quarta-feira, 8 de setembro de 2010

União Desportiva de Rio Maior




A União Desportiva de Rio Maior (UDRM) entregou hoje todo o seu espólio à Câmara Municipal, após decisão unânime dos seus sócios.
Esta decisão foi tomada em assembleia geral após não ter sido viabilizada nenhuma proposta que permitisse a inscrição na corrente época 2010/11 da equipa de futebol sénior.
O Clube conta já com uma longa história, tendo o seu nascimento ocorrido em 1 de Setembro de 1945 com o nome de Clube de Futebol “Os Mineiros”. A 25 de Agosto de 1976 a quando da presidência de Manuel Duarte Francisco passou a adoptar o nome actual de União Desportiva de Rio Maior. A equipa de futebol andou vários anos pelas divisões nacionais, sendo que na época de 19080 / 81 chegou pela 1ª vez à 2ª Divisão Nacional treinada por Jesualdo Ferreira, estando novamente neste escalão já na época de 2004/05 treinada por António Pereira. No seu curriculum conta com 4 presenças na 2ª Divisão Nacional e 11 presenças na 3ª Divisão Nacional.
A equipa de futebol realizava os seus jogos em casa, no Estádio Municipal de Rio Maior.
Os problemas financeiros foram-se agonizando no clube e em 22 de Maio de 2009 o plantel chegou mesmo a entrar em greve de fome para chamar à atenção para a situação de salários em atraso.
O clube acabou assim por fechar as portas e é estranho que na cidade que se quer como referência do desporto nacional os clubes desportivos estejam em situação tão difícil.

sábado, 4 de setembro de 2010

Estação Central de Camionagem de Rio Maior

Estação Central de Camionagem de Rio Maior.

A Central de Camionagem foi inaugurada no dia 08 de Setembro de 2008 após três anos de estar construída, contando com a presença do Presidente da Câmara Municipal, Silvino Sequeira, o Vice-Presidente, Carlos Nazaré e o vereador Manuel Brites, juntamente com o Presidente da Rodoviária do Tejo, Martinho Santos Costa.
A Estação que apresenta arrojadas linhas arquitectónicas, fica situada na Avenida Mário Soares o que é bastante útil para todos os estudantes visto ficar mesmo perto das escolas da cidade.
Apesar da construção ser simples, é bastante agradável e leve, sendo que a mistura do betão com o vidro foi muito boa, parecendo todo o edifício um enorme livro. A arquitectura é da responsabilidade de Paulo Tormenta Pinto.








Contactos e horários:

Rodoviária do Tejo, S.A.
http://www.rodotejo.pt/horarios/gethorarios
Rede Expressos
http://www.rede-expressos.pt/default.aspx

Dados técnicos do projecto
Empresa de arquitectura: Domitianus Arquitectura
Arquitecto chefe: Paulo Tormenta Pinto
Equipa de projecto: Andreia Morais, Nuno Monteiro, Luis Miranda e Rodolfo Gomes
Consultores: Mário Leitão, Francisco Alvim, Rui Silva, Miguel Leitão e Isabel Martins
Ano de Projecto: 2005

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

FRIMOR - Feira Nacional da Cebola


Está a decorrer em Rio Maior (entre 1 e 5 de Setembro) a FRIMOR – Feira Nacional da Cebola.
Esta feira que se realiza todos os anos em Setembro teve o seu início em 1761 e em 1770 o rei D. José I institui-a como feira franca. Esta feira veio substituir a feira de Arrouquelas que se realizava a 15 de Setembro de cada ano e que foi a primeira feira do concelho criada por alvará concedido a 23 de Outubro de 1674.
Cronologia:
 - 1674, 23 de Outubro - Criação da Feira de Arrouquelas no reinado de D. Afonso VI
 - 1740 - A Feira de Arrouquelas passa a ser realizada em Rio Maior
 - 1761, 15 de Setembro - Criação da Feira de Rio Maior no reinado de D. José I
 - 1770 - A Feira de Rio Maior recebe o estatuto de Feira Franca
 - 1971 - A Feira de Rio Maior passa a chamar-se FRIMOR
 - 1971 - A FRIMOR passa a se realizar no antigo cais da mina do Espadanal
 - 2001 - A FRIMOR passa a se realizar no recentemente inaugurado Pavilhão Multiusos
 - 2010 - A FRIMOR adquire um caris mais popular e o espaço da feira alarga-se pela cidade.
A feira em Rio Maior, fixou-se inicialmente no sítio do Mal Cozinhado, atual rua 5 de Outubro, envolvendo a antiga capela de São Sebastião (junto ao cineteatro de Rio Maior). A capela de São Sebastião, como já foi referido num outro artigo, foi construída em 1569 e demolida em 1914 para aumentar o espaço útil para a feira e também por já se encontrar em ruína. Os feirantes instalavam-se à volta da capela e espraiavam-se pelas várias ruas, largos e campos de Rio Maior. Várias ruas devem o seu nome à feira, como a Rua da Feira dos Bois e a Rua Feira das Varas, já que a venda do gado e dos artigos agrícolas era realizada por secções.


O certame tem como elemento de atração a cebola contando este ano com dezenas de expositores e ceboleiros que ao longo destes 5 dias pretendem comercializar cerca de 200 toneladas deste produto agrícola. A maior parte dos ceboleiros vêm do concelho de caldas da Rainha.



Apesar da venda da cebola ser o ponto forte, a sua comercialização já não justifica, nos tempos que correm, a realização do certame. Devido à autarquia ter esta realidade bem presente, este ano foram criadas uma série de actividades complementares e o certame estende-se ao longo da cidade, recuperando assim uma antiga tradição do evento.
No passado o certame incluía também o ‘Circuito Ciclista de Rio Maior’ e o ‘Encontro Nacional de Coleccionadores’.

O programa do certame deste ano é o seguinte:



A seguinte antiga imagem da Feira de Rio Maior, foi retirada do site do jornal 'Região de Rio Maior', em:

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Tomatagro em São João da Ribeira



A unidade transformadora de tomate foi inaugurada a 12 de Junho de 1965.
Na altura a fábrica chamava-se "António & Henrique Serrano, Lda" e presidiu à inauguração Amaro da Costa, secretário de estado da indústria, que foi recebido juntamente com a sua comitiva pelos administradores do complexo fabril.
Poucos anos após a inauguração a unidade esteve perto da falência e o Estado como principal acionista teve de intervir assumindo a sua gestão. A fábrica passou-se a dominar por "Produtos Alimentares António & Henrique Serrano, S.A.".
Em 1992 a fábrica de processamento e transformação do tomate acabou mesmo por fechar.
Em 1994 a fábrica reabre com a designação de "Tomatagro - Indústria Agro-Alimentar, S.A." após as instalações terem sido adquiridas por uma multinacional.
Desde o início da laboração que esta fábrica tem sido alvo de queixas por contaminação do rio Maior. Em 1965 a fábrica começa a produzir sem ter nenhuma estação de tratamento dos resíduos levando a que o peixe e enguias que existiam no rio Maior desaparecessem por completa. Hoje em dia a situação está melhor, mas as queixas de contaminação do rio principalmente durante a época de recolha do tomate continuem.
Nestes dias na empresa TOMATAGRO em São João da Ribeira existe uma movimentação de veículos e produtos raramente vistos durante o ano. Esta agitação é devido ao movimento quase continuo de chegada de camiões e tractores carregados com a colheita deste ano de tomate. Esta empresa do ramo agro-alimentar é responsável pela produção de concentrado de tomate e está localizada numa das mais importantes zonas de cultivo do país, exportando o concentrado para todo o mundo.
Para além da Tomatagro, em Portugal também laboram no mesmo ramo outras empresas como a Sugal, Tomgal, Compal, Italagro, FIT, Sopragol, Sutol, Tomsil e Campil.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Pão de Ló de Rio Maior


Hoje este artigo é dedicado a um património gastronómico da nossa região. Claro que me refiro ao Pão de Ló de Rio Maior que se distingue do pão de ló tradicional que é alto e seco, sendo este baixo e húmido.
Segundo consta, é a Alice Sequeira que devemos a receita deste doce, pois conseguiu criar um pão de ló diferente dos restantes devido a usar uma temperatura do forno e um tempo de cozedura diferente do que era costume.
O incrível é que este doce leva apenas 3 ingredientes: Ovos, açúcar e farinha de trigo.



Não querendo desvendar todos os segredos do fabrico deste doce, pois não os sei, fica de seguida uma receita que lhe permitirá fazer um pão de ló húmido muito bom.
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Pão de ló de Rio Maior.
Ingredientes:
- 4 ovos inteiros + 8 gemas
- 150g de açúcar
- 75g de farinha
Preparação:
Pré-aquecer o forno a 220-230ºC.
Colocar os 4 ovos inteiros numa taça e bater energicamente entre 5 a 10 minutos, até ficar com uma coloração esbranquiçada e bem fofo.
Para melhores resultados, deve-se usar uma batedeira eléctrica.
Acrescentar pouco a pouco as gemas previamente desfeitas batendo sempre durante mais uns outros 5 ou 10 minutos.
Envolver a farinha peneirada que vai sendo polvilhada sem bater, usando a batedeira na velocidade mínima e apenas durante alguns segundos.
Forrar uma forma que se permita abrir (pois o bolo no final não se pode virar) com papel vegetal untado de manteiga e farinha.
Verter a massa para a forma e deixar cozer durante 7 minutos.
Caso note que durante o tempo de cozedura o forno está a assar mais de um dos lados, aos 4 minutos rodar a forma 180º.
Resista á tentação de deixar o bolo mais tempo dentro do forno, pois basta deixar a mais 1 ou 2 minutos e o pão de ló vai ficar seco. Pelo menos durante a primeira tentativa, siga o tempo á risca.
Retirar a forma do forno e deixar arrefecer.
Quando o pão de ló já estiver bem frio retirar-lo da forma com o papel vegetal. Com o conjunto já fora da forma separar o bolo do papel passando uma espátula metálica e comprida por baixo deste.
Vai ver que o pão de ló lhe vai saber melhor se conseguir resistir a o comer durante as primeiras horas, pois este vai abatendo formando as rugas e a espuma de ovos vai dando origem a uma calda deliciosa.
Bom apetite.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Festas em Arrouquelas

Como acontece um pouco por todo o lado, estamos em época de festas e este último fim-de-semana foi a vez de Arrouquelas realizar a sua festa anual.
Que Arrouquelas estava em festa era bem evidente com os mastros contendo bandeiras espalhados um pouco por toda a aldeia e também por ter a sua igreja iluminada.

Durante a tarde e noite era para o recinto de festas da Associação Recreativa e Cultural de Arrouquelas (ARCA) que toda a gente se dirigia.
Aqui não podia faltar a boa amostra da gastronomia local sempre acompanhada de bons vinhos.
Um bom local para jantar rodeado de vizinhos, no qual as crianças têm liberdade para brincarem sem grandes restrições.


Neste ano não faltaram os pauliteiros de Miranda do Douro para animar a festa. Este tipo de 'dança' era praticado para comemorar as vitórias dos homens da terra quando estes regressavam da guerra.
Durante as noites houve sempre música para animar as pessoas, sendo que cada noite actuava um grupo diferente.

No Domingo teve lugar a parte mais religiosa das festividades, saindo à rua a procissão em honra da padroeira da terra, a Nossa Senhora da Encarnação (neste dia, a imagem surgiu com o seu manto coberto com ouro e dinheiro de ofertas).


A procissão passou pelas ruas principais de Arrouquelas, alongando-se ao longo de muitos metros, pois para além dos vários estandartes, este ano existiam 9 andores que desfilaram seguidos por muitos populares com o som da banda filarmónica sempre presente.



Como tem sido hábito, o fogo de artifício não podia faltar.


domingo, 1 de agosto de 2010

Azenhas em Alcobertas

Sendo Alcobertas uma espécie de oásis no meio desta zona árida da serra dos candeeiros, não é de estranhar que a água que brota da nascente no seu 'olho d'água' tenha sido bem aproveitada aos longos dos tempos com recurso ás tecnologias da época.
Ainda não vai muito tempo as azenhas eram usadas para moer cereais e aqui em Alcobertas ainda restam vestígios de duas delas.
Logo na nascente, a ribeira divide-se em duas. Seguindo o braço de água que segue pelo nível superior, a poucos metros de distância pode-se observar que a água desaparece por baixo de uma casa que de momento se encontra em reconstrução.
Do outro lado a água reaparece numa conduta que vai ter á roda da azenha.

Neste lugar estranhamente verde, mas de uma incrível beleza encontra-se a roda que aproveita a energia da água para fazer mover a mó do moinho.
Muito recentemente este moinho ainda produzia mais de duas toneladas de farinha por ano.

Um pouco mais abaixo, e já após os dois braços de água se terem unido novamente encontra-se uma grande cascata e o recuperado edifício de uma outra azenha.


Este património merece de ser conservado, pois para além de fazerem parte de um conjunto de construções que valorizam toda uma zona, são memórias de um passado não muito distante cronologicamente, mas que devido ao incrível avanço tecnológico dos nossos dias já poucos jovens sabem para que serviram. Preservar o passado é garantir um futuro sustentado.