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sábado, 5 de novembro de 2011

Arranha-céus em Rio Maior

 
Em 1979 inicia-se a construção do então chamado arranha-céus de Rio Maior na Praça da República.
Este edifício gerou logo na fase de projecto muita controvérsia com acesas discussões entre aqueles que o apoiavam e os outros que eram contra uma construção de elevada dimensão naquela localização. O arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Teles, figura notável nos assuntos relacionados com o ordenamento do território e fundador do partido PPM (Partido Popular Monárquico), era da opinião que tal torre constituía um atentado em termos urbanísticos e em termos ecológicos.
A verdade é que o prédio foi construído e duma forma muito rápida. No início da década de oitenta do século passado já se encontrava erigida e a fazer sombra ao ainda antigo edifício dos Paços do Concelho.
O Arranha-céus de Rio Maior, conhecido como a Torre, tem o rés-do-chão reservado para comércio, depois tem 12 andares para habitação e ainda existe a cobertura.
Pode-se pensar que chamar arranha-céus a este edifício é muito exagerado, mas por definição é perfeitamente normal. De recordar a definição de arranha-céus que aparece na Wikipédia: ‘Arranha-céu ou arranha-céus é a denominação popular de edifícios dotados de uma altura singular frente aos seus demais e de uma forma geral apresentando formatos de torre’. Também é bom lembrar que o primeiro edifício que mereceu chamar-se arranha-céus (O Equitable Life Building, construído em Nova Iorque no ano de 1973) tinha somente 8 pisos e 43 metros de altura. Já agora, o edifício mais alto na actualidade é o Burj Khalifa que foi construído no ano passado no Dubai, com 160 pisos e medindo 818 metros de altura.


 
Ficam de seguida algumas imagens do espaço que posteriormente foi ocupado pelo arranha-céus. Estas imagens foram retiradas do excelente livro de Fernando Duarte, ‘Histórias de Rio Maior’.
Nesta primeira imagem pode-se ver o edifício dos Paços de Concelho que usava o espaço de um antigo hospício do século XVII (embora a torre seja de 1947) e a casa que foi demolida encontra-se no lado direito da imagem.

 
Fotos da casa que seria da época do hospício a ser demolida em 1978.


 
Em 1994 foi construída uma segunda Torre na Avenida Dr. João Calado da Maia. Este edifício foi erigido pela empresa SOCORIL (Sociedade Construtora Riomaiorense – Socoril, Lda.).


1 comentário:

  1. A referida segunda torre, não foi construída pela empresa Socoril, foi apenas terminada por esta empresa. O prédio foi construído vários anos antes por outra empresa, que também construiu os dois blocos de 5 andares que se encontram ao lado da torre. A empresa Socoril apenas terminou a torre que esteve vários anos por acabar,embora o BNU funcionasse no rés-do-chão com o prédio incompleto. A pastilha dos andares superiores foi aplicada ainda pela primeira empresa.
    Queria deixar esta pequena correcção. Obrigado.

    Campos

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