Inauguração na década de 60 de um posto de combustível da SACOR em Rio Maior.
O Sr. Padre Armando ficou encarregue de benzer a
obra.
Um pouco de história.
Até ao final dos anos 30 do século passado,
Portugal era abastecido de produtos petrolíferos por várias empresas
estrangeiras como a Shell, a Vaccum e a Atlantic.
Em 1937 surge a necessidade de refinar em Portugal
o petróleo após a Lei nº1965 e assim surge a SACOR (Sociedade Anónima de
Combustíveis e Óleos Refinados). A SACOR foi criada por Martin Saim e Sando
Garrian, dois romenos radicados em França.
Em 1945 é criada pelo estado e pelas empresas
petrolíferas a empresa Soponata (50% do capital pertence à SACOR) para gerir o
transporte marítimo de crude.
Em 1953, a SACOR criou a ANGOL, seguida da MOÇACOR
em 1957, para a distribuição dos seus produtos petrolíferos em Angola e
Moçambique respetivamente.
Em 1958, a SACOR introduziria no mercado a
gasolina super, e criou três companhias de gás: Gazcidla para o gás butano,
Procidla para o gás propano e Lusogás para o gás de cidade.
Em 1959, a SACOR criou a sua própria empresa de
navegação, a SACOR Marítima
Na década de 50 e 60 a SACOR criou uma rede de
postos de abastecimento por todo o país. De notar que após a 2ªGrande Guerra
houve um aumento substancial do parque automóvel.
Em 1969 entrou em funcionamento a refinaria de
Leça da Palmeira constituída por 3 fábricas (Aromáticos, Óleos-Base e
Lubrificantes). Foi oficialmente inaugurada em 1970.
Em novembro de 1971 o Governo decidiu conceder a
exploração da nova refinaria do sul (Sines) ao consórcio entre SONAP e CUF,
quebrando assim o monopólio da SACOR no setor do refino de petróleo. Esta
refinaria entrou em funcionamento em 1979.
No pós-25 de Abril (em 1975), estas empresas, mais
a Gás de Lisboa (que era independente) foram nacionalizadas, tendo os seus
negócios ultramarinos sido entregues às ex-colónias, e com o restante sido
criado a Petrogal (petróleo) e a Gás de Portugal (gás).




