domingo, 14 de junho de 2015

Fonte do (Ti) Fragata


Em Rio Maior, na zona do Moinho do Nogueira, perto da A15, existe uma fonte muito antiga.
Esta fonte fica muito perto do rio Maior.
À sombra de um grande pinheiro e um pouco desviado do caminho principal (de terra batida) encontra-se esta fonte, conhecida como Fonte do Ti Fragata.
 
A água em tempos saía pelo meio de uma pedra de mó, mas nos dias de hoje sai um pouco mais a baixo. Não é de estranhar a pedra da mó, pois estamos perto de uma zona do rio Maior na qual existiram muitas azenhas. A maior parte destas azenhas ainda existe, embora tenham deixado de ter a sua função.

 
A fonte fica localizada nas seguintes coordenadas:
39°18'30.77"N  8°55'30.24"W

sábado, 30 de maio de 2015

Praceta em Casais da Mesquita

Em casais da Mesquita, Rio Maior, existe uma curiosa praceta triangular.
No meio do entroncamento existe uma miniatura de um moinho de vento.
Faltam-lhe as velas, mas a estrutura está lá.
 
A 6 de Novembro de 2014, foi-lhe adicionada uma placa a anunciar a quarta fase da construção e beneficiação de troços da rede viária municipal.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Fonte do Sapo em Asseiceira.

Na sombra de dois grandes sobreiros, encontra-se a fonte do sapo em Asseiceira.
 
A localização mais pormenorizada será Casais dos Varões (39°17'22.71"N  8°56'30.05"W).
Esta fonte encontra-se num plano inferior ao da estrada, sendo o acesso feito por suas escadas em calçada. A parede de fundo que dá suporte à torneira, está forrada com azulejos brancos e é encimada por um painel de azulejos que tenta recriar a zona da fonte antes da requalificação da mesma. O painel desvenda a razão do nome da fonte que é devido a na zona existirem muitos sapos. A fonte possui ainda uma pia para recolha da água e é ladeada por duas floreiras na zona superior.
Na berma, junto à estrada existe um bonito banco em pedra que serve para um breve descanso e ao nível da fonte existe uma mesa em pedra ladeada por dois bancos também de pedra.
 
Mais um agradável espaço existente em Asseiceira.

domingo, 3 de maio de 2015

Bica de água em Cabeça Gorda.

Bica de água em Cabeça Gorda, São João da Ribeira.
 
Esta fonte inaugurada em 18 de Janeiro de 1981, foi uma iniciativa da Comissão de Festas e foi concluída pela Comissão de Melhoramentos de Cabeça Gorda.
A fonte está revestida a azulejos azuis com a torneira na parede de fundo e dois bancos laterais inseridos no mesmo conjunto.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Extração e processamento do ferro em Rio Maior


Este artigo vai-se debruçar sobre a história da extração e transformação de ferro em Rio Maior.

Em termos históricos, o uso do ferro tem uma importância muito relevante que levou a classificar uma época como Idade do Ferro e que na Península Ibérica começou por volta de 1000-900 a.C. O uso do ferro segue-se ao uso do cobre e do bronze.

Em Portugal e com os romanos, o ferro merece um relevo especial, havendo inúmeras explorações de jazidas de superfície de minério de ferro. Nessa época seria o ferreiro que trataria de todas as etapas de extração, fundição e forja que se misturavam entre si.
Em Rio Maior existem vestígios de ter existido uma ferraria romana na zona do Matão (aproximadamente na zona do atual parque de estacionamento da industria de carnes Nobre), pois foi descoberto um túnel que levaria a água do rio para as oficinas em que o ferro era tratado.
Pode saber mais sobre este túnel, em: 

Durante o período visigótico e muçulmana não existe qualquer referência à atividade metalúrgica, em consonância com o que acontece com o resto de Portugal.

Com a Idade Média, a função de extração do minério de ferro é separada do trabalho metalúrgico. Nesta época em cada núcleo populacional haveria um ferrador e/ou ferreiro. Por esta razão a existência de artesãos metalúrgicos não implica a existência de minas.
No entanto, só no século XIII é que aparecem referências documentais da atividade de extração e trabalho do ferro em Rio Maior. Os frades alcobacenses é que se dedicavam a este ofício pois o ferro era fundamental na elaboração de ferramentas para a agricultura.
A 7 de Abril de 1250, D. Fernando Mendes, abade de Alcobaça, faz inúmeras doações de possessões do mosteiro em Rio Maior (moinhos, fornos, herdades, casas, vinhas, …) a D. Estevão Anes, chanceler do rei Afonso III, mas ressalva que continuam na posse do mosteiro o minério de ferro existente na região (“reseruamos nobis mineriam ferri que est in heriditate quam habemus de Domna Vrraca fernandi. Et domos in quibus sunt strumenta ad ferrum fundendum”). Nesta altura, o Mosteiro de Alcobaça explorava uma mina de ferro em Rio Maior, na herdade deixada por D. Urraca Fernandes e uma outra mina existente em Freiria.
Existe uma outra referência, de 1256, que trata de forma explícita e pormenorizada de uma oficina de fundição de ferro em Rio Maior.
Ao longo do século XIII, aumentou a preocupação da Coroa em controlar a exploração dos recursos de metais. Foi D. Dinis que, em 1282, autorizou Sancho Peres e alguns sócios, com direitos sucessórios, a explorarem minas de ferro por todo o reino, dando à coroa a quinta parte de tudo o que extraíssem, e a dízima do aço e do ferro trabalhado.

Em resumo e em relação à mineração de ferro na região de Rio Maior, ‘talvez’ se possa dizer que:
- Os romanos exploraram intensivamente as jazidas mais importantes chegando mesmo a esgotar algumas delas.
- Com a chegada dos povos germânicos e dos muçulmanos assistiu-se a um retrocesso na exploração mineira.
- Na Idade Média houve um voltar ao trabalho nas minas de ferro, embora não esteja bem documentada. Durante esta época deve-se ter esgotado o minério fácil de apanhar na região de Rio Maior.

Na região existem mais referências à extração e trabalho do ferro, como:
 - Em Alcobertas também existem registos de terem havido minas de ferro e de bronze.
 - Existem topónimos em Rio Maior que indicam atividades associadas ao ferro e/ou ferreiro, como é o caso de Fráguas que deriva de ‘Frávegas’ e a Quinta da Ferraria.
 - É sabido que um dos problemas das areias siliciosas da Bacia de Rio Maior é o alto teor de ferro que pode atingir valores de Fe2O3 na ordem de 1.800 a 2.200ppm.

sábado, 18 de abril de 2015

Porto do Rio em Alcobertas

Em Alcobertas existe um espaço de lazer junto ao rio que se chama Porto do Rio.
A área de 2100m2 foi projectada em Agosto de 2009 pela Happy Tree Design (Arquitectura paisagista, planeamento e gestão do território).
O espaço é muito bonito e contem uma antiga azenha que foi toda reconstruída, muitas zonas verdes, uma piscina e muito espaço para se passar uns bons momentos junto ao rio.
Só é pena a obra ainda não ter sido acabada e assim como se encontra há já muito tempo, poder constituir um perigo para a segurança de quem por este parque se aventurar e a água estagnada constituir um ambiente para a disseminação de mosquitos.
Falta pouco para o espaço poder ser usado e servir de refúgio aos meses quentes de Verão. Vale a pena se fazer um último esforço para concluir esta obra.





A inauguração deste espaço ocorreu a 6 de Maio de 2016. Pode saber mais em:


terça-feira, 14 de abril de 2015

Levadas em Alcobertas

Em Alcobertas existem levadas que servem para irrigação, mas também para levar a água a azenhas. Algumas destas levadas passam por aquedutos.

Estas levadas deveriam de ser inventariadas, mantidas e promovidas pois em conjunto com as outras atrações da zona poderiam criar um movimento que atraísse turistas, visitantes e desportistas.



Mesmo perto existe a Nascente do Olho d’Água, Azenhas, o Espaço do Rio da Ponte, o Dólmen,  e ao redor existe a Serra dos Candeeiros, Casais Monizes, Chãos, vários Moinhos de Vento, Nascentes, Algares, Eiras, Cisternas, Lagoas, as Grutas de Alcobertas, os Potes Mouros, o Forno Medieval, o Castro de S. Martinho, as Formações Prismáticas de Basalto… Claro que as Salinas também ficam bem perto.
Pode ver o que existe em Alcobertas neste mesmo Blog, em:
 
Levadas são canais de água que desviam a água das nascentes para irrigação ou para levar a água para moinhos. Normalmente este termo é usado na Macaronésia que são as ilhas perto de África e da Europa, como a Madeira, os Açores, as Canárias ou Cavo Verde.