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segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Proibido Pescar



Esta não é mais uma proibição, mas uma impossibilidade, pois o rio Maior está morto.
O rio Maior está transformado num lamaçal de poluição.


Alguém se fartou e colocou esta placa na zona do Rio da Ponte, junto ao cemitério de Rio Maior.
Na placa são enumerados alguns dos poluidores que todos conhecem, mas que as autoridades insistem em fechar os olhos.

Olhando um pouco para baixo em direção à lama de porcaria, pode-se ver uns peixinhos artificiais já que os verdadeiros há muito que ninguém os consegue ver. Nem os muitos patos que nesta zona havia conseguiram resistir.

Não adianta ficarmos muito impressionados com os rios na Índia, as centrais a carvão na Rússia, a queima da floresta da Amazónia, a ilha de plástico no Pacífico,... quando bem perto de nós deixamos o rio Maior ser transformado em esgoto.

terça-feira, 7 de maio de 2019

O Lugar das Bocas e as suas galerias subterraneas


Que o rio Maior tem tido menos caudal nos últimos anos é um facto. 
De recordar que ainda no século passado Rio Maior tinha muitas azenhas movidas pela força das águas do rio, chegou a ter uma unidade industrial, a Moagem Maria Celeste, cujo acionamento era hidráulico e chegou mesmo a ter uma central hidroelétrica. Segundo alguns relatos, o rio Maior era mesmo navegável a partir de São João da Ribeira até ao rio Tejo. 
Vendo o caudal que sai pelas nascentes das Bocas nota-se que as principais nascentes do rio secam muito rapidamente quando o período de chuvas acaba.
Uma das razões para esta mudança, pode estar na água ter encontrado outras saídas preferenciais pelo maciço calcário da Serra dos Candeeiros saindo assim menos água na zona das Bocas. 
A nascente nas Bocas está bem descrita num artigo de Christian Thomas em 1991. “Grande ressurgimento na parte Sul do planalto dos Candeeiros. Esta nascente está bloqueada pelos blocos de pedra caídos, sobre os quais se construiu a estrada que liga Rio Maior a Caldas da Rainha.”
Em 1988, João Neves descobriu uma pequena entrada que após um percurso estreito dá acesso a um sifão que ele explorou até cerca de 100 metros. É por esta zona que passa a água que vai alimentar o rio Maior. 
A planta e o corte da passagem encontrada e explorada estão no topo deste artigo.

Sobre esta entrada também pode saber mais em: 


Mais recentemente, no Verão de 2016, membros da Associação AESDA e XploraSub confirmaram os mapas acima descritos e completaram-nos ainda mais.
Nesta nova exploração descobriram mais de 150 metros de novas galerias subterrâneas. Esta expedição permitiu ainda detetar um novo algar que dá acesso à zona freática da gruta e que se encontra à cota absoluta dos 100 metros.




Pode saber mais sobre esta exploração em: 

Neste artigo fica assim mostrado que por baixo do maciço calcário da Serra dos Candeeiros existem reservatórios de água e uma grande ramificação de rios subterrâneos que como qualquer curso de água vai criando novos caminhos com o passar dos anos.
Claro que os furos de captação de água da empresa Águas do Oeste também desviam uma parte da água para uso público. 

Pode saber sobre um estudo de 1867 para aproveitar esta água no abastecimento de Lisboa, em: 
http://rio-maior-cidadania.blogspot.pt/2013/02/estudo-de-1867-para-abastecer-agua.html
Pode saber mais sobre a Moagem Maria Celeste em: 
https://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2010/01/moagem-maria-celeste.html 
Pode saber mais sobre a antiga Central Hidroelétrica em:

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Fonte na zona das Bocas


Na realidade, poucos metros para jusante da zona das Bocas, o rio Maior aumenta de caudal com a água desta nascente. 
A nascente que foi restaurada em 1985 fica mais exaatamente nas coordenadas 39.3428, -8.9647. 
Infelizmente, devido ao baixo caudal de água que as nascentes principais do rio Maior têm tido, são estes pequenos afloramentos que vão mantendo o rio a correr em direção ao rio Tejo. 



Pode saber mais sobre o rio Maior em: 

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Ponte em Teira

Em Teira existe uma ponte que une a Rua do Lugar da Serra e a Travessa do Lugar da Serra, mesmo em frente da fonte.



Mas o que é que esta ponte tem de importante? 
Passa por cima de um ribeiro que vai ser a Ribeira de São Gregório que passa pelo centro da Cidade de Rio Maior. 
Mas isto não é o que distingue esta ponte. Para o descobrir temos de ir espreitar por baixo. Aí vemos um arco em pedra estilo romano ainda bem conservado a suportar metade do tabuleiro da ponte.


O que acontece é que a ponte era muito estreita e por isso decidiram construir uma ponte de cimento armado por cima desta alargando-a. A antiga ponte está lá, mas completamente tapada.

 

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Ponte sobre a ribeira de Freiria em Azambujeira.


No dia 10 de Novembro de 2015 começaram as obras substituição da ponte metálica sobre a ribeira da Freiria, localizada na EN114-2 em Rio Maior.

Esta obra teve como objectivo a substituição da ponte metálica por outra em betão e a construção dos respectivos acessos marginais à nova travessia, adequando o traçado da EN114-2 numa extensão de cerca de 300 metros. Com a obra solucionou-se as restrições à circulação existentes na altura, beneficiando a segurança rodoviária mas também das condições de mobilidade e acessibilidade das pessoas e empresas da região.

Os trabalhos foram divididos por duas fases. Numa primeira fase foi realizada a construção da ponte sobre a ribeira de Freiria e respectivos acessos. Na segunda fase e já após a abertura ao tráfego desta nova travessia, deu-se início à obra de desmantelamento da ponte metálica.
A nova Ponte sobre a ribeira da Freiria tem uma extensão de 50 metros, possuindo 2 vãos de 25 metros cada, com apoio central no leito da ribeira. A largura total é de 14,1 metros, com faixa de rodagem de 10 metros e passeios de 1,5 metros de largura útil. Esta obra representou um investimento superior a 640 mil euros e teve um prazo de execução de 270 dias.

Em Novembro de 2016 já as obras estavam terminadas.


Esta obra era necessária e seguiu o mesmo plano que foi realizado em 2010 para a obra na ponte do Barbancho. O artigo pode ser consultado em: 


Pena é ambas as pontes metálicas terem sido destruídas.
Neste caso é uma ponte histórica de 1876 que simplesmente se destruiu.
Pode saber mais sobre esta ponte em:

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Paul da Marmeleira – Destruído.


A única zona húmida do Concelho de Rio Maior desapareceu.

A ribeira que passava pelo Paul foi limitada no seu curso e a movimentação de água foi cortada, encontrando-se agora estagnada.
Toda a zona do Paul foi aterrada numa enorme movimentação de terras que ainda continua.
O que até ao Verão deste Ano era uma zona com elevada biodiversidade, um refugio para aves, uma zona agradável para realizar uma percurso a pé ou de bicicleta, desapareceu.

Pode saber mais sobre o Paul destruído em: 


Apesar de poder ser legal o que aqui se está a passar, não deixa de ser um atentado ao meio ambiente, à natureza e ao património que é de todos nós. 

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Jardim Porto do Rio em Alcobertas



Ao celebrar o 17º aniversário da elevação ao estatuto de vila, Alcobertas inaugurou a 6 de Maio deste ano o Jardim Porto do Rio.
Na inauguração estiveram presentes entre os muitos convidados a presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, Isaura Morais e o presidente da Junta de Freguesia de Alcobertas, João de Deus.

Este espaço de lazer agradavelmente implantado na margem da ribeira de Alcobertas possui áreas para a manutenção física e recreio para toda a família.
Só as pequenas quedas de água e a antiga azenha são motivos para visitar este jardim.



Finalmente O Homem de Alcobertas, esculpida há 23 anos por Jorge Marques tem um digno local onde pode ser admirada por todos. Esta escultura foi realizada em 1993 no âmbito da VI semana da Pedra do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros.

Este excelente espaço para a comunidade conta também com um bonito painel de azulejos representando um paisagem da Serra de Candeeiros. O painel é da autoria da Oficina Brito e foi colocado numa das paredes da casa de serviços.

Pode saber mais sobre o Jardim Porto do Rio, em:

domingo, 8 de maio de 2016

Escadinhas no rio Maior


O rio Maior corre cheio, mostrando toda a sua força.
O estranho é o rio ter este caudal em pleno mês de Maio.


Em tempos não muito distantes, esta água não passava simplesmente por Rio Maior, era usada.
Haviam inúmeras azenhas e moinhos de água, havia uma central hidroeléctrica, havia industria que usava a força da água para fazer mover as máquinas.
Mas acima de tudo era um rio vivo, um rio amado e uma fonte de vida e riqueza para a região.

Hoje o rio encontra-se ao abandono e passa pela cidade escondido ao contrário do que praticamente todas as outras autarquias fazem que é valorizar os recursos naturais existentes.



Mas há um troço do rio que é a zona das escadinhas (antiga central hidroeléctrica) que mete pena o que por lá se passa.
Esta zona de incrível beleza e que tem um património histórico elevado (já aproveitado no tempo dos romanos, com os vestígios agora enterrados) está completamente invadida de mato, canas e silvas.
O seu acesso é quase impossível e parece haver uma intenção, deliberada ou não, de se criar condições para justificar mais uma demolição.

Pode saber mais sobre este espaço, em: 

Pode saber mais sobre a central hidroeléctrica, em: 

sábado, 18 de abril de 2015

Porto do Rio em Alcobertas

Em Alcobertas existe um espaço de lazer junto ao rio que se chama Porto do Rio.
A área de 2100m2 foi projectada em Agosto de 2009 pela Happy Tree Design (Arquitectura paisagista, planeamento e gestão do território).
O espaço é muito bonito e contem uma antiga azenha que foi toda reconstruída, muitas zonas verdes, uma piscina e muito espaço para se passar uns bons momentos junto ao rio.
Só é pena a obra ainda não ter sido acabada e assim como se encontra há já muito tempo, poder constituir um perigo para a segurança de quem por este parque se aventurar e a água estagnada constituir um ambiente para a disseminação de mosquitos.
Falta pouco para o espaço poder ser usado e servir de refúgio aos meses quentes de Verão. Vale a pena se fazer um último esforço para concluir esta obra.





A inauguração deste espaço ocorreu a 6 de Maio de 2016. Pode saber mais em:


terça-feira, 14 de abril de 2015

Levadas em Alcobertas

Em Alcobertas existem levadas que servem para irrigação, mas também para levar a água a azenhas. Algumas destas levadas passam por aquedutos.

Estas levadas deveriam de ser inventariadas, mantidas e promovidas pois em conjunto com as outras atrações da zona poderiam criar um movimento que atraísse turistas, visitantes e desportistas.



Mesmo perto existe a Nascente do Olho d’Água, Azenhas, o Espaço do Rio da Ponte, o Dólmen,  e ao redor existe a Serra dos Candeeiros, Casais Monizes, Chãos, vários Moinhos de Vento, Nascentes, Algares, Eiras, Cisternas, Lagoas, as Grutas de Alcobertas, os Potes Mouros, o Forno Medieval, o Castro de S. Martinho, as Formações Prismáticas de Basalto… Claro que as Salinas também ficam bem perto.
Pode ver o que existe em Alcobertas neste mesmo Blog, em:
 
Levadas são canais de água que desviam a água das nascentes para irrigação ou para levar a água para moinhos. Normalmente este termo é usado na Macaronésia que são as ilhas perto de África e da Europa, como a Madeira, os Açores, as Canárias ou Cavo Verde.

terça-feira, 24 de março de 2015

Moinho da Carapua

Na zona do Moinho do Nogueira, Rio Maior, existe o Moinho da Carapua.

 
Apesar de ter sofrido uma tentativa de recuperação, encontra-se em ruína.
É uma pena que este moinho que retirava a sua energia do rio Maior, ainda com as mós e grande parte do equipamento no seu interior esteja agora abandonado.

 
Mesmo à saída da cidade de Rio Maior, encontra-se este moinho que em tempos tinha mais outros três moinhos como vizinhos. Nessa altura o rio Maior, que agora mal se vê, era verdadeiramente uma fonte de riqueza e de desenvolvimento.