quinta-feira, 27 de agosto de 2020

CTT apresenta coleção de selos em que o do Neolítico é de Rio Maior

Na semana passada, a 20 de Agosto, os CTT apresentaram uma colecção de selos com símbolos da pré-história.

O símbolo do Neolítico é de Rio Maior.

"No período neolítico, em meados do 6.º milénio AC, eram produzidos vasos cerâmicos, destinados ao armazenamento, à confeção e ao consumo de alimentos, que continham uma decoração onde se afirmavam as identidades de grupo, usando conchas, marcando caneluras ou desenhando espigas – como no vaso da Gruta da Senhora da Luz (Rio Maior)."

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Gruta de Alcobertas - Descrição de Bernardino Soveral em 1872

Descrição da Gruta de Alcobertas feita por Bernardino Arede Soveral na publicação “Diario Illustrado, nº127” de 4 de Novembro de 1872.

A descrição é um pouco longa, mas vale a pena pela emoção que o autor coloca na descrição do que o envolve.

 

Vou iniciar a descrição quando acenderam as tochas na entrada da gruta. Deixei a transcrição em português antigo para não a adulterar.

De lembrar que a Gruta de Alcobertas a esta data era considerada uma das mais bonitas da Europa. 

 

“Accenderam-se portanto, e distribuíram-se os brandões de cera que levavamos. Bem depressa a luz do dia desappareceu, e esta especie de procissão caminhava á luz das tochas. Eramos ao todo 9 pessoas.

Tinhamos caminhado uns 15 a 20 metros, e a gruta já tinha uma capacidade de 3 metros de alto e 2 de largo : nas paredes d’ella começavam a apparecer camadas de diversas crystalisações, que similhavam um forro de musgo ; mas tão branco e transparente, como se uma camada de neve, em manhã d’inverno, houvesse cahido por cima d’elle, conservando-lhe a fórme ramosa. Era lindo ver como as nossas luzes faziam refulgir uns reflexos cambiantes d’aquelles grumos aparentes de um orvalho gelado. 

Tenho visto algumas grutas que há no paiz. Li na excelente obra de Adolphe Joanne (Voyage ilustrée dans les cinq parties du monde) as descripções de diversas grutas, e não encontrei alli, como na gruta que descrevo, tantas, tão variadas e tão imponentes crystalisações, em uma distancia de mais 300 passos, com abobadas de cinco a nove metros de altura, recamadas de estalagmites admiraveis pelo volume, pelas côres, pela transparência e pelo brilho. É realmente surprehendente o ver como das paredes da galeria brotam umas crystalisações como se fosse vegetação de marmore e vidro, aflorando aquellas superfícies perpendiculares ; outras vezes, pousando aquelles ornatos sobre uns degraus que vão esconder-se nos franjados que pendem dos extremos da abobada: faz parecer que uma cascata acabava de se gelar n’aquelle momento.

A gruta de Alcobertas tem de extensão 210 metros : a galeria d’ella tem algumas curvas, e a não ser necessário subir e descer em trez logares, a 2 e 3 metros de altura, podia caminhar-se até ao fim em um plano quasi horisontal. Não é necessário descer a perigosas profundidades, como na famosa gruta das fadas, na cordilheira da Serane, onde Cimarozza, descendo ao abysmo do monte Tharene, e escutando os sons das harpas eólicas, recebiam, das correntes do vento, lições de harmonia. Esqueceu-me levar uma bussola para conhecer a direcção da galeria, mas pareceu-me que seguia o dorso da montanha, para o lado do Sul. 

A gruta contém quatro grandes salões, o ultimo dos quaes, é colossal : em toda a galeria não há o menor espaço de pedra nua ; a abobada e lados d’ella, a não terem algumas agglomerações de crystal de rocha, podia dizer-se que eram completamente forradas de crystaes, de carbonato de cal, coloridos, brancos, opacos ou transparentes, e por isso, despertando sempre a curiosidade, pela variedade dos quadros que apresenta.

Em alguns dos intervallos dos quatro salões, há umas curvas com uns pórticos assimilhando diversas entradas para outras galerias. Apparecem alli, em um d’elles, uns cortinados, pendentes de uma especie de architrave, e assimilhando as pregas e apanhados de tecidos, encorpados, dando reflexos como se fossem bordados de lantejoulas. Em outros, nota-se a similhança de bambinellas, que ora se escondem para o centro de largas fendas cavadas nos flancos da rocha, cheias de sombras que resistem á força das nossas luzes; ora deixando apparecer na altura de 5 a 18 decimetros um agrupamento de colunas alvíssimas, de diametro entre um e tres decimetros. Aquellas tapecerias consistem de uma lindíssima aggregação de crystalisações calcareas, tão unidas e lizas, que o lápis mais experiente, não assombra com tanta suavidade, as voltas do encanudado de um formoso pavilhão. Ninguem dirá que teem a dureza da pedra, aquelles apanhados de pregas, de dois a trez metros de altura, coloridos diversamente por via das infiltrações de almagre, que alli ha em abundancia, e, mais ou menos saturados pela côr vermelha d’elle, formando um contraste admiravel sobre a brancura das columnas. 

O primeiro salão que eu denominei – dos órgãos – é um dos que mais me encantou. Tem quasi cinco metros de alto, e quatro de largura : nos lados e frente levantam-se uns pórticos em ogiva, de aberturas e ornatos diversos.

Notam-se alli desde a cúpula até á base, ao lado esquerdo de quem vae, umas laminas separadas parallelamente por intervalos desde dois decimetros até dez centimetros, que assimilham a uns bastidores colossaes, de uma superficie aparentemente lapidada, e de uma espessura de 5 a 8 centimetros : póde introduzir-se por entre ellas um braço, e por isso collocámos algumas das nossas luzes na lombada, deixe-me assim dizer, d’aquelle enorme livro meio aberto ; e que lindo efeito isto produzia! Alguns de aquelles diaphragmas, apesar de bem espessos, teem muita transparencia, e deixam coar, entre as luzes, uns reflexos açafroados, lindíssimos. 

Outros de maior espessura, e com aberturas eguaes, parecem os tubos perpendiculares de um magestoso orgam, e com a notável circumstancia de que, batendo-lhes levemente, davam uns sons prolongados, e muito similhantes aos que são vibrados por um relogio em que a mola substituiu a campainha.

Entre este 1º e o 2º salão que eu denominei – das estatuas – é mister passar, subindo e depois descendo, por cima de um rochedo admirável, e que mede apenas metro e meio de elevação. 

Surprehendeu-me a quantidade de fulgor dos lampejos que se despediam da superfície d’este penhasco, quando se fazia oscilar diante d’elle uma luz. Aquella pedra tem uma superficie escura e aveludada ; parece forrada de feltro, e sendo este comprimido pela mão, abate-se, e os lampejos desapparecem. Todavia creio que reapparecem; porque aquella pedra tem sofrido muitos attrictos, na passagem dos que visitam a gruta, e nós encontramol-a radiante dos seus crystaes, e tão brilhantes que pareciam milhões de pyrilampos a esvoaçar por meio das sombras.

A poucos passos do indicado penedo, encontra-se o 2º salão – o das estatuas : elle tem um não sei que de triste. É um âmbito curvo, de extensão aproximada a 11 metros, conservando uma largura de 5 metros, e 6 de altura. Ao approximar-nos d’este recinto, parece que do centro das sombras se levantam aqui e alem, umas estatuas, á altura de 1 metro e metro e meio. 

Aquelles vultos são de uma apparencia tal, que é necessario vel-os de perto para crér que o cinzel do estatuario não andou por alli esboçando figuras humanas.

Aquellas estatuas, deixem-me assim chamar-lhes, estão em semi-circulo, e no eixo da curva, há uns penhascos tambem cobertos de crystalisações ; porém, com quanto muito resplandecentes, assentam n’uma superfície escura, e entre elles ha umas aberturas elipticas, que dão a apparencia de arcadas, além das quaes tudo são sombras. 

Pareceu-nos este logar a parte central das abobadas subterraneas, próximas a Seringapatan, onde existem os mausoleos das dynastias musulmanas de outras eras.

O 3º salão designei-o – A catedral; - porque se assimilha ás ruinas de um templo grandioso, conservando-se ainda de pé uns restos surprehendentes que attestam a sua primeira magnitude. 

O espaço é oblongo ; tem 6 metros desde a base até á abobada, e na sua maior largura 5 metros.

De um lado vê-se uma rocha elevada, do volume e feição de um pulpito. As paredes, recamadas com innumeraveis crystalisações de uma belleza que não póde descrever-se, estão fendidas a prumo, assimilhando gradamentos meios destruidos. 

A um dos lados vê-se uma saliência na rocha, com uns córtes tão em esquadria que fazem parecer um altar, sobre o qual pendem, á altura de 4 metros, umas curvas orladas de franjas, compostas de pequenos tubos com a transparencia cambiante de madreperolas, e terminadas por umas gotas d’agua, que de espaço a espaço descem a luzir até ao solo, constituindo uma perspectiva impossivel de pintar.

Dos outros lados d’este salão, pendem, junto á abobada, uns ornatos, como capíteis corinthios, com as suas folhas de acantho, e pousando sobre umas columnas, brancas como jaspe, parte das quaes parecem quebradas pelo meio, e parte veem-se estendidas entre pequenos montes de crystal de rocha. 

Fazem lembrar aquellas esplendidas crystalisações, os delineamentos da architectura phoceana, similhante á que os Egypcios empregaram no templo de Karnac.

O 4º e ultimo salão é enorme, e fechado por uma grande cúpula de 6 metros de diametro, na altura de 9 metros! 

Alli, o sr. Germano do Souto, nosso intrépido companheiro, subiu a um rochedo de 4 metros de altura, que está a um lado, e levantou a luz do seu brandão. A oscillação d’ella com as de todas as nossas tochas, formava um conjunto de reflexos tão bellos, que a mente mais opulenta de ficções grandiosas, por muito prevenida que estivesse havia de extasiar-se alli, e conhecer que a descripção mais cheia de pompa, não ia além dos traços de uma miniatura imperfeita. Lembrei me n’aquelle enorme subterraneo do infeliz Francisco I. Caldas, morto na Bolivia pelas commoções politicas, porque me veio á mente a descripção que elle faz da famosa caverna Guaya Suma, proximo ao gigantesco Chimboraso, na cordilheira dos Andes.

N’este 4º salão, ha, na sua maior altura, duas grandes aberturas allipiticas, que indicam o seguimento de outras galerias. 

Não fomos lá ; porque só faltava escada própria para hir áquella altura ; mas tambem porque ninguem se afoitára ainda a hir além do ponto aonde nós fomos. Conta-se que um explorador ousado, quis tentar a investigação do resto da gruta, mas ficou transido de terror, pelos precipicios que vira, e desistira do intento.

É possivel que seja isto verdade, e se effectivamente quem intentar a exploração do resto da gruta, deve munir-se de cordas e bons companheiros, sondando com toda a cautella a solidez do fundo das galerias, e verificando de’espaço a espaço se o ar é nocivo á respiração.” 

 

Pode saber mais sobre esta gruta em: 

http://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2010/04/gruta-de-alcobertas.html 

 

Bernardino Passos de Arêde Soveral Tavares , nasceu a 20 de Fevereiro de 1815 em Aveiro e Faleceu a 30 de Janeiro de 1885 no Cartaxo. Foi juiz desembargador e senhor do Prazo de Arrudel. Casou-se com Maria Bernardina Dias Tavares (N1823 F1895) em 1853 e tiveram 7 filhos

quinta-feira, 23 de julho de 2020

Resinagem em Rio Maior


A Resinagem ainda continua ativa em Rio Maior.
Apesar de cada vez haver menos pinheiros devido à invasão dos eucaliptos é ainda possível ver a resina a correr bem perto da cidade de Rio Maior, como é o caso de Vale de Óbidos.

A resina é uma secreção das plantas, mais abundante mas espécies resinosas que serve para proteger a árvore das agressões, quando sofrem danos ou feridas. A resina é um líquido viscoso translúcido de cor amarela acastanhada que estimula a cicatrização da ferida e funciona como protector pois repele herbívoros e insectos. A resina não deve ser confundida com a seiva pois têm funções e características diferentes na árvore.


A resinagem é praticada manualmente pelo resineiro com o objectivo de extrair, recolher, limpar e acondicionar a resina de pinheiros.
A extracção da resina consiste em fazer cortes na casca do troco, fazendo com que a árvore produza e liberte a resina que é recolhida num recipiente preso à árvore.
A resinagem permite uma valorização extra dos povoamentos de pinheiros promovendo a criação de emprego e riqueza nos meios rurais.
A resinagem está regulada pelo decreto de lei nº 181/2015 de modo a permitir que a árvore continue a crescer ao longo da sua vida.

A resina é entregue a fábricas que a transformam em matéria prima para variados produtos.
A resina entra no fabrico de: Aguarrás; Vernizes de óleo; Lacas; Graxas; Colas; Elásticos; Indústria do papel; Medicina; …


Em termos históricos sabe-se que as resinas, incenso e mirra, foram muito utilizadas em rituais religiosos na Grécia, Roma e antigo Egito. Desde a Idade da Pedra até à Idade do Bronze o âmbar (resina fossilizada) era muito popular como ornamento. No meio naval a resina era usada para impermeabilizar e tornar mais resistentes a estrutura de madeira, mas também as cordas e lonas.
O uso excessivo das resinas levou ao aparecimento das primeiras resinas sintéticas em 1907 por Leo Baekeland.

segunda-feira, 20 de julho de 2020

Escola dos Figueiredos


Este edifício particular já foi uma escola.
O edifício pertence a Francisco Figeiredo que contou a sua história na página do Facebook dos ‘Amigos de Rio Maior”. Pela sua relevância vou contar aqui um resumo do que foi revelado.

O edifício foi mandado construir pelo proprietário da Quinta do Sanguinhal, Madaíl Lopes Monteiro, em princípio no final do século XIX. Estes terrenos pertenciam à Quinta do Sanguinhal e o 1º andar foi dado/cedido ao Ministério da Educação para aí se exercer o ensino.
Alguns anos mais tarde, António Figueiredo Júnior (Bisavô de Francisco Figueiredo) comprou uma parte da Quinta do Sanguinhal na qual estava instalada a escola.


A escola que está situada no lugar de Figueiredos esteve ao serviço da comunidade desde o início do século XX até meados da década de 40. Aqui ensinava-se até à 5ª classe que na altura era a única escola a leccionar o 5º ano em Rio Maior.
Servia os lugares de Asseiceira, Ribeira de Santo André, Boiças, Anteporta e Quintas. De Rio Maior também vinham alunos para frequentar a 5ª classe.


A escola fechou e passou para Boiças. O Ministério da educação vendeu em haste pública o 1º andar que foi adquirido por Albino F. Figueiredo (Pai de Francisco Figueiredo). 

De relevante são também os dois moinhos que existiram na zona e de donos diferentes.
Um existiu no edifício continuo ao da escola e outro uns metros mais a montante no rio Maior e onde esteve instalado o restaurante Recantão.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Origem da Água da Torneira em Rio Maior

Segundo a ERSAR (Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos) é cada vez mais seguro beber água da torneira.
Mas, na Região de Rio maior, de onde vem a água que nos sai das torneiras?

A Câmara Municipal de Rio Maior disponibiliza uma página na Internet que caracteriza bem a rede de abastecimento de água do Concelho.
Pode encontrar esta página em: 

O sistema de abastecimento de água ao Concelho de Rio Maior serve cerca de 21.030 habitantes. A rede tem uma extensão de 485km e é composta por 11 zonas de abastecimento distintas. A rede integra 33 reservatórios de água, 11 captações subterrâneas e ainda recebe água da empresa Águas do Vale do Tejo S.A. e dos Serviços Municipalizados de Caldas da Rainha.

A visão global da rede é a seguinte:


Zona de Abastecimento 1 – Asseiceira
Abastece os lugares de Asseiceira, Casais Varões, Casais Quintinos e Ribeira de Santo André.
A água que serve os cerca de 959 habitantes vem de uma captação de água subterrânea, “Furo de Asseiceira”.


Zona de Abastecimento 2 – Assentiz
Abastece o lugar de Assentiz.
A água que serve os cerca de 420 habitantes vem de uma captação de água subterrânea, “Furo Assentiz”.


Zona de Abastecimento 3 – Azambujeira
Abastece os lugares de Azambuja e Calhariz.
A água que serve os cerca de 261 habitantes vem de uma captação de água subterrânea, “Furo de Calhariz”.


Zona de Abastecimento 4 – Bairradas
Abastece os lugares de Abuxanas (Norte), Bairradas, Casais da Atalaia e Casais da Mesquita.
A água que serve os cerca de 312 habitantes vem de uma captação de água subterrânea, “Furo de Bairradas”.


Zona de Abastecimento 5 – Casais da Cheira
Abastece os lugares de Casais da Cheira, Casal Renal (Norte) e Fráguas.
A água que serve os cerca de 330 habitantes vem de uma captação de água subterrânea, “Furo Casais da Cheira”.


Zona de Abastecimento 6 – Malaqueijo
Abastece os lugares de Alfouvés e Malaqueijo.
A água que serve os cerca de 487 habitantes vem de duas captações de água subterrânea, “Furo Milhariças” e “Furo de Malaqueijo II”.


Zona de Abastecimento 7 – Outeiro da Cortiçada
Abastece os lugares de Casal Renal (Sul), Casais da Cortiçada, Casalinho, Correias, Outeiro da Cortiçada, Porto da Vala, Ribeira de Fráguas, Vale de Alhos e Vale do Brejo.
A água que serve os cerca de 965 habitantes vem de uma captação de água subterrânea, “Furo do Outeiro da Cortiçada”.


Zona de Abastecimento 8 – Rio Maior
Abastece os lugares de Abuxanas, Arco da memória, Anteporta, Arrouquelas, Arruda dos Pisões, Azinheira, Boiças, Casais dos Silvas, Cabeça Gorda, Casais da Lezíria, Casais da Arroteia, Casais do Cidral, Cidral, Freiria, Laroujo, Vila da Marmeleira, Malaqueijo (parte), Quintas, Quintão, Ribeira de S. João, Rio Maior, S. João da Ribeira, Vale de Óbidos, Valbom, Vale Barco, Vale da Rosa e Vale do Brejo.
A água que serve os cerca de 13.213 habitantes é fornecida pela empresa Águas do Vale do Tejo, S.A., através de 6 pontos de entrega. A água tem origem na bacia de Castelo de Bode.


Zona de Abastecimento 9 – RM 1
Abastece os lugares de Alto da Serra, Casal da Fisga, Casalinho, Mata de Baixo, Venda da Costa, Fonte da Bica, Marinhas do Sal, Pé da Serra, Vale Laranja, Teira, Portela de Teira, Fonte Longa, Lobo Morto, Caniceira, Casal da Velha, Valteira, Barbines, Chãos, Alcobertas, Ribeira de Cima, Alqueidão, Ribeira das Neves, Sourões, Casais Monizes.
A água que serve os cerca de 3.247 habitantes vem de duas captações de água subterrânea, “Furo Chichareira I” e “Furo Chichareira II”.


Zona de Abastecimento 10 – São Sebastião
Abastece os lugares de Carvalhais, Estanganhola, Póvoas, Repolho, São Sebastião e Vale da Fonte.
A água que serve os cerca de 811 habitantes vem de uma captação de água subterrânea, “Furo de São Sebastião”.


Zona de Abastecimento 11 – Senhora da Luz
Abastece o lugar de Vale da Senhora da Luz.
A água que serve os cerca de 25 habitantes é fornecida pelos Serviços Municipalizados de Caldas da Rainha.


Pode saber mais sobre o abastecimento e tratamento da água em rio maior:
http://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2014/06/agua-abastecimento-e-tratamento.html
Pode saber mais sobre a inauguração da água canalizada no Alto da Serra:
http://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2010/06/inauguracao-da-agua-canalizada-no-alto.html
Pode saber mais sobre um plano de criar uma barragem em Fráguas:
http://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2010/10/futura-barragem-em-fraguas.html
Pode saber mais sobre um estudo de 1867 para abastecer de água a Lisboa:
http://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2013/02/estudo-de-1867-para-abastecer-agua.html
Pode saber mais sobre o primeiro sistema de água canalizada no Concelho e do tempo dos Romanos:
http://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2012/05/tunel-do-buraco-da-moura.html

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

1º Encontro Internacional de Escultura em Pedra

O Município de Rio Maior organizou o 1º Encontro Internacional de Escultura em Pedra.


No Jardim Municipal, do dia 1 ao dia 15 de Dezembro deste ano realizou-se este evento inserido no programa “Natal na Cidade”. 
Este 1º encontro de escultura contou com a presença de 3 escultores consagrados: Thierry Ferreira; Tiago Margaça e Liu Yang. 

A iniciativa pretendeu divulgar a arte da escultura em pedra, envolver a comunidade no espírito Natalício, atrair visitantes e dinamizar o comércio local. 
O evento contou com o patrocínio da empresa Farlightstone sediada em Rio Maior e especializada na extração de pedra natural. 



Sobre os escultores (da direita para a esquerda na foto): 
- Thierry Ferreira (de Portugal) 
Nasceu em França. Vive e trabalha em Alcobaça. Concluiu em 2016 o mestrado em Artes Plásticas na Escola Superior de Arte e Design de Caldas da Rainha. A sua obra está representada em diversas coleções públicas e privadas em Portugal e no estrangeiro. Já tem no seu curriculum vários prémios. 
https://www.thierryferreira.com

- Tiago Margaça (de Portugal)
Natural de Aveiro mas residiu durante os últimos nove anos em Berlim, Alemanha. Procura explorar diversas formas de expressão artística como a escultura, a pintura, o vídeo e mesmo a música (é instrumentista e compositor). Vencedor de vários prémios, entre os quais o Prémio de Pintura Ariane de Rothschild, em 2007.

- Liu Yang (da China)
Artista multifacetado. Escultor; Diretor de televisão; Anfitrião de Talk Show’s; Autor Best-selling; Secretário Geral da ISSA (International Sculpture Symposium Alliance); Bachelor’s degree in food science and economic management. 

Este ano nem sempre as condições meteorológicas ajudaram no processo de criação das obras. Mas mesmo assim e aos poucos as peças foram ganhando forma.


As esculturas foram apresentadas no dia 15 de Dezembro, numa cerimónia que contou com a presença dos escultores, do Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, Filipe Santana Dias, da vereadora da cultura, Leonor Fragoso, e de Sandra Farto, da empresa Farlightstone.
As obras vão ficar patentes ao público no Jardim Municipal, até final do ano, estando no entanto já pensada uma nova localização em outros pontos da cidade para as acolher de forma definitiva. 

Autor: Thierry Ferreira; Título “Galho”; Dimensões 160x140x70cm; Rocha Creme de Fátima

Autor: Tiago Margaça; Título “Florescer”; Dimensões 120x120x120cm; Rocha Creme de Fátima 

Autor: Liu Yang; Título “Rio Maior River”; Dimensões 200x80x200cm; Rocha Creme de Fátima

Excelente iniciativa que no entanto deveria de ter contado com a presença do escultor Riomaiorense, Ricardo Tomás.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Rua com 5 nomes em 800 metros

Esta é uma curiosidade, pois a rua tem 5 nomes na zona de Anteporta, Rio Maior.
Isto em somente 800 metros de rua. 



A rua começa num entroncamento com a N114 na zona das Boiças, Rio Maior.
Seguem-se as ruas: 
Rua das Acácias (Boiças) 
Rua Joaquim Correia Inglês (Entrada em Anteporta) 
Largo Ventura Paulo da Torre 
Rua de Santo António 
Rua Dr. Calado da Maia 







A rua continua e os nomes passam a ser: 
Rua Principal em Arrouquelas 
Rua Visconde de Assentiz em Assentiz 
Rua Casais de Oiteiro (em alforgemel,Almoster) 
Rua dos Supiçus (em Vila Nova do Coito, Almoster) 
A rua termina num entroncamento com a N114-2 em Almoster.



Ao todo são 17km que unem a N114 nas Boiças à N114-2 em Almoster com 9 nomes diferentes.