Nestes azulejos estão representadas cenas da cidade, como as Salinas, a Capela de Nossa Senhora da Vitória, o antigo largo da câmara municipal (praça da República) e pormenores da zona antiga de Rio Maior.
Este Blogue pretende ser um Fórum aberto a todos de modo a criar um espaço comunitário para mostrar o que a nossa terra tem de melhor, mostrar o que está menos bem e ser um ponto de discussão sobre assuntos relacionados com o Concelho de Rio Maior. O único interesse deste espaço é dar uma nova voz positiva a Rio Maior e aos Riomaiorenses não havendo nenhuma motivação ideológica, política ou bairrista.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Chafariz na Praça do Comércio em Rio Maior
Na Praça do Comércio em Rio Maior existe um chafariz simples mas com bonitos painéis de azulejos.
Nestes azulejos estão representadas cenas da cidade, como as Salinas, a Capela de Nossa Senhora da Vitória, o antigo largo da câmara municipal (praça da República) e pormenores da zona antiga de Rio Maior.
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Nestes azulejos estão representadas cenas da cidade, como as Salinas, a Capela de Nossa Senhora da Vitória, o antigo largo da câmara municipal (praça da República) e pormenores da zona antiga de Rio Maior.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Fontanário de 1897 em Rio Maior
No caminho que liga a cidade de Rio Maior ao Alto da Serra, encontra-se um fontanário de 1897.
Neste fontanário pode-se ler a inscrição 'O.P.1897' em que 'O.P.' significa Obra Pública.
Apesar da localização do fontanário actualmente não ser a melhor e da sua água não ser potável, podia e merecia estar melhor conservado.
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Neste fontanário pode-se ler a inscrição 'O.P.1897' em que 'O.P.' significa Obra Pública.
Apesar da localização do fontanário actualmente não ser a melhor e da sua água não ser potável, podia e merecia estar melhor conservado.
sábado, 8 de maio de 2010
Os Condes e Marqueses de Rio Maior
Conde e Marquês de Rio Maior
Os títulos nobiliárquicos (Títulos de Nobreza), foram criados inicialmente para estabelecer uma relação de vassalagem entre o titular e o monarca, mas depois do século XV começaram a ser usados como forma de agraciar os nobres por actos prestados à casa real ou ao país. Com o fim da monarquia foi extinta esta relação de governança e autoridade entre os titulares e outros nobres sob toda a população.
A relação de autoridade no sistema monárquico por ordem decrescente era:
1. Imperador
2. Rei
3. Regente
4. Príncipe Monarca
5. Príncipe Imperial
6. Príncipe Real
7. Grão-príncipe
8. Príncipe
9. Infante
10. Arquiduque
11. Grão-duque
12. Duque
13. Conde-duque
14. Marquês
15. Conde
16. Conde-barão
17. Visconde
18. Barão
19. Senhor
20. Baronete
21. Cavaleiro
22. Escudeiro
De referir que Morgado (já que vai aparecer em algumas partes deste artigo) não é um título nobiliárquico, mas um vínculo entre um pai e a sua descendência no qual os seus bens são transmitidos exclusivamente ao filho primogénito com o intuito de perpetuar os bens na linhagem da família. Os morgadios foram extintos em 19 de Maio de 1863 (Excepto o da casa de Bragança que só o foi em 1910) por D. Luis I pois provocava o empobrecimento dos filhos não primogénitos.
O título de Conde de Rio Maior está intimamente ligado á família Saldanha.
A família dos Saldanha já há muito que tinha relevo em Portugal, sendo que por exemplo João de Saldanha e Sousa, capitão de ordenanças, foi distinguido pelos seus serviços prestados durante as guerras da Restauração (1640-1667) o que permitiu a elevação de Azambujeira a sede de concelho.
Conde de Rio Maior foi um título instituído em 18 de Novembro de 1802 por D. João príncipe-regente em nome de sua mãe D. Maria I. Em 8 de Janeiro de 1803 este título foi confirmado por carta de lei em favor de João Vicente de Saldanha Oliveira e Sousa.
Lista dos condes de Rio Maior:
1º Conde - João Vicente de Saldanha Oliveira e Sousa Juzarte Figueira (N1746 - F1804)
2º Conde - António de Saldanha de Oliveira Juzarte e Sousa (N1776 - F1825)
3º Conde – João Maria de Saldanha Oliveira Juzarte Figueira e Sousa (N1811 - F1876)
4º Conde - António José Luís de Saldanha Oliveira Juzarte Figueira e Sousa (N1836 - F1891)
5º Conde - João de Saldanha de Oliveira Juzarte Figueira e Sousa (N1878 – F1970)
Com a implementação da República, acabou o sistema nobiliárquico e tornou-se pretendente ao título João António de Saldanha Oliveira e Sousa.
6º Conde - João António de Saldanha Oliveira e Sousa (N1901 – F1972)
7º Conde - João Vicente de Saldanha Oliveira e Sousa (N1930)
8º Conde – João Neto de Saldanha Oliveira e Sousa (N1963)
Marquês de Rio Maior foi um título nobiliárquico instituído em 19 de Maio de 1886 pelo rei D. Luís I em favor de António José de Saldanha Oliveira e Sousa.
Lista dos Marqueses de Rio Maior:
1º Marquês - António José de Saldanha Oliveira Juzarte Figueira e Sousa (4º Conde de Rio Maior)
2º Marquês - João de Saldanha de Oliveira Juzarte Figueira e Sousa (5º Conde de Rio Maior)
Com a implementação da República, acabou o sistema nobiliárquico e tornou-se pretendente ao título João António de Saldanha Oliveira e Sousa.
3º Marquês - João António de Saldanha Oliveira e Sousa (6º Conde de Rio Maior)
4º Marquês - João Vicente de Saldanha Oliveira e Sousa (7º Conde de Rio Maior)
Resumo bibliográfico dos condes de Rio Maior:
1º Conde - João Vicente de Saldanha Oliveira e Sousa Juzarte Figueira (N1746 - F1804)
Pai – António Vicente de Saldanha Oliveira e Sousa Juzarte Figueira (15º Morgado de Oliveira)Mãe – Constança Maria Josefa de Portugal
Casamentos – Maria Amália de Carvalho e Daun (Filha dos 1ºs Marqueses de Pombal)
Filhos – 9 Filhas e 7 Filhos
16º Morgado de Oliveira. Comendador de Santa Maria de África. Comendador de cinco comendas da Ordem de Cristo. Grã-Cruz da Ordem de Cristo. Deputado da Junta Provisória do Erário Régio.
2º Conde - António de Saldanha de Oliveira Juzarte e Sousa (N1776 - F1825)
Mãe - Maria Amália de Carvalho e Daun
Casamentos - D. Maria Leonor Ernestina de Carvalho Daun e Lorena (Filha dos 3ºs Marqueses de Pombal e 1ºs Condes da Redinha)
Filhos – 2 Filhas e 4 Filhos
17º Morgado de Oliveira. Pertenceu à câmara do rei D. João VI. Grõ Cruz das Ordens de S. Thiago e Conceição. Comendador da Ordem de Cristo. Embaixador extraordinário ao Brasil. Coronel do Regimento de Melícias dos Voluntários Reais de Lisboa.
3º Conde – João Maria de Saldanha Oliveira Juzarte Figueira e Sousa (N1811 - F1876)
Pai - António de Saldanha de Oliveira Juzarte e Sousa
Mãe - D. Maria Leonor Ernestina de Carvalho Daun e Lorena
Casamentos – D. Isabel de Sousa Botelho Mourão e Vasconcelos (Filha dos 1ºs Condes de Vila Real e dama da rainha D. Maria II)
Filhos – 1 Filha e 2 Filhos
18º Morgado de Oliveira. Iniciou carreira militar como alferes de lanceiros. Pertenceu à Câmara dos Pares, criada em 1826. Em 1954 foi Governador Civil de Coimbra. Em 1858 e 1859 foi Vereador e Presidente da Câmara Municipal de Lisboa.
4º Conde - António José Luis de Saldanha Oliveira Juzarte Figueira e Sousa (N1836 - F1891)
Pai - João Maria de Saldanha Oliveira Juzarte Figueira e SousaMãe – Isabel Maria José de Sousa Botelho Mourão e Vasconcelos
Casamentos – Maria Isabel de Lemos e Roxas Carvalho e Meneses de Saint Léger (Filha dos marquezes da Bemposta-Subserra)
Filhos – não teve descendência
1º Marquês de Rio Maior.Bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra. Oficial-maior da Casa Real (Mestre-sala). Par do Reino e deputado. Adido honorário da Legação em Paris. Provedor da Santa Casa da Misericórdia em Lisboa. Presidente da câmara Municipal de Lisboa.
5º Conde - João de Saldanha de Oliveira Juzarte Figueira e Sousa (N1878 – F1970)
Sobrinho do 4º Conde de Rio Maior.
Pai – José Luis de Saldanha Oliveira e Sousa
Mãe – Maria Bárbara Tavares de Almeida Proença
Casamentos – Maria Bárbara da Conceição Ferreira
Filhos – 1 Filha e 3 Filhos
2º Marquês de Rio Maior.
6º Conde - João António de Saldanha Oliveira e Sousa (N1901 – F1972)
Pai - João de Saldanha de Oliveira Juzarte Figueira e Sousa (2º Marquês de Rio Maior)
Mãe – Bárbara Maria da Conceição Ferreira
Casamento – Luísa Maury
Filhos – 3 Filhos
3º Marquês de Rio Maior. Engenheiro cívil. Oficial da artilharia (Major). Presidente da Câmara Municipal de Oeiras.
7º Conde - João Vicente de Saldanha Oliveira e Sousa (N1930)
Pai - João António de Saldanha Oliveira e Sousa (3º Marquês)
Casamento – Maria do Castelo da Costa Ferreira Neto
Mãe – Louise Maury
Filhos – 1 Filha e 3 Filhos
4º Marquês de Rio Maior. 3º Conde de Azinhaga
Reside na Azinhaga (Golegã) e trabalhou como Eng. Agrónomo. Trabalhou no fomento da fruticultura em Portugal.
Pode consultar uma entrevista a João Saldanha em:
http://www.youtube.com/watch?v=NBBUDxRn9CI
8º Conde – João Neto de Saldanha Oliveira e Sousa (N1963)
Pai – João Vicente de Saldanha Oliveira e Sousa (4º Marquês de Rio Maior)
Mãe – Maria do Castelo da Costa Ferreira Neto
Casamento – Maria Isabel de Barros e Cunha Pereira Coutinho
Filhos – 2 Filhas e 1 Filho
Condessa de Rio Maior
Uma menção especial à condessa de Rio Maior, D. Isabel de Sousa Botelho Mourão e Vasconcelos que casou com o 3º Conde de Rio Maior. Era dama da rainha D. Maria lI e filha dos 1.os condes de Vila Real (D. José Luís de Sousa Botelho Mourão e Vasconcelos e D. Teresa Frederica Cristina de Sousa Holstein).
A condessa de Rio Maior foi uma senhora extremamente bondosa, incansável no trabalho em favor da beneficência em Lisboa, vendo-se sempre à frente de todas as instituições que tivessem o fim de proteger os pobres.
Foi a iniciadora e zelosa defensora das associações de assistência pública baseadas nas organizações paroquiais. Fundou escolas católicas para os dois sexos em diversas localidades. Obteve do governo a concessão do mosteiro das carmelitas da rua Formosa (actualmente rua do Século) e ali fundou um asilo para cegas, que foi inaugurado em 16 de Julho de 1878.
A condessa de Rio Maior veio a falecer em 23 de Abril de 1890.
Duque de Saldanha
Outro dos Saldanhas que teve relevo em Portugal foi João Carlos Gregório Domingos Vicente Francisco de Saldanha Oliveira e Daun que nasceu em 1790 e era o nono filho do 1º conde de Rio Maior.O Duque de Saldanha foi um dos obreiros do fim do absolutismo em Portugal. Foi um militar e político brilhante. Lutou contra os exércitos de Napoleão durante a Guerra Peninsular. Exerceu cargos como o de Marechal do Exército e Primeiro Ministro, chegando a liderar quatro governos. Foi também um intelectual que escreveu sobre homeopatia e filosofia, sendo igualmente um diplomata que representou Portugal em Paris, Roma e Londres, cidade em que faleceu em 1876. Resumindo, o Duque de Saldanha influenciou os destinos de Portugal durante 50 anos. Foi o 1º Conde, Marquês e Duque de Saldanha.
Em Lisboa existe uma praça muito conhecida, a Praça Duque de Saldanha (Perto da Praça Marquês de Pombal) em que se pode admirar a estátua deste grande homem.
Em Santarém existe um edifício junto ao Mercado Municipal conhecido como Palácio dos Saldanhas ou casa brasonada. A primeira referência a este edifício é de 1532, localizando a casa de morada dos Saldanhas próxima do convento de S. Domingos. Em 1775 e devido ao terramoto, o solar teve de ter obras de beneficiação e a casa contava com um oratório, armazéns, cocheiras, forno de pão, palheiro e outras dependências. O edifício media em 1755, 80,6m de comprimento e 65m de largura. O solar voltou a ser recuperado na primeira metade do século XIX tomando a forma actual. Em 1911, o solar compunha-se de primeiro andar, lojas, celeiro, quintal, casa baixa de habitação e mais pertenças. Actualmente o piso térreo é ocupado por restauração, lojas e armazém. No piso superior existe um centro de enfermagem e escritórios.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Capela de Santo André em Asseiceira
A Capela de Santo André fica no lugar de Ribeira de Santo André (Em Asseiceira)
Esta capela está situada num ambiente campestre, sem pavimento ao seu redor, o que não é muito comum nos nossos dias mas por isso mesmo confere à capela um ambiente especial.
Entre 2001 e 2006 a capela sofreu obras de recuperação com o apoio do APRODER.
A festa da Ribeira de Santo André realiza-se no princípio de Junho
O cruzeiro que se encontra junto á capela data de 02 de Agosto de 1943 e tem a inscrição ‘Viva Cristo Rei’.
Santo André é conhecido na tradição ortodoxa como ‘Protecletos’ (O primeiro a ser chamado). Santo André foi um apóstolo cristão, irmão de São Pedro e antes de ter sido chamado por Jesus para ser seu discípulo era pescador. Este apóstolo era um dos discípulo mais próximos de jesus e pregou na Ásia Menor e na Cítia tornando-se padroeiro da Roménia e da Rússia.
Santo André sofreu o martírio através da crucificação em Patras, numa ‘Crux decussata’ (Cruz em forma de ‘X’).
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Fonte de Chãos - Alcobertas
Esta fonte está localizada na estrada que dá acesso a Chãos para quem vem do olho d'água em Alcobertas.
A fonte foi beneficiada em 2001 e como está escrito nos azulejos, 'Respire fundo ... e preserve este local'
domingo, 18 de abril de 2010
Arco da Memória
Arco da Memória
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O Arco da Memória que actualmente pode ser admirado, foi inaugurado em 28 de Junho de 1981. Nele pode ser lida a inscrição ‘O Santo Rei D. Afonso Henriques Fundador de Alcobaça’ que se encontrava no arco original. O pároco de Vidais, Manuel Vitorino da Silva Moreira Fernandes, foi um dos dinamizadores da reconstrução. As famílias de Luis Ferreira e José Martins cederam os terrenos. O projecto é do arquitecto Joaquim Pereira da Silva. O Arco da Memória ficou pertença da Fábrica da Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Piedade de Vidais.

O Arco da Memória que actualmente existe (reconstrução do original) está situado em Casais da Memória que pertence à Freguesia de Vidais, Concelho de Caldas da Rainha.
Mas Rio Maior tem um lugar que se chama Arco da Memória e que faz fronteira com Casais da Memória. Ora segundo consta o Arco da Memória original estaria no local aonde actualmente existe um depósito de água, que fica somente a uma dúzia de metros mais acima do morro e que já pertence a Rio Maior. O depósito de água encimado por ameias, foi inaugurado a 1 de Novembro de 1980 pelo presidente da câmara de Rio Maior, com o auxílio da Comissão de Melhoramentos dos Casais da Memória.
Mas polémica à parte, pois as divisões administrativas não estragam a boa convivência das duas terras vizinhas e este artigo pretende contar a história que deu o nome a um lugar de Rio Maior.
Segundo se diz, em 27 de Setembro de 1147 vindo o rei D. Afonso Henriques de Coimbra em direcção a Santarém com o objectivo de conquistar o castelo da cidade aos mouros, prometeu doar aos Monges de Cister todas as terras que do local em que se encontrava se conseguia avistar até ao mar, caso fosse bem sucedido. Esta promessa terá sido feita ao Frei Bernardo que o acompanhava.
Estas doações eram necessárias pois o território português era muito despovoado e era importante proteger os territórios conquistados, repovoar estes e incentivar a agricultura.
Com o intuito de delimitar as suas terras e de homenagear o rei, os monges de Cister pertencentes ao Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça mandaram construir diversos monumentos dos quais este arco faz parte. Inicialmente só havia uma estátua mostrando D. Afonso Henriques empunhando a sua espada, mais tarde é que foi construído o arco para suportar a estátua. As dimensões do arco seriam de cinco metros de altura, seis de largura e um de espessura.
Este Arco da Memória é então um dos marcos limites do couto do Mosteiro de Alcobaça, alinhando a Norte com o Arco da Memória (semelhante a este) existente na Serra dos Candeeiros (Porto de Mós) e a Poente com a foz do rio Vau em Salir do Porto.
Há quem diga que estes monumentos foram uma forma de os frades aumentarem o limite das suas terras. O nome 'Memória' dado ao arco é devido de estes arcos servirem para preservar a memória do acontecimento que deu origem à doação das terras aos monges.
Na imagem seguinte, pode-se ver o arco já em situação de eminente colapso. Esta imagem foi retirada do livro 'História de Rio Maior' de Fernando Duarte.
Em 12 de Janeiro de 1911 Republicanos que não concordavam com o regime monárquico destruíram o monumento. Existe também a versão de que nesse dia ocorreu um tremor de terra que destruiu o monumento. Esta destruição coincidiu com a construção da estrada que liga Benedita a Caldas da Rainha e os cantoneiros utilizaram as pedras do monumento que ficaram espalhadas pela encosta para a pavimentação da estrada. A estátua de D. Afonso Henriques foi vandalizada e ficou ao abandono. Mais tarde, Joaquim Martins, um habitante local guardou a estátua e participou essa acção às autoridades que o mandaram levar esta para Caldas da Rainha. Ao chegar a Caldas da Rainha o homem foi multado pois ia na sua carroça sentado em cima da estátua o que foi considerado uma falta de respeito a um símbolo nacional. Posteriormente a estátua foi levada para Leiria pelo engenheiro Afonso Zúquete que dirigia na altura as obras de solidificação do Castelo.
Inicialmente a estátua esteve instalada no claustro do edifício dos antigos Paços Episcopais e actualmente encontra-se num pedestal colocado na margem da estrada de acesso ao Castelo de Leiria.
De referir que tem havido movimentações para que a estátua do rei D. Afonso Henriques regresse ao seu local original.
As imagens seguintes da reconstrução do arco são do Sr. Filipe Vicente Martins e podem ser vistas em:
Na pedra que se encontra ao lado do arco, pode-se ler:
“Arco da Memória
Casais da memória;
Freguesia de Vidais; Concelho de Caldas da Rainha.
Este Arco da Memória
assinala a passagem de Rl-Rei D. Afonso Henriques por esta terra à conquista de
Santarém e de Lisboa vindo de Coimbra tendo feito segundo se diz em 27-9.1147
um voto de doar ao Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça todas as terras que vão
daqui até ao mar caso vencesse. Por isso este Arco da Memória é um dos marcos
limites dos coutos do Mosteiro de Alcobaça alinhando a nascente com o outro
marco limite o Arco da Serra dos Candeeiros e a poente com a foz do rio Vau em
Salir do Porto. Este Arco da Memória era encimado pela estátua de D. Afonso
Henriques que se encontra em Leiria próximo do Giverno Civil. Este Arco da
Memória ruiu em 12 Janeiro de 1911 e foi reconstruido em 1981 pela Solancis com
a preciosa colaboração financeira da população local de várias entidades
públicas e privadas. Na presença duma multidão incontável no dia 28 de Junho de
1981 após um cortejo histórico e procissão o páraco de Vidais P.D. Manuel
Vitorino da Silva Moreira Fernandes dinamizador desta reconstrução fez a benção
solene do monumento e o presidente da Junta de Freguesia de Vidais, Fernando
Caetano Colaço inaugurou-o. A Secla associou-se à festividade cunhando uma
medalha comemorativa. As famílias de Luis Pereira e José Martins Permitiram a
reconstrução cedendo o terreno. Joaquim Pereira da Silva é o arquitecto autor
do projecto de reconstrução. Este Arco da Memória é património da Fábrica da
Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Piedade de Vidais.”
Algumas das pedras originais do arco, ainda se encontram junto ao depósito de água.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Antiga Prisão em Azambujeira
Edifício da antiga prisão de Azambujeira.
Azambujeira tem um grande património histórico ligado aos fidalgos e senhorios que desta terra eram donos. No seu tempo áureo Azambuja andava ligada ás casas de Sabugosa, Mursa, Soure e ao Marquês de Borba.
Nesses tempos havia uma prisão na terra que ficava localizada no largo 1º de maio junto á Igreja Matriz. Do edifício da antiga prisão, hoje só de destaca a porta de entrada que é a porta mais pequena do que agora é uma casa particular.
De notar que Azambuja sempre teve um estatuto importante na zona, sendo sede de concelho e só deixando de o ser em 1834 como retaliação por ter estado ao lado de D. Miguel nas lutas entre liberais e absolutistas.
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