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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Ribeira em Outeiro da Cortiçada

A Igreja Matriz de Outeiro da Cortiçada é dedicada a Nossa Senhora da Ribeira.
A Igreja tem uma pedra exterior na qual está gravada a data de 1776 que deve ter sido a data de alguma reparação ou ampliação pois a sua construção é apontada para o ano de 1727 conforme data gravada sobre a pedra chave do altar-mor.
O interior possui uns bonitos azulejos azuis
Da porta da Igreja tem-se uma visão bastante ampla sobre as terras da freguesia.
As festas à Nossa Senhora da Ribeira realizam-se no primeiro Domingo de Agosto.









domingo, 17 de janeiro de 2010

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário em Azambujeira

No centro histórico de Azambujeira encontra-se a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário.

A Igreja é datada do século XVII e tem a fachada de estilo barroco. Na fachada marcada por uma grande solidez, destaca-se a torre sineira com o relógio mecânico, a imagem de Nossa Senhora do Rosário no seu nicho e ainda o anjo sobre a porta principal.
A imagem de Nossa Senhora do Rosário é recente, pois a original caiu durante o grande terramoto de 1755.


A porta principal também não é a original.
As portas originais eram de madeira de oliveira e pesavam mais de 100 quilos. Encontram-se no museu, logo do outro lado da praça.


No largo existe um pelourinho datado do 3º quartel do século XVII assente sobre uma plataforma de três degraus. A coluna lisa que forma o pelourinho é de pedra lavrada com a base paralelepipédica e rematada numa forma oval.
Ao lado da igreja fica o salão paroquial que inicialmente era a "casa da sacristia".


O interior é composto por uma nave única totalmente revestida a azulejos seiscentistas (época da construção da igreja).
O tecto é de madeira, em gavetões castanhos. Inicialmente os gavetões do tecto eram pintados de amarelo e cercados a azul, cor do céu.
O altar-mor é abobadado com pinturas nas paredes de fundo.
O belíssimo trono, encontrava-se tapado pelo retábulo em honra da padroeira, Nossa Senhora do Rosário que se encontra, agora, na parede esquerda.
Existe um altar lateral de talha pintada com pequenas imagens de santos.


Os azulejos feitos manualmente, possuem para além da cor azul, a amarela que aliada à textura própria dos azulejos dão uma certa alegria ao espaço.
Nas paredes laterais podem-se notar um grupo de azulejos de tonalidade diferente. Esta diferença de tonalidade deve-se ao facto de até cerca de 1950 se encontrarem aí dois (um à esquerda e outro à direita) altares de belíssima talha dourada. Os altares foram retirados durante as obras de recuperação que ocorreram nessa data e em nome da simplicidade que se queria incutir nos cristãos.
Nestes painéis de azulejos existem alguns figurativos como o de uma pomba de faiança localizado sobre o púlpito. Esta pomba julga-se ser única.



Na parede esquerda da igreja existe, como já referi, uma grande pintura alusiva ao orago de Azambujeira que é a Nossa Senhora do Rosário. O retábulo foi retirado do altar Mor para ser restaurado, operação que nunca chegou a ser concluída.
Rosário significa a coroa de rosas oferecidas à Nossa Senhora. Este título dado a Nossa Senhora vem da aparição mariana a São Domingos de Gusmão em 1208, na igreja de Prouille, em que Maria lhe dá o rosário. O rosário foi entregue a São Domingos como uma arma poderosa para a conversão dos pecadores. Os promotores da devoção do rosário no mundo foram os dominicanos, seguidores de São Domingos e obtiveram resultados incríveis e milagrosos. Em quase todas as aparições marianas, Nossa Senhora tem aparecido com o rosário e estimulado o seu uso.
Nesta curiosa imagem em que Maria parece estar grávida, tem a coroa de rainha na cabeça e a seu colo, no braço esquerdo, o menino Jesus também coroado como rei do mundo. Nossa Senhora encontra-se sobre uma nuvem, símbolo de divindade e está rodeada por querubins (anjos em segundo lugar na hierarquia celeste tomando a forma de um bebê alado), símbolo da protecção reservada por Deus a Maria. As rosas simbolizam os mistérios do rosário, já que segundo uma devoção antiga, por cada ‘Avé Maria’ que se reze é entregue à Virgem uma rosa e por cada rosário rezado é lhe entregue uma coroa de rosas. O rosário é composto pela reza de 150 ‘Avé Maria’s em 15 dezenas, colocando um ‘Pai Nosso’ no início de cada uma delas. Assim surgiu o rosário de 15 mistérios em que mais tarde o Papa João Paulo II adicionou mais cinco, os mistérios luminosos. Os mistérios são assim: Mistérios Gozosos (Anunciação; Maria visita sua prima Isabel que se encontra grávida de João Baptista; Nascimento de Jesus numa gruta em Belém; Apresentação de Jesus ao templo; Perda e reencontro de Jesus em Jerusalém), Mistérios Dolorosos (Agonia de Jesus no monte das oliveiras; Flagelo de Jesus atado a uma coluna; Coroação de Jesus com espinhos; Jesus morre na cruz), Mistérios Gloriosos (Ressurreição de Jesus; Ascenção de Jesus; Descida do Espírito Santo sobre os apóstolos; Assunção de Maria ao céu; Coroação de Maria por Jesus), Mistérios Luminosos (Baptismo de Jesus; Revelação nas Bodas de Caná; Anúncio do Reino de Deus; Transfiguração de Jesus; Instituição da Eucaristia).


Existem pelas paredes interiores da igreja vários painéis de azulejos como:
Painel de azulejos de Santo António a pregar aos peixes.
Santo António nasceu em Lisboa a 13 de Setembro algures entre 1191 e 1195, vindo a falecer a 13 de Junho de 1231 em Pádua, Itália. Santo António foi desde cedo um excelente orador e pregador. Em Rimini, Itália, os hereges impediram o povo de assistir aos seus sermões. Foi então que Santo António foi à costa do mar Adriático e começou a pregar aos peixes. Os peixes apareceram em grande número, mostrando a cabeça fora de água. Este milagre deixou toda a cidade em grande entusiasmo.


Painel de azulejos de São José com seu filho, Jesus.
São José é reconhecido e invocado como modelo de pai, operário, protector da Sagrada Família e protector da grande família de Deus, a Igreja.


Painel de Azulejos do martírio de São Sebastião.
São Sebastião nasceu em França e viveu entre os anos 256 d.C. e 286 d.C., tornando-se cidadão de Milão, Itália. Foi morto durante a perseguição levada a cabo pelo imperador romano Diocleciano.


No topo da parede de entrada do altar-mor, encontra-se um painel de azulejos representando dois anjos a velarem pelo Pão e Cálice da Nova Aliança (corpo e sangue de Cristo), ou seja, a Eucaristia.

A pia baptismal em pedra também é bastante antiga. Pensa-se que esta pia tenha vindo da igreja primitiva de Azambujeira, dedicada a Santa Luzia. Esta igreja existiu na zona do cemitério, no qual e até há pouco tempo, existiam as pedras que formavam o arco da capela Mor. Os restos da capela Mor foram removidos em 1954 com o motivo de alargar o cemitério.
A igreja de Nossa Senhora do Rosário foi mandada construir pelos senhores feudais, quando a igreja de Santa Luzia se tornou demasiadamente pequena.


Igreja Matriz em Fráguas

Em Fráguas podemos admirar a Igreja Matriz de Santo António.
A primeira igreja matriz de Fráguas situava-se num ermo de uma charneca fora da povoação e tinha como padroeiro São Miguel. No século XVII este templo encontrava-se em muito mau estado de conservação, precisando de muitas obras e como se encontrava afastado da povoação o povo decidiu transferir a matriz para a capela de Santo António (O templo da primeira igreja matriz ainda existe no local original, embora em ruínas).
Em 1622 é inaugurada então a nova Igreja Matriz em dia de São Matias e foi o sacerdote Matias Machado que dirigiu as cerimónias.
No interior da Igreja destacam-se os painéis de azulejos seiscentistas nos altares de Nossa Senhora da Conceição e de Santo António. O sacrário e castiçais são de talha dourada.






Nos jardins, existe um busto de Daniel Gomes (1948-1989).
 
Para saber mais sobre a primitiva igreja matriz de Fráguas, consulte:

sábado, 16 de janeiro de 2010

Moagem Maria Celeste


A moagem Maria Celeste é um exemplo significativo do património industrial de Rio Maior marcando a viragem para a modernização da indústria nesta região.
Este complexo incorpora uma antiga azenha que utilizando a energia hidráulica alimentava um sistema de moagem. O insólito é que à data da inauguração em 1932 o uso de energia eléctrica para fins industriais já era generalizado em Portugal e talvez tenha sido esta a razão para a empresa ter sido fechada pouco tempo após a inauguração e grande parte do seu espólio desmantelado. A existência de várias azenhas na região e o saber transmitido ao longo de gerações deve ter tido um grande peso na escolha da energia hidráulica mesmo que integrando inovações técnicas a nível da maquinaria de processamento.
Embora perto do centro da cidade o complexo está em harmonia com a sua envolvente de cariz rural e com o rio que passa junto ao edifício.
O complexo é composto pela casa do proprietário (ainda hoje habitada por uma descendente), o escritório, local de venda, local de armazenamento, área energética e sala de fabrico da farinha.
A moagem ainda conserva a azenha e o sistema (veio) de transmissão de energia.
Penso que poucas cidades em Portugal têm um espaço central como este no qual pode ser criado um museu e espaço de lazer no qual todos os habitantes e visitantes poderiam passar uns bons momentos. Este espaço deveria (se ainda não o é) ser classificado como imóvel de interesse municipal.


Como curiosidade, foi aqui na Moagem Maria Celeste que a 21 de Maio de 1945 se realizou em Rio Maior o almoço comemorativo da Paz (Fim da II Grande Guerra Mundial). O representante da embaixada dos Estados Unidos da América, foi o médico Arnaldo Vidigal Pais (1899-1961) que fixou residência e atividade profissional em Rio Maior.








sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Fonte do Povo em Arruda dos Pisões

Em Arruda dos Pisões pode-se contemplar a Fonte do Povo.
Construída em 1911 foi restaurada em 1992.
Existem 3 painéis de azulejos sendo as suas imagens referentes a actividades da terra. No painel central está retratada a actividade dos oleiros e nos painéis laterais a ceifa e os moinhos.





quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Centro de dia em Outeiro da Cortiçada

Em Outeiro da Cortiçada existe um moderno Centro de Dia.
Uma medida do nosso nível de desenvolvimento é a maneira como tratamos dos nossos mais novos, mas também, dos nossos mais idosos.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Azenhas da Ribeira de São João

A essência da freguesia de Ribeira de São João está nas suas antigas azenhas. Existem algumas ainda bem conservadas que actualmente estão reconvertidas para turismo como é o caso da Quinta do Capitão e da Quinta da Ferraria.
Nesta página vou falar do moinho da Quinta da Ferraria e do moinho dos Capuchos.
O moinho dos Capuchos, propriedade particular, começou a entrar em decadência quando deixou de ser usado. Hoje está em avançado estado de degradação a ser literalmente invadido pelas silvas embora a sua recuperação ainda seja possível e desejável.




Contrastando com este edifício, temos a Quinta da Ferraria que tem um espaço para a realização de eventos e se dedica à criação e divulgação do cavalo de raça Lusitana. Ainda hoje é possível ver a azenha que aproveitando o desnível de águas entre os 2 e os 3 metros, usou a força do rio Maior para as prensas hidráulicas do lagar de azeite, para a moagem, descasque de arroz e também para obtenção de electricidade.



http://www.quintadaferraria.com/
http://www.eventosdaferraria.com/

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Miradouro e Coreto em São Sebastião

Em São Sebastião existe um miradouro com uma vista excelente.
No largo deste miradouro que se encontra em frente da igreja existe um coreto que embora tenha uma forma simples é bastante simpático. Deve de ser excelente nas noites quentes de Verão estar a ouvir música com um paisagem que se perde no horizonte como companhia.
Já que estamos a falar do coreto, é importante referir que a banda da sociedade filarmónica de São Sebastião celebrou o ano passado o seu 25º aniversário.


segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Moca de Rio Maior

Moca é um cacete com uma maça na extremidade que serve de arma.
A conhecida Moca de Rio Maior é uma moca de madeira torneada com taxas cravadas.

A Moca de Rio Maior ficou conhecida por ter sido usada nas lutas políticas e bloqueios de estrada que ocorreram nesta região por alturas do «Verão quente» de 1975 (no pós 25 de Abril de 1974).
Em 1975 num período de agravamento das tensões entre as diversas facções políticas, Rio Maior tornou-se na fronteira simbólica de um Portugal dividido em dois, o do Sul (da revolução) e o do Norte (da reacção).
Rio Maior era atravessado pela Estrada Nacional nº1 que era a principal via rodoviária entre Lisboa e Porto. Rio Maior embora tendo um tecido agrícola heterogéneo, situava-se na fronteira entre o Sul latifundiário e o Norte minifundiário. Em termos políticos mais uma vez Rio Maior estava na fronteira entre o Norte em que o PCP não tinha grande expressão e o Sul começando logo pelo Cartaxo ou Azambuja em que o PCP tinha um claro protagonismo público.
É nesta situação explosiva que surge a moca de Rio Maior, quando em 13 de Julho de 1975 após uma tentativa de ocupação do antigo Grémio da Lavoura de Rio Maior por uma facção simpatizante do PCP os militantes locais e conectados com o PPD mobilizam os agricultores e expulsam os ocupantes do grémio e depois dirigem-se para a sede do PCP local e atacam à paulada (ou à mocada) os militantes comunistas saqueando a sua sede.
Os jornais de Lisboa e conectados com o PCP tratam a acção popular como manobra reaccionária. Indignados com este tratamento, no dia seguinte os agricultores formam piquetes nas estradas e queimam todos os jornais vindos de Lisboa.
Devido a não haver acções de repressão por parte das forças policiais, levou a que este tipo de acções se alastrasse a outros municípios quase todos na metade Norte de Portugal.
Felizmente agora temos um país que se quer pacífico e tolerante onde todas as forças políticas coabitem em democracia e em respeito por todas as ideologias.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Homenagem aos militares de Arrouquelas

Arrouquelas não esquece os seus militares.

É exemplo a homenagem prestada aos militares de Arrouquelas que combateram na 1ª Grande Guerra Mundial localizado na praça em frente à escola primária.


Existe também um memorial aos militares de Arrouquelas que lutaram na Guerra do Ultramar.