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domingo, 22 de outubro de 2017

Oratório em Vale-Teira



Em Vale-Teira, Alcobertas,  existe este marco em forma de oratório em memória da passagem da imagem de Nossa Senhora da Conceição pela terra.
Mostra da devoção religiosa deste povo.

Gravado na pedra, pode-se ler:
Avé Maria 
Oferecido pelo povo de Vale-Teira recordando a passagem da imagem peregrina de Nossa Senhora da Conceição. 
A.D. 2000”.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Fonte do Pote em Arrouquelas


No passado dia 23 de Setembro, foram inaugurados os arranjos na zona envolvente à Fonte do Pote em Arrouquelas.
O antigo lavadouro público foi demolido e no seu lugar apareceu um espaço que torna o acesso à fonte mais fácil e convidativo.
Toda a zona foi revestida por calçada e o acesso a um pequeno ribeiro que passa nas traseiras levou um muro o que torna toda a área mais segura.Foram instalados bancos, uma bica de água potável e várias árvores e arbustos foram plantados.
Foi criado mais um ponto de interesse que é a simulação de um lavadouro por baixo de uma pérgula de madeira.
Sendo a Fonte do Pote uma fonte de mergulho a água para o lavadouro vem da bacia hidrográfica que existe por baixo dele e é puxada com um auxilio de uma bomba eléctrica.
Uma das curiosidades da fonte é que apesar da fonte possuir um cano que aparentemente serve para a água sair, por aí nunca passou nenhuma água, pois esta é uma fonte de mergulho.

No dia da inauguração que contou com a presença do Presidente da Junta de Freguesia e da Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, entre outros, houve uma recriação das antigas lavadouras.
Este é mais um espaço de lazer para ser usado pelos arrouquelenses e todos que aqui queiram vir.




 

Pode saber mais sobre o antigo lavadouro em:
http://rio-maior-cidadania.blogspot.pt/2011/10/lavadouro-publico-em-arrouquelas.html
Pode saber mais sobre a fonte do pote em:
http://rio-maior-cidadania.blogspot.pt/2010/02/fontes-de-arrouquelas.html

domingo, 1 de outubro de 2017

Resultados das Autárquicas 2017

Rio Maior votou e os resultados foram os seguintes:

Para a Câmara Municipal de Rio Maior
Para a Assembleia Municipal de Rio Maior
Para as diversas Juntas de Freguesia


Rio Maior esteve de parabéns pela participação cívica e democrática aqui ocorrida.
Resta dizer que a abstenção esteve nos 42,1%

Eleições Autárquicas 2017

O Voto é um direito e um dever cívico.

Votar é um ato de cidadania. 
Votar é um ato que permite aos cidadãos participar activamente na vida política do país escolhendo os seus representantes através das escolhas da maioria. 
Ao não votar estamos a deixar que os outros escolham o destino da nossa região sem termos uma palavra a dar. 
Vamos votar e escolher em consciência aqueles que pensamos poder servir melhor Rio Maior e as suas freguesias.


segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Miradouro das 3 regiões em Vila da Marmeleira.


Este simples, mas bonito miradouro encontra-se na Vila da Marmeleira.

O miradouro encontra-se num promontório onde se encontram 3 regiões: Vila da Marmeleira, Assentiz e São João da Ribeira. Deste local consegue-se observar ao longe Arrouquelas.
O pôr-do-sol visto deste local é muito bonito.
A mesa e os bancos corridos convidam a uma permanência para um descanso no meio da natureza.
Deveria de se arranjar a cobertura pois esta ameaça ruir.

A localização mais precisa do miradouro é 39°16'14.7"N 8°51'53.5"W.

domingo, 20 de agosto de 2017

7 Maravilhas das Aldeias de Portugal - Salinas da Fonte da Bica



É hoje a eleição para a final das 7 Maravilhas das Aldeias de Portugal e a Aldeia das Salinas da Fonte da Bica (Rio Maior) conta consigo.


Para ajudar a Aldeia das Salinas da Fonte da Bica a passar à final deve ligar 760107001 até perto das 23:00 de hoje.
A chamada tem um custo de 0,60€+iva. Se quiser e puder deve telefonar para ajudar a promover as salinas e a região.

Mas o que é que a Aldeia das Salinas da Fonte da Bica tem de especial?
A povoação encontra-se na zona das maiores salinas de interior da Península Ibérica, no sopé da Serra dos Candeeiros e já era explorada desde o tempo dos romanos havendo documentos escritos de 1177. Possui casas em madeiras praticamente intactas com designe e fechaduras únicas. As técnicas ancestrais usadas para a produção de sal ainda podem ser apreciadas no local bem como a memória do local onde os homens saciavam a sede após longas horas de árduo trabalho, a ‘Taverna do Salineiro’ e as ‘Réguas de Escrita’. O Ecomuseu Salinas de Rio Maior recebeu em 2012 o prémio Geoconservação. Na Aldeia das Salinas da Fonte da Bica são organizados vários eventos como o acampamento ‘Sal e Templários’, ‘Aldeia Natal’, Recriação Etnográfica e Histórica da Produção de Sal e o concurso ‘Melhor Monte de Sal da Eira’.
Pode saber mais sobre as salinas nos vários artigos realizados neste bolog: 







A 7Maravilhas ® tem desde 2007 divulgado os valores positivos da identidade Nacional.
Em 2007 foram as 7 Maravilhas de Portugal, em 2009 as Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo, em 2010 as Maravilhas Naturais de Portugal, em 2011 as Maravilhas da Gastronomia, em 2012 as Maravilhas Praias de Portugal e agora em 2017 são as Maravilhas de Portugal Aldeias.

De um total de 446 candidaturas apresentadas, a 7Maravilhas® apurou 332 para o concurso Maravilhas de Portugal. O centro de Portugal teve o maior número de candidaturas apuradas, num total de 159. A 7 de Abril deste ano, um painel de especialistas apurou as 49 pré-finalistas, divididas por 7 categorias: Aldeias Monumento; Aldeias de Mar; Aldeias Ribeirinhas; Aldeias Rurais; Aldeias Remotas; Aldeias Autênticas e Aldeias em Áreas Protegidas.
As Salinas de Fonte da Bica concorrem na categoria de Aldeias em Áreas Protegidas e concorrem com Bordeira, Chão da Ribeira, Lindoso, Penedo, Rio de Onor e São Lourenço.


Da votação de hoje, vão ser seleccionadas 2 aldeias que se juntaram às outras já escolhidas para a grande final do dia 3 de Setembro de 2017. 
As aldeias já apuradas são: Monsanto, Monsaraz, Azenhas do Mar, Fajã dos Cubres, Dornes, Santa Clara-A-Velha, Paderne, Sistelo, Piódão, Castro Laboreiro, Castelo Rodrigo e Podence.

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A votação terminou e a Aldeia das Salinas da Fonte da Bica não passou à final.  Passou Lindoso e Rio de Onor.
Só por participar, as Salinas de Rio Maior, tiveram uma enorme projecção e reconhecimento das suas potencialidades turísticas. Agora tem que se aproveitar o momento e continuar o trabalho de recuperação do espaço e promoção do mesmo.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Rio Maior fora do PAEL


Desta vez, estar fora é bom pois significa que Rio Maior conseguiu sair do vermelho quanto a dívidas, deixando de ser considerado que possui divida em excesso.

A 31 de Agosto de 2012, criou-se o Programa de Apoio à Economia Local (PAEL), estabelecendo um regime excepcional e transitório de concessão de crédito aos municípios, permitindo a execução de um plano de ajustamento financeiro municipal para a concretização de um cenário de equilíbrio financeiro e para a regularização do pagamento das dívidas dos municípios vencidas há mais de 90 dias.
Rio Maior teve de entrar neste plano o que trouxe restrições orçamentais. Com o PAEL os municípios devedores ficam obrigados a fazerem um plano de ajustamento financeiro e sujeitos a um regime transitório de concessão de crédito. Este regime limita e obriga a critérios de racionalidade na gestão da despesa corrente, de forma a aumentar as receitas.

No início de 2016 estavam endividados em excesso 79 municípios, todos eles sujeitos à aplicação do PAEL. No final de 2016, 57 municípios conseguiram cumprir com os limites de dívida, havendo assim 22 municípios que permanecem com dívidas excessivas.
No Distrito de Santarém, Rio Maior, Chamusca, Ourém, Sardoal, Torres Novas e Barquinha, estavam sujeitos ao PAEL mas conseguiram cumprir com o limite da dívida acordado. Santarém e Cartaxo apesar de também estarem sujeitos ao PAEL não conseguiram cumprir com o limite acordado de dívida. Sempre que os municípios sujeitos ao PAEL não cumpram as regras, o Governo passa a reter as verbas prevista ao nível das transferências do Orçamento de Estado. Essas verbas passam a ser usadas para financiar o Fundo de Regularização Municipal.

O limite de dívida de cada concelho (a partir de 2014) é variável e igual ao valor que se obtém ao multiplicar por 1,5 a média da “receita corrente líquida” que o respectivo município obteve nos três anos anteriores.


Pode-se ver um resumo financeiro de Rio Maior, com os dados retirados da página da Direção-Geral das Autarquias Locais.

- Em 2009 Rio Maior recorreu ao Programa de Regularização Extraordinária de Dívidas do Estado (PREDE). Pode-se financiar com 521.012€ do Estado e 631.519€ duma Instituição de crédito.

- Os prazos médios de pagamento também têm vindo a ser reduzidos
31/12/2015         101 dias
31/03/2016         93 dias
30/06/2016         78 dias
30/09/2016         64 dias
31/12/2016         45 dias

- Receitas e dívidas do Município de Rio Maior
2007      Limite dívida                   12.851.976€ 
              Total dívida                      17.388.047€ 
              Receita Corrente              ---
2008      Limite dívida                   12.843.938€ 
              Total dívida                      14.776.371€ 
              Receita Corrente              ---
2009      Limite dívida                   12.524.245€ 
              Total dívida                      19.793.634€ 
              Receita Corrente              ---
2010      Limite dívida                   13.068.417€ 
              Total dívida                      17.678.760€ 
              Receita Corrente              ---
2011      Limite dívida                   6.714.997€ 
              Total dívida                      16.781.135€ 
              Receita Corrente             13.967.081€
2012      Limite dívida                   6.674.831€ 
              Total dívida                      14.875.300€ 
              Receita Corrente             14.001.376€
2013      Limite dívida                   6.674.831€ 
              Total dívida                      12.539.069€ 
              Receita Corrente             14.707.596€
2014      Limite dívida                   21.338.027€ 
              Total dívida                      18.990.114€ 
              Receita Corrente             14.890.964€
2015      Limite dívida                   21.799.968€ 
              Total dívida                      16.424.581€ 
              Receita Corrente             15.736.822€
2016      Limite dívida                   22.667.691€ 
              Total dívida                      --- 
              Receita Corrente             16.922.207€
2017      Limite dívida                   23.774.996€ 
              Total dívida                     --- 
              Receita Corrente             ---

O objectivo de apresentar estes dados é puramente informativo. É sem intenção qualquer eventual erro de transcrição ou interpretação.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Ponte sobre a ribeira de Freiria em Azambujeira.


No dia 10 de Novembro de 2015 começaram as obras substituição da ponte metálica sobre a ribeira da Freiria, localizada na EN114-2 em Rio Maior.

Esta obra teve como objectivo a substituição da ponte metálica por outra em betão e a construção dos respectivos acessos marginais à nova travessia, adequando o traçado da EN114-2 numa extensão de cerca de 300 metros. Com a obra solucionou-se as restrições à circulação existentes na altura, beneficiando a segurança rodoviária mas também das condições de mobilidade e acessibilidade das pessoas e empresas da região.

Os trabalhos foram divididos por duas fases. Numa primeira fase foi realizada a construção da ponte sobre a ribeira de Freiria e respectivos acessos. Na segunda fase e já após a abertura ao tráfego desta nova travessia, deu-se início à obra de desmantelamento da ponte metálica.
A nova Ponte sobre a ribeira da Freiria tem uma extensão de 50 metros, possuindo 2 vãos de 25 metros cada, com apoio central no leito da ribeira. A largura total é de 14,1 metros, com faixa de rodagem de 10 metros e passeios de 1,5 metros de largura útil. Esta obra representou um investimento superior a 640 mil euros e teve um prazo de execução de 270 dias.

Em Novembro de 2016 já as obras estavam terminadas.


Esta obra era necessária e seguiu o mesmo plano que foi realizado em 2010 para a obra na ponte do Barbancho. O artigo pode ser consultado em: 


Pena é ambas as pontes metálicas terem sido destruídas.
Neste caso é uma ponte histórica de 1876 que simplesmente se destruiu.
Pode saber mais sobre esta ponte em:

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Plantação de Eucaliptos no Areeiro de Rio Maior


O assoreamento da zona dos areeiros em Rio Maior continua, mesmo em frente às Piscinas Municipais. Agora estão a ser plantados também eucaliptos.

A 13 de Maio de 2014 o Movimento Cívico Ar Puro já denunciava esta acção, como pode ler no seguinte artigo:
http://movimentoarpuro.blogspot.pt/2014/05/movimento-ar-puro-questiona-situacao.html
A 7 de Julho de 2014 a Câmara Municipal de Rio Maior faz um comunicado público sobre a situação que pode ser consultado em: 
A 5 de Julho de 2015 o Blog Cidadania RM expõem o caso num artigo que pode ser consultado em: 

Muitos artigos foram escritos sobre este assunto, mas o assoreamento continua e agora com a plantação de eucaliptos.
É natural haverem questões sobre as reais intenções na realização desta enorme movimentação de terras que tantos recursos tem empregado durante tantos anos. Não parece ser viável fazer tamanha empreitada só para plantar eucaliptos numa zona central de Rio Maior.
Os eucaliptos podem ser bons pois as suas raízes estabilizam o terreno. A estabilização dos terrenos será útil para uma posterior possível edificação.

É muito estranho tudo o que se está a passar nesta zona. Relembro as espécies de rápido crescimento, concretamente as do género Eucalyptus, Acacia e Populus, estão sujeitas a restrições de uso e ocupação, devendo cumprir as condições definidas na Portaria n.º 528/89, de 11 de Julho.
Está neste momento também em apreciação na Assembleia da República um diploma que restringe ainda mais a plantação de eucaliptos conforme se pode ler no Jornal de Negócios, de 11 de Abril de 2017:
 
Plantar eucalipto pode dar multas até 37 mil euros.
O diploma, que já foi enviado ao Parlamento, determina que "não são permitidas as acções de arborização com espécies do género ‘eucaliptus’", prevendo-se que a rearborização com esta espécie "só é permitida quando a ocupação anterior constitua um povoamento puro ou misto dominante". A legislação do Executivo possibilita acções de arborização com eucaliptos mas desde que, cumulativamente, se cumpram duas condições: se realizem em áreas não agrícolas, de aptidão florestal; e resultem de projectos de compensação, relativos à eliminação de povoamentos de eucalipto de igual área (...) com preparação do terreno que permita uso agrícola, pecuário e florestal com espécies que não o eucalipto. 

Devido à localização do projecto, ao volume de obra realizada, à duração da empreitada e a tudo o que já foi escrito, deveria de haver um comunicado de entidades oficiais a esclarecer o que se está a passar neste local e qual é o plano para o futuro.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Viaduto no IC2 sobre as Bocas – Rio Maior



Quem passa pelas Bocas, nascente do rio Maior é impossível não reparar no viatudo.
O  viaduto  do  IC2  sobre  a  EN114  (OP1014) está  localizado  ao  km74+040. Compreende seis tramos, com 16.5m de  largura e uma extensão total de 224m. O maior tramo tem um comprimento de 40m e o pilar mais alto tem 32m de altura.

A empreitada para a construção do "IC2 (EN 1) - Lanço Asseiceira / Rio Maior e Alto da Serra" foi posta a concurso por anúncio publicado em 18 de Agosto de 1986. A obra foi adjudicada pela Junta Autonoma de Estradas à firma "TECNOVIA", por contrato celebrado em 9 de Janeiro de 1987 (Encargo total de 1.176.779.688$00, cerca de 25.821.153€). A ponte sobre o Rio Maior e a EN 114, integrada na empreitada, foi entregue à subempreiteira "ZAGOPE".
A firma ZAGOPE assumiu a execução da ponte sobre o Rio Maior no prazo de 450 dias, pelo valor de cerca de 184 mil contos (cerca de 917.770€). A construção deveria ter ocorrido entre 1 de Abril de 1987 e 30 de Junho de 1988. No entanto o início da obra teve de ser adiado por atrasos na expropriação dos terrenos e o tempo total da obra foi ligeiramente alargado pois surgiram problemas na fixação de 3 dos pilares (existência de "cavernas" no maciço rochoso e inclinação da estratificação do maciço rochoso inferior à inclinação da encosta).
A obra foi dada por concluída em 8 de Dezembro de 1988 mas com custos finais na ordem dos 315.000 contos (cerca de 1.571.182€).
A variante do IC 2 com um comprimento de 20Km e tipo Via Rápida foi inaugurada pelo secretário de Estado das Vias de Comunicação, engenheiro José Falcão e Cunha, no dia 22 de Março de 1989.




Pode encontrar vários itinerários marcados como IC2 e isto é por o IC2 (Itinerário Complementar do Norte) ter sido projectado como uma via rodoviária continua variante à Estrada Nacional Nº1, ligando as duas principais cidades portuguesas, Lisboa e Porto. No entanto o IC 2 acabou por se sobrepor à EN 1 em vários troços porque as variantes até agora construídas apenas se restringem à passagem pelos agregados populacionais de maiores dimensões.

De cima do viaduto consegue-se ver a cidade de Rio Maior.
A localização do viaduto não foi consensual, pois para além de se encontrar mesmo por cima da nascente principal do rio Maior, também foi construída numa zona em que se encontraram vestígios de ocupação humana desde a época do Paleolítico Inferior até à Idade Medieval.

A foto seguinte do Jornal Região de Rio Maior, mostra a construção de um dos pilares.

Desde a inauguração o viaduto já apareceu na comunicação social por diversas vezes, embora não pelos melhores motivos:
- Em 2007 despiste um camião carregado de milho seguido de uma queda de 18 metros que infelizmente vitimou o condutor.
- Em 2009 tentativa de suicídio.