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segunda-feira, 25 de maio de 2026

Travessa do Palhinhas, provavelmente a travessa mais estreita do Ribatejo.


Em Rio Maior temos provavelmente a travessa mais estreita do Ribatejo.

Claro que estou a falar da Travessa do Palhinhas que com os seus 52 metros, liga a Rua Serpa Pinto à Rua da Nazaré.

Nesta travessa existe o icónico restaurante Palhinhas Gold que também vale a pena visitar.

 


Já agora, vale a pena saber que a travessa mais estreita de Portugal é a Rua do Bicão, situada na aldeia histórica de Granja do Tedo, no concelho de Tabuaço. Esta rua no seu ponto mais apertado tem apenas 45cm de largura.

A travessa estreita mundialmente mais conhecida é a Vinárna Čertovka em Praga (Chéquia).

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Requalificação da EN114 na zona de Rio Maior

A requalificação abrangiu uma extensão de 2,7km, desde a rotunda de acesso à A15 até à interceção com a rua do Matadouro.

Esta era uma obra que vinha a ser falada e pedida, há mais de 30 anos.

Foi uma obra orçada em cerca de 6,7 milhões de euros (integra o Programa de Recuperação e Resiliência - PRR, financiado pela União Europeia) ao que acresce um investimento de cerca de 3 milhões de euros por parte da Câmara Municipal de Rio Maior.

A via ficou com um troço de 4 vias de circulação (2 vias em cada sentido) e outros troços de 3 vias (2+1). Surgiram 4 novas rotundas, de modo a reduzir a velocidade dos veículos e a facilitar o escoamento do tráfego. A faixa de rodagem ficou ladeada por passeios, ciclovias e percursos mistos. Foi melhorado o sistema de drenagem do pavimento e reforçado o equipamento de sinalização, balizagem e de segurança. Para os transportes públicos também foram criadas zonas de paragem fora das vias de circulação. Foram ainda melhoradas as intersecções de estradas/ruas secundárias na EN114.

A inauguração das obras aconteceu a 2 de outubro de 2025.



Vamos fazer aqui um breve resumo histórico:

- Em 2009

No executivo presidido pelo Dr. Silvino Sequeira foi assinado um protocolo entre o Município e a então Secretária de Estado dos Transportes Ana Paula Vitorino para a requalificação da ligação da EN 114 entre Rio Maior e a A15.

- 11 de outubro de 2017

A Infraestruturas de Portugal anunciou formalmente, em comunicado, o arranque do projeto de beneficiação da ligação da EN114, no troço Rio Maior – Rotunda de Acesso à A15, servindo a Zona Industrial de Rio Maior e o Parque de Negócios de Rio Maior.

Nesta altura estava previsto um investimento total de 2.925.000€.

- 22 de abril de 2022

Foi publicado em Diário da República o concurso público (5065/2022) para a empreitada de requalificação da ligação entre a Estrada Nacional 114 e a A15, em Rio Maior, no valor de 6 milhões de euros.

- 03 de novembro de 2022

Foi adjudicada às Construções Pragosa, SA, pelo ministério das Infraestruturas, a obra de requalificação da EN 114, no valor de 6.631.902,59€.

O processo das expropriações estimava-se custar ao município o valor de 1.397.081,67€ para indemnizar 39 proprietários.

- 28 de dezembro de 2023

Tiveram de haver expropriações. Foram 7 parcelas num total de 733m2 e saiu a 28 de dezembro de 2023 em diário de republica “Declara a utilidade pública com carácter de urgência da expropriação dos bens imóveis e direitos a eles inerentes necessários à execução da empreitada da «EN 114 - Ligação da A 15 a Rio Maior - Requalificação»”.

- 05 de junho de 2024

Inicia-se a obra de requalificação da EN114 entre a cidade de Rio maior e o acesso à A15.

O auto de consignação da obra foi assinado, numa cerimónia em que estiveram presentes o Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, Filipe Santana Dias, Rafael Almeida, das Infraestruturas de Portugal e Joana Pragosa e José Pires, da construtora Pragosa.

A duração prevista para a obra era de 14 meses.

- 02 de outubro de 2025

Inauguração e abertura aos utentes da ligação requalificada na EN114.

Agora algumas imagens do antes e do depois. As imagens antigas são do "Google Maps".
- Traçado


- Rotunda A

Rotunda B

Rotunda C

Rotunda D

Rotunda E

quarta-feira, 27 de agosto de 2025

Passagens pedonais em Asseiceira são um perigo para os peões

A antiga estrada N1 que passa pelo centro de Asseiceira representa um perigo para os peões.

Infelizmente é uma zona onde já faleceram várias pessoas e deveria merecer uma melhor atenção de quem tem o poder de decisão.

Não basta os veículos passarem demasiado rápido numa zona residencial e existirem casas junto à estrada, a zona destinada para os peões é também um perigo em si.

Sobre o excesso de velocidade em que os veículos circulam, existem várias possibilidades para reduzir este perigo, como: radares de velocidade; mais semáforos de controlo de velocidade; instalação de tachas no piso que servem como aviso sonoro; passadeiras elevadas; mais sinalética consciencializando os condutores para o perigo, …

O que me interessa com este artigo é focar nas zonas destinadas aos peões que têm proteções que já existem há muito tempo, estão lá para proteger os peões, mas na minha opinião e neste momento são um perigo para os próprios peões.

Neste momento existem proteções mais eficientes, que podem dar mais espaço à circulação dos peões e são mais estéticas.

As proteções atuais encontram-se muito danificadas, têm arestas vivas que podem incutir lesões em quem lá circula a pé, o piso está degradado, a passagem é muito estreita com várias zonas com somente 45cm ou 63cm de largura como as imagens demonstram, existem elementos a impedir a passagem (como postes, sinais de transito, degraus, vegetação, …), os separadores de betão encontram-se desalinhados, e muitos outros problemas.












Se as passagens para os peões forem para as pessoas usarem devem de permitir a circulação pedonal em segurança, senão não faz sentido a sua existência. Em vários pontos desta passagem pedonal o estado do equipamento está em condições tão más que obriga aos peões a usarem a via de circulação dos veículos para poderem passar.

Seria importante que este artigo fosse entendido como a procura de melhores condições para quem precisa de por aqui circular a pé e não como uma simples crítica ao que está feito.

terça-feira, 20 de julho de 2021

Rotunda na Avenida Paulo VI

 No passado dia 27 de Junho, foi inaugurada a nova rotunda na Avenida Paulo VI em Rio Maior.

A inauguração contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, Filipe Santana Dias, da Deputada da Assembleia da República, Isaura Morais, dos Presidentes das Juntas de Freguesia de Rio Maior e S. Sebastião, João Rebocho e Albertino Lopes, bem como de vários elementos do executivo camarário.
A rotunda foi feita para resolver um problema de trânsito que existia na ligação da Avenida Marechal Humberto Delgado com a Avenida Paulo VI. A imagem seguinte foi retirada do Google Maps.

Foi uma boa ideia terem afastado as passadeiras na Avenida Paulo VI desta nova rotunda, tornando o trânsito mais fluido e diminui a probabilidade de haver atropelamentos. Reduzindo um pouco os passeios que aqui eram bastante largos, conseguiram encaixar a rotunda inaugurada.

O canteiro no centro da rotunda forma uma bonita flor de 6 folhas, uma Trímera. A imagem seguinte foi retirada da página da Câmara Municipal de Rio Maior.


 

sexta-feira, 23 de abril de 2021

Ligação ferroviária em Rio Maior, 1874


O caminho de ferro sempre foi muito desejado em Rio Maior.

Chegou a existir em Rio Maior um ramal, mas de carga, devido à Mina do Espadanal.

Pode saber mais sobre esta linha em: 

https://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2011/08/antiga-linha-de-caminho-de-ferro-em-rio.html 

 

No entanto este artigo é sobre um pedido de licença de construção e exploração de um caminho de ferro para mercadorias e passageiros que ligaria a Ponte de Sant’Ana no Cartaxo e o Porto de S. Martinho.

Esta ligação ferroviária estava prevista com paragens na Vila do Cartaxo, Rio Maior, Óbidos e Caldas da Rainha.

O pedido foi autorizado em 26 de fevereiro de 1874.

As condições de autorização estão nas imagens seguintes:



Claro que esta obra nunca foi concretizada.

Curioso é o pedido da licença ter sido feito por Luíz Augusto Palmeirim (imagem no topo deste artigo).

 

Luíz Augusto Palmeirim

Poeta pertencente à geração ultrarromântica, de nome completo Luís Augusto Xavier Palmeirim, nascido a 9 de agosto de 1825, em Lisboa, e falecido a 4 de dezembro de 1893, na mesma cidade.

Também foi deputado, jornalista, dramaturgo, crítico e tradutor. Proveniente de uma família de militares de alta patente, frequentou o Colégio Militar e tomou parte na rebelião da Maria da Fonte, entre 1846 e 1847, ao serviço da Junta do Porto, contra a ditadura de Costa Cabral.

Foi censor do Teatro D. Maria II desde 1853 e diretor do Conservatório de Lisboa desde 1878 até à sua morte, para além de membro da Academia Real das Ciências e da Sociedade Escolástico-Filomática.

Era conhecido como o mais popular dos nossos poetas.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Rua com 5 nomes em 800 metros

Esta é uma curiosidade, pois a rua tem 5 nomes na zona de Anteporta, Rio Maior.
Isto em somente 800 metros de rua. 



A rua começa num entroncamento com a N114 na zona das Boiças, Rio Maior.
Seguem-se as ruas: 
Rua das Acácias (Boiças) 
Rua Joaquim Correia Inglês (Entrada em Anteporta) 
Largo Ventura Paulo da Torre 
Rua de Santo António 
Rua Dr. Calado da Maia 







A rua continua e os nomes passam a ser: 
Rua Principal em Arrouquelas 
Rua Visconde de Assentiz em Assentiz 
Rua Casais de Oiteiro (em alforgemel,Almoster) 
Rua dos Supiçus (em Vila Nova do Coito, Almoster) 
A rua termina num entroncamento com a N114-2 em Almoster.



Ao todo são 17km que unem a N114 nas Boiças à N114-2 em Almoster com 9 nomes diferentes.

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Transportes rodoviários em Rio Maior durante o século passado

Os serviços de transporte de pessoas sempre se fez em Portugal usando a tração animal. A junta de bois, cavalo ou mula. A Casa da Muda que servia a mala-posta no Alto da Serra foi construida em 1737. 
Em 1864 foi inaugurada a ligação entre Lisboa e Porto por comboio a vapor. O comboio passou a ser um meio seguro e rápido de transporte de pessoas e mercadorias. 
Em 1878 passou a haver transporte urbano de passageiros. Foi no Porto e usava-se a tração a vapor.
Em 1895 surgiu também no Porto a primeira linha da Península Ibérica de transporte de passageiros usando carros elétricos.
Em 1895 chega a Portugal o primeiro automóvel pessoal. Com o aparecimento de veículos movidos a motores de combustão o transporte de pessoas muda radicalmente.

Em 1938 a empresa “A Scalabitana” fazia transportes de passageiros entre Santarém, Lisboa, Cartaxo e Vila da Marmeleira. Havia um serviço combinado para Rio Maior com a empresa “Capristano & Ferreira”.



Em 1939 a empresa “Viriato Paulo & Paulo” explorava uma carreira de passageiros aos Domingos entre Rio Maior e Asseiceira. Esta carreira, bem como outras realizadas por esta empresa foram adquiridas pela empresa “Capristanos”. 

Em 1945 a empresa “Capristanos” pediu autorização para explorar uma carreira regular de transporte de passageiros entre Caldas da Rainha e o Entroncamento com paragem em Rio Maior, Alcanena e Torres Novas.



No mesmo ano a empresa Claras requereu a concessão de uma carreira regular de transporte de passageiros para o mesmo percurso (Caldas da Rainha – Entroncamento) e em substituição da carreira que já efectuava entre Amiais de Baixo e Torres Novas.



Actualmente a empresa “Rodoviária do Tejo” é que serve a região de Rio Maior com transportes regulares. Esta empresa teve a  sua origem na empresa “Claras” e foi criada em 31 de Janeiro de 1991. 

Rio Maior é também servida por um serviço rodoviário de ligação interurbana assegurada pela empresa “Rede Nacional de Expressos”. Esta empresa foi fundada em 1995 e é composta por várias empresas operadoras de autocarros, sendo que uma delas é a “Rodoviária do Tejo”.

Pode saber mais sobre a casa da Muda que servia a diligência em Rio Maior em: 
Pode saber mais sobre a Estação Central de Camionagem de Rio Maior em: 
Pode saber mais sobre a companhia “Capristano & Ferreira” em: 
Pode saber mais sobre a empresa “Claras” em: 
Pode saber mais sobre a empresa “Rodoviária do Tejo” em: 
Pode saber mais sobre a empresa “Rede Nacional de Expressos” em: