quinta-feira, 15 de abril de 2010

Fonte do Poceirão em Malaqueijo

A Fonte do Poceirão encontra-se perto do Lavadouro Público em Malaqueijo.
Esta fonte é de 06 de Novembro de 1999 e é uma obra de José Maurício para a Junta de Freguesia.
Tem um formato simples mas ao mesmo tempo funcional e esteticamente bem integrada no local.

Nas traseiras da fonte o morro de pedra está como que suspenso, formando uma pequena gruta.


quarta-feira, 14 de abril de 2010

Ponte de Calhariz

Ponte de Calhariz.
Esta ponte de estilo românico que liga os concelhos de Rio Maior e Santarém sobre a ribeira de Alcobertas foi mandada construir por D. Maria I no início do século XVIII. A ponte fazia parte da velha Estrada Real entre Lisboa e Coimbra, que era utilizada pelos serviços da primeira carreira regular da Malaposta (1798-1804).
A ponte é bonita e está bem conservada. Os oito arcos em pedra que constituem a ponte são difíceis de se ver em simultâneo devido à topologia das margens.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Capela de São Domingos em Asseiceira

Capela de S. Domingos

Junto da estrada nacional n.º 1 em Asseiceira, encontra-se uma pequena capela em honra de S. Domingos, santo padroeiro da terra. Esta capela foi construída em 1628 e teve obras de restauro em 1926.
No pequeno adro, existe uma homenagem ao alferes miliciano Manuel Soares Cartaxo que faleceu em Angola na ‘Guerra do Ultramar’ em 1965.





Apesar de ter um aspecto simples, a capela tem a sua beleza própria que já cativou o olhar de artistas, como José Estrela que realizou uma pintura a óleo que pode ser admirado em conjunto com mais obras do mesmo autor na Internet em ‘DaVinci Gallery’.


São Domingos nasceu a 24 de Junho de 1170 em Calereuga e acabou por falecer em 6 de Agosto de 1221 em Bolonha. Foi canonizado em 1234 pelo papa Gregório IX.
São Domingos de Gusmão foi o fundador da Ordem dos Pregadores, em que os seus membros são conhecidos por dominicanos.



No Verão de 2010 a capela foi arranjada e ficou com um muito melhor aspecto.

domingo, 11 de abril de 2010

Marco Geodésico na Serra de Candeeiros

O Marco na Serra de Candeeiros encontra-se a
N 39°26’10’’ W 08°54’06’’ Altura 487m.
O marco geodésico da Serra de Candeeiros pertence a uma rede nacional de pontos cujas coordenadas são conhecidas e a partir deles permitem fazer levantamentos topográficos. A triangulação geodésica consiste numa rede de triângulos cujos vértices são os marcos e a partir dos quais se pode determinar com precisão as coordenadas de outros pontos formando ‘triângulos’ em que um dos vértices é o ponto que se pretende saber a coordenada e os outros dois vértices são dois pontos em que as coordenadas já são conhecidas.


Em Portugal a rede geodésica é constituída por 8.000 marcos e o seu centro geodésico está situado na Serra da Melriça em Vila do Rei (Aqui se pode encontrar o Marco Geodésico padrão construído em 1802).
Os marcos geodésicos são sempre colocados em locais elevados e isolados de modo a terem linha de visão com outros vértices e dividem-se em 3 ordens de grandeza:
1ª ordem Pirâmide quandrangular distanciando entre 30 a 60km
2ª ordem Cilindro mais cone com listas distanciando entre 20 a 30km
3ª ordem Cilindro mais cone pequeno com listas distanciando entre 5 a 10km.


A história da cartografia moderna em Portugal iniciou-se no século XVIII, quando D. Maria I encarregou a Academia Real da Marinha de iniciar os trabalhos de triangulação do território.
Mais recentemente, no início da década de 60 foi introduzido o sistema MED (Medição Electrónica de Distâncias).
Desde então tem-se recorrido aos satélites, começando com os Echo I e II, passando a partir de 1965 ao uso dos satélites Geos A e B e mais tarde com o sistema Transit. Desde a década de 90 que o sistema de navegação GPS (Global Positioning System) se tem imposto como o principal sistema de posicionamento, estando no entanto para breve a entrada em funcionamento do sistema de satélites europeu, Galileu.

sábado, 10 de abril de 2010

Lagoa na Serra de Candeeiros

Na Serra de Candeeiros existe uma pequena lagoa encaixada num vale.
Esta lagoa serve como reservatório de água das chuvas no meio da aridez da serra de Candeeiros. Este ponto de água é procurado pelo gado que por aqui pasta e pela fauna selvagem. Constitui também um importante reservatório de água usado pelos helicópteros no combate aos incêndios.
Pode-se tomar um banho nesta lagoa, mas tem que se ter atenção pois no centro a água atinge uma profundidade considerável e aqui infelizmente já se registaram mortes por afogamento, como a que o cruzeiro serve de memorial (Pedro Décimo faleceu aqui no dia 05 de Abril de 2003 com 29 anos).

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Paul da Marmeleira

Paul da Marmeleira
Existe um percurso pedestre (PR3 “Paul da Marmeleira”) que passa junto ao Paul e que é muito agradável de se fazer e do qual se avista toda a superfície alagada e as encostas rurais até à Vila da Marmeleira. Ao final da tarde é reconfortante ouvir o coaxar das rãs à sombra de uma das muitas árvores que ladeiam este caminho.
O Paul é o habitat natural para uma fauna muito diversa, com destaque para algumas aves migratórias e de uma flora típica de ambientes lacustres..
Neste Paul já foram realizados projectos de investigação da fauna, como o estudo realizado pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto sobre a Rhagonycha fulve e ibérica (tipo de insecto).

De uma forma geral, Paul é uma zona húmida, inundada de água de forma permanente ou temporária. A área de água livre é normalmente reduzida e pouco profunda, predominando a vegetação aquática. O Paul é um habitat que acolhe uma elevada diversidade biológica, servindo de zona de abrigo e alimento para um elevado número de espécies animais. O Paul actua também como regulador natural de caudais de cheia.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Gruta de Alcobertas

Gruta de Alcobertas

A gruta de Alcobertas toma o nome da freguesia a onde se encontra e os primeiros registos conhecidos desta gruta datam de 1872 a quando da publicação do livro ‘Diário Ilustrado nº127’ escrito por Bernardino Soveral e no qual descreve as formações cristalinas da gruta já em pormenor. Posteriormente em 1878 no livro ‘Portugal Antigo e Moderno’, Pinho Leal dedica 3 páginas com descrições detalhadas e no qual esta gruta é já descrita como uma das mais bonitas da Europa. Em Abril de 1880 foram realizadas escavações com objectivos arqueológicos por António Mendes (pertencente à antiga Comissão Geológica) e sob a orientação de Carlos Ribeiro e Nery Delgado. Foram encontrados restos osteológicos e um crânio incompleto.
A gruta tem formações que se distinguem pelas suas transparências e pelas diferentes côres que possuem.
Estando localizada numa das encostas da Serra dos Candeeiros a gruta tem uma extensão de 210 metros com uma altura que em alguns locais atinge os 9 metros e é constituída por quatro galerias principais que tomam os nomes de ‘Sala dos órgãos’, ‘Sala das estátuas’, ‘Sala da catedral’ e ‘Grande salão’. Uma representação destas galerias e da disposição da gruta pode ser observada no terraço da área de apoio à gruta.
Em termos arqueológicos a gruta também surpreende pois aqui foram encontradas ossadas de um homem do Paleolítico Superior (Homo Sapiens Sapiens) e diversos objectos desta mesma época (com cerca de 15.000 anos). Também foram encontradas ossadas do Neolítico (por volta de 3.000 a.C.). Todos os achados encontram-se em Lisboa no Museu dos Serviços Geológicos de Portugal devidamente catalogados.
Em termos de fauna a surpresa continua pois existe na gruta um verdadeiro troglobiont (nome dado a animais que só conseguem viver em grutas) que é o crustáceo Proasellus spinipes. A matéria orgânica necessária para estes crustáceos viverem é transportada pelos morcegos que também aqui habitam.
A Gruta é Monumento Nacional.

Foi nos anos setenta que se pensou em abrir ao público a gruta. O que seria uma boa ideia revelou-se quase fatal, pois as obras danificaram muitos afloramentos calcários e os gazes produzidos foram nocivos à conservação dos mesmos. A publicidade que a gruta teve, levou a que muitos curiosos fossem á gruta e partissem estalagmites e estalactites para levarem como recordação (o que é uma pura ilusão pois estes afloramentos calcários só têm valor e interesse inseridos no seu meio que é a gruta).
Finalmente a gruta foi fechada em 1986 e a Federação Portuguesa de Espeologia com a colaboração de jovens do Rancho Folclórico de Chãos realizaram trabalhos de limpeza de todo o espaço.
Actualmente só é possível visitar a gruta com uma marcação prévia e acompanhado de técnicos da Cooperativa Terra Chã. Este projecto é uma iniciativa do PNSAC (Parque Nacional das Serras de Aires e Candeeiros), Junta de Freguesia de Alcobertas, Câmara Municipal de Rio Maior e Associação Rancho Folclórico de Chãos.

A aparente desvalorização desta gruta está muito relacionada com algum vandalismo que aqui houve no passado, mas também não nos podemos esquecer que só mais recentemente é que outras grutas na região foram descobertas como: Grutas de Mira De Aire em 1947; Grutas de Santo António em 1955; Grutas de Alvados em 1964 e Grutas da Moeda em 1971.
Agora temos é que preservar a gruta e arranjar um modo que todos quanto a queiram visitar o possam fazer em segurança e sem danificar o que resta.























Entrada alternativa na gruta
Exemplos de vandalismo:
Estalactites partidas
Inscritos nas formações calcárias


Ficam agora algumas noções básicas sobre a formação de grutas.
As Galerias e Salas de uma gruta formam-se quando a água carregada de gás carbónico dissolve o calcário e alarga a conduta inicial do ‘rio’ subterrâneo.
As deposições minerais em cavernas que se formam principalmente por processos químicos de dissolução e precipitação tomam por nome espeleotemas e são classificados em:
Estalactites – Quando a água vinda por uma fenda chega ao tecto de uma galeria perde o dióxido de carbono e solta carbonato de cálcio ao redor da gota. Vai-se assim formando um elemento tubular por cujo interior a água flui. O crescimento da estalactite depende de muitos factores mas é da ordem de 0,3mm por ano.
Estalagmites – Quando a água chega ao solo começa a ser formada a estalagmite que normalmente é mais larga que a estalactite, mas que tem uma ordem de crescimento semelhante.
Coluna – Quando a estalactite se junta á estalagmite subjacente.
Cortina – Quando a gota de água surge na galeria numa parede ou tecto inclinado e escorre pela superfície deixando um rasto de calcite. Com o passar de tempo forma-se uma ‘lâmina’ ondulada que pode possuir várias côres conforme a água infiltrada transporta mais ou menos argila ou materiais orgânicos.
Couve-flor – Quando a gota de água cai dos tectos pode provocar salpicos o que origina um crescimento irregular da calcite sobre outros espeleotemas vizinhos formando superfícies rugosas e porosas. 
 
Descrição da Gruta de Alcobertas feita por Bernardino Arede Soveral na publicação “Diario Illustrado, nº127” de 4 de Novembro de 1872: 

http://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2020/08/gruta-de-alcobertas-descricao-de.html