terça-feira, 17 de junho de 2014

Demografia

O INE divulgou os novos dados relativos à demografia da população portuguesa.


Estes dados podem ser consultados em: 

Os nascimentos em Portugal caíram mais de 26% em apenas dez anos.
O número médio de filhos por mulher nunca foi tão baixo em Portugal como em 2013 (1,21 filhos). 
Portugal está também a perder habitantes. De 2012 para 2013, estão em Portugal menos 60 mil pessoas, uma redução de 0,6% da população.
Esta redução deveu-se à evolução negativa do saldo natural, isto é, nasceram menos pessoas do que morreram, apesar da quebra de 1% no número de óbitos, nasceram menos 7,9% crianças. Mas a emigração também contribuiu para a perda de população pois só no ano passado saíram mais de 128 mil portugueses do país (53 mil emigrantes permanentes e 74 mil temporários). 
O índice positivo divulgado é o da esperança média de vida que tem vindo a aumentar. As mulheres vivem em média 82,79 anos e os homens 76,91 anos.

Mas como é que estamos em relação a Rio Maior?
População em Rio maior: 
Sexo                Ano 2011        Ano 2012        Ano 2013 
Ambos            21 211             21 156             21 087
Homens          10 265             10 229             10 182 
Mulheres        10 946             10 927             10 905

Índices de Rio maior de 31 de Dezembro de 2013, em relação a 2011 
Saldo Natural:                                  -49 pessoas 
Saldo Migratório:                             +30 pessoas
Crescimento efetivo:                        -19 pessoas 
Taxa B. natalidade:                           +8/1000
Taxa B. mortalidade:                        +10.3/000 
Taxa de crescimento efetiva:            -0,09%
Taxa de crescimento natural:            -0,23% 
Taxa de crescimento migratória:       +0,14%
Índice dependência jovem:               +22,8 
Índice dependência idoso:                +31,9
Índice dependência total:                  +54,7 
Índice de envelhecimento:                +139,6
Índice de longevidade:                      +48,1
Índice renovação população ativa:   +89,8

Estes dados devem de ser analisados com cuidado pelos decisores políticos, pois mostram uma tendência preocupante e generalizada a todo o território nacional.

sábado, 14 de junho de 2014

Sal e Templários


Este ano, de 13 a 15 de Junho, realiza-se a terceira edição do evento “Sal e Templários” nas salinas de Rio Maior.

Para se realizar eventos medievais, não é necessário ter castelos. Rio Maior possui uma história muito rica e um anfiteatro natural que são as salinas.
Por três dias Rio Maior recua no tempo e volta ao ano de 1177 em que Pero d’Aragão e sua mulher Sancha Soares venderam parte das salinas à Ordem dos templários.

A organização do evento é da Câmara Municipal de Rio Maior com a colaboração da “Companhia Livre”, participando cerca de 100 figurantes, 12 cavalos, 1 burro e várias aves.
Todos os visitantes podem participar na vivência dos acampamentos da época, treino de armas, mesas pedagógicas, exposições, tendas diversas e à recriação da venda de parte das salinas aos templários.

Esta é uma excelente iniciativa e bem organizada que convida à participação de todos que queiram aparecer para passarem uns momentos animados e diferentes.















Se pretender saber mais sobre as Salinas de Rio Maior: 
http://rio-maior-cidadania.blogspot.pt/2010/06/salinas-de-rio-maior.html

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Calçada Portuguesa - Praça da República


A calçada portuguesa é um tipo de pavimento com origem em Portugal, mas muito utilizado nos países lusófonos.

A calçada resulta assim no calcetamento com pedras geralmente de calcário branco e negro, de formas irregulares, que podem ser usadas para formar padrões decorativos.
Apesar de já se calcetar ruas desde 1500 em Portugal, a calçada portuguesa surge como a conhecemos em meados do século XIX. A primeira calçada deste género, foi feita em Lisboa na encosta do castelo, no ano de 1842 usando presidiários como mão-de-obra.

Em Rio Maior, praticamente todas as zonas pedonais encontram-se pavimentadas com a calçada portuguesa. Um dos locais em que é mais notada é na Praça da República.

A calçada portuguesa tem várias vantagens, como:
Ornamentais (Podem-se fazer belas composições); Baixa manutenção (quando bem aplicada); Mantêm a permeabilidade do solo; Não cria ambientes áridos; Possui alta durabilidade; Não quebra (ao contrário de outras placas) e também tem boas propriedades antiderrapantes.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Parque do Peregrino em Asseiceira



No passado dia 16 de Maio a Freguesia de Asseiceira festejou o seu 30º aniversário.
Integrado nos festejos, foi inaugurado o Parque do Peregrino, o novo parque de merendas da freguesia que fica na saída de Asseiceira em direção a Rio maior. Neste ato estiveram presentes diversas personalidades, entre elas: Henrique Bernardo (Presidente da Junta de Freguesia de Asseiceira), Luís Santana Dias (Presidente da Junta de Freguesia de Rio Maior), Isaura Morais (Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior) e os Vereadores Lopes Candoso e Augusto Figueiredo.

Durante a cerimónia inaugural do Parque do Peregrino, foi apresentado o painel de azulejos com a seguinte inscrição:
“Parque do Peregrino
Esta obra é o resultado de um trabalho de parceria entre as Freguesias de Asseiceira e Rio Maior.
Mais importantes do que as linhas que nos separam serão sempre as populações que nos unem.
16 de Maio de 2014”.
Esta iniciativa conjunta das duas Freguesias, Asseiceira e Rio maior, permitiu terminar este parque que serve todos os que aqui queiram descansar, mas com especial destaque aos peregrinos que por esta terra passam com destino a Fátima.

De realçar neste espaço é o designe dos bancos e das mesas que os tornam peças únicas e verdadeiras obras de arte.


segunda-feira, 26 de maio de 2014

Obra "Brazilíada" - Referência a Rio Maior

“Brazilíada, ou Portugal imune, e salvo: Poema épico em doze cantos; composto debaixo dos auspícios do excelentissimo senhor D. Francisco de Almeida Mello e Castro …” por Thomaz Antonio dos Santos e Silva. De 1815.
Francisco de Almeida era enfermeiro-mor do Hospital Real de S.José.
Este extenso poema dedicado a Francisco de Almeida deve-se ao facto de Thomaz dos Santos ter passado 12 anos internado e ter assistido a todas as reformas ocorridas no hospital. Thomaz dos Santos chegou ao hospital cego e aleijado e rapidamente o enfermeiro-mor se tornou o seu herói.
O que me interessa neste poema é a referência às salinas de Rio Maior na página 86. 



“(…)  
Daqui vedes não longe mixta gente  
De pé, e de cavallo, o casco, ou elmo  
D’alvos cordões cingindo donde pende  
Felpuda cauda do animal astuto,  
Porção nobre da minha Estremadura,  
A’quem fica do Téjo, a ti vizinha,  
Oh fértil Santarem, oh Torres-novas;  
C’o a fresca Golegã, e a vargem sua,  
Notavel por seu optimo mercado,  
E a ti, Rio-maior, q’em tal distancia  
Roubaste ao vasto Oceano o segredo,  
Com q’as ondas congela, e o sal fabríca;  
Agoas bebe do Zezere huma, e outra,  
Que parece azedar-lhe sangue e bofe,  
Sômente no exterior afável, meiga;  
Sim expedita, e forte, mas q’estima  
Ferir mais a seu salvo, ou surpreendendo, 
Ou reduzindo á fome (1) hum Campo em frente. 
(…) 

1)    Tal succedeo a Massena, durante o tempo que se demorou sobre estes contornos.”

 

domingo, 25 de maio de 2014

Bandeira do Benfica no topo da chaminé da mina.


Por estes dias, na chaminé da Mina do Espadanal em Rio Maior sai uma chama diferente.
Um adepto do Benfica subiu ao seu topo para aí estear a bandeira do clube.

Apoiado por mais 3 amigos (2 benfiquistas e 1 sportinguista), este aventureiro subiu durante a noite as escadas metálicas exteriores à chaminé, de modo a colocar no seu topo a bandeira com 2,5 metros de largura e 1,25 metros de altura.
Para que conste, a subida demorou cerca de 5 minutos e a colocação da bandeira perto dos 15 minutos.
Mas este ato não é único. Já em 2010 esta mesma pessoa subiu a chaminé, também para fixar uma bandeira do Benfica para comemorar o primeiro campeonato ganho pelo clube com Jorge Jesus como treinador.

Para além do caricato da situação, pode haver riscos já que a chaminé se encontra em avançado estado de degradação, como pode ser constatado pela foto.

Pode saber mais sobre este polo mineiro, em: 

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Achado de moedas romanas (em 1895)

No “O Archeologo Português”, Volume 1, do Museu Etnologico, por Dr. Leite de Vasconcellos, do ano de 1895, existe um artigo sobre a descoberta de um tesouro romano em Alcobertas.

No dia 26 de Julho:
Um tesouro. – Nas proximidades das Alcobertas, freguesia do concelho de Rio-Maior, quando um carro de bois passava na estrada que conduz áquella povoação, desabou uma pedra á beira da mesma estrada, caindo nesse momento uma grande porção de moedas de prata da época romana. Mais tarde voltaram ao mesmo local e ainda encontraram mais dinheiro e diferentes objectos de ouro antiquíssimos, e alguns de bastante valor archeologico. Consta-nos que as auctoridades de Rio-Maior já tomaram conta do caso.”.


Mais uma evidência, se tal fosse necessária, da importância de Rio Maior como ponto de passagem dos romanos.
Uma pergunta que me surge é onde se encontra este tesouro.

Rio Maior possui os vestígios de uma antiga Villa Romana.
Este património foi classificado no passado dia 10 de Janeiro de 2014, como sítio de interesse público, por portaria do Secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, publicada em Diário da República, que fixa ainda uma zona especial de proteção em redor da Villa Romana de Rio Maior.


Informação: A imagem do tesouro não corresponde à descoberta aqui relatada. É imagem retirada da internet.

Pode saber mais sobre a Villa Romana de Rio Maior, em: