quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Rio Maior tem a Caixa Multibanco que movimenta mais dinheiro

Na altura em que se está a realizar a FRIMOR, a SIBS anuncia que é numa caixa ATM de Rio Maior que se levanta mais dinheiro em Portugal.

Ontem, 2 de Setembro de 2015, às 19:52 passou uma reportagem no canal de televisão TVI sobre o sistema Multibanco.

Foi em 1985 que começou a rede Multibanco em Portugal. Esta rede começou com 9 terminais (7 em Lisboa, 1 no Estoril e 1 no Porto), mas hoje existem quase 13 mil caixas ATM.
A caixa ATM que têm mais movimento encontra-se no Centro Comercial Dolce Vita Tejo logo seguida por outra na Estação do Cais do Sodré em Lisboa.
Mas a Caixa Multibanco onde se levanta mais dinheiro fica em Rio Maior e é a caixa do Pavilhão Multiusos, logo seguida pela da FIL, no Parque das Nações.

Reportagem TVI: 

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Serra dos Candeeiros - Nome


Por que é que a Serra dos Candeeiros se chama Serra dos Candeeiros? 


No tempo do Afonso Henriques a serra dos Candeeiros era conhecida por monte Taixa (do árabe tauaja que significa “a coroada”), por se parecer com uma coroa para quem a vê do seu lado ocidental.
Desde então, já se chamou de várias maneiras, como Arius dos montes Arvios (de acordo com a ode marítima) e mais recente como: Serra de Albardos, Serra de Sancta Marta, Serra de Patelo, Serra Alcobertas, Serra dos Candieiros ou Serra dos Molianos. 

Mas como aparece o nome Serra dos Candeeiros?
Para responder a esta questão, houve um apelo ao debate na excelente página do Facebook “ZAMIAIS , Retalhos do meu povo”. 

E começaram a sugerir hipóteses:
- Serra dos Candeeiros por os seus cumes parecerem castiçais. A serra tem 7 cumes como o castiçal judeu. 
- Candeeiros vem de Canda que significa caruma ou rama seca de pinheiro.
- Segundo a memória dos “antigos” o nome vem do facto de terem existido na serra muitos pastores que durante os meses de Verão ateavam fogos para permitirem a renovação dos matos. Os fogos faziam a serra parecer um candeeiro e daí viria o seu nome. 
- Serra dos Candeeiros por causa das candeias (oliveiras).
- Serra dos Candeeiros por aqui se terem fabricadas candeias a azeite ou velas e o povo ter dado nome à serra dos que fabricavam estes “candeeiros”. 
- O Topónimo Candeeiros deriva de Candoso ou Candosa que tem por base o nome de um vegetal referenciado no séc. X/XI e que teria a forma de cándano ou cándana.
- Serra dos Candeeiros, pois no tempo de D. Afonso Henriques havia num local elevado desta serra um ponto de vigia que comunicava com o castelo de Alcanede por sinais luminosos. Daí Serra dos Candeeiros. 
- Serra dos Candeeiros porque na época em que não havia luz e com medo dos ladrões, as mulheres arranjavam candeias para iluminar os homens na passagem do “casal vale de ventos” para o “covão do milho”. Daí serra dos candeeiros.
- Os topónimos Candeeiros, Canda, Candais, Candeo, Candoso, … significarão lugar onde predominantemente se cria ou criava gado. A palavra derivará de “Cando”, ou seja gado. No dicionário galego aparece a palavra “gando” significando um conjunto de animais domésticos e “gandeiro” a pessoa que cria gado. Assim sendo, a Serra dos Candeeiros é a serra dos criadores de gado. 


Mas a explicação para o actual nome Serra dos Candeeiros é o seguinte:
Candeeiro aparece no dicionário como um termo usado no Minho de Portugal e no Brasil como a pessoa que vai à frente de um carro de bois, conduzindo os bois guia, imprimindo o ritmo e o rumo do carro. 
Na Serra dos Candeeiros existe ainda a Aldeia dos Candieiros e a Lagoa dos Candeeiros, o que evidencia haver nesta região pessoas dedicadas a serem guias para as juntas que transportavam carga entre o Norte e o Centro/Sul de Portugal e que nesta zona com a esqueces de água e o terreno difícil bem precisariam deles.
O termo Serra dos Candeeiros foi posto pelos viajantes que tinham de fazer uma paragem obrigatória na Lagoa dos Candeeiros e assim a serra perdeu a antiga designação de Serra dos Albardos. A paragem nesta Lagoa dos Candeeiros é muito mais antiga que a antiga casa da Malaposta do Alto da Serra.

Se hoje quisessem dar um nome à serra era provável que esta se chamasse Serra dos Geradores ou Serra das Pedreiras.

Pode saber mais sobre a Malaposta em Rio Maior, em: 

sábado, 8 de agosto de 2015

O Salteador e o Estudante


O Salteador e o Estudante

Esta história ou lenda, está escrita no “Archivo Popular” de 1843 e passou-se nos pinhais de Rio Maior.


Um estudante finalista que iria provavelmente para Coimbra foi abordado por um assaltante empunhando um bacamarte junto aos pinhais de Rio Maior.
O estudante bem tentou convencer o assaltante de que o que lhe estava a fazer era malvado e que havia tanta outra gente a quem o dinheiro faria menos falta.
Não tendo outra hipótese de se salvar, o estudante lá entregou todo o dinheiro que trazia, 22 cruzados novos.
O estudante no entanto não desistiu e continuou a tentar que para o crime do assaltante não ser tão hediondo, poderia este trocar o dinheiro por algo que o assaltante tivesse, como, o bacamarte.
O assaltante concordou e mal o estudante se viu com o bacamarte engatilhou-o e apontou-o ao ladrão, exigindo que lhe restituísse de imediato o dinheiro.
O assaltante deu uma gargalhada e disse “Amigo, não é com essa arma que o podeis fazer, porque está descarregada, mas já com esta (mostrando-lhe uma pistola) seria muito mais fácil”.
Assim o estudante seguiu o seu caminho, mais ferido no orgulho do que na carteira. 


sábado, 1 de agosto de 2015

Fonte da Breja em Arrouquelas



A H2O (Associação de Jovens de Arrouquelas)com o apoio da VFP (Volunteers For Peace) criou o projecto “Fountains of youth” com o objectivo de reparar 5 fontes existentes em Arrouquelas.
Os detalhes do projecto podem ser consultados em: 
A página do Facebook da H2O pode ser consultada em: 

O trabalho deste campo internacional contou com a participação de 14 jovens de 10 países Europeus e de Taiwan. Com a duração de 2 semanas realizaram trabalhos de recuperação de algumas fontes em Arrouquelas, com destaque para a Fonte da Breja. Com a coordenação da H2O o projecto envolveu também vários mecenas, voluntários locais, o IPDJ (Instituto Português do Desporto e Juventude), Junta de Freguesia de Arrouquelas e da Câmara Municipal de Rio Maior.
A inauguração do novo espaço da Fonte da Breja realizou-se pelas 21:30 do dia 29 de Julho de 2015.
O ex-líbris da intervenção na Fonte da Breja é o grande e bem conseguido painel pintado pelo jovem pintor Francisco Camilo no muro que delimita o espaço.



Excelente iniciativa para recuperar espaços degradados e para criar valores de equipa nos jovens. Esta é daquelas iniciativas que todos ganham.

Porque será que esta fonte se chama Fonte da Breja? Actualmente Breja significa cerveja, mais não é esta a origem do nome da fonte. Breja é o mesmo que Brejo e que significa lamaçal ou matagal.

Pode conhecer mais sobre as fontes de Arrouquelas, em: 

As seguintes imagens mostram os trabalhos realizados na Fonte da Breja e foram retiradas da Página da H2O.


terça-feira, 14 de julho de 2015

Jornal "A Civilisação Popular"



Em 1892 foi fundada em Rio Maior a primeira tipografia, propriedade de Francisco Pereira de Sousa. Apesar de ter sido um importante dinamizador da cultura de Rio Maior, devido ao limitado equipamento, não pode imprimir o primeiro jornal da terra, “O Riomaiorense” de Manuel José Ferreira que surgiu a 30 de Junho de 1893 (impresso no Cartaxo).
Sendo Manuel José Ferreira um professor primário, “O Riomaiorense” para além da função de jornal semanário local (saía aos Domingos) também tinha a função de ser um órgão do professorado primário.
Foi Manuel José Ferreira um precursor em Portugal da imprensa especializada e de divulgar métodos pedagógicos modernos.
Em 1894 Manuel José Ferreira montou uma nova tipografia em Rio Maior para fazer o seu jornal e como por ironia a tipografia de Francisco Pereira de Sousa mudou-se para o Cartaxo.
O “Riomaiorense” (1ªsérie) terminou a sua publicação em 1896 com o número 104.
Mas nesse mesmo ano (1896), Manuel José Ferreira cria um outro semanário, “A Civilisação Popular” cuja primeira edição surge com o número 105.
O jornal “A Civilisação Popular” foi o jornal de maior tiragem da região e chegava a todo o país. Este semanário que versava principalmente assuntos pedagógicos, foi o mais antigo órgão dos professores primários em Portugal.
O Jornal “A Civilisação Popular” suspendeu as suas publicações a 16 de Abril de 1912.

Manuel José Ferreira faleceu a 1 de Julho de 1913 com 61 anos, em Rio Maior, de doença prolongada.

domingo, 5 de julho de 2015

Aterro da zona dos areeiros de Rio Maior


Em 1946 iniciou-se a exploração dos areeiros em Rio Maior.
Passados 70 anos põem-se a questão do que fazer com estes espaços, ou seja como os requalificar.

O Plano Director Municipal (PDM) de Rio Maior estabelece, no artigo 55º do seu regulamento, uma “área especial de recuperação ambiental”, na qual está incluída a “área profundamente degradada pela anterior exploração de areeiros, de características inadequadas” à adjacência com a cidade de Rio Maior. O PDM estipula um plano de pormenor que “deverá ter por objectivo, para além da definição de processos que tendam a repor os equilíbrios ecológicos, a (sua) valorização paisagística e funcional”. O PDM define que “não é permitida qualquer acção de edificação” no espaço em questão.
Também consta do Plano Estratégico de Rio Maior que “A requalificação e recuperação dos areeiros permite a minimização do impacto da indústria de exploração de inertes devolvendo às áreas exploradas a sua aptidão original e potenciando a sua reutilização para as zonas de lazer e de recreio dentro do espaço urbano de Rio Maior”.

Mas em Maio do ano passado (2014) o Movimento Ecologista “Ar Puro” denuncia que uma das lagoas dos areeiros está a ser aterrada pelo proprietário com o intuito de edificar na zona.
O assunto foi amplamente comentado na comunicação social da altura.

Movimento Ecologista “Ar Puro” de 13 de Maio de 2014
“Maior TV” de 21 de Maio de 2014 
Jornal “O Ribatejo” de 15 de Julho de 2014 
Jornal “Região de Rio Maior” de 16 de Julho de 2014 

A 17 de Julho de 2014  a Câmara Municipal de Rio Maior vem esclarecer a situação, revelando que o aterro realizado pelo actual proprietário, Sr. Fernando Filipe Lindo, não possuía as licenças necessárias para o efeito e que apesar deste terreno ser particular, não estava a respeitar o PDM de Rio Maior.

Esclarecimento da Câmara Municipal de Rio Maior de 17 de Julho de 2014:

O aterro parou e assim se manteve durante vários meses.

No entanto e com o realizar da 4ª prova do troféu Yamaha em Rio Maior, na zona dos areeiros, voltou o continuar do assoreamento das lagoas. O Movimento “Ar Puro” voltou a denunciar a situação.


Movimento Ecologista “Ar Puro” de 23 de Junho de 2014

A destruição das lagoas, o aterro e a terraplanagem das novas deposições até ao nível da estrada, não parou com o final da prova. Pelo contrário foram intensificadas ao longo da última semana.


Ontem era bem visível o aumento da zona assoreada, bem como a presença de um carro de limpeza a remover as areias e terras existentes na via pública que o constante movimento de camiões provocou.

Penso que o que é necessário é definir a situação. Se é ilegal o que se está a fazer, então o aterro deve se ser parado, a destruição das condições originais deve de ser minimizada e os responsáveis devem de ser julgados. Se é legal o que se está a fazer, os responsáveis camarários devem de esclarecer o que mudou do ano passado para este, para que não existam suspeitas sobre o que se está a passar nesta zona da cidade.

domingo, 14 de junho de 2015

Fonte do (Ti) Fragata


Em Rio Maior, na zona do Moinho do Nogueira, perto da A15, existe uma fonte muito antiga.
Esta fonte fica muito perto do rio Maior.
À sombra de um grande pinheiro e um pouco desviado do caminho principal (de terra batida) encontra-se esta fonte, conhecida como Fonte do Ti Fragata.
 
A água em tempos saía pelo meio de uma pedra de mó, mas nos dias de hoje sai um pouco mais a baixo. Não é de estranhar a pedra da mó, pois estamos perto de uma zona do rio Maior na qual existiram muitas azenhas. A maior parte destas azenhas ainda existe, embora tenham deixado de ter a sua função.

 
A fonte fica localizada nas seguintes coordenadas:
39°18'30.77"N  8°55'30.24"W