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terça-feira, 22 de setembro de 2015

Petróleo em Rio Maior?


Que há petróleo em Rio Maior, não existem dúvidas. Sobre se é rentável extrair esse petróleo, é que existem dúvidas. Pelo menos ao preço atual do crude não é rentável perder tempo sequer para o encontrar.

Os resultados das sondagens são encorajadores e existe a presença de outros fatores necessários para potenciar a comercialização, como haver rochas estáveis e haver a presença de reservatórios naturais subterrâneos.

Em 1996, como tese de doutoramento apresentada à Faculdade de Ciências da universidade do Porto, a Dra. Deolinda Maria dos Santos Flores Marcelo da Fonseca, apresenta o “Estudo Petrológico e Geoquímico dos Carvões da Bacia de Rio Maior”. No entanto o estudo petrográfico dos carvões na Bacia de Lignites e Diatomitos de Rio Maior foi iniciado por Flores em 1987. Uma das conclusões do trabalho é que “Os carvões de Rio Maior apresentam-se como potenciais produtores de hidrocarbonetos gasosos e líquidos”.

Apesar de muito falada, a corrida ao petróleo que teve o seu auge no início da década de 2010, esfriou e agora deixou-se sequer de falar nas prospeções.


História da pesquisa de petróleo em Portugal:

As primeiras sondagens foram efetuadas no início do século XX e junto a ocorrências impregnadas de petróleo que apareceram à superfície.
Em 1938 foi emitido um alvará de concessão para a pesquisa de petróleo nas bacias Lusitânica e do Algarve. Desde 1938 até 1968 realizaram-se 78 sondagens e cerca de 3.264km de reflexão sísmica.
Algumas das sondagens apresentaram indícios para produção sub-comercial.
Entre 1973 e 1979 foram abertos concursos de pesquisa internacionais e já sob a nova legislação do petróleo que dividia as zonas de pesquiza, onshore (em terra) e offshore (no mar), em blocos. Foram realizadas 22 sondagens e 21.237km de reflexão sísmica. Todas as sondagens foram abandonadas, apesar de apresentarem em algumas bons indícios de petróleo. Em duas das sondagens, Moreia-1 e 14 A1, chegaram-se mesmo a produzir pequenas extrações de petróleo em “drillstemtest”.
Em 1978 volta a haver o interesse pela pesquisa onshore e entre 1978 a 2004 foram atribuídas 23 concessões no onshore, 15 concessões no offshore e 1 licença de avaliação prévia para o deep-offshore da bacia do Algarve. Foram efetuadas 28 sondagens e 36.000km de reflexão sísmica.
Em 2005 foram adjudicadas à Repsol-YPF (Espanha) e RWE-Dea (Alemanha) os blocos 13 e 14.
Em 2006 a MohaveOil&GasCorporation era a única companhia a operar em Portugal e descobriu na região de Alcobaça gás e na região de Torres Vedras recuperou óleo, iniciando-se testes de produção.
Em 2007 foram assinados 12 novos contratos de concessão. A 1 de Fevereiro de 2007 criaram-se mais 3 contratos de concessão para o consórcio Hardman/Galp/Partex que a 25 de Março de 2010 passaram para o consórcio Petrobas/Galp. A 18 de Maio de 2007 foram criadas 4 concessões para o consórcio Petrobas/Galp/Partex. A 3 de Agosto de 2007 foram criadas 5 concessões para a empresa MohaveOil&Gas.
Em 2011 a companhia MohaveOil&Gas anuncia um investimento de 49 milhões de euros para encontrar petróleo nas suas concessões (Aljubarrota, Rio Maior, Torres Vedras, Offshore São Pedro de Moel e Offshore Cabo Mondego).
Em Maio de 2014 a MohaveOil&Gas que fazia prospeção de petróleo na Região Oeste de Portugal anunciou o abandono das operações por falta de financiamento.
Em 2014, com a saída da Petrobras dos consórcios, o Governo Nacional decidiu dar mais tempo à Galp para pesquisar petróleo no Alentejo.
Em 2015 a empresa britânica IONIQ Resources afirma ter localizado 6 jazidas de petróleo em Portugal continental, via uma tecnologia que deteta recursos naturais por satélite e que valeriam mais de 43 mil milhões de euros brutos. Esta empresa tentou vender o estudo ao Governo Nacional por 8,2 milhões de euros no qual aparece o petróleo a uma profundidade entre os dois e os três mil metros.
Atualmente a Galp e a Eni continuam a fazer prospeção petrolífera no mar, ao largo do Alentejo.
Para além da procura do Petróleo e do Gás Natural, começa em Portugal a procura pelo combustível ShaleGas. O Shale Gás encontra-se a profundidades entre os 600 e os 3.000 e existem evidências da sua existência no Bombarral, Cadaval e Alenquer.




A Origem do Petróleo:
Existem duas explicações para a formação do petróleo:
  - Biológica, resultado da degradação de matéria orgânica em ambientes redutores a pressão e temperatura elevada.
  - Abiótica, resultado da reação química no interior da terra entre o carbono e metais. A libertação de metano nas zonas de atividade sísmica suporta esta teoria.

História:
O nome Petróleo tem origem nas palavras gregas petra (pedra) e elaion (óleo).
Existem registos do século V D.C. em que na China o petróleo era usado para a produção de sal (para ajudar a evaporar a água), na Pérsia o petróleo era usado para a medicina e para a iluminação e no século VIII D.C. era usado em Bagdad para pavimentar estradas.
A produção de petróleo como é atualmente conhecida começou em 1846 com Abraham Gesner a refinar querosene a partir do carvão, o que levou IgnacyLukasiewicz a fazer o mesmo mas a partir do óleo mineral. A primeira refinaria foi construída em Baku, Azerbaijão, no ano de 1861.

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