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quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Fonte da Arroteia

A nova Fonte da Arroteia, foi inaugurada no passado dia 28 de Junho de 2025. Num dos azulejos da fonte pode-se ler “Obra realizada no ano de 2024”, mas este foi o ano do início da obra.

A inauguração contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, Filipe Santana Dias, da vereadora Leonor Fragoso e dos membros do executivo da União de Freguesias de Azambujeira e Malaqueijo, liderado por Fernando Costa.

A fonte fica no Largo da Arroteia, em Casais da Arroteia, Malaqueijo. A fonte ganhou uma parede em azulejo com uma passagem, pois na parte frontal podem-se ver os brasões de Azambujeira e de Malaqueijo, e na parte de trás tem uma cena campestre com uma mulher a dar de beber ao gado bobino. O largo ficou com um banco para quem quiser aqui descansar.

Antes desta obra, existia no mesmo largo uma outra fonte que foi construída em 1987. Pode saber mais sobre ela em:

https://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2013/02/fonte-no-largo-da-arroteia-em-malaqueijo.html


Usando o “google maps”, pode-se ver a evolução do largo ao longo dos anos.

Em 2010


Em 2015

Já em 2024

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Bica de água em Casais da Própria, Malaqueijo

Em Malaqueijo, existe uma Bica de água no Largo Casais da Própria.

É uma bica de água simples, forrada a azulejo azul e que foi inaugurada em 1987.

No espaço contiguo existe o Parque Infantil.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Contradança

Está-se a aproximar o dia 3 de Fevereiro e gostava de lembrar que nesta data se celebra a Festa de São Brás em Malaqueijo.
Um dos fatores diferenciadores dos festejos é que neste evento se convida todos os presentes para a Contradança.

Há cerca de cem anos, chegou a Malaqueijo a tradição da Contradança, trazida pelos combatentes da primeira guerra mundial que estiveram na Flandres. Desde essa altura é habitual ouvir-se os cavalheiros perguntarem “A menina contradança?” por ocasião das festas de São Brás, no Largo da Contradança (frente ao Mercado Diário).
O termo Contradança nada é relativo a uma anti-dança, mas sim a um tipo de dança que originalmente era dançada em salões principescos ao som de minuetes em que os pares de damas e cavalheiros avançam, recuam, intercalam-se ou rodopiam entre si. Em termos mais técnicos é uma dança de ritmo rápido e compasso binário composto de várias seções de oito compassos que se repetem.
 
A contradança teve origem na dança tradicional inglesa ‘Country Dancing’, que foi traduzida e adotada pelos franceses de forma absurda como ‘Contredance’. Os portugueses adaptaram esta expressão francesa a Contradança.
Existem registos de em Portugal, por altura das invasões francesas (início do século XIX) os portugueses terem assimilado esta dança muito em voga entre franceses e ingleses.
A contradança surge assim nas festas populares como uma sequência de várias danças com diversas melodias e ritmos em que os participantes obdencem à voz de um mandador. Como a contradança teve origem na ‘Contredance’ francesa, é usual as ordens do mandador usarem termos afrancesados.
 
Quem vier a Malaqueijo vai poder ouvir o mandador que também é bailarino gritar ordens que vão definindo a coreografia como ‘Grand promenade!’, ‘Au contraire!’ e ‘Changez dames!’. O ritmo vai aumentando conforme os participantes vão aquecendo, mas fazem-se intervalos frequentes para se recuperar o fôlego e molhar a garganta. Os três acordeões que normalmente comparecem, animam e levam à boa disposição nesta festa que junta pessoas de todas as idades.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Marco Geodésico em Malaqueijo



Este Marco encontra-se na berma da Estrada das Encostas, junto ao cemitério de Malaqueijo.
O Marco identifica a coordenada 39º17’17”N 8º49’18”O.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Parque Infantil em Casais da Arroteia




Em Casais de Arroteia, Malaqueijo, existe um funcional Parque Infantil.
Este parque foi construído em 1993 pela Junta de Freguesia de Malaqueijo, num terreno cedido por António Osvaldo Matos.
Em 2009 o espaço sofreu obras de requalificação e já este ano, 2014, para além da poda das árvores, os muros foram pintados e acrescentou-se um útil banco no exterior.
As crianças agradecem.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Parque Infantil em Malaqueijo


Este parque infantil situa-se no local de Casais da Própria em Malaqueijo. Mais propriamente na Rua do Barreiro.
O parque foi realizado pela Junta de Freguesia de Malaqueijo, num terreno cedido por António Montez.

O parque tem equipamento de diversão antigo e piso em areia. A inauguração ocorreu a 6 de novembro de 1999.


Ao entrar neste parque recordei de uma forma muito presente a minha juventude numa altura em que remodelaram o parque infantil da minha terra de origem e apareceram com esta novidade de diversões metálicas todas bonitas. Tempos nostálgicos em que se partiam dentes e rachavam cabeças, mas ninguém reclamava e... éramos felizes.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Forno de Cal em Malaqueijo.



Em Malaqueijo existe um Forno de Cal precisamente na rua do forno.
Este forno encontra-se atualmente junto a habitações.
Claro que o forno já se encontra adulterado, mas lá está ele para lembrar que em tempos não muito remotos a cal era o ganha-pão de várias famílias de Malaqueijo.



Não muito longe deste lugar existe um outro forno sobre o qual pode saber mais em: 

domingo, 30 de junho de 2013

Monumento aos Combatentes em Malaqueijo

No passado dia 30 de abril de 2013, foi inaugurado o monumento aos 51 combatentes malaqueijenses que lutaram nas guerras coloniais portuguesas do Ultramar.




Neste evento estiveram presentes a Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, Isaura Morais, o Presidente da Junta de Freguesia de Malaqueijo, António Manuel Correia, o Presidente do Núcleo da Liga dos Combatentes de Rio Maior, Arménio Pereira e vários combatentes homenageados. A inauguração do monumento com a deposição de uma coroa de flores em memória dos falecidos foi precedida de uma Missa celebrada pelo Reverendo Padre Diogo.
O monumento fica localizado no espaço contíguo ao Parque de Merendas D’Alagoa.
Esta é mais uma forma de homenagear aqueles que em nome da pátria lutaram longe da sua terra.



sábado, 2 de fevereiro de 2013

Fonte no Largo da Arroteia em Malaqueijo


Esta fonte foi construída em 1987 pela Junta de Freguesia de Malaqueijo e situa-se no Largo da Arroteia.
 

A fonte está revestida com azulejos geométricos de cor azul.
Aproveitou-se os dois bancos laterais para se criar um pequeno resguardo à fonte.
O largo tem o piso em pedra de calçada.

Já em 2024, a fonte foi demolida e a 28 de junho de 2025 foi inaugurada uma outra em seu lugar.
Pode saber mais sobre esta nova fonte, em:

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Forno de Cal em Malaqueijo

Em Malaqueijo, ainda existem vestígios de alguns fornos de cal em bom estado de conservação.
O forno que se encontra em Casais da Arroteia é um exemplar em muito bom estado.

 
A produção de cal é uma indústria muito antiga e teve o seu apogeu no século XIX, início do século XX. Um dos motivos que contribuiu para o desenvolvimento desta indústria foi a proliferação do uso do adobe na construção civil que é produzido a partir de cal e areia (tradicionalmente, para uma medida de cal, juntava-se três medidas de areia). De notar que já nas ruínas da Villa Romana de Rio Maior foi identificado o uso de adobe.
O uso do adobe na construção civil foi desaparecendo com o surgimento de novos materiais, como o tijolo de barro vermelho, o cimento e outros.
Com os novos métodos de construção, veio o abandono dos fornos artesanais de cal.
O primeiro passo para a produção de cal, começa nas pedreiras de calcário. A pedra é extraída, limpa e depois é partida com o uso de martelos de forma a ficar em pequenos blocos. Assim, a pedra está pronta para entrar no forno.
O forno possuía planta circular, com a base mais larga que o topo. A parte superior tem aberturas para permitir a saída de fumos. Normalmente construía-se o forno junto a um desnível do terreno para este possuir duas aberturas: Uma inferior para permitir alimentar a fogueira e outra superior, para permitir a entrada da pedra.

 
A pedra proveniente da pedreira era descarregada no exterior do forno e depois de selecionada de acordo com o seu tamanho, era atirada para o interior pela abertura superior. Primeiro colocavam-se as pedras de maior dimensão, para fazer a “enforma”, que é a construção de uma abóbada de modo a permitir manter a fogueira no seu interior. Depois desta abóbada feita com as pedras maiores, acabava-se de encher o forno com as restantes pedras até à abertura superior. Para o forno ficar mais estável, a pedra mais pequena era depositada junto às paredes do forno. De modo a permitir alimentar o fogo, mantinha-se uma passagem na “enforma” para a abertura inferior. A abertura superior era tapada com barro amassado para conservar o calor no interior do forno.
O forno precisava de ser aquecido muito lentamente para as pedras calcárias não rebentarem, ficando estas inicialmente com uma cor negra (operação de “defumação da pedra”). Com o aumento gradual da temperatura, as pedras calcárias passam a apresentar um tom vermelho vivo (a pedra está em “calda”). Quando a pedra passa a ficar com um aspeto mais amarelado, o fogo já pode ser aumentado porque a amálgama de pedra recém-caldeada, já suporta temperaturas superiores. Quando o fumo que saía pelos orifícios superiores passava da cor negra para o branco, significava que a pedra estava cozida e o fogo não precisava mais de ser alimentado. Normalmente a “fornada” demorava três dias e três noites em que era necessária uma constante manutenção do fogo.
O arrefecimento do forno demorava cerca de um dia.
Normalmente, a cal resultante da cozedura do calcário era peneirada para remover impurezas antes de ser vendida.