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quarta-feira, 24 de março de 2010

Casa da Cultura de Rio Maior - Cine-Teatro

Cine-Teatro de Rio Maior


A inauguração do Cine-Teatro de Rio Maior ocorreu no dia 6 de Novembro de 2006 (dia de Feriado Municipal em Rio Maior) e contou com a presença de entre outros de Silvino Sequeira (Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior) e de Rui Baleiras (Secretário de Estado do Desenvolvimento Regional). Está localizado no largo Aires de Sá, da rua 5 de Outubro, junto ao edifício da Câmara Municipal e foi projectado em 1974 pelo arquitecto Jaime Dias de Azevedo, tendo a promoção privada do professor Fernando Casimiro.
O objectivo deste equipamento desenhado para revitalizar o plano cultural da cidade é o de oferecer um espaço para a projecção de cinema, realização de peças de teatro e concertos musicais, como também albergar congressos e encontros internacioais.
Para além da fachada principal permitir projecções, possui uma sala de espectáculos com mais de 240 lugares, bares, camarins e outros espaços técnicos.
O edifício apresenta uma arquitectura moderna, funcional e com elevados padrões de segurança.

No 2º andar, no foyer do Cineteatro, existe uma homenagem a dois ilustres riomaiorenses que se distinguiram na vida cultural da região, com bustos de autoria do escultor Armando Ferreira.

Ernesto Joaquim Alves
Nasceu em 1885 em Rio Maior e faleceu a 18 de Fevereiro de 1965 também em Rio Maior.
Começou no jornalismo, sendo secretário de redacção da 2ª série do jornal 'O Riomaiorense'. Mudou-se para Lisboa a onde foi oficial de justiça no Tribunal do Trabalho e chefe de secção do Instituto Nacional do Trabalho e Previdência. Foi mais tarde redactor do diário 'O Século'.
Em Rio Maior está indiscutivelmente ligado à história do teatro. Participou em vários grupos de teatro amador, destancando-se na peça 'Luta Íntima' que foi levada à cena no Teatro Riomaiorense em 1916. Foi ensaiador do grupo cénico de grande nível 'Zé Pereira' que surgiu em Rio Maior na década de 40 do século passado.
Fernando António Duarte.
Nasceu a 28 de Julho de 1928 em Rio Maior e faleceu a 24 de Julho de 1985.
Distinguiu-se como dirigente precursor do movimento cine-clubista, fundando em 1952, em Rio Maior, o primeiro cine-clube do país fora das grandes cidades. Publicou mais de 30 opúsculos sobre temas cinematográficos, literários e artísticos. Foi director e fundador desde 1967 da revista 'Ribatejo Ilustrado'. Alguns dos artigos por si publicados na revista 'Ribatejo Ilustrado' serviram para fazer o excelente livro 'História de Rio Maior'. Colaborou na Enciclopédia Luso Brasileira de Cultura da Editorial Verbo.

Desde 1870, altura em que se construiu o antigo Teatro Riomaiorense que com regularidade se têm encenado várias peças de teatro em Rio Maior.
A cronologia histórica é:
1870 Construção do antigo Teatro Riomaiorense
1880 Inauguração do antigo Teatro Riomaiorense
1920 Fundação da Tuna Riomaiorense
1930 Fundação do Grupo Dramático Riomaiorense
Início anos 30 Fundação do Grupo Cénico Zé Pereira
Final anos 30 Aparece o Cinema Ambulante
1940 Fecho do antigo Teatro pela inspecção
1942 Reabertura do antigo Teatro após pequenas obras
1944 Fundação da sociedade Cinema Riomaiorense
1950 Desaparecimento dos grupos cénicos
1952 Formação do Cine-Clube na Casa do Povo
Década 80 Demolição do antigo Teatro
1984 Inauguração do Cinema-Estúdio Casimiros
2004 Criação da Oficina de Artistas ‘Quem não tem cão...’
2006 Inauguração do Cine-Teatro de Rio Maior

O antigo Teatro Riomaiorense tinha 15 camarotes, 16 frisas, 80 lugares na plateia e 50 lugares de geral.


O Cinema-estúdio Casimiros começou a ser construído a 17 de Janeiro de 1974 e foi inaugurado dez anos depois em 1984. O proprietário era Fernando Casimiro, o autor do projecto modernista foi o arquitecto Jaime Dias de Azevedo e a direcção da obra foi do engenheiro Martins Vasco.

4 comentários:

  1. Uma pequena correção: o Cineteatro situa-se no Largo Aires de Sá, e não na Rua David Manuel da Fonseca como referido no texto acima. Obrigada.

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  2. Um bom dia e o meu obrigado pela correção.
    Já emendei na publicação.

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  3. Que confusao este texto. O Cinema Casimiros não tem nada a haver com o Cineteatro de Rio Maior.

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  4. Boa tarde. A referência ao Cinema Casimiros, bem como ao antigo teatro, insere-se na última parte do artigo que enquadra o atual Cineteatro no panorama cultural histórico de Rio Maior.

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