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domingo, 14 de março de 2010

Mercado de Santana


O mercado de Santana é o maior mercado semanal da região. A diversidade de produtos que aí se encontram aliada aos preços sempre baixos são as principais atracções deste mercado que se transforma numa autentica festa dominical. Existe mesmo quase tudo aqui à venda, como animais vivos, artigos agrícolas, vestuário, tecidos, mobiliário, ferragens, verduras e todo o tipo de ‘comes e bebes’.
A história deste mercado começou um pouco conturbada pois este lugar foi escolhido pelos vendedores após terem sido impedidos de realizar o tradicional mercado que havia em Benedita pelos comerciantes locais. Então a 1 de Novembro de 1987 nasceu este mercado na freguesia de Alvorninha (Concelho de Caldas da Rainha) e logo baptizado com o actual nome de ‘Mercado de Santana’.
Se o mercado pertence ao concelho de Caldas da Rainha o que faz este artigo neste Blogue que é referente a Rio Maior? Simples, pois a este mercado acorrem pessoas de todas as regiões vizinhas (muitas de Rio Maior) estimando-se em cerca de 12 mil pessoas por Domingo e passando mesmo as 20 mil pessoas nos dias perto do Natal e Páscoa. Outra razão para falar no mercado é que este se situa mesmo na fronteira entre Caldas da Rainha (a área comercial está neste concelho) e Rio Maior (grande parte da enorme área de estacionamento).
O reboliço no mercado começa pelas 05:30 com a chegada dos primeiros vendedores, mas pelas 07:30 já começam a chegar também os compradores. A meio da manhã é quando se atinge a maior movimentação do mercado e pelas 13:00 já grande parte dos vendedores começa a arrumar a mercadoria.
Este mercado que apesar dos vários problemas que tem é considerado um dos melhores do país, tem no àr aquele odor característico de febras e frango assado, em todo o lado ovem-se os pregões a chamar pelos clientes e o som à habitual música popular, sendo que também a nossa vista não consegue parar com o movimento frenético que aí se vive conjugado ao colorido das diversas mercadorias.
O problema crónico da feira é o lixo que fica espalhado pelo recinto e terrenos vizinhos. Este problema só pode ser resolvido com sensibilização de todos os envolvidos. A recolha do lixo é efectuada mediante pagamento pelos reclusos do Estabelecimento prisional de Caldas da Rainha.
O mercado tem o futuro garantido pois as pessoas continuam a aparecer e sempre em maior número e também os comerciantes não faltam havendo uma lista de várias centenas de vendedores em espera para ter um lugar neste grande mercado.








Existe uma excelente reportagem sobre este mercado e as suas gentes realizado pela Maior TV.

sábado, 13 de março de 2010

Gruta em Nossa Senhora da Luz II

Esta gruta em Nossa Senhora da Luz também é conhecida como Gruta dos Vales.


A gruta situada no lugar de Nossa Senhora da Luz junto à estrada que liga Rio Maior a Caldas da Rainha localiza-se na vertente Este da Serra dos Candeeiros. Encontra-se abandonada sem qualquer tipo de protecção contra possível vandalismo.
A gruta é a prova que Rio Maior é habitada desde longa data pois aqui foram encontrados vários vestígios da época do Paleolítico Inferior e Superior e enterramentos desde o Paleolítico Superior até ao Calcolitico (estes enterramentos tornam esta gruta também conhecida como gruta sepulcral).

Houveram explorações ente 1935 e 1936 à gruta e posteriores campanhas até 1942. Todo o abundante espólio encontrado está depositado em Lisboa no Museu Nacional de Arqueologia.
Do vasto conjunto de artefactos encontrados, constam utensílios da indústria lítica como machados e escopros, utensílios de pedra polida como trapézios e lamelas e utensílios de pedra lascada como pontas de setas, furadores e punhais. Dos utensílios feitos com ossos foram encontrados furadores, pontas e diversos objectos de adorno. Foram também encontrados objectos conectados ao universo mágico-simbólico, como cilindros de calcário, um machado votivo e dois vasos de calcário. A cerâmica não podia faltar e foram encontrados diversos fragmentos como conjuntos decorados do Neolítico até fragmentos balizados da idade do Bronze.

A gruta rasgada em calcário do Jurássico médio merece ser protegida e preservada, pois no seu interior para além de todo o espólio que de lá foi retirado encontram-se formações rochosas muito bonitas.






A gruta está inventariada na base de dados do IGESPAR com CNS10174 e no Plano Director Municipal de Rio Maior, PDM nº73).

Para informações sobre a Gruta de Nossa Senhora da Luz I, consulte:

terça-feira, 9 de março de 2010

Bica d'água na Vila da Marmeleira

Num dos entroncamentos da Vila da Marmeleira aproveitaram a esquina de uma casa para colocar uma Bica de Água.
Esteticamente esta fonte ficou bem integrada e o painel de azulejos representando uma sena agrícola com a igreja em destaque é muito bonito.
Mais um bom exemplo de aproveitamento de áreas públicas.


segunda-feira, 8 de março de 2010

Capela da Senhora da Luz

Na estrada que liga Rio Maior a Caldas da Rainha fica a Capela da Senhora da Luz.
A capela de 1958 está bem conservada, mas o edifício contíguo encontra-se em ruína profunda.
A capela possui um elegante adro e no seu interior encontra-se em destaque a imagem da Nossa Senhora da Luz e os painéis de azulejos em tom azul. Os painéis laterais representam passagens da vida de Jesus, sendo o do lado direito representativo da fuga após aviso do anjo e o do lado esquerdo uma imagem do quotidiano familiar.




sábado, 6 de março de 2010

Cheias colocam em perigo ponte romana

A ponte romana localizada na estrada que liga Assentiz a Arrouquelas está em perigo.
As chuvas que continuam a cair sem parar provocaram um caudal anormal na ribeira e a água já cobriu completamente o arco que resta desta ponte romana.
Conforme já relatei num artigo anterior esta ponte que inicialmente tinha dois arcos, mas perdeu um deles no século XVIII também devido a uma cheia, fez parte de uma antiga via romana reaproveitada no tempo de D. Maria I. Agora só resta esperar que a ponte regista, embora já sejam muito evidentes as várias fissuras e o começo do desmoronamento de parte do tabuleiro.
Não basta termos orgulho no nosso património e colocar lá umas tabuletas descritivas, é necessário cuidar dele.


Cheia em Arrouquelas

A ribeira que passa em Arrouquelas saiu do seu leito e galgou para os terrenos vizinhos.
Esta ribeira normalmente tem um caudal muito diminuto sendo até normal ser difícil ver a água que lá corre. Mas a chuva que não quer parar de cair em conjunto com a terra que já não consegue absorver mais nada provocam estas cheias pouco vulgares.
É necessário proteger alguns bens dos habitantes e agora esperar que nenhuma das 3 principais pontes da freguesia seja danificada, pois a água já chegou aos seus tabuleiros.






quinta-feira, 4 de março de 2010

Tasquinhas de Rio Maior


Está nesta semana a decorrer no Pavilhão Multiusos a 25ª edição das Tasquinhas de Rio Maior. Por norma este evento decorre durante os últimos dias de Fevereiro e os primeiros de Março e este ano, continuando com a tradição as tasquinhas são entre os dias 26 de Fevereiro e 7 de Março.
As Tasquinhas de Rio Maior realizam-se desde 1986 e em 2006 obtiveram da Direcção Geral de Turismo a ‘Declaração de Interesse para o Turismo’.
À semelhança dos anos anteriores esta edição das Tasquinhas reúne as várias colectividades e freguesias do concelho para deliciar os visitantes com os seus pratos típicos. As pessoas que nos servem, não são profissionais da industria da restauração, são mulheres e homens que durante estes dias abdicam das suas actividades habituais para com saber e dignidade ajudarem as suas colectividades e contribuírem para o sucesso que este certame tem tido e continuará de certo a ter. Uma das características desta feira gastronómica é a participação de todas as freguesias do concelho por intermédio das suas colectividades locais. Este ano deliciei-me com um prato de bacalhau assado na tasquinha da ARCA (Associação Recreativa e Cultural de Arrouquelas) que para além de muito saboroso contou também com o enorme calor humano de quem aí estava a servir.
O festival conta também com uma mostra de artesanato, doçaria e licores típicos de Rio Maior e também de várias outras regiões do País. Varias actividades económicas da região estão igualmente aqui representadas.
Durante toda a feira existe muita animação com a presença de diversas confrarias, grupos musicais e grupos folclóricos.








No exterior do pavilhão que alberga as Tasquinhas (cerca de 15000m2) a animação continua com os diversos pontos de venda de farturas e os habituais carroceis.
Se ainda não veio ás Tasquinhas de Rio Maior ainda vai a tempo de aí se deslocar para passar uma excelente tarde ou noite deliciando-se com a nossa gastronomia.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Capela de Vale Marinhas


A capela de Vale Marinhas foi inaugurada a 24 de Maio de 1981 com a presença de António Francisco Marques, Bispo de Santarém.
Os 6 vitrais laterais são muito bonitos, representando passagens desde a anunciação do anjo a Maria até ao nascimento de Jesus.
A padroeira da terra é a Nossa Senhora de Fátima e os festejos realizam-se no mês de Maio ou Junho.



terça-feira, 2 de março de 2010

Lavadouro público em Malaqueijo

O lavadouro público em Malaqueijo tem uma arquitectura simples mas bonita, estando em bom estado de conservação. Apesar de hoje em dia este tipo de equipamento social ter perdido um pouco a sua utilidade o lavadouro está plenamente equipado possuindo ainda o estendal da roupa.
Gostaria de salientar nesta estrutura dois aspectos:
1- O telhado muito bonito que se enquadra perfeitamente com as arcadas.
2- A fonte de pedra que se encontra de um dos lados do edifício

segunda-feira, 1 de março de 2010

Igreja de São Sebastião em São Sebastião

Igreja de São Sebastião em São Sebastião.


A igreja foi inaugurada a 03 de Junho de 1979 por D. António Francisco Marques, Bispo de Santarém. À altura da inauguração a localidade chamava-se Cabos.
Existem duas festas em honra de São Sebastião, uma a 20 de Janeiro e outra no primeiro fim-de-semana de Julho, conhecida como a festa de Verão.
O interior da igreja é sóbrio, mas ao mesmo tempo bonito e funcional.


No exterior existe uma cruz de pedra datada de 2005. Nesta cruz existe a inscrição INRI que é o acrónimo de Iesu(a) Nazarenus Rex Iudaeorum, "Jesus Nazareno Rei dos Judeus" que Pilatos mandou gravar na cruz em que Jesus foi crucificado. Nos dois braços da cruz também estão gravadas as letras ‘Α’ e ‘Ω’ (Alfa e Omega) que são respectivamente a primeira e a última letra do alfabeto grego, significando o Início e o Fim (Termo usado pelos profetas para se referirem a Jesus como o criador de todas as coisas e que depois dEle não haverá outro igual).


Como está patente pelo seu nome, a igreja tem como Orago São Sebastião.
São Sebastião nasceu em Narbonne (França) por volta de 256 d.c., foi cidadão de Milão e acabou por falecer em 286 d.c. Sebastião era um soldado que pertenceu à Guarda Pretoriana, mas a sua conduta branda com os prisioneiros levou a que fosse julgado e condenado pelo imperador como traidor sendo o castigo a morte por meio de flechas. Após a execução foi atirado ao rio, mas Sebastião não tinha falecido e foi encontrado e socorrido por Irene (Santa Irene). Foi levado novamente perante o imperador Diocleciano que o mandou espancar até à morte. Mesmo assim Sebastião não morreu, tendo que ser trespassado por uma lança.
 
A igreja foi construída sobre uma antiga ermida (Ermida de S. Sebastião).
Nas festas realizadas em Janeiro de 2013, foi inaugurado um painel de azulejos, colocado na parede principal da igreja, cuja referência é precisamente esta ermida.