municipal de Rio Maior e da APRODER (Associação para a Promoção do Desenvolvimento Rural do Ribatejo), no âmbito do programa PDR 2020. O projeto teve um orçamento de 176.130,82€ sendo que 77.633,10€ são de comparticipação comunitária, 13.699,97€ são de comparticipação nacional e 84.797,75€ são de participação do benificiário (Junta de Freguesia de Arrouquelas e Câmara Municipal de Rio Maior). Teve como data de início 17/12/2021 e data de conclusão 21/12/2024.

Arrouquelas mantém ainda hoje dois importantes lagares em funcionamento, responsáveis pela produção de azeites de referência na região, o Lagar de Azeite “Zé Parente” e o Lagar de Azeite “Casal do Vivo”.


Na inauguração estiveram presentes várias dezenas de convidados entre os quais o Presidente da Junta de Freguesia de Arrouquelas, Mário Pião, o Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, Filipe Santana Dias, a Presidente da Assembleia Municipal de Rio Maior, Isaura Morais e o Presidente da Associação para a Promoção do Olival e Azeite de Aire e Candeeiros (APOAC).

O Centro Interpretativo é composto por quatro espaços distintos:

- O Exterior:

- Uma oliveira centenária

- Uma prensa hidráulica do séc. XX. “As Prensas Hidráulicas vão, gradualmente substituindo as centenárias Prensas de Vara (…). A maior força e uniformidade da pressão gerada numa Prensa Hidráulica, associada ao uso de água a ferver, permite uma maior capacidade de recuperação de azeite.”

- Fragmento de Tarefa do séc. XX. “A tarefa é uma peça fundamental no circuito funcional de um lagar. Recebe o produto resultante da prensagem da pasta da azeitona e onde se  processa à sua decantação natural ficando o azeite (…) na parte superior e a água russa (…) no nível inferior da peça por onde é drenada.”


- O Lobby de entrada:

- Um painel alusivo à apanha da azeitona

- Um painel com provérbios populares relativos à azeitona e ao azeite

- Um expositor com produtos locais



- A Sala da apanha da azeitona:

- Com écrans onde se pode recolher várias informações

- Uma TARATA do séc. XX. “Peça mecanizada para limpeza da azeitona. Através da rotação de um tambor faz a separação do fruto, mais pesado das folhas, galhos e impurezas que eram projetadas com o sopro criado na rotação do tambor”

- Vários equipamentos usados na apanha e transporte da azeitona.

- Vários painéis alusivos à apanha da azeitona.

- Trajos típicos




- A Sala do fabrico do azeite:

- Vários painéis alusivos à produção do azeite.

- Vários equipamentos usados no fabrico do azeite.

  - Uma maquete de um lagar tradicional de azeite (de vara).





Arrouquelas fica agora com mais um polo turístico e cultural que deve ser visitado.


terça-feira, 21 de outubro de 2025

Baloiço em Arrouquelas

Em Arrouquelas existe um baloiço em que o banco é uma celha.

Este baloiço foi feita em 2024 pela H2O, inserido no programa “Arrouquelas The Forest is Our Home 2024”. Está localizado junto à Fonte da Breja.

Um baloiço diferente com uma vista magnífica.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

A Freguesia de arrouquelas faz 63 anos

 

A Freguesia de Arrouquelas comemora, hoje, o seu 63º aniversário.

A Freguesia de Arrouquelas situa-se a sul do Concelho de Rio Maior e foi criada por decreto de 19 de fevereiro de 1962 (decreto lei nº 44.192) sendo desanexada de São João da Ribeira.

Foram os Fundadores desta Freguesia de Arrouquelas: Henrique José Fialho, Joaquim Coelho Fialho, Mário Relveiro Sena, António José Madaleno, Manuel Martinho Vitorino, Marcelino Relveiro Bom e Manuel Rosa Ataíde.


Uma rua central em Arrouquelas chama-se precisamente “Rua dos Fundadores da Junta da Freguesia”

No entanto, em Arrouquelas, comemora-se a criação da freguesia no dia 25 de Março que é o dia da Anunciação do Anjo à Virgem Maria.

Os presidentes da Junta de freguesia de Arrouquelas:

Manuel Rosa Ataíde (1962-1968)

Manuel Martinho Vitorino (1969-1974)

Mário Manuel Anacleto (1974-1978)

Joaquim Coelho Fialho (1983-1984)

José Luís Vicente (1979-1982 e 1985-1989)

Luís Fialho Sousa (1990-1993 e 1994-1997)

Albino Isidro Caetano Vivo (1998-2001 e 2002-2005)

João Paulo Colaço Relveiro (2017-2021)

Mário Eugénio Pião Vitorino Anacleto (2005-2017 e 2021-presente data)


As imagens deste artigo foram retiradas da página da Junta de Freguesia de Arrouquelas que pode consultar aqui:

Facebook da Junta de Freguesia de Arrouquelas

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

História da Imagem de Nossa Senhora de Arrouquelas

Na publicação de 1707, “Santuário Mariano e Histórias das Imagens Milagrosas de Nossa Senhora”, consta uma publicação curiosa sobra a imagem de Nossa Senhora da Encarnação em Arrouquelas.

Aqui se pode ler, como a idade da imagem já na altura era considerada muito antiga, como o pároco a tentou levar de Arrouquelas, mas por milagre a imagem retomava ao seu local e como as pessoas acorriam à imagem com os seus pedidos e Nossa Senhora respondia com milagres. É curioso a referência à paga dos milagres com o peso da pessoa em trigo, sendo que a balança ainda existe na igreja.

"Titulo 77

Da Imagem de Nossa Senhora de Arrouquelas, ou da Encarnação.

E no mesmo termo da Vila de Santarém, e quase no mesmo distrito da Escusa (São João da Ribeira) se vê outro lugar, a que dão o nome de Arrouquelas. Perto deste lugar apareceu também outra Santíssima Imagem da Soberana Imperatriz da glória, a quem dão o titulo da Encarnação, porque o de Arrouquelas foi tomado do lugar do seu aparecimento ou porque junto a ele se manifestou. Também consta da tradição que aparecera no mesmo lugar em que hoje é venerada e podia bem ser que após o seu aparecimento fosse levado pelo pároco para a mesma freguesia de São João da Ribeira e que a Senhora enamorada do lugar e sítio de seu aparecimento se não quisesse acomodar a ficar naquele que lhe dava o pároco da Igreja de São João.

É esta Santíssima imagem muito antiga e por esta causa não sabem dizer aqueles camponeses, nem por tradição, o tempo nem o modo da sua manifestação. E só confessam com muita experiência o ser sempre procurada de todos, pelos muitos prodígios que faz, como o testemunham os sinais e memórias deles.

Com os meninos doentes se vê estas maravilhas continuamente e o mesmo é oferecê-los à Senhora pesados a trigo, para o que há na sua Igreja uma balança que serve este propósito. É vê-los saírem logo da presença daquela piedosa Senhora, sãos e livres da queixa que padeciam.

O mesmo experienciam em os mais achaques que padecem os que que com verdadeira devoção e viva fé imploram em suas necessidades a seu favor.

É esta Santa Imagem tão pequena, que não chega a um palmo e meio a sua altura, está com muita veneração recolhida em um tabernáculo ou nicho de vidraça. Festejam-na com muita grandeza no dia da sua Natividade e são muitas as afluências e romagens, não só neste dia, mas por todo o decorrer do ano."

Podem saber mais sobre a Igreja de Arrouquelas, em:

https://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2009/12/igreja-matriz-de-nossa-senhora-da.html

Podem saber mais sobre a balança para pesar as crianças em:

https://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2019/01/balanca-na-igreja-de-arrouquelas.html

sábado, 17 de julho de 2021

Actividade Ninhos na Freguesia em Arrouquelas

 Em Arrouquelas está a acontecer a Actividade Ninhos na Freguesia.

Uma iniciativa do Centro de Estar de Arrouquelas em parceria com a Junta de Freguesia de Arrouquelas que pretende elaborar e instalar ninhos artificiais em vários jardins e locais públicos de modo a ajudar a passarada a completar o seu ciclo de vida. 

Os ninhos e flores artificiais são feitos de material reciclado e foram criados pelos residentes com mais de 65 anos de modo a tentar combater o isolamento provocado pela pandemia que vivemos provocada pelo vírus Covid.

Interessante é a afixação junta dos trabalhos de placas com dados e fotografia dos seus executantes.

Uma comunidade é mesmo isto, formada por pessoas e pelas suas vivências.






 

 

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Golden Eagle Residence & Golf Resort

As tabuletas continuam lá a indicar o caminho para o Campo de Golf Golden Eagle. 
O problema é que este campo deixou de existir quando fechou portas em 2013. 

Neste momento a Quinta do Brinçal onde se localizava o campo de golfe está à venda por 19.422.000 euros em algumas imobiliárias, como a Caixa Imobiliário ou a Imobiliária Elite. 

Enquanto a Quinta do Brinçal tenta encontrar uma saida para a sua situação, as receitas que possui ainda vão sendo da venda de árvores e das licenças de caça. A Zona de Caça estava sob gestão da “Associação de Caça – Esperas e Montarias”, com o número de processo 6846 na Freguesia de Arrouquelas para a época venatória 2017/2018. 

O empreendimento Golden Eagle Residence & Golf Resort pretendia criar na Quinta do Brinçal, localizada entre Arrouquelas e Asseiceira, um complexo turístico e imobiliário de grandes dimensões que não se chegou a concretixar. O campo de golf era a parte visivel do empreendimento. 

Para perceber como esta quinta chegou a este estado, vou apresentar um pouco da sua história. 
O Campo de Golf foi inaugurado em 1994 pelo então proprietário Ricardo Cardoso, mentor do projecto. O campo foi desenhado pelo arquitecto norte-americano Rocky Roquemore, uma das personalidades mais marcantes da arquitectura de campos de golf a nível mundial e o campo de golf chegou a ser considerado um dos mais fascinantes e competitivos campos portugueses, com 6,623 metros, 9 lagos e 87 bunkers.

Com o campo de golf nasce o Golden Eagle Residence & Golf Resort que pretendia desenvolver-se numa parte da Quinta do Brinçal, correspondendo a uma área com cerca de 90 hectares. 
O Grupo Amorim chegou a associar-se ao projecto mas abandonou-o, ficando apenas com os créditos que o banco do grupo tinha concedido. Mais tarde os créditos passaram para o Banco Popular e posteriormente para o Banco Santander. 
A propriedade veio a ser adquirida anos mais tarde pela Carmin (CAMIN) Global Real Estate que ali queria criar uma verdadeira cidade, com cerca de 1600 habitações, colégio internacional, infantário, dois campos de golfe, dois hotéis, residências assistidas para seniores e centro de estágios de futebol.
Este novo projecto já abrangia uma área total com cerca de 533 hectares. 
Foram feitos os arruamentos, o terreno foi dividido em lotes, as infraestruturas com água, eletricidade e saneamento foram feitas e começaram-se a vender propriedades. 
A proposta urbanística do empreendimento foi aprovado pela Câmara Municipal de Rio Maior em 2004 
 

Em 21 de Dezembro de 2006 foi criado o Fundo Especial de Investimento Imobiliário Fechado Golden Eagle, gerido por FUNDIMO, Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário. 
A Carmin (CAMIN) pretendia investir cerca de 900 milhões de euros na região, num plano a 12 anos, mas no auge da crise económica e do imobiliário que atingiu o país depois de 2007, a Carmin (CAMIN) entrou em insolvência e faliu. Apesar da falência o campo de golf continuava aberto a quem aqui queria praticar esta modalidade. 
A crise também foi provocada por uma indecisão do governo Português quanto à localização do aeroporto alternativo ou complementar ao de lisboa. Em 2005 o governo Português tomou a decisão de construir o novo aeroporto de Lisboa na Ota (perto de Rio Maior). Em 2007 contudo a situação alterou-se radicalmente. Após um estudo financiado pela Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) e de muita discussão, o governo conclui que Alcochete era efetivamente uma localização preferível à da Ota, o que levou à mudança radical na sua decisão anterior. 
Carmin (CAMIN) é uma sociedade, contribuinte nº502486350, que tinha como atividade a promoção imobiliária e foi constituída em dezembro de 1990. Em 28 de Dezembro de 2007, foi criada uma nova sociedade, a Camin Global SGPS SA que durou pouco tempo pois em Novembro de 2012 entrou em Dissolução e Liquidação. A declaração de insolvência da CAMIN foi sentenciada a 03 de Junho de 2013. A Carmin (CAMIN) possuía o empreendimento “Cerca de Santa Mónica” em Évora, o empreendimento “Casas de Azeitão” em Setúbal e o empreendimento “Golden Eagle” em Rio Maior. 
Em Junho de 2013, a Câmara Municipal de Rio Maior lançou o Plano Estratégico de Desenvolvimento de Rio Maior (Visão e Estratégia para 2025 e Plano de Ação para 2030) e a “Golden Eagle Residence & Golf Resort” era considerada uma “Infraestrutura com capacidade de projecção nacional e internacional”. 
Em 6 de Novembro de 2013 a Câmara Municipal de Rio Maior foi oficialmente informada que o campo iria fechar portas. 

Mal o campo de golfe fechou, começaram os roubos e vandalismo. A GNR foi por diversas vezes chamada a intervir. 
Em 2016 tentaram vender a Quinta do Brinçal em leilão, mas tal não se concretizou. 

Já este ano, 18 de Janeiro de 2019, houve novo leilão, mas também sem sucesso. 

Entretanto a quinta encontra-se no estado que pode ser visto nas seguintes fotografias e que foram recolhidas do sitio na Internet “Lugares avandonados”. 




Estas imagens contrastam com as que tirei em 2009 e cujo artigo pode ser lido em: 



Em Março deste ano, veio-se a conhecer o relatório da auditoria da Ernst&Young (EY) ao banco Caixa geral de Depósitos. Neste relatório aparecem descritos vários negócios ruinosos realizados pelo banco público e lá é identificado como grande devedor o Fundo Imobiliário Golden Eagle. A 31 de Dezembro de 2015 o fundo tinha uma posição devedora de 31 milhões de euros, sendo que 27 milhões de euros estavam registados como imparidades pelo banco.

Uma pena que este projeto não se tenha concretizado. Deveria-se encontrar uma solução digna para esta bela propriedade.