Para saber como as regiões evoluem, nada melhor que analisar os mapas.
Ficam aqui 38 mapas que mostram a região de Rio maior desde 1560.
É interessante verificar:
- A terra mais significativa de região ora é Rio Maior, Azambujeira, São João da Ribeira ou Fráguas.
- No início o rio maior ora aparece a desaguar no rio Tejo em Santarém como em Azambuja.
- A boa densidade populacional pela região.
- A diversidade da nacionalidade dos autores dos mapas.
- A precisão dos mapas como é natural vai melhorando com o passar dos anos.
1560 - Mapa de Secco e Ortelius
1590 - Mapa de Quad e Bussemacher
1595 - Mapa de Lambert Andreae
1630 - Mapa de Mercator
1640 - Carta da Correição Santarem
1642-1643 - Mapa de Secco e Blaeu
1654 - Mapa de Sanson
1655-1665 - Mapa de Danckerts
1660-1700 - Mapa de Danckerts
1663 - Mapa de Duval
1676 - Mapa de Duval e Michu
1680 - Mapa de Secco e Janssonius
1688-1766 - Mapa de Gilles Robert de Vaugondy
1693-1697 - Mapa de Jaillot e Sanson
1700-1715 - Mapa de Inselin
1710-1800 - Mapa de Weigel, Secco, Vasconcellos e Nonius
1721-1778 - Mapa de Allard, Elliger e Gouwen
1725-1750 - Mapa de Ottens
1751 - Mapa de Robert de Vaugondy e Gilles
1752 - Mapa de Bowen
1758-1826 - Mapa de John Pinkerton
1772 - Mapa de Dury
1775 - Mapa de Zatta
1782 - Mapa de Mentelle
1784 - Mapa de Bellin e Santini
1791 - Mapa de Sotzmann, López, Ramberg, Rizzi-Zannoni, Büsching e Jefferys
1795-1869 - Mapa de Philippe Vandermaelen
1799 - Mapa de P.G. Chanlaire
1800 - Mapa de Güssefeld e López
1800 - Mapa de Homannischen Erben e Güssefeld Franz Ludwig
1800 - Mapa de López
1812 - Mapa de John Stockdale
1829 - Mapa de Hall Sidney
1831 - Mapa da Society for the Diffusion of Useful Knowledge
1835 - Mapa de Fenner Rest.
1883 - Mapa de Letts, Son & Co.
1917 - Carta oficial de Portugal para uso escolar
Este Blogue pretende ser um Fórum aberto a todos de modo a criar um espaço comunitário para mostrar o que a nossa terra tem de melhor, mostrar o que está menos bem e ser um ponto de discussão sobre assuntos relacionados com o Concelho de Rio Maior. O único interesse deste espaço é dar uma nova voz positiva a Rio Maior e aos Riomaiorenses não havendo nenhuma motivação ideológica, política ou bairrista.
terça-feira, 2 de abril de 2019
domingo, 17 de março de 2019
II Torneio Cidade de Rio Maior – Ginástica Acrobática
Está a realizar-se hoje o ‘II Torneio Cidade de Rio Maior – Ginástica Acrobática’.
É importante ver o enorme trabalho que a Académica de Rio Maior está a realizar
na modalidade de ginástica acrobática.
Em poucos anos de existência consegue ter atletas masculinos e femininos em
quase todos os escalões, encher o Pavilhão de Rio Maior e trazer a Rio Maior 9
conceituados clubes de ginástica com mais de 300 atletas.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2019
Subestação Eléctrica de Rio Maior
A
Subestação Eléctrica de Rio Maior é um equipamento chave na Rede Nacional de
Transporte de Energia Eléctrica pois serve de elo de ligação entre o Norte e o
Sul do país e também é um dos pontos importantes no abastecimento à Região de
Lisboa.
A subestação
ocupa uma área com cerca de 23 hectares e fica situada perto da localidade de
Senhora da Luz, na fronteira entre os concelhos de Rio Maior e de Caldas da
Rainha. Apesar de se chamar Subestação Eléctrica de Rio Maior, a instalação
está praticamente toda no concelho de Caldas da Rainha.
A
inauguração da subestação ocorreu em 1979 e foi uma das primeiras em Portugal a
funcionar em muito alta tensão (400KV) embora também funciona-se nos 60KV e
220KV (tensão normal no transporte de energia eléctrica em alta tensão). Alta
tensão é um termo utilizado para identificar as considerações de segurança
no sistema de geração, distribuição e utilização de energia eléctrica baseado
no valor de tensão eléctrica utilizada e é geralmente caracterizada por carregar
um risco substancial de arco eléctrico no ar. Define-se circuitos de alta tensão
como aqueles com mais de 1KV em corrente alternada.
Uma
subestação é uma instalação eléctrica de alta potência que contem equipamentos
para transmissão, transformação e distribuição de energia eléctrica e ainda equipamentos
de protecção e controlo.
A
Subestação Eléctrica de Rio Maior é uma infra-estrutura de transformação e
distribuição de energia eléctrica que recebe de unidades de produção, como o
Parque Eólico da Serra dos Candeeiros ou a Central Térmica do Pego, em Abrantes
e eleva a tensão da electricidade para ser transportada em Alta Tensão ou Muito
Alta Tensão para as zonas de consumo.
A
subestação foi muito falada, quando pelas 22 horas e 20 minutos de 9 de Maio de
2000, uma cegonha tocou num cabo de alta tensão junto à subestação de Rio Maior
e devido à centralidade desta infra-estrutura metade do país ficou sem electricidade.
O “apagão” afectou sobretudo a região da Grande Lisboa e a península de
Setúbal. Mas os distritos de Faro, Beja, Évora, Portalegre e Santarém foram
também afectados.
Actualmente
a Subestação de Rio Maior é a 7ª maior infra-estrutura deste género na Rede
Eléctrica Nacional que é composta por 67 subestações eléctricas.
Evolução
da Rede de Transporte de Energia Eléctrica em Portugal.
Até à
década de 40 do século passado, o sistema eléctrico caracterizava-se por
diversos pontos de produção, geralmente térmicos, e redes regionais e locais de
distribuição.
A
Companhia Nacional de Electricidade (CNE) foi instituída por escritura pública
em 14 de Abril de 1947, cujo objectivo centrava-se no fornecimento de energia
aos concessionários da grande distribuição ou consumidores em que o
abastecimento directo assim o justificava, recorrendo ao estabelecimento e
exploração de linhas de transporte e subestações.
Foi no
dia 17 de Janeiro do ano de 1951 que foi inaugurada a denominada Rede Primária,
com a entrada em serviço de um grupo da central de Castelo de Bode ligado a
Lisboa. Meses mais tarde entraram em serviço as linhas que interligaram Vila
Nova a Ermesinde e Ermesinde ao Zêzere, começando-se deste forma a delinear a
Rede de Transporte a 150 KV.
No ano
de 1958 dá-se um facto importante no que era até então a Rede de Transporte com
o aparecimento do nível de tensão de 220 KV na linha que unia o Picote a
Pereiros.
A
expansão da rede de 220 KV no ano de 1961 assenta na criação de uma segunda
linha Vermoim - Picote e na importante ligação à rede europeia nomeadamente,
Espanha (Saucelle). Assim, Portugal passou a dispor do apoio eléctrico de
Espanha e indirectamente da Europa, que quer por razões de segurança, quer por
carências energéticas ou até mesmo por questões económicas, se revelou de
grande importância.
A
Subestação de Pereiros em 1958 passou a ser o nó de ligação norte – sul.
Dadas as
dificuldades de previsão de cargas e da impossibilidade de estabelecer
percursos para a energia, levou a que no ano de 1964 fosse instalado um
analisador de redes. Este permitia antecipar sobrecargas e ter conhecimento dos
níveis de tensão nos diversos pontos da rede. Já em 1963 tinha sido instalado
um regulador automático de frequência, para que este a mantivesse dentro de
intervalos aceitáveis, face à sua importância na qualidade e fiabilidade do
serviço prestado.
A fusão
em 1 de Dezembro de 1969 de todas as empresas concessionárias da produção e da
Rede de Transporte, deu origem à Companhia Portuguesa de Electricidade (CPE).
Com a
crise petrolífera de 1973 e as alterações no quadro político em 1974/75,
motivaram a nacionalização do sector eléctrico em 1975, e posteriormente em
1976, à constituição da Electricidade de Portugal (EDP).
Em 1976
surge pela primeira vez na Rede de Transporte Nacional uma linha isolada para
400 KV, mas que funcionaria a 220 KV, na ligação Carregado – Setúbal.
Este
período para além das habituais ampliações necessárias em consequência do
aumento
dos
consumos, contemplou o reforço da produção térmica a sul com a grande central
de Setúbal.
No ano
de 1979, e dá-se início à exploração do nível de 400 KV. As primeiras
subestações a usufruírem deste nível de tensão foram as então criadas
subestações de Rio Maior e Palmela que entraram em serviço neste ano.
Chega-se
a 1985 com o País dividido em termos energéticos entre Norte e Sul. Esta
divisão do País com a produção, hídrica a norte e térmica a sul, conduz à
transferência para a subestação de Rio Maior da forte interligação destas duas
zonas, que antes se encontrava em Pereiros. De referir que o sul de Portugal
não possuía ligações eléctricas a Espanha. Pereiros não poderá funcionar como
reserva de Rio Maior face à quantidade de energia em jogo.
A partir
do ano de 1987 passa-se a possuir uma “auto-estrada” energética entre Sines e
Riba D’Ave a 400 KV, reforçada no ano de 1990.
Em 1994
a REN se desagrega da EDP, ficando esta apenas com 30% do seu capital, e se constitui
no operador único de transporte de energia eléctrica que hoje existe.
A rede de transporte de energia eléctrica está em constante desenvolvimento e tem sido alvo de abultados investimentos para melhorar a qualidade do serviço e se ir adaptando aos novos tipos de fornecedores e consumidores de energia.
Rio
Maior já possuiu uma Central Hidroeléctrica, inaugurada em 1928. Pode saber mais
em:
Rio
Maior já possuiu uma Central Térmica na década de 30 do século passado. Pode
saber mais em:
Rio
Maior possui um grande Parque Eólico. Pode saber mais em:
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019
Mercado Municipal de Rio Maior
A 6 de Novembro de 2018 foi
inaugurada mais uma obra de requalificação do Mercado Municipal de Rio Maior.
Estas obras obrigaram ao encerramento temporário do piso térreo do mercado.
Com estas obras o mercado
ficou mais atrativo, com melhores condições para o seu funcionamento e tornou
também o espaço de utilização mais flexível. De recordar que o edifício
contempla uma área útil de 555m2 dividida por dois pisos.
O objetivo destas obras foi
dar mais conforto, higiene e segurança aos utilizadores do espaço de modo a
fomentar um maior número de transações de bens, mas também proporcionar uma
zona de convívio e de relação entre a cidade e o meio rural.
A relação entre vendedor e
consumidor nos mercados é que tem sido um equilíbrio difícil de manter, levando
a que os consumidores passem a procurar menos os mercados em detrimento de
outras superfícies, logo levando a que a oferta nos mercados também não seja
tão variada quanto o desejado. Este é um círculo vicioso que tem de ser
quebrado com ideias inovadoras.
O mercado tem vindo a perder
vendedores e clientes ao longo dos últimos anos e de notar que já em 2013 e 2014,
várias bancas no mercado foram a haste pública com uma licitação mínima de 25€ por
não haver interessados.
Esta perda de movimento no
mercado não tem sido por falta de investimento monetário no espaço. De referir
que estas últimas obras custaram 71.112,55€ e que desde 2011 já foi aqui
investido pelo menos 105.603,05€ sem contar com os custos de manutenção do
espaço. De lembrar que em Março de 2012 foram terminadas grandes obras de
remodelação.
Os mercados retalhistas já
desempenharam um papel importante na distribuição de produtos de qualidade às
populações, sendo mesmo um símbolo de comércio urbano. Os mercados começaram em
recintos ao ar livre e depois passaram a existir como estruturas cobertas.
Recentemente o desenvolvimento e conservação dos mercados tem sido posta em
causa com o aparecimento de outras ofertas competitivas adaptadas aos novos
hábitos de consumo.
Pode-se e deve-se estudar os
mercados municipais no contexto atual para melhor se poder decidir como gerir e
direcionar este equipamento público.
Os pontos fortes dos
mercados são:
- Especializado em produtos
frescos com uma forte valorização dos produtos locais.
- Existe uma forte relação
com o espaço urbano e é gerador de efeitos positivos na envolvente.
- Como a gestão é municipal
existem garantias de sanidade, limpeza e higiene.
- Valor patrimonial público.
- O atendimento é centrado
no consumidor.
Os pontos fracos dos
mercados são:
- Formato de venda
excessivamente dependente do ramo alimentar e desajuste entre a oferta e a
procura.
- Dificuldades de
estacionamento e cruzamento de mercadorias com pessoas
- Gestão pouco empresarial e
falta de formação profissional
- Escassa utilização das
novas tecnologias
- Horários restritos e
inadequados
Não há uma fórmula mágica,
mas segundo vários estudos existem 4 cenários para os Mercados Municipais:
Cenário 1 – Investir
desistindo, “Não os matem que eles vão morrendo”
Cenário baseado na ideia que os mercados não
são sustentáveis a médio/longo prazo. A gestão do mercado pode ser entregue a
uma empresa de gestão de condomínios.
Cenário 2 – Investir
desinvestindo, “Vão-se os anéis, mas ficam os dedos”
As autarquias têm consciência de que dispõem
de um património de localização privilegiada no centro da cidade que poderão
rentabilizar. A área do mercado é dividida em espaços para aluguer e para
realização de eventos, perdendo-se o objetivo de comércio local.
Cenário 3 – Investir
coexistindo, “Se não os vences, junta-te a eles”
Aposta-se na coexistência do comércio
tradicional com outro tipo de oferta comercial mais do género das grandes
superfícies.
Cenário 4 – Investir
investindo
Aposta-se numa abordagem integrada dos
mercados, conjugando investimento e inovação de modo a se adequar o
funcionamento do mercado com a envolvente urbana.
Pode saber mais sobre o
Mercado Municipal de Rio Maior em:
http://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2010/11/mercado-municipal-de-rio-maior.html
http://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2010/11/mercado-municipal-de-rio-maior.html
quarta-feira, 9 de janeiro de 2019
Balança na Igreja de Arrouquelas
Na
Igreja de Arrouquelas existe uma balança. Esta
balança está fixa à parede numa ala que se encontra no lado direito da nave principal
da igreja.
A haste
principal desta balança que se encontra presa à parede é bastante antiga sendo
os pratos de madeira uma reconstrução dos originais.
O
interessante nesta balança é a razão da sua existência.
A
balança poderia servir numa altura em que os pagamentos à igreja eram
principalmente em géneros. Os pagamentos à igreja poderiam passar por simples
ofertas, pagamento de indulgências ou mesmo o dízimo.
Mas esta balança tem outro propósito.
Existe a
lenda de uma aparição Mariana nos campos de Arrouquelas da qual ficou a imagem
de Nossa Senhora da Encarnação que ainda existe na igreja. Perdeu-se a origem
desta pequena estátua, sabendo-se apenas que é muito antiga.
No
entanto esta imagem foi sempre muito procurada pelos prodígios e graças consedidas
a quem a ela recorre. A prova destes milagres pode ser comprovada pela fé das
pessoas que deixaram muitas e variadas ofertas nesta igreja.
Uma das
manifestações divinas mais frequentes acontecia às crianças com problemas.
Para as
crianças ficarem sãs e livres de qualquer mal deveria ser oferecido a nossa
senhora o equivalente em trigo ao peso do jovem. Para isso servia a balança.
Esta
história está registada no seguinte documento muito antigo.
Pode
saber mais sobre a Igreja de Arrouquelas em:
quarta-feira, 2 de janeiro de 2019
Medalha aos soldados da I Grande Guerra da Marmeleira
A I Grande Guerra
foi bastante dura para os Portugueses. Foi uma guerra muito centrada na Europa,
que começou em 28 de julho de 1914 e durou até 11 de novembro de 1918.
A medalha aqui
mostrada foi gentilmente cedida por Jorge Soares.
É uma medalha do
grande escultor português João da Silva que na altura, 1919, se encontrava a
trabalhar em Paris. É uma muito rara medalha de prata de 30mm, com 8,5 gramas
(com o aro de suspensão).
Esta medalha foi
atribuida aos militares da Vila da Marmeleira que combateram na I Grande
Guerra.
Na frente da medalha
pode-se ver uma imagem panorámica da Vila da Marmeleira com a igreja em
destaque e com os dizeres “A Grande Guerra 1914-1918”. Também se pode observar
a assinatura do escultor “J. Silva” e a data “Paris 1919”.
No verso pode-se
ler “A Marmeleira Reconhecida Aos Seus Filhos Combatentes”.
Atualmente a igreja
da Vila da Marmeira dedicada a São Francisco de Assis tem um formato diferente
do da medalha, mas esta foi alvo de obras profundas que terminaram em 1945.
Após a I Grande
Guerra a Vila da Marmeleira realizou uma homenagem aos seus heróis e deve de
ter sido nessa iniciativa que as medalhas foram distribuídas.
Sobre o
envolvimento de Portugal na I Grande Guerra:
Apesar de Portugal no
início ser neutral, os primeiros soldados a serem enviados para a guerra foram
para proteger as fronteiras das ex-colónias africanas contra os avanços
alemães, em 1914. De notar que a revolução republicana era recente (5 de
Outubro de 1910) e que havia um certo interesse na classe política da altura em
participar na guerra.
O primeiro passo
para o envolvimento formal de Portugal na I Guerra Mundial foi a publicação de
uma lei, no início de Fevereiro de 1916, em que a Republica Portuguesa poderia
requisitar qualquer bem indispensável à defesa nacional. O segundo passo foi a
23 de Fevereiro de 1916 em que Portugal tomou posse de 38 navios alemães que se
encontravam ancorados em Lisboa (ao todo foram 72 navios que se encontravam
ancorados em todo o território nacional incluindo Angola e Moçambique). A
passagem de muitas das embarcações apreendidas por Portugal para as mãos
inglesas levou à entrega a 9 de Março de 1916 da declaração de guerra alemã.
Em 1917, as
primeiras tropas do Corpo Expedicionário Português partiam para a Europa,
principalmente para a zona da Flandres.
De notar que o
Corpo Expedicionário Português esteve menos tempo na guerra que os seus aliados
ingleses, franceses e russos, mas passou muito mais tempo na linha da frente da
guerra que estes, causando um elevado número de baixas e
forçando cada soldado a um grande desgaste físico e psicológico.
Depois do inferno
das trincheiras, para muitos dos que sobreviveram veio a dificuldade dos campos
de prisioneiros. Na catástrofe da ofensiva alemã de 9 de abril de 1918 (Batalha
do Lys), mais de 6.500 militares portugueses ficaram prisioneiros. Estes
prisioneiros passaram por más condições no cativeiro e depois do Armistício
sofreram do abandono a que o Estado Português os deixou.
Portugal, no
esforço da guerra, mobilizou quase 200 mil homens e morreram quase 10 mil
homens ficando milhares feridos. A guerra teve custos económicos e sociais
graves, muito superiores à capacidade nacional da altura.
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