terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Ponte metálica sobre o rio Maior - Ponte de Freiria

Para quem vem de Azambujeira em direcção à Louriceira pela estrada EN114-2 passa por esta ponte de ferro, conhecida como Ponte de Freiria.
A ponte inaugurada a 27 de Abril de 1876, possui um vão com 42,7 metros, tem 4 metros de altura, viga treliçada e serve para passar o rio Maior. Nos pontões está gravada a data de 1935 com as letras ‘JAE’ (Junta Autónoma das Estradas). Mas esta data deve ter sido de alguma intervenção ocorrida à altura, já que a JAE foi criada em 1927. A ponte foi construída pela empresa francesa ‘Five Lille’ sobre a direcção do engenheiro Domingos da Apresentação Freire que também foi o autor do projecto. Na inauguração estiveram presentes mais de 4.000 pessoas, entre as quais o sr. Labille, representante da empresa Five Lille e os administradores e Câmaras Municipais de Rio Maior e do Cartaxo.


Os resguardos da ponte encontram-se um pouco danificados, mas numa intervenção recente, ocorrida em 2007, teve-se que corrigir a inclinação acentuada do pontão Nascente por meio de calços na estrutura metálica. Algumas das vigas laterais da ponte também foram reforçadas. O projecto de reabilitação desta ponte esteve a cargo da empresa CivilSer. Apesar da obra o traçado continua limitado a veículos com peso inferior a 20 toneladas.
Na seguinte imagem é bem visível a inclinação do pontão. Já durante a construção foi sentida uma grande dificuldade nas fundações dos encostos da ponte.
Esta obra de reabilitação não foi suficiente e a Estradas de Portugal lançou agora o concurso para requalificar a estrada EN114-2. Esta obra inclui a substituição desta ponte e a rectificação do traçado da EN114-2 desde o cruzamento com a estrada EN114 com uma extensão de 1,5 quilómetros. Este contrato público já saiu em Diário da República na edição nº218, série II de 10-11-2010.
Espero que esta velha ponte metálica fique numa situação de poder ser preservada e admirada.

Curioso é também o interior dos pontões que são ocos. Ninguém se deve de aventurar a entrar sozinho pois as cavidades duplas laterais têm uma profundidade entre 2,5m a 3,0m o que pode impedir os incautos de saírem depois de lá entrarem. Estas cavidades são abobadadas para melhor resistirem ao peso dos veículos que por lá passam e entre elas existe uma pequena abertura ao mesmo nível e com a mesma configuração da abertura de entrada.


A ponte foi em 2016 substituída por outra de betão.
Pode saber mais em: 
http://rio-maior-cidadania.blogspot.pt/2017/08/ponte-sobre-ribeira-de-freiria-em.html

domingo, 5 de dezembro de 2010

Graffiti em Rio Maior

Junto à Escola Fernando Casimiro, numa das fachadas do Pavilhão Polidesportivo, encontram-se várias paredes pintadas com Graffitis.
Estes excelentes graffitis foram pintados no dia 16 de Outubro último, durante o evento Polimeeting, que contou com a presença de vários artistas, como: Cris, Nark, Myster, Smile, Odeith, Vile, Diker, Recan, Nomen e Rahed. Este evento esteve inserido nas Jornadas da Juventude de 2010.




Chama-se graffiti à inscrição caligrafada ou a um desenho pintado ou gravado sobre um suporte não convencional. O graffiti é também considerado uma forma de expressão no âmbito das artes visuais, mais especificamente na arte urbana.
Eu separo completamente o tipo de graffiti aqui apresentado da pichação.
Enquanto o graffiti feito em zonas consentidas, com sentido estético e querendo passar uma mensagem é arte, já a pichação em locais não autorizados, sem o mínimo de cuidado é puro vandalismo e deve de ser erradicado pois torna feios e sujos os locais em que são feitos. Eu tenho consciência ao afirmar isto que alguns dos conceituados artistas do graffiti já passaram pela pichação, mas imagens como a seguinte são feias e mostram que quem fez isto não tem o mínimo jeito para o desenho nem qualquer sentido estético.


Podem ver informações sobre o Cris (Cristiano Neves), um riomaiorense e um artista do graffiti, no seu site:
A seguinte imagem retirada do seu site, mostra Cris a pintar um mural na Associação de Jovens de Arrouquelas, H2O.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Estádio Municipal de Rio Maior


O Estádio Municipal foi edificado segundo o projecto realizado na década de 90 da responsabilidade do arquitecto José Amorim e passou por uma remodelação que teve início em 2002 e concluída em 2004.
O estádio e a Pista de Atletismo foram certificados pela Sociedade Euro 2004 e pela Federação Portuguesa de Atletismo como Centro de Treino oficial.
Susana Feitor que é uma atleta com as suas origens em Rio Maior e que pertenceu por muitos anos ao ‘Clube de Natação de Rio Maior’ e agora é marchadora individual, cedeu o seu nome à pista de atletismo do estádio.
O estádio é palco de vários encontros particulares e oficiais entre equipas tanto nacionais como estrangeiras. Infelizmente, o clube de futebol profissional da terra, ‘União Desportiva de Rio Maior’ já não compete o que deixa o estádio sub-aproveitado. No entanto esta estrutura desportiva não deixa de ser o equipamento essencial do ‘Centro de Estágios e Formação Desportiva’ de Rio Maior.
O complexo, possui:
- Estádio com relva natural com uma as dimensões de 104x68m e bancadas cobertas que permitem a permanência sentada de 6.500 espectadores. As bancadas têm 10 degraus divididos por 2 anéis. A bancada central possui lugares para a imprensa e convidados.
- Pista de Atletismo com um perímetro de 400m, com 8 corredores e 2 caixas de saltos. A porta de entrada para os atletas da maratona, encontra-se no lado oposto à bancada central.
- 2 Salas Polivalentes com 180m2 cada, vocacionadas para a prática de desportos de combate.
- Núcleo de balneários formado por 4 salas sendo 2 delas de grande dimensão.
Falta referir que o estádio, bem como outros equipamentos desportivos de Rio Maior, se encontra a ser gerido pela empresa municipal Desmor.









Imagem antiga do estádio e de outros equipamentos desportivos e de formação:

Imagem actual do estádio e de outros equipamentos desportivos e de formação:

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Paragem de Autocarro na Vila da Marmeleira

Na rua Cândido dos Reis da Vila da Marmeleira encontra-se uma paragem de autocarro fora do comum.
Nesta paragem que também serve de abrigo e ponto de descanso, existe uma bica de água e um grande painel de azulejos.
O painel de azulejos representa a vertente Sudoeste do monte em cujo cimo se podem observar algumas casas da Vila da Marmeleira e em baixo o rio Maior com o comboio que fazia a ligação entre Santarém e Rio Maior para ir buscar o carvão e briquetes à mina do Espadanal.


quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Cimenteira de Rio Maior

O Governo chumbou hoje a Cimenteira em Rio Maior.


Esta é a segunda vez que as pretensões de se criar uma cimenteira em Rio Maior foram negadas, pois que no início da década de 80 o mesmo já tinha acontecido.
O projecto foi promovido pela empresa TECNOVIA e consistia basicamente em se criar na zona da pedreira que esta empresa já possui no lugar de ‘Senhora da Luz’ uma cimenteira. A TECNOVIA pretendia investir cerca de 100 milhões de euros e criar cerca de 100 postos de trabalhos.
O projecto começou logo a gerar muitas desconfianças pois foi posto em consulta pública no mês de Agosto e sem ser publicitado. O local pretendido para a implementação da cimenteira foi o grande ponto de discórdia pois fica numa zona protegida, ás portas da cidade de Rio Maior e como os ventos dominantes são de Noroeste as finas partículas resultantes da moagem iriam-se espalhar por todo o concelho podendo provocar problemas de saúde a todos os seus habitantes. A passagem de um elevado número de camiões pelas estradas locais e a aparente incompatibilidade de se querer uma cidade do desporto com a cimenteira, levou a que um grupo de cidadãos se começasse a mobilizar.
Foi criada uma petição na Internet ‘Em defesa do Desenvolvimento e do Ambiente de Rio Maior’ que contava mais de 300 assinaturas, envolvimento do movimento cívico ‘Ar Puro’ que promoveu um debate sobre o projecto da cimenteira e outras iniciativas que foram realizadas com o intuito de questionar o projecto e reduzir ou eliminar os seus pontos mais negativos. O projecto foi de imediato contestado por diversas organizações ambientalistas que emitiram pareceres negativos, como a Quercus, a Oikos e a Geota.
As razões do chumbo do Ministério do Ambiente foram basicamente as seguintes:
- Incompatibilidade do projecto com os instrumentos de gestão territorial
(Lembrar que a cimenteira iria ficar dentro da ‘Rede Natura 2000 PTCON 0015’, ser vizinha do ‘Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros’ e situar-se a menos de 2Km da cidade de Rio Maior).
- Grande perturbação no trânsito
(Estava previsto o trânsito de cerca de 20 camiões por hora o que iria sobrecarregar as estradas, nomeadamente a estrada nacional 1).
- Falta de clareza e ambiguidades quanto ao processo de fabrico
(No projecto que foi levado a consulta pública nada indicava o tipo de equipamentos que iriam ser instalados).
- Falta de justificação para a construção da fábrica de cimento
(Num raio de 60km existem já 3 cimenteiras e devido à crise económica actual, a capacidade instalada no país para o fabrico de cimento é claramente excedentária).
- A futura linha do TGV Lisboa-Porto deverá atravessar na área pretendida para a construção da cimenteira
(A criação da cimenteira iria obrigar a redesenhar o traçado da ligação de alta velocidade entre Lisboa e Porto ou então, à cimenteira ir buscar a matéria-prima integralmente a outras pedreiras pois a linha de comboio vai provavelmente implicar a paragem da pedreira).
Penso que as razões do chumbo da proposta para a criação da cimenteira são razoáveis e que de alguma forma vão ao encontro das pretensões de grande parte dos habitantes do concelho. É legitimo pensar que em tempo de crise não se deva rejeitar investimentos e postos de trabalho, mas este projecto poderia trazer grandes problemas de saúde para os habitantes, bem como a perda de investimentos e postos de trabalho noutros sectores. Não sou contra a cimenteira, não concordo é com a localização proposta.
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Por curiosidade fica de seguida o processo de fabrico de cimento, retirado do relatório síntese do Estudo de Impacte Ambiental da Fábrica de Cimento de Rio Maior.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Pelourinho em Azambujeira

O pelourinho que se encontra no centro histórico de Azambujeira, está classificado como Imóvel de Interesse Público (decreto nº23 122, DG, I série, nº231, de 11-10-1933).

O mais imediato símbolo do estatuto de concelho de que Azambujeira desfrutou ao longo de quase quatro séculos é este pelourinho.
Está datado do 3º quartel do século XVII e encontra-se assente sobre uma plataforma de três degraus (plataforma oitavada). A base é cúbica, com as faces decoradas por duas secções molduradas e com remate superior em cornija classicizante. A coluna lisa que forma o fuste do pelourinho é de pedra lavrada, dotada de anéis regulares nas extremidades, sendo que no topo superior que antecede o remate é de dupla moldura. O remate tem um tronco cónico de terminação esférica.
Alguns historiadores admitem que este pelourinho reutilize materiais de um anterior pelourinho realizado em época manuelina. Este pressuposto baseia-se no facto de Azambujeira ter recebido foral por D. Manuel I a 23 de Agosto de 1514 e de ter sido elevada a vila, em 1650, por decisão régia de D. João IV.

Este monumento fica entre outros dois monumentos que são a antiga casa senhorial (hoje, Museu Regional) e a Igreja Matriz do século XVII dedicada a Nossa Senhora do Rosário.
Os pelourinhos são colunas de pedra colocadas em lugar público que antigamente serviam para exporem ou torturarem criminosos. Em Portugal os pelourinhos localizavam-se sempre em frente ao edifício da câmara, como é este o caso, pois a casa senhorial já acolheu essa função.

sábado, 27 de novembro de 2010

Quiosques em Rio Maior

Quiosques em Rio Maior

A palavra quiosque deriva do francês kiosque e denomina uma pequena construção, aberta por todos os lados e erigida em espaços públicos. Normalmente esta construção é formada por um pavilhão de planta octogonal com uma cúpula e protecção, não esquecendo o balcão de venda. O quiosque normalmente destina-se à venda de jornais, revistas, tabaco e flores mas também pode funcionar como bilheteira, posto de informação ou mesmo sanitário público.

Em Rio Maior temos 3 quiosques de venda de jornais e revistas.

1- No Jardim Municipal

2 - Avenida Paulo VI


3 - Rua D. Afonso Henriques (de momento não ocupado).