No meio da Serra dos Candeeiros, agora semeada de aerogeradores, existe um velho moinho que resiste aos novos tempos.
Conhecido como Moinho Velho da Terra Chã, tem agora como companheiro o aerogerador nº 38.
Este Blogue pretende ser um Fórum aberto a todos de modo a criar um espaço comunitário para mostrar o que a nossa terra tem de melhor, mostrar o que está menos bem e ser um ponto de discussão sobre assuntos relacionados com o Concelho de Rio Maior. O único interesse deste espaço é dar uma nova voz positiva a Rio Maior e aos Riomaiorenses não havendo nenhuma motivação ideológica, política ou bairrista.
No meio da Serra dos Candeeiros, agora semeada de aerogeradores, existe um velho moinho que resiste aos novos tempos.
Conhecido como Moinho Velho da Terra Chã, tem agora como companheiro o aerogerador nº 38.
Em São Sebastião, na Rua Fonte do Gorgulho, na interseção com a Estrada da Carvalhosa, temos esta fonte onde o que sobressai é o poço de pedra.
A porta de madeira serve de proteção, evitando que pessoas e animais caiam lá dentro e também evita que pessoas menos civilizadas sujem a água.
Gorgulho, também conhecido como Caruncho, é um pequeno besouro pertencente à superfamília Curculionoidea. Mas o nome desta fonte deve derivar do som que a água faz dentro do poço: água a gorgolhar (brotar aos gorgolões, água a saír em jato).
Os mais idosos conhecem a fonte como Fonte da Gargulha (Gargulha pode ser um tipo de lagarto, Gekko).
Não confundir este poço com outro que existe no outro extremo da mesma rua, que é um poço particular que aproveita outra nascente.
Na Serra dos Candeeiros, junto à lagoa, existe uma pegada de dinossauro gravada numa das pedras desta serra. Esta pedra está junto ao caminho que atravessa a serra.
Em Chãos, numa calçada, existe uma pedra que ao
ser aplicada revelou que trazia gravada uma pegada de dinossauro. Pode saber
mais em:
https://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2012/02/pegada-de-dinossauro-em-chaos.html
Pode saber mais sobre a lagoa da Serra dos
Candeeiros, em:
https://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2010/04/lagoa-na-serra-de-candeeiros.html
Este poço está mesmo ao lado da Igreja Paroquial de Santa Maria Madalena.
Tem a data de 1947
gravada que deve ter sido a data de alguma remodelação.
A picota também conhecida
por cegonha, foi muito utilizada no nosso país e é um aparelho de elevar água
de poços pouco profundos. A introdução deste engenho na Península Ibérica é
atribuída aos árabes.
Foi originalmente
desenvolvida na antiga Mesopotâmia e India antiga, e a primeira referência
conhecida é de um selo de Sargão da Acádia de 3000 AC.
A Picota mais conhecida
em Rio Maior é a que se encontra nas salinas.
A requalificação abrangiu uma extensão de 2,7km, desde a rotunda de acesso à A15 até à interceção com a rua do Matadouro.
Esta era uma obra que
vinha a ser falada e pedida, há mais de 30 anos.
Foi uma obra orçada em
cerca de 6,7 milhões de euros (integra o Programa de Recuperação e Resiliência
- PRR, financiado pela União Europeia) ao que acresce um investimento de cerca
de 3 milhões de euros por parte da Câmara Municipal de Rio Maior.
A via ficou com um troço
de 4 vias de circulação (2 vias em cada sentido) e outros troços de 3 vias
(2+1). Surgiram 4 novas rotundas, de modo a reduzir a velocidade dos veículos e a facilitar o escoamento do tráfego. A faixa de rodagem ficou ladeada por passeios,
ciclovias e percursos mistos. Foi melhorado o sistema de drenagem do pavimento
e reforçado o equipamento de sinalização, balizagem e de segurança. Para os
transportes públicos também foram criadas zonas de paragem fora das vias de
circulação. Foram ainda melhoradas as intersecções de estradas/ruas secundárias
na EN114.
A inauguração das obras aconteceu a 2 de outubro de 2025.
Vamos fazer aqui um breve
resumo histórico:
- Em 2009
No executivo presidido
pelo Dr. Silvino Sequeira foi assinado um protocolo entre o Município e a então
Secretária de Estado dos Transportes Ana Paula Vitorino para a requalificação
da ligação da EN 114 entre Rio Maior e a A15.
- 11 de outubro de 2017
A Infraestruturas de
Portugal anunciou formalmente, em comunicado, o arranque do projeto de
beneficiação da ligação da EN114, no troço Rio Maior – Rotunda de Acesso à A15,
servindo a Zona Industrial de Rio Maior e o Parque de Negócios de Rio Maior.
Nesta altura estava
previsto um investimento total de 2.925.000€.
- 22 de abril de 2022
Foi publicado em Diário
da República o concurso público (5065/2022) para a empreitada de requalificação
da ligação entre a Estrada Nacional 114 e a A15, em Rio Maior, no valor de 6
milhões de euros.
- 03 de novembro de 2022
Foi adjudicada às Construções
Pragosa, SA, pelo ministério das Infraestruturas, a obra de requalificação da
EN 114, no valor de 6.631.902,59€.
O processo das
expropriações estimava-se custar ao município o valor de 1.397.081,67€ para indemnizar 39
proprietários.
- 28 de dezembro de 2023
Tiveram de haver
expropriações. Foram 7 parcelas num total de 733m2 e saiu a 28 de dezembro de
2023 em diário de republica “Declara a utilidade pública com carácter de
urgência da expropriação dos bens imóveis e direitos a eles inerentes
necessários à execução da empreitada da «EN 114 - Ligação da A 15 a Rio Maior -
Requalificação»”.
- 05 de junho de 2024
Inicia-se a obra de
requalificação da EN114 entre a cidade de Rio maior e o acesso à A15.
O auto de consignação da
obra foi assinado, numa cerimónia em que estiveram presentes o Presidente da
Câmara Municipal de Rio Maior, Filipe Santana Dias, Rafael Almeida, das
Infraestruturas de Portugal e Joana Pragosa e José Pires, da construtora
Pragosa.
A duração prevista para a
obra era de 14 meses.
- 02 de outubro de 2025
O geossítio do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros está localizado numa antiga pedreira que deixou visivel uma falha tectónica com importância científica e didática.
Na antiga pedreira explorou-se calcite, que no passado preencheu uma espessa caixa de falha integrada no acidente tectónico Rio Maior – Porto de Mós. Esta falha corta a leste o anticlinal da Serra dos Candeeiros e coloca em contacto rochas calcárias do Jurássico Médio (a oeste) com as do Jurássico Superior (a este).
Observam-se grandes planos de falha com estrias indicadoras de movimentação polifásica.
Os visitantes têm visível toda esta força da natureza que resultou no plano de falha de Vale de Barco. Os visitantes podem também fazer um pequeno percurso circular pelo geoparque. O percurso é seguro e está devidamente vedado, mas não se deve sair do local demarcado pois pode haver o risco de derrocada ou queda.
Existem painéis interpretativos e uma pequena zona de descanso composta por 4 mesas de pedra e respetivos bancos.
A 10 de maio de 2025, foram inaugurados os paineis interpretativos do geossítio do Vale de Barco. Inauguração inserida nas festas da Vila de Alcobertas.
Na inauguração estiverem presentes, o Presidente do Município de Rio Maior, Filipe Santana Dias, o Vereador Miguel Santos, o Diretor Regional da DRCNF – LVT, Carlos Albuquerque, o presidente da Junta de Freguesia de Alcobertas, Tiago Martins, entre outras individualidades e instituições.
Mas este é um projeto que começou há já vários anos:
- Em 2019, a Junta de Freguesia de Alcobertas iniciou os trabalhos de recuperação paisagística com o apoio do ICNF, abrangendo mais de 91 mil metros quadrados.
- Preparação do terreno por forma ao enchimento do fundo da pedreira.
- Colocação de vedações de segurança nas zonas transitáveis para promover a visitação segura do local.
- Execução de um muro ao longo do caminho com pedra seca para impedir a deposição de materiais.
- Florestação com a ajuda das escolas da região, dos escuteiros e das Brigadas de Sapadores Florestais
- Limpeza do pinhal no interior da área recuperada.
- Colocação de painéis interpretativos com conteúdo produzido pelo ICNF.
- Execução do parque de merendas.
Localização: a 1 km do Olho de Água de Alcobertas, Rio Maior.
Coordenadas GPS: 39.436700045270534, -8.906933894018463
Desde 2017 que a Vespa-asiática anda por Rio Maior.
Estes 2 ninhos aqui reportados são visíveis em Ribeira de São João.
Interessa aqui realçar a importância em reportar o avistamento dos ninhos e das vespas de modo a se poder controlar esta praga.
A vespa-asiática (Vespa velutina) é uma espécie de vespa nativa do Sudeste Asiático.
Em Portugal trata-se de uma espécie invasora que constitui uma preocupação séria devido à sua ação predadora que põe em perigo as abelhas autóctones. É uma praga que pode dizimar um enxame das europeias em poucos dias.
A Vespa Velutina chegou à Europa (França) por via marítima, em 2004.
A vespa-asiática disseminou-se muito rapidamente pela Europa e chegou a Portugal em 2011. Em 2017 esta vespa é também identificada em Santarém.
Como identificar uma vespa asiática?
Como identificar um ninho de vespa-asiática?
Existem dois tipos de ninho da vespa-asiática:
- Os embrionários assemelham-se a pequenas esferas, com 5 a 10 centímetros de diâmetro e têm uma abertura no fundo;
- Os ninhos secundários são esféricos ou em forma de pêra, com uma pequena abertura lateral. As suas dimensões são entre 60 e 80 centímetros.
Método de ataque às abelhas?
Espera as abelhas carregadas de pólen junto das colmeias; depois, captura-as e corta-lhes a cabeça, patas e ferrão, para aproveitar o tórax, a parte mais rica em proteínas; por fim, transporta-as para o seu ninho para alimentar as larvas.
O que fazer em caso de avistamento?
- Não tente destruir ou mexer no ninho sozinho: a vespa-asiática pode reagir em grupo.
- Reporte o ninho na ferramenta STOPvespa do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF). Basta preencher o formulário com as informações necessárias e anexar as fotografias da vespa ou do ninho.
- Mantenha distância e evite agitar ou perturbar o local.