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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Paragem da Rodoviária em Arruda dos Pisões

Em Arruda de Pisões existe este bonito painel de azulejos alusivo a São Gregório.
O menos comum é a sua localização.
Este painel de azulejos encontra-se numa das paragens da rodoviária.
Será que é por S. Gregório ser o padroeiro da terra? (O mais provável)
Ou será por as pessoas quando chegam a este ponto vêm tão mal dispostas das curvas da estrada que têm necessidade de evocar o S. Gregório?

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Fonte Figueira em Assentiz

Quem se desloca de Assentiz em direcção a São João da Ribeira, passa pela Fonte Figueira.
Esta fonte encontra-se numa das curvas da estrada.

A fonte encontra-se só com pequenas alterações efectuadas pelo homem, o que surpreende.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Rotunda da Praça da República em Rio Maior


A Rotunda da Praça da República situada no final da Praça da República é a rotunda mais central de Rio Maior. Faz a ligação com a Avenida Paulo VI, a Avenida Dr. João Calado da Maia, a Avenida João Ferreira da Maia, a Rua Dr. Francisco Barbosa e a Rua Almeida Cândido dos Reis.
Foi em 2006 que a rotunda foi inaugurada.
Possui um estilo muito minimalista, mas a névoa feita com os pequenos ‘chafarizes’ conferem-lhe um aspecto agradável.

Em Dezembro de 2012 esta rotunda foi demolida e no seu local apareceu em Abril de 2013 a nova rotunda. Pode consultar mais informações sobre esta nova rotunda em:
http://rio-maior-cidadania.blogspot.pt/2013/04/nova-rotunda-da-praca-da-republica.html
 

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Capela de Nossa Senhora da Vitória e Paço Medieval.

No ponto mais alto da cidade de Rio Maior encontra-se a Capela de Nossa Senhora da Vitória. O templo encontra-se fechado a visitas, pois no seu interior funcionou o Departamento de Arqueologia da Câmara Municipal.
Não se sabe a data de construção da capela, mas existem registos paroquiais de 1569 em que a capela é referenciada (ano em que a Igreja de São Sebastião foi construída). Também é sabido que o templo foi refeito em 1718, tendo a essa data na torre um raro relógio de sol.
Inicialmente esta capela era conhecida como Capela das Almas, por ter pertencido à Irmandade das Almas.
A capela foi incorporada na Misericórdia em 1914 e posteriormente cedida à paróquia.
Em 2008 o largo exterior à capela foi requalificado, numa obra que custou à câmara de Rio Maior 49.231,00 Euros.
Já desde o tempo do Rei D. João I que a Nossa Senhora da Vitória é invocada. O Rei grato à Virgem Maria pela vitória sobre os Castelhanos na batalha de Aljubarrota (14 de Agosto de 1385), mandou construir um Mosteiro que recebeu o nome de ‘Santa Maria da Vitória’. Hoje em dia é conhecido como ‘Mosteiro da Batalha’. Em 1571 o Papa Pio V deu o título de Nossa Senhora da Vitória à Virgem Maria, em sinal de gratidão pela grande vitória na batalha naval de Lepanto em que a esquadra cristã derrotou a turca.




Pensa-se que a Capela de Nossa Senhora da Vitória tenha sido construída, pelo menos parcialmente, sobre uma outra que terá pertencido a um Paço Senhorial Medieval que aqui era edificado.
Julga-se que este Paço Medieval tenha sido posteriormente Paço Real, mas também uma necrópole na altura das Guerras Peninsulares e das Lutas Liberais.
A área que foi escavada, encontra-se agora tapada pela calçada do largo exterior da capela. Pode-se afirmar que esta zona de escavação é só uma pequena parte da zona que teria sido ocupada pela construção medieval, que a estrutura do edifício sofreu várias ampliações ao longo do tempo e que o paço seguia a topografia do terreno.
Este Paço, é citado nas crónicas de D. João I (11-04-1357 a 14-08-1433), escritas por Fernão Lopes. Pelo que é descrito nas crónicas, o conde Andeiro andava a dormir com D. Filipa de Lencastre, mulher do rei D. João I. O conde de Barcelos, irmão da rainha, veio ao paço de Rio Maior fazer uma espera ao conde Andeiro, mas, ou porque este pressentiu o perigo e voltou para trás, ou porque a rainha subornou o irmão, não aconteceu nenhuma tragédia.
Já agora Paço é um sinónimo de Palácio (paço-paaço-palaço-palácio).
As fotos seguintes referentes á escavação do Paço Medieval são do início de 2007 e foram colocadas por ‘tuga14’ no ‘skyscrapercity’.
Neste espaço pode encontrar muitas fotos de Rio Maior.





As ruínas foram limpas, protegidas com plásticos e foram recobertas com areia para as preservar até uma próxima intervenção.




Por baixo do largo da capela de Nossa Senhora da Vitória encontra-se um espaço que já pertenceu a uma antiga tipografia e que agora se encontra vazio e com as portas tapadas. Esta tipografia era de Manel Dias Ferreira e aí funcionou desde meados de 1895 até meados de 1940. A tipografia era explorada por Henrique Dias Ferreira.
Este espaço seria excelente para se fazer uma pequena exposição do passado histórico desta zona e também, porque não, uma entrada para o Paço Medieval.



No interior encontra-se parte do espólio do Departamento de Arqueologia.
As imagens seguintes, foram retiradas do blog 'Chá Preto' de Paulo Colaço.

domingo, 16 de maio de 2010

Fonte em Freiria - Rio Maior

Em Freiria, que é uma aldeia pertencente a Rio Maior, existe uma fonte com duas bicas de água.
Esta fonte tem um formato peculiar, pois as duas torneiras estão em oposição e separadas por divisórias.
O largo em que esta fonte se encontra também é bonito, não fora estar encostado a um centro de 'eco ponto'.
Entre os dois bancos e floreiras, existe em posição central um painel de azulejos muito bem feito e que se integra bem no conjunto.



sexta-feira, 14 de maio de 2010

Lago Natural em Arrouquelas

Em Arrouquelas existe um lago natural, embora poucas pessoas saibam da sua existência.




Este lago encontra-se a uma curta distância da Igreja Matriz e a poucos metros da ribeira.
O lago apesar de se encontrar mal tratado, pois tem lixo e restos de obras, tem aquela beleza e tranquilidade que só uma zona com água e um ambiente quase selvagem pode proporcionar.
Estes terrenos são públicos o que permitiria com relativo pouco esforço criar uma área de lazer para os habitantes e todos aqueles que gostam da natureza, num espaço que poucos se podem gabar de ter.




Infelizmente o lago já desapareceu (Abril, 2012). Ver artigo:
http://rio-maior-cidadania.blogspot.pt/2012/04/fim-de-um-lago-em-arrouquelas.html

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Antigo Lavadouro Público em Alcobertas

Antigo Lavadouro Público em Alcobertas.
Em Alcobertas e no caminho que liga a estrada nacional ao local onde se encontram os Silos e Forno Medieval, encontra-se o Antigo Lavadouro Público de Alcobertas.
A obra que agora lá se pode apreciar já não serve como lavadouro mas como local de abrigo e descanso. Esta obra data de 2005 e o elemento principal é um painel de azulejos representando o antigo lavadouro e cenas de lavoura, que possui por cima uma pequena clarabóia, iluminando assim e de forma natural este painel.

Mesmo ao lado existe a antiga fonte à qual se ia buscar água.Esta fonte é conhecida como Fonte da Francaria.
Esta nascente encontra-se recuperada e a data da sua construção (com aparência semelhante à actual) data de 07 de Outubro de 1914, sendo construída com o apoio da Câmara e do povo segundo está gravado numa pedra colocada na parede principal.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Chafariz na Praça do Comércio em Rio Maior

Na Praça do Comércio em Rio Maior existe um chafariz simples mas com bonitos painéis de azulejos.

Nestes azulejos estão representadas cenas da cidade, como as Salinas, a Capela de Nossa Senhora da Vitória, o antigo largo da câmara municipal (praça da República) e pormenores da zona antiga de Rio Maior.






terça-feira, 11 de maio de 2010

Fontanário de 1897 em Rio Maior

No caminho que liga a cidade de Rio Maior ao Alto da Serra, encontra-se um fontanário de 1897.
Neste fontanário pode-se ler a inscrição 'O.P.1897' em que 'O.P.' significa Obra Pública.

Apesar da localização do fontanário actualmente não ser a melhor e da sua água não ser potável, podia e merecia estar melhor conservado.

sábado, 8 de maio de 2010

Os Condes e Marqueses de Rio Maior

Conde e Marquês de Rio Maior

Os títulos nobiliárquicos (Títulos de Nobreza), foram criados inicialmente para estabelecer uma relação de vassalagem entre o titular e o monarca, mas depois do século XV começaram a ser usados como forma de agraciar os nobres por actos prestados à casa real ou ao país. Com o fim da monarquia foi extinta esta relação de governança e autoridade entre os titulares e outros nobres sob toda a população.

A relação de autoridade no sistema monárquico por ordem decrescente era:
1. Imperador
2. Rei
3. Regente
4. Príncipe Monarca
5. Príncipe Imperial
6. Príncipe Real
7. Grão-príncipe
8. Príncipe
9. Infante
10. Arquiduque
11. Grão-duque
12. Duque
13. Conde-duque
14. Marquês
15. Conde
16. Conde-barão
17. Visconde
18. Barão
19. Senhor
20. Baronete
21. Cavaleiro
22. Escudeiro

De referir que Morgado (já que vai aparecer em algumas partes deste artigo) não é um título nobiliárquico, mas um vínculo entre um pai e a sua descendência no qual os seus bens são transmitidos exclusivamente ao filho primogénito com o intuito de perpetuar os bens na linhagem da família. Os morgadios foram extintos em 19 de Maio de 1863 (Excepto o da casa de Bragança que só o foi em 1910) por D. Luis I pois provocava o empobrecimento dos filhos não primogénitos.

O título de Conde de Rio Maior está intimamente ligado á família Saldanha.
A família dos Saldanha já há muito que tinha relevo em Portugal, sendo que por exemplo João de Saldanha e Sousa, capitão de ordenanças, foi distinguido pelos seus serviços prestados durante as guerras da Restauração (1640-1667) o que permitiu a elevação de Azambujeira a sede de concelho.

Conde de Rio Maior foi um título instituído em 18 de Novembro de 1802 por D. João príncipe-regente em nome de sua mãe D. Maria I. Em 8 de Janeiro de 1803 este título foi confirmado por carta de lei em favor de João Vicente de Saldanha Oliveira e Sousa.
Lista dos condes de Rio Maior:
1º Conde - João Vicente de Saldanha Oliveira e Sousa Juzarte Figueira (N1746 - F1804)
2º Conde - António de Saldanha de Oliveira Juzarte e Sousa (N1776 - F1825)
3º Conde – João Maria de Saldanha Oliveira Juzarte Figueira e Sousa (N1811 - F1876)
4º Conde - António José Luís de Saldanha Oliveira Juzarte Figueira e Sousa (N1836 - F1891)
5º Conde - João de Saldanha de Oliveira Juzarte Figueira e Sousa (N1878 – F1970)
Com a implementação da República, acabou o sistema nobiliárquico e tornou-se pretendente ao título João António de Saldanha Oliveira e Sousa.
6º Conde - João António de Saldanha Oliveira e Sousa (N1901 – F1972)
7º Conde - João Vicente de Saldanha Oliveira e Sousa (N1930)
8º Conde – João Neto de Saldanha Oliveira e Sousa (N1963)

Marquês de Rio Maior foi um título nobiliárquico instituído em 19 de Maio de 1886 pelo rei D. Luís I em favor de António José de Saldanha Oliveira e Sousa.
Lista dos Marqueses de Rio Maior:
1º Marquês - António José de Saldanha Oliveira Juzarte Figueira e Sousa (4º Conde de Rio Maior)
2º Marquês - João de Saldanha de Oliveira Juzarte Figueira e Sousa (5º Conde de Rio Maior)
Com a implementação da República, acabou o sistema nobiliárquico e tornou-se pretendente ao título João António de Saldanha Oliveira e Sousa.
3º Marquês - João António de Saldanha Oliveira e Sousa (6º Conde de Rio Maior)
4º Marquês - João Vicente de Saldanha Oliveira e Sousa (7º Conde de Rio Maior)

Resumo bibliográfico dos condes de Rio Maior:

1º Conde - João Vicente de Saldanha Oliveira e Sousa Juzarte Figueira (N1746 - F1804)
Pai – António Vicente de Saldanha Oliveira e Sousa Juzarte Figueira (15º Morgado de Oliveira)
Mãe – Constança Maria Josefa de Portugal
Casamentos – Maria Amália de Carvalho e Daun (Filha dos 1ºs Marqueses de Pombal)
Filhos – 9 Filhas e 7 Filhos
16º Morgado de Oliveira. Comendador de Santa Maria de África. Comendador de cinco comendas da Ordem de Cristo. Grã-Cruz da Ordem de Cristo. Deputado da Junta Provisória do Erário Régio.

2º Conde - António de Saldanha de Oliveira Juzarte e Sousa (N1776 - F1825)
Pai - João Vicente de Saldanha Oliveira e Sousa Juzarte Figueira
Mãe - Maria Amália de Carvalho e Daun
Casamentos - D. Maria Leonor Ernestina de Carvalho Daun e Lorena (Filha dos 3ºs Marqueses de Pombal e 1ºs Condes da Redinha)
Filhos – 2 Filhas e 4 Filhos
17º Morgado de Oliveira. Pertenceu à câmara do rei D. João VI. Grõ Cruz das Ordens de S. Thiago e Conceição. Comendador da Ordem de Cristo. Embaixador extraordinário ao Brasil. Coronel do Regimento de Melícias dos Voluntários Reais de Lisboa. 

3º Conde – João Maria de Saldanha Oliveira Juzarte Figueira e Sousa (N1811 - F1876)
Pai - António de Saldanha de Oliveira Juzarte e Sousa
Mãe - D. Maria Leonor Ernestina de Carvalho Daun e Lorena
Casamentos – D. Isabel de Sousa Botelho Mourão e Vasconcelos (Filha dos 1ºs Condes de Vila Real e dama da rainha D. Maria II)
Filhos – 1 Filha e 2 Filhos
18º Morgado de Oliveira. Iniciou carreira militar como alferes de lanceiros. Pertenceu à Câmara dos Pares, criada em 1826. Em 1954 foi Governador Civil de Coimbra. Em 1858 e 1859 foi Vereador e Presidente da Câmara Municipal de Lisboa. 

4º Conde - António José Luis de Saldanha Oliveira Juzarte Figueira e Sousa (N1836 - F1891)
 Pai - João Maria de Saldanha Oliveira Juzarte Figueira e SousaMãe – Isabel Maria José de Sousa Botelho Mourão e Vasconcelos
Casamentos – Maria Isabel de Lemos e Roxas Carvalho e Meneses de Saint Léger (Filha dos marquezes da Bemposta-Subserra)
Filhos – não teve descendência
1º Marquês de Rio Maior.Bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra. Oficial-maior da Casa Real (Mestre-sala). Par do Reino e deputado. Adido honorário da Legação em Paris. Provedor da Santa Casa da Misericórdia em Lisboa. Presidente da câmara Municipal de Lisboa. 

5º Conde - João de Saldanha de Oliveira Juzarte Figueira e Sousa (N1878 – F1970)
Sobrinho do 4º Conde de Rio Maior.
Pai – José Luis de Saldanha Oliveira e Sousa
Mãe – Maria Bárbara Tavares de Almeida Proença
Casamentos – Maria Bárbara da Conceição Ferreira
Filhos – 1 Filha e 3 Filhos
2º Marquês de Rio Maior. 

6º Conde - João António de Saldanha Oliveira e Sousa (N1901 – F1972)
Pai - João de Saldanha de Oliveira Juzarte Figueira e Sousa (2º Marquês de Rio Maior)
Mãe – Bárbara Maria da Conceição Ferreira
Casamento – Luísa Maury
Filhos – 3 Filhos
3º Marquês de Rio Maior. Engenheiro cívil. Oficial da artilharia (Major). Presidente da Câmara Municipal de Oeiras. 

7º Conde - João Vicente de Saldanha Oliveira e Sousa (N1930)
Pai - João António de Saldanha Oliveira e Sousa (3º Marquês)
Casamento – Maria do Castelo da Costa Ferreira Neto
Mãe – Louise Maury
Filhos – 1 Filha e 3 Filhos
4º Marquês de Rio Maior. 3º Conde de Azinhaga
Reside na Azinhaga (Golegã) e trabalhou como Eng. Agrónomo. Trabalhou no fomento da fruticultura em Portugal.
Pode consultar uma entrevista a João Saldanha em:
http://www.youtube.com/watch?v=NBBUDxRn9CI 

8º Conde – João Neto de Saldanha Oliveira e Sousa (N1963)
Pai – João Vicente de Saldanha Oliveira e Sousa (4º Marquês de Rio Maior)
Mãe – Maria do Castelo da Costa Ferreira Neto
Casamento – Maria Isabel de Barros e Cunha Pereira Coutinho
Filhos – 2 Filhas e 1 Filho

Condessa de Rio Maior

Uma menção especial à condessa de Rio Maior, D. Isabel de Sousa Botelho Mourão e Vasconcelos que casou com o 3º Conde de Rio Maior. Era dama da rainha D. Maria lI e filha dos 1.os condes de Vila Real (D. José Luís de Sousa Botelho Mourão e Vasconcelos e D. Teresa Frederica Cristina de Sousa Holstein).
A condessa de Rio Maior foi uma senhora extremamente bondosa, incansável no trabalho em favor da beneficência em Lisboa, vendo-se sempre à frente de todas as instituições que tivessem o fim de proteger os pobres.
Foi a iniciadora e zelosa defensora das associações de assistência pública baseadas nas organizações paroquiais. Fundou escolas católicas para os dois sexos em diversas localidades. Obteve do governo a concessão do mosteiro das carmelitas da rua Formosa (actualmente rua do Século) e ali fundou um asilo para cegas, que foi inaugurado em 16 de Julho de 1878.
A condessa de Rio Maior veio a falecer em 23 de Abril de 1890.

Duque de Saldanha
Outro dos Saldanhas que teve relevo em Portugal foi João Carlos Gregório Domingos Vicente Francisco de Saldanha Oliveira e Daun que nasceu em 1790 e era o nono filho do 1º conde de Rio Maior.
O Duque de Saldanha foi um dos obreiros do fim do absolutismo em Portugal. Foi um militar e político brilhante. Lutou contra os exércitos de Napoleão durante a Guerra Peninsular. Exerceu cargos como o de Marechal do Exército e Primeiro Ministro, chegando a liderar quatro governos. Foi também um intelectual que escreveu sobre homeopatia e filosofia, sendo igualmente um diplomata que representou Portugal em Paris, Roma e Londres, cidade em que faleceu em 1876. Resumindo, o Duque de Saldanha influenciou os destinos de Portugal durante 50 anos. Foi o 1º Conde, Marquês e Duque de Saldanha.
Em Lisboa existe uma praça muito conhecida, a Praça Duque de Saldanha (Perto da Praça Marquês de Pombal) em que se pode admirar a estátua deste grande homem.


Em Santarém existe um edifício junto ao Mercado Municipal conhecido como Palácio dos Saldanhas ou casa brasonada. A primeira referência a este edifício é de 1532, localizando a casa de morada dos Saldanhas próxima do convento de S. Domingos. Em 1775 e devido ao terramoto, o solar teve de ter obras de beneficiação e a casa contava com um oratório, armazéns, cocheiras, forno de pão, palheiro e outras dependências. O edifício media em 1755, 80,6m de comprimento e 65m de largura. O solar voltou a ser recuperado na primeira metade do século XIX tomando a forma actual. Em 1911, o solar compunha-se de primeiro andar, lojas, celeiro, quintal, casa baixa de habitação e mais pertenças. Actualmente o piso térreo é ocupado por restauração, lojas e armazém. No piso superior existe um centro de enfermagem e escritórios.

Neste edifício que já foi pertença dos Saldanhas pode-se ver o brasão da família.