segunda-feira, 5 de maio de 2014

Paineis Pintados da Casa Senhorial.



A casa senhorial, uma construção do século XVII que sofreu várias modificações, chega ao final do século XX, como uma casa de uma família rural abastada em que o piso térreo servia de cavalariça e de guarda das alfaias agrícolas e o primeiro piso como residência familiar.
A casa sofre obras de restauro após doação de João Afonso Calado da Maia, ocorrendo a sua inauguração em 2002.
Antes das obras a casa tinha no seu primeiro piso os tetos forrados com caixotões de madeira pintada ainda em razoável estado de conservação. Com as obras de reabilitação, os painéis foram removidos, mas como se alterou a volumetria dos espaços interiores, já não houve a possibilidade destes bonitos painéis regressarem ao seu local original, ficando depositados num espaço camarário na antiga fábrica de briquetes (mina do Espadanal).
Felizmente e aproveitando um projeto, alguns dos painéis puderam ser restaurados e devolvidos às suas origens. Infelizmente muitos outros se perderam.




Mas serve este artigo para lembrar a todos os interessados que os painéis recuperados merecem só por si uma visita a este bonito e agradável espaço.

Pode saber mais sobre a casa senhorial, em:
Pode saber mais sobre a exposição permanente sobre a Villa Romana, em:

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Rio Maior e o 25 de Abril de 1974



Este artigo é para contextualizar a situação de Rio Maior na época da revolução dos cravos.
Vou usar excertos do excelente livro “História de Rio Maior” de Fernando Duarte e edição do autor.
Fernando Duarte tenta dar uma visão objetiva dos acontecimentos, mas conforme ele mesmo admite, sem ter a necessária distanciação temporal, já que o relato é jornalístico.


“A 17 de Janeiro de 1974, iniciaram-se, em Rio Maior, as obras de construção do primeiro cinema-estúdio do Ribatejo, de que é proprietário Fernando Casimiro. O projecto, modernista, é da autoria do arquitecto Jaime Dias de Azevedo, e a direcção do engenheiro Martins Vasco.
Em Fevereiro de 1974, comemora-se o 50º aniversário da Escola Comercial Municipal de Rio Maior. Estão concluídos o pavilhão gimno-desportivo e a nova sede da Casa do Povo de Rio Maior.
A 7 de Abril, o Cardeal Patriarca de Lisboa, D. António Ribeiro, visita a vila de Rio Maior.
O Almirante Américo Tomaz, Presidente da República, anuncia-se em em Fevereiro desse ano, visitará o Ribatejo: no dia 27 de Abril, Tomar; e no dia 28 de Abril, Rio Maior. Na vila, fazem-se preparativos mas a visita não se efectua pois o regime marcelista é derrubado a 25 de Abril de 1974. Nos jornais de 24, ainda se noticiam essas visitas.

O fim do Estado Novo, da ditadura de Salazar e Caetano, a 25 de Abril de 1974, é festejado em todo o concelho. Os elementos da Câmara Municipal estão demissionários mas mantêm-se até à eleição da nova Comissão Administrativa que, em Junho, toma posse no Governo Civil de Santarém. A 1 de Maio, Rio Maior manifestou exuberantemente o seu apoio ao triunfante movimento dos capitães e saúda a Junta de Salvação Nacional e o general António Spínola.
Eleita em assembleia popular, a Comissão Administrativa do Município de Rio Maior, tem a seguinte constituição: Presidente, Alberto Santos Goucha; vogais, José da Silva Pulquério, Mário Lopes Goucha, Arlindo Ferreira Santos e dr. Francisco Bergstrom Barbosa. Em Junho de 1974, esta Comissão toma posse, no Governo Civil de Santarém, no mesmo dia das de Santarém e Torres Novas. Curioso. Do acto de posse foram testemunhas, Armando Pulquério e Fernando Duarte, dois elementos do jornalismo regional.
A 24 de Julho de 1974 é impresso na tipografia de Rio Maior o nº 2.000 de Diário do Ribatejo. A 1 a 8 de Setembro, a Grande Feira realiza-se no novo clima de liberdade que se vive no país. ...
(...)
Em Dezembro comemora-se o 88º aniversário da Associação dos bombeiros Voluntários de Rio Maior e o Governador Civil desloca-se ao concelho para inaugurar a luz eléctrica em algumas das últimas povoações rurais que ainda a não possuíam.
Em Janeiro de 1975, iniciam-se, no Concelho de Rio Maior, as sessões de esclarecimento político dos vários partidos. ...
(...)
As eleições para os deputados à Assembleia Constituinte, em 25 de Abril de 1975, são, no concelho de Rio Maior, favoráveis sobretudo ao Partido Socialista e ao Partido Popular Democrático. Na vila, constituíram-se núcleos dos principais partidos. O concelho regista 13.586 eleitores.
(...)
A 13 de Julho de 1975, incidentes graves têm lugar em Rio Maior. Agricultores assaltam e destroiem, na vila, as sedes do Partido Comunista Português, na rua D. Fernando, e da Frente Socialista Popular, na rua D. Afonso Henriques. O Largo e a zona do Parque estão apinhadas de gente, irada contra os comunistas, vinda de todas as partes do concelho. Sucessivas edições de Diário do Ribatejo esgotam-se devido à objectividade da informação acerca do caso de Rio Maior. O povo diz que a Imprensa de Lisboa está manipulada pelos comunistas. Nos dias imediatos, milhares de exemplares do Diário de Lisboa e do Diário Popular, são rasgados no Largo. Forte dispositivo militar e da G.N.R. intervem. O Governador Civil desloca-se a Rio Maior. O clima é tenso e o povo não aceita a acusação de reaccionarismo. Fugitivos da prisão de Alcoentre foram capturados pela G.N.R. de Rio Maior. Na vila, gera-se uma hostilidade ao P.C.P. que se alarga a todo o país e cujos ecos chegam ao estrangeiro.
Em Agosto de 1975, Mário Soares fala num comício em Rio Maior. No mesmo mês, piquetes de vigilância interceptam, na vila, uma caravana de automóveis que, com armas, se dirigia a Leiria.
O dr. Francisco Bergstrom Barbosa demite-se da Comissão Administrativa do Município. (...)
Nos primeiros dias de Setembro, realiza-se a Grande Feira e o P.C.P. e o MDP/CDE afirmam que o ELP tem forte implantação no concelho de Rio Maior.
Um movimento de pequenos e médios agricultores, que hostiliza a reforma agrária e a ocupação selvagem de propriedades, converge para Rio maior, como centro de reivindicação. Rio Maior contesta a reforma agrária. Em Santarém após um encontro de agricultores, geram-se incidentes graves com camponeses convocados e que provoca mortes.
A 24 de Novembro de 1975 mais de 25.000 pessoas assistem em Rio Maior, a um plenário de pequenos e médios agricultores anti comunistas, reunião de significado histórico, comentada nacional e internacionalmente.
De 24 para 25 de Novembro de 1975 erguem-se barricadas em Rio Maior e durante horas é vedado o acesso a Lisboa. Uma revolução militar de esquerda saída na precipitação provocada pela tomada de posição de Rio Maior, é abafada pelas forças fiéis ao Governo do almirante Pinheiro de Azevedo.
Em Rio Maior é criada a CAP – Confederação Nacional de Agricultores.
(...)
Enquanto tudo isto se passa ainda sem proporcionar uma adequada perspectiva histórica ao estudioso, que só o tempo facultará, para um julgamento objectivo, os factos aqui ficam relatados com isenção. E uma coisa é certa – de um ponto de vista da história regional – na Câmara Municipal de Rio Maior há um notório esforço de dinamização, em situações nem sempre fáceis, mas Rio Maior caminha, confiante, no progresso do país novo e democrático criado pelo Movimento do 25 de Abril.”


terça-feira, 22 de abril de 2014

Bem Vindo a Ribeira de Santo André




Na entrada da Ribeira de Santo André, em Asseiceira, existe este painel de azulejos que dá as boas vindas a quem por aqui passa.
O painel fica mesmo junto ao largo 25 de Abril que foi recentemente requalificado.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Parque Infantil em Malaqueijo


Este parque infantil situa-se no local de Casais da Própria em Malaqueijo. Mais propriamente na Rua do Barreiro.
O parque foi realizado pela Junta de Freguesia de Malaqueijo, num terreno cedido por António Montez.

O parque tem equipamento de diversão antigo e piso em areia. A inauguração ocorreu a 6 de novembro de 1999.


Ao entrar neste parque recordei de uma forma muito presente a minha juventude numa altura em que remodelaram o parque infantil da minha terra de origem e apareceram com esta novidade de diversões metálicas todas bonitas. Tempos nostálgicos em que se partiam dentes e rachavam cabeças, mas ninguém reclamava e... éramos felizes.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Moinhos de Vento em Azambujeira


Azambujeira possui vários antigos moinhos de vento.

O primeiro que aqui descrevo encontra-se em Alfouvés, entre a Estrada das Encostas e a Rua dos Moinhos.
Mesmo estando em ruína, apresenta toda a sua imponência.



O segundo moinho encontra-se logo ao lado, o Moinho do Guedes.
Este moinho foi transformado em habitação.



O terceiro moinho encontra-se à entrada da povoação de Azambujeira, junto ao campo de futebol, na Rua Cidade de Rio Maior.
Este moinho também foi transformado em habitação.

O quarto moinho encontra-se uns metros mais à frente, seguindo pela mesma estrada e encontra-se em ruínas.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Forno de Cal em Malaqueijo.



Em Malaqueijo existe um Forno de Cal precisamente na rua do forno.
Este forno encontra-se atualmente junto a habitações.
Claro que o forno já se encontra adulterado, mas lá está ele para lembrar que em tempos não muito remotos a cal era o ganha-pão de várias famílias de Malaqueijo.



Não muito longe deste lugar existe um outro forno sobre o qual pode saber mais em: 

terça-feira, 25 de março de 2014

Jardim em Asseiceira



Jardim em Asseiceira

Mesmo junto ao edifício da Junta de Freguesia de Asseiceira, existe um agradável jardim.
Este jardim, fica na interceção da Rua da Escola com a Rua 16 de Maio. O nome desta última rua deve-se à data da primeira aparição Mariana que ocorreu em Asseiceira com o vidente Carlos Delgado. Ver o artigo http://rio-maior-cidadania.blogspot.pt/2010/01/aparicao-mariana-em-asseiceira.html.

Neste jardim que possui vários bancos, mesa e sombra para proporcionar uns bons momentos de descanso, domina o parque infantil. Este parque para crianças entre os 3 e os 12 anos tem piso sintético e é constituído por um escorrega, baloiços e um brinquedo de mola.


Num dos cantos do parque existe uma pequena fonte e uma pedra alusiva a uma Escola-Oficina de Calçada Portuguesa que decorreu em Asseiceira entre 4 de Junho de 2001 e 14 de Junho de 2002 com o apoio do IEFP.

Mesmo ao lado encontram-se as Instalações Desportivas inauguradas no dia 25 de Abril de 2007 com a presença do Presidente da Câmara de Rio Maior, Silvino Sequeira e do Presidente da Junta de Freguesia de Asseiceira, Augusto Figueiredo.

A fazer fronteira com estes dois equipamentos existe a Escola Básica do 1º Ciclo.
Esta escola foi inaugurada em 1958 e sofreu obras de ampliação que foram inauguradas a 25 de Abril de 2007. Integrada neste complexo escolar existe uma Biblioteca Escolar que tem a parceria do Agrupamento Marinhas do Sal, da Câmara Municipal de Rio Maior, da Direção Regional de Educação de Lisboa e da Junta de Freguesia de Asseiceir.