Pesquisar neste blogue

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Rio Maior em 1870

Uma imagem da Região de Rio Maior na década de 1870 pode ser retirada dos livros “Chorographia Moderna do Reino de Portugal”

No volume I de 1874 pode-se ver uma descrição da Serra dos Candeeiros e do rio Maior. 


Serra de Alcobertas (das), dos Candieiros ou dos Molianos.— A Oeste da Villa de Alcanede, na Freguezia das Alcobertas (concelho de Rio Maior) mencionam quasi todos os auctores esta serra, que nos parece não ser mais do que o resto das ondulações do terreno na extremidade da grande serrania de Minde, a que o povo da dita Freguezia das Alcobertas deu este nome, e alguns auctores o de serra dos Candieiros ou dos Molianos.
Não é possivel sem temeridade assignar-lhe dimensões, exceptuando a altura que é de 485m. João Baptista de Castro diz haver n'esta serra uma grande concavidade e dentro uma espécie de pedra que parece crystal, muito procurada para embrechados e brutescos. 

Rio Maior — Nasce duas leguas a Oeste de Alcanede: corre ao Sul e depois a S. E. ; passa em Rio Maior (a S. O.) onde tem bella ponte de cantaria : uma legua mais abaixo volta a E. S. E. ; passa uma legua ao Sul de Azambujeira: inclina depois para S. E. até á ponte d'Asseca, passando logo abaixo sob a ponte da via ferrea do norte; e voltando depois para S. S. O. até entrar no canal denominado Valla d' Azambuja, a qual segue quasi parallelamente ao Tejo, onde vae entrar 3 1/2k ao S. de Azambuja.
O curso do rio é de 14 léguas, das quaes 5 no encanamento da valla. 
Affluentes do Rio Maior
- Ribeira de Almoster — Nasce na Freguezia de Cercal, 6k a N. O. de Alcoentre: corre a S. E.; passa 1/2k a N. E. de Alcoentre, e 1/2l mais abaixo muda a direcção geral para E. N. E.: passa 1k ao S. de Alcoentrinho, em Almoster (a Oeste) e 1/2l mais abaixo entra no Rio Maior, com 6 leguas de curso.
 Tem tres pontes de madeira e uma de cantaria.
- Ribeira das Alcobertas ou de Calhariz.— Nasce na Freguezia das Alcobertas a Oeste de Alcanede: corre a S. E.; passa 1k a Este da Villa da Azambujeira, e logo entra no rio Maior com 5 leguas de curso. 

No volume IV de 1876 consegue-se uma descrição do Concelho de Rio Maior.

CONCELHO DE RIO MAIOR PATRIARCHADO COMARCA DE SANTAREM

ALCOBERTAS (1)
Antiga Freguezia de Santa Maria Magdalena no Logar de Alcobertas, curato da apresentação dos freguezes, no Termo da Villa de Alcanede. 
Em 1840 pertencia esta Freguezia ao concelho de Alcanede, extincta pelo decreto de 24 de outubro de 1855, pelo qual passou ao de Rio Maior.
Está situado o Logar das Alcobertas em valle, na serra das Alcobertas ou dos Candieiros. 
Tem estrada para Rio Maior.
Dista de Rio Maior 12k para N. N. E. 
Comprehende mais esta Freguezia os logares de Feira ou Teira, Portella, Chans, Casaes dos Monizes, Sourons ou Serões, Alqueidão Velho; e os casaes de Val de Feira ou Val de Teira, Fonte Longa, da Velha, Cadouço, Ribeira de Baixo, Ribeira de Cima.
Vem mencionados em Carvalho, além do Logar das Alcobertas com uma ermida do Espirito Santo, os logares de Sourões com uma dita de Santo Amaro, e Alqueidão Velho com uma dita de S. Lourenço. 

População segundo a Chorographia de Carvalho
População segundo a Chorographia de Almeida 207 fogos 
População segundo Estatistica Parochial 212 fogos; 840 habitantes
População segundo Estatistica Civil 870 habitantes 
Recolhe milho, trigo, cevada e vinho.

ARRUDA DOS PISÕES (2)
Antiga Freguezia de S. Gregorio, vigaria e commenda da ordem de Aviz, sendo a apresentação da mesa da Consciencia em freire professo da mesma ordem (na Estatistica Parochial vem a apresentação do Marquez de Niza), no Termo da Villa de Santarem. 
Está situado o Logar de Arruda dos Pizões em valle junto á ribeira das Alcobertas. Dista de Rio Maior (para onde tem estrada) 11k para E. S. E.
Comprehende mais esta Freguezia os casaes da Boa Vista e Bréjo. 
Vem mencionados no Diccionario Geographico Manuscripto os Iogares de Pizões e Boa Vista.

População segundo a Chorographia de Almeida 40 fogos
População segundo Estatistica Parochial 52 fogos; 200 habitantes 
População segundo Estatistica Civil 220 habitantes
AZAMBUJEIRA (3)
Antiga Villa d'Azambujeira, na antiga comarca de Santarem. Donatario o Conde de Soure.
Está situada em um monte entre o rio Maior e a ribeira das Alcobertas ou de Calhariz, 1/2k a O. N. O. da margem esquerda do dito rio Maior,11k a O. N. O. da margem direita do Tejo.
Dista de Rio Maior (para onde tem estrada) 18k para S. E. 
Tem uma só Freguezia da invocação de Nossa Senhora do Rozario, vigaria da apresentação do arcebispo de Lisboa, segundo Carvalho, da apresentação do Conde de Soure, Diccionario Geographico Manuscripto e Estatistica Parochial.
Comprehende esta Freguezia, além da Villa, os logarees de Alfouves, Calhariz; os casaes de Boa Vista, Tagoeiro (Tegarrejo no mappa topographico) de Cima, Tagoeiro de Baixo, Casalinho, Regato, Casal das Figueiras, Freixial; e a quinta do Carvalhal de Baixo. 
Vem mencionado em Carvalho o Logar de Affouves.

População segundo a Chorographia de Carvalho 40 fogos 
População segundo a Chorographia de Almeida 86 fogos
População segundo Estatistica Parochial 100 fogos; 398 habitantes 
População segundo Estatistica Civil 392 habitantes
É abundante de trigo, milho, centeio, legumes, vinho, gado e caça. 
D. João IV elevou á categoria de Villa, em 1654, o antigo Logar de Azambujeira que pertencia n'esse tempo á Freguezia de S. João da Ribeira, do Termo de Santarem; e a doou a Lourenço Pires de Carvalho, provedor das obras e paços reaes, e depois em virtude de casamento da unica herdeira veiu a passar á casa dos Conde de Soure.
O nome de Azambujeira deve-o ao grande numero de zambujos ou azambujos, como alguns diziam, que ha pelos seus contornos. 

FRAGOAS (4)
Antiga Freguezia de Santo Antonio de Fragoas, capellania da ordem de Aviz pertencente á commarca de Alcanede, no Termo d'esta Villa 
Em 1840 pertencia esta Freguezia ao concelho de Alcanede, extincto pelo decreto de 24 de outubro de 1855, pelo qual passou ao de Rio Maior.
Está situado o Local de Fragoas na margem esqueda da ribeira das Alcobertas, na estrada de Alcanede para Rio Maior. Dista de Rio Maior duas leguas para N. E. 
Comprehende mais esta Freguezia os logares de Cabos, Carvalhões ou Carvalhaes, Ribeira das Fragoas, Ribeira dos Moinhos; os casaes de Povoas, Dourado, Rouxinol, Azenha, Moraxico; e as quintas de Mamposteiro e Ortiga.
Vem mencionados em Carvalho, além do Logar de Fragoas séde da egreja parochial, os logares de Cabos com uma ermida de S. Sebastião, Carvalhos com uma dita de S. Gregorio. 
Tambem ali havia em um ermo, e muito distante da Freguezia, uma ermida de S. Miguel que em tempos remotos foi parochia.

População segundo a Chorographia de Almeida 144 fogos
População segundo Estatistica Parochial 140 fogos; 536 habitantes 
População segundo Estatistica Civil 581 habitantes
Tem feira a 29 de setembro que dura 3 dias. 

OUTEIRO DA CORTIÇADA (5)
Antiga Freguezia de Nossa Senhora da Ribeira da Cortiçada, curato da apresentação do parocho da Freguezia de Abitureiras, do Termo de Santarem ao qual também pertencia esta Freguezia de Nossa Senhora da Ribeira, que hoje chamam do Outeiro da Cortiçada por comprehender o Logar do Outeiro, que parece pertencia em 1708 á Freguezia de Santa Maria de Almoster.
Está situado o Logar do Outeiro na margem direita da ribeira das Alcobertas. Dista de Rio Maior (para onde tem estrada) 11k para Este. 
Comprehende mais esta Freguezia os logares de Val de Marinhas, Correias; os casaes Alto, da Raposa, da Cortiçada; e a quinta do Cubo.

População segundo a Chorographia de Carvalho 134 fogos 
População segundo a Chorographia de Almeida 95 fogos
População segundo Estatistica Parochial 108 fogos; 414 habitantes 
População segundo Estatistica Civil 411 habitantes
A egreja parochial está mais de 1/2k a Este do Logar do Outeiro, além da ribeira e proxima ao casal da Cortiçada. 

RIBEIRA (S. JOÃO DA) (6)
Antiga Freguezia de S. João Baptista da Ribeira, vigaria da apresentação do convento de S. João Evangelista (Loios) de Santarem, no Termo da Villa Hoje é priorado 
Está situado o Logar de S. João da Ribeira na margem esquerda do rio Maior.
Dista de Rio Maior (para onde tem estrada) 12k para S. E. 
Por decreto de 3 janeiro de 1847 foi constituido este Logar cabeça do concelho de Rio Maior. 
Ignoramos a data do decreto que invalidou esta disposição.
Comprehende mais esta Freguezia os logares de Marmelleira (grande Logar segundo o mappa topographico), Assentis, Arrouquellas, Malaqueijo, Quintas; os casaes de Ventuzella, Ribeira; as quintas de S. Jurge, Ferraria, Santa Barbara, Lagarata ou Escagarata, Angustias, Seabra; e as Habitações Isoladas de Bairro, Miguel ou Antonio Miguel, Amieira, Curiosa, Brejo, Val de Barcos, Frazoas, Charneca.
Vem mencionados em Carvalho, além do Logar de S. João Baptista da Ribeira, séde da egreja, os logares de Malhaqueijo, Marmeleira, Assentis, Arrouquella, cada um com sua ermida. 

População segundo a Chorographia de Carvalho 300 fogos
População segundo Estatistica Parochial 601 fogos; 2201 habitantes 
População segundo Estatistica Civil 2542 habitantes


RIO MAIOR (7)
Antiga Freguezia de Nossa Senhora da Conceição no Logar de Rio
Maior, priorado da ordem de Aviz, da apresentação da Mesa da Consciencia, no Termo de Santarem, que posteriormente a 1708 foi elevado á categoria de Villa, e hoje é cabeça do actual concelho de Rio Maior. 
Está situada a Villa entre duas ribeiras que juntando-se formam o chamado Rio Maior.
Tem estradas reaes para Alcoentre e para a real das Caldas a Leiria. 
Dista de Santarem 6l para O. N. O.
Tem uma só Freguezia, que é a supra indicada. 
Comprehende esta Freguezia, além da Villa, os logares de Carraxana ou Escarraxana, Vivenda (Casaes da Vivenda no mappa topographico), Freiria, Assenta, Porta de Teiva, Fonte da Bica, Casal do Callado, Pé da Serra, Lobo Morto, Caniceira, Sidral ou Cidral, Azinheira, Ante-Porta ou Entre-Porta, Bouças, Panasqueira, Asseiceira; os casaes de Abixanas, Valle d'Obidos, Traz da Serra (Casaes da Serra no mappa), Alto da Serra; as quintas de Varzea, S. Paio, Logradouro, Bastilhas, Sobreiros; das Habitações Isoladas de Valles, Ribeira de Cima, Ribeira de Baixo, Val das Laranjas, Chainça.
Segundo o Diccionario Chorographico de José Avellino de Almeida ha para o lado septentrional da Villa uma pequena planicie cercada de pouco elevadas collinas, e no meio um poço empedrado de 25 palmos de profundidade, todo dividido em tanques pertencentes a diversos proprietarios, aonde se fabrica excellente sal, muito superior ao sal marinho; e em outra planicie mais consideravel, no sitio chamado Marinha Velha, é tradição que havia outro semelhante poço, com agua egualmente propria para sal, e que em todo este terreno mostra poder encontrar-se da mesma agua e promover uma industria muito importante; achando-se além d'isso o terreno desaproveitado para a agricultura porque nada produz. 

População segundo a Chorographia de Carvalho 270 fogos
População segundo a Chorographia de Almeida 850 fogos 
População segundo Estatistica Parochial 912 fogos; 3020 habitantes
População segundo Estatistica Civil 3400 habitantes 
Tem feira annual de 3 dias, começando em 15 de setembro.

Tem este concelho : 
Superficie, em hectares 33471
População, habitantes 8416 
Freguezias, segundo a Estatistica Civil 7
Predios, inscriptos na matriz 10229

terça-feira, 2 de abril de 2019

Rio Maior nos mapas desde 1560.

Para saber como as regiões evoluem, nada melhor que analisar os mapas.

Ficam aqui 38 mapas que mostram a região de Rio maior desde 1560.
É interessante verificar:
   - A terra mais significativa de região ora é Rio Maior, Azambujeira, São João da Ribeira ou Fráguas.
   - No início o rio maior ora aparece a desaguar no rio Tejo em Santarém como em Azambuja.
   - A boa densidade populacional pela região.
   - A diversidade da nacionalidade dos autores dos mapas.
   - A precisão dos mapas como é natural vai melhorando com o passar dos anos.

1560 - Mapa de Secco e Ortelius
1590 - Mapa de Quad e Bussemacher
1595 - Mapa de Lambert Andreae
1600 - Mapa de Doetechum, Secco, Mercator e Hondius
1630 - Mapa de Mercator
1640 - Carta da Correição Santarem
1642-1643 - Mapa de Secco e Blaeu
1654 - Mapa de Sanson
1655-1665 - Mapa de Danckerts
1660-1700 - Mapa de Danckerts
1663 - Mapa de Duval
1676 - Mapa de Duval e Michu
1680 - Mapa de Secco e Janssonius
1688-1766 - Mapa de Gilles Robert de Vaugondy
1693-1697 - Mapa de Jaillot e Sanson
1700-1715 - Mapa de Inselin
1710-1800 - Mapa de Weigel, Secco, Vasconcellos e Nonius
1721-1778 - Mapa de Allard, Elliger e Gouwen
1725-1750 - Mapa de Ottens
1751 - Mapa de Robert de Vaugondy e Gilles
1752 - Mapa de Bowen
1758-1826 - Mapa de John Pinkerton
1772 - Mapa de Dury
1775 - Mapa de Zatta
1782 - Mapa de Mentelle
1784 - Mapa de Bellin e Santini
1791 - Mapa de Sotzmann, López, Ramberg, Rizzi-Zannoni, Büsching e Jefferys
1795-1869 - Mapa de Philippe Vandermaelen
1799 - Mapa de P.G. Chanlaire
1800 - Mapa de Güssefeld e López
1800 - Mapa de Homannischen Erben e Güssefeld Franz Ludwig
1800 - Mapa de López
1812 - Mapa de John Stockdale
1829 - Mapa de Hall Sidney
1831 - Mapa da Society for the Diffusion of Useful Knowledge
1835 - Mapa de Fenner Rest.
1883 - Mapa de Letts, Son & Co.
1917 - Carta oficial de Portugal para uso escolar

domingo, 17 de março de 2019

II Torneio Cidade de Rio Maior – Ginástica Acrobática


Está a realizar-se hoje o ‘II Torneio Cidade de Rio Maior – Ginástica Acrobática’.


É importante ver o enorme trabalho que a Académica de Rio Maior está a realizar na modalidade de ginástica acrobática.

Em poucos anos de existência consegue ter atletas masculinos e femininos em quase todos os escalões, encher o Pavilhão de Rio Maior e trazer a Rio Maior 9 conceituados clubes de ginástica com mais de 300 atletas.


terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Subestação Eléctrica de Rio Maior



A Subestação Eléctrica de Rio Maior é um equipamento chave na Rede Nacional de Transporte de Energia Eléctrica pois serve de elo de ligação entre o Norte e o Sul do país e também é um dos pontos importantes no abastecimento à Região de Lisboa. 


A subestação ocupa uma área com cerca de 23 hectares e fica situada perto da localidade de Senhora da Luz, na fronteira entre os concelhos de Rio Maior e de Caldas da Rainha. Apesar de se chamar Subestação Eléctrica de Rio Maior, a instalação está praticamente toda no concelho de Caldas da Rainha. 
A inauguração da subestação ocorreu em 1979 e foi uma das primeiras em Portugal a funcionar em muito alta tensão (400KV) embora também funciona-se nos 60KV e 220KV (tensão normal no transporte de energia eléctrica em alta tensão). Alta tensão é um termo utilizado para identificar as considerações de segurança no sistema de geração, distribuição e utilização de energia eléctrica baseado no valor de tensão eléctrica utilizada e é geralmente caracterizada por carregar um risco substancial de arco eléctrico no ar. Define-se circuitos de alta tensão como aqueles com mais de 1KV em corrente alternada. 


Uma subestação é uma instalação eléctrica de alta potência que contem equipamentos para transmissão, transformação e distribuição de energia eléctrica e ainda equipamentos de protecção e controlo. 
A Subestação Eléctrica de Rio Maior é uma infra-estrutura de transformação e distribuição de energia eléctrica que recebe de unidades de produção, como o Parque Eólico da Serra dos Candeeiros ou a Central Térmica do Pego, em Abrantes e eleva a tensão da electricidade para ser transportada em Alta Tensão ou Muito Alta Tensão para as zonas de consumo. 
A subestação foi muito falada, quando pelas 22 horas e 20 minutos de 9 de Maio de 2000, uma cegonha tocou num cabo de alta tensão junto à subestação de Rio Maior e devido à centralidade desta infra-estrutura metade do país ficou sem electricidade. O “apagão” afectou sobretudo a região da Grande Lisboa e a península de Setúbal. Mas os distritos de Faro, Beja, Évora, Portalegre e Santarém foram também afectados. 


Actualmente a Subestação de Rio Maior é a 7ª maior infra-estrutura deste género na Rede Eléctrica Nacional que é composta por 67 subestações eléctricas. 


Evolução da Rede de Transporte de Energia Eléctrica em Portugal. 
Até à década de 40 do século passado, o sistema eléctrico caracterizava-se por diversos pontos de produção, geralmente térmicos, e redes regionais e locais de distribuição. 
A Companhia Nacional de Electricidade (CNE) foi instituída por escritura pública em 14 de Abril de 1947, cujo objectivo centrava-se no fornecimento de energia aos concessionários da grande distribuição ou consumidores em que o abastecimento directo assim o justificava, recorrendo ao estabelecimento e exploração de linhas de transporte e subestações. 
Foi no dia 17 de Janeiro do ano de 1951 que foi inaugurada a denominada Rede Primária, com a entrada em serviço de um grupo da central de Castelo de Bode ligado a Lisboa. Meses mais tarde entraram em serviço as linhas que interligaram Vila Nova a Ermesinde e Ermesinde ao Zêzere, começando-se deste forma a delinear a Rede de Transporte a 150 KV. 
No ano de 1958 dá-se um facto importante no que era até então a Rede de Transporte com o aparecimento do nível de tensão de 220 KV na linha que unia o Picote a Pereiros. 
A expansão da rede de 220 KV no ano de 1961 assenta na criação de uma segunda linha Vermoim - Picote e na importante ligação à rede europeia nomeadamente, Espanha (Saucelle). Assim, Portugal passou a dispor do apoio eléctrico de Espanha e indirectamente da Europa, que quer por razões de segurança, quer por carências energéticas ou até mesmo por questões económicas, se revelou de grande importância. 
A Subestação de Pereiros em 1958 passou a ser o nó de ligação norte – sul. 
Dadas as dificuldades de previsão de cargas e da impossibilidade de estabelecer percursos para a energia, levou a que no ano de 1964 fosse instalado um analisador de redes. Este permitia antecipar sobrecargas e ter conhecimento dos níveis de tensão nos diversos pontos da rede. Já em 1963 tinha sido instalado um regulador automático de frequência, para que este a mantivesse dentro de intervalos aceitáveis, face à sua importância na qualidade e fiabilidade do serviço prestado. 
A fusão em 1 de Dezembro de 1969 de todas as empresas concessionárias da produção e da Rede de Transporte, deu origem à Companhia Portuguesa de Electricidade (CPE). 
Com a crise petrolífera de 1973 e as alterações no quadro político em 1974/75, motivaram a nacionalização do sector eléctrico em 1975, e posteriormente em 1976, à constituição da Electricidade de Portugal (EDP). 
Em 1976 surge pela primeira vez na Rede de Transporte Nacional uma linha isolada para 400 KV, mas que funcionaria a 220 KV, na ligação Carregado – Setúbal. 
Este período para além das habituais ampliações necessárias em consequência do aumento
dos consumos, contemplou o reforço da produção térmica a sul com a grande central de Setúbal.
No ano de 1979, e dá-se início à exploração do nível de 400 KV. As primeiras subestações a usufruírem deste nível de tensão foram as então criadas subestações de Rio Maior e Palmela que entraram em serviço neste ano.
Chega-se a 1985 com o País dividido em termos energéticos entre Norte e Sul. Esta divisão do País com a produção, hídrica a norte e térmica a sul, conduz à transferência para a subestação de Rio Maior da forte interligação destas duas zonas, que antes se encontrava em Pereiros. De referir que o sul de Portugal não possuía ligações eléctricas a Espanha. Pereiros não poderá funcionar como reserva de Rio Maior face à quantidade de energia em jogo. 
A partir do ano de 1987 passa-se a possuir uma “auto-estrada” energética entre Sines e Riba D’Ave a 400 KV, reforçada no ano de 1990.
Em 1994 a REN se desagrega da EDP, ficando esta apenas com 30% do seu capital, e se constitui no operador único de transporte de energia eléctrica que hoje existe.
A rede de transporte de energia eléctrica está em constante desenvolvimento e tem sido alvo de abultados investimentos para melhorar a qualidade do serviço e se ir adaptando aos novos tipos de fornecedores e consumidores de energia.


Rio Maior já possuiu uma Central Hidroeléctrica, inaugurada em 1928. Pode saber mais em: 
Rio Maior já possuiu uma Central Térmica na década de 30 do século passado. Pode saber mais em: 
Rio Maior possui um grande Parque Eólico. Pode saber mais em: