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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

A Inquisição em Rio Maior


A Inquisição em Rio Maior

História da Inquisição em Portugal 
A Inquisição nasce dentro do sistema jurídico da Igreja Católica Romana durante o século XII, em França, para combater a heresia.
Houve três factos históricos que precipitaram a entrada da Inquisição em Portugal:
- Em 1492 Espanha expulsou os Judeus e muitos deles vieram para Portugal.
- Em 1506 após um incidente na Igreja de são Domingos em Lisboa resultou em três dias de distúrbios e a morte de aproximadamente 2.000 pessoas.
- Em 1531 em que houve uma série de tremores de terra na zona da Estremadura. Os frades aproveitaram para espalhar o pânico entre as populações camponesas acusando os judeus (cristãos-novos) como objecto da ira divina.
Em 1531 o rei português D. Manuel I, para cumprir o acordo de casamento com Maria de Aragão pediu para ser instituída a Inquisição em Portugal. Em 1533 D. João III, filho da rainha D. Maria renovou o pedido ao Papa Paulo II que o consentiu. Em 23 de Maio de 1536 foi instituída a Inquisição em Portugal e a sua sede foi em Évora que era onde se encontrava a corte. Em 1534 a corte voltou para Lisboa e com ela o novo Tribunal. A partir de 1541 foram criados os tribunais de Coimbra, Porto, Lamego, Tomar e Évora.
Em 1544 o Papa mandou suspender a execução de sentenças da Inquisição portuguesa, interrompendo-se os autos-de-fé. As primeiras instruções para o funcionamento da Inquisição em Portugal são assinadas pelo cardeal D. Henrique e o primeiro regimento surge em 1552.
A Inquisição portuguesa foi-se extinguindo ao longo do século XVIII e em 1821 numa sessão das Cortes Gerais foi extinta oficialmente.
No século XIX todos os estados europeus extinguiram os tribunais da Inquisição, embora tenham sido mantidos pelo Estado Pontifício. Em 1908 o Papa Pio X renomeou a instituição como “Sacra Congregação do Santo Ofício” e em 1965 no pontificado de Paulo VI assumiu a designação de “Congregação para a Doutrina da Fé”.

Mas qual seria o objectivo real da Inquisição em Portugal? Segundo alguns autores e com os quais eu concordo, o objectivo seria simplesmente o de subsistir, criando uma estância de poder para os inquisidores e seus familiares. A Inquisição não teve a ver com religião mas com o facto de querer durar no tempo e para isso criar uma tarefa que agradava à sociedade no seu tempo que era a de perseguir e humilhar os cristãos novos. O móbil da Inquisição não poderia ser o confisco dos bens dos réus, pois muitos dos réus poucos bens possuíam e os bens confiscados não seriam suficientes para pagar as despesas.

É costume dizer-se que a Inquisição em Portugal não foi muito cruel. Na realidade os mortos à mão da Inquisição não devem ultrapassar as 3.000 pessoas. Mas se este número só por si já é elevado, temos ainda de adicionar as várias dezenas de milhar de pessoas que sofreram e foram humilhados, sendo obrigados a dizerem que pertenciam a uma religião que não era a sua, a verem-se espoliados de todos os seus bens e/ou a serem votados ao degredo.

Processos em Rio Maior: 

Pedro Rodrigues
- Referência: PT/TT/TSO-IL/028/01153
- De 28/08/1563 a30/12/1574 
- Estatuto social: cristão-velho
- Idade: 40 anos
- Crime/Acusação: blasfémia
- Cargos: moleiro
- Naturalidade: Rio Maior
- Morada: Rio Maior
- Estado civil: casado
- Cônjuge: Maria Álvares
- Data da prisão: 28/08/1563
- Sentença: auto-da-fé privado de 07/01/1574. Abjuração de leve, penitências espirituais, pagamento de custas. 

Maria Freire
- Referência: PT/TT/TSO-IL/028/04875
- De 14/06/1640 a 12/10/1646 
- Estatuto social: parte de cristã-nova
- Idade: 60 anos
- Crime/Acusação: judaísmo
- Naturalidade: Torres Novas
- Morada: Rio Maior
- Pai: Rodrigo Barroso, cristão-velho, vivia de sua fazenda
- Mãe: Guiomar Gomes
- Estado civil: casada
- Cônjuge: Bernardo Toscano, cristão-velho, vivia de sua fazenda
- Data da prisão: 14/06/1640
- Sentença: auto-da-fé de 06/04/1642. Confisco de bens, abjuração em forma, cárcere e hábito penitencial perpétuo sem remissão, instrução na fé católica, penitências espirituais.
- Tribunal do Santo Ofício, Inquisição de Lisboa, proc. 4875 

Catarina Coelho
- Referência: PT/TT/TSO-IL/028/02077
- De 12/08/1662 a19/05/1665
- Crime/Acusação: curandeira, bruxaria, superstição
- Cargo: moleira
- Naturalidade: Rio Maior
- Morada: Rio Maior
- Estado civil: casada
- O processo não tem sentença.
- Tribunal do Santo Ofício, Inquisição de Lisboa, proc. 2077 

Rodrigo Henriques
- Referência: PT/TT/TSO-IE/021/7811
- De 05/06/1671 a 11/04/1672 
- Estatuto Social: Trabalhador
- Crime/Acusação: Judaísmo,heresia e apostasia
- Naturalidade: Alvito
- Morada: Rio Maior, Termo de Santarém
- Pai: António Lopes Henriques
- Mãe: Clara Dias
- Estado Civil: Casado
- Nome do Cônjuge: Isabel Nunes
- Data da Sentença: 03/04/1672
- Data do Auto de Fé: 03/04/1672
- Outros Dados: Apresentado em 05/05/1671. Ouvido no dia 12 do mesmo mês. Contra ele foram extraídas culpas dos processos de seus irmãos, de seus tios, de seus primos, etc. Em 11/04/1672-04-11,foi mandado em paz. M.M.C.
- Tribunal do Santo Ofício, Inquisição de Évora, proc. 7811

-Joaquim Velho de Araújo
- Referência: PT/TT/TSO-IL/028/04873
- De 18/02/1743 a 09/07/1744
- Idade: 15 anos
- Crime/Acusação: judaísmo
- Cargo: moço de servir
- Naturalidade: vila de Avis
- Morada: Rio Maior, comarca de Santarém
- Pai: António Velho de Araújo, cristão-novo
- Mãe: Francisca das Neves, cristã-nova
- Estado civil: solteiro
- Data da prisão: 08/03/1743
- Sentença: auto-da-fé de 21/06/1744. Confisco de bens, abjuração em forma, cárcere e hábito penitencial perpétuo, instrução na fé católica, penitências espirituais.
- Tribunal do Santo Ofício, Inquisição de Lisboa, proc. 4873

Denúncia de Luísa Micaela contra frei Miguel dos Reis
- Referência: PT/TT/TSO-IL/028/CX1577/13654
- De 25/06/1786 a01/02/1804 
- Correspondência recebida do notário Luís Henriques de Carvalho, de Rio Maior, com denúncia apresentada por Luísa Micaela contra frei Miguel dos Reis, acusado de solicitação, é religioso Mariano e assistente no Convento do Carmo de Santarém.
- Tribunal do Santo Ofício, Inquisição de Lisboa, proc. 13654

Existem muitos outros relatos da atividade da Inquisição em Rio Maior. Como o da passagem do visitador do arcediagrado de Santarém, Simão da Costa de Amaral, que em Maio de 1620, se encontrou em Torres Novas com uma comissão dos inquisidores e remeteu ao santo ofício as culpas por si levantadas de um caso ocorrido em Rio Maior e outro em Torres Novas. As denúncias eram relativas ao comportamento de sacerdotes.

Pode saber mais sobre os cristãos-novos em Rio Maior, em: 

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Procissão do Enterro do Senhor em Rio Maior

Em Rio Maior, existem duas Procissões Pascais. A Procissão dos Paços e a Procissão do Enterro do Senhor. Ambas são da responsabilidade da Santa Casa da Misericórdia de Rio Maior.

A procissão do Enterro do Senhor tem início na Igreja Paroquial e passa por diversas ruas da cidade. A solenidade termina na Igreja da Misericórdia com o ato simbólico do Enterro do Senhor.
Nesta cerimónia estão representadas as várias entidades de Rio Maior, como a Câmara Municipal, a Junta de Freguesia, a Associação e Corpo de Bombeiros, os Escuteiros e a Liga dos Combatentes. Durante o percurso coube à Banda Filarmónica da Freguesia de São Sebastião o acompanhamento musical. A solenidade é muito participada, havendo muitos populares que acompanham a procissão e muitos outros que aguardam a sua passagem para assistirem ao evento.









 
Esta procissão já se realiza há muitos anos em Rio Maior.



Existe um relato curioso envolvendo estas procissões pascais que se passou com a procissão do Corpo de Deus em 1435. O dia do Corpo de Deus era é celebrado na segunda quinta-feira após o domingo de Pentecostes (60 dias após a Páscoa) e era dia feriado até 2012. Esta festa é a “festa de guarda” onde é celebrado o mistério da Eucaristia.
Ora em 1435, vários bens de Rio Maior foram penhorados pelo facto da população não ter participado na procissão organizada em Santarém. A 20 de Julho de 1435 os moradores de Rio Maior foram a Alenquer, onde a Corte portuguesa estava a passar uns dias, obtiveram uma audiência e expuseram o facto de não terem ido a Santarém devido à procissão se realizar já há muitos anos em Rio Maior. Obtiveram um alvará de D. Duarte que ordenava aos juízes de Santarém à devolução dos penhores e conseguiram ainda o direito a organizarem localmente a sua festa e procissão. Posteriormente e com medo de novas intervenções dos Juízes do Concelho procuraram a confirmação sucessiva do diploma, a 13 de Maio de 1440 em Santarém e a 24 de Agosto de 1449 em Óbidos. Este evento reforçou os laços entre a comunidade de Rio maior e a igreja local, já que até então as relações não eram muito próximas. O facto da igreja se encontrar fora do espaço da aldeia e do outro lado do rio é exemplo do fraco envolvimento da população. Claro que as ordens religiosas estavam envolvidas em alguns ramos económicos, como a extracção de sal-gema nas salinas (pelo menos desde 1177) e a extracção de ferro numas minas existentes no termo da aldeia referenciadas no século XIII.

terça-feira, 17 de março de 2015

Santa Casa da Misericórdia de Rio Maior

A Santa Casa da Misericórdia de Rio Maior está desde 1759 ao serviço da população, em particular dos mais desfavorecidos.
Actualmente a Santa Casa está mais vocacionada para a acção social no apoio às crianças e a pessoas de grande dependência, não esquecendo no entanto o sector da saúde.
Na acção social tem as valências de creche, jardim de infância, pré-escola, ATL e lar para grandes dependentes.
Na saúde tem um Centro Médico, onde se realizam consultas e exames de diagnóstico e ainda um Centro de Fisioterapia.
Fica agora um pequeno resumo histórico desta instituição, começando pela fundação da Santa Casa em Portugal.
A fundação da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa remonta a 1498 por Frei Miguel Contreiras com o apoio da rainha D. Leonor, de quem era confessor.
A instituição surgiu a partir da remodelação da Confraria de Caridade Nossa Senhora da Piedade e passou a atender a população mais necessitada, com funções como a de alimentação dos famintos, assistir os enfermos, educar os enjeitados e mais tarde a prestar assistência aos recém-nascidos abandonados.
A Confraria da Misericórdia de Santarém remonta pelo menos ao ano de 1500 em que o rei D. Manuel I concedeu a 20 de Março de 1500 à Confraria vários alvarás. De notar que o Frei Miguel Contreiras era religioso da ordem ‘Trinos’ cujo primeiro convento em Santarém desta ordem foi fundado entre os anos 1499 e 1500.
Em Janeiro de 1759 os moradores de Rio Maior pediram ao rei D. José I a criação de uma Irmandade da Misericórdia para tomar conta do Hospício que havia na localidade.
A Misericórdia de Rio Maior foi assim criada no reinado de D. José I, por alvará de 18 de Abril de 1759. A Misericórdia de Rio Maior ficou obrigada a prestar contas ao Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Santarém. Na data da sua criação possuía a Igreja da Misericórdia, como capela privativa e que foi Igreja Matriz entre 1810 e 1968.
Em 1870 foi reconstruído o Hospital da Misericórdia, junto à Igreja da Misericórdia (no lado oposto à Casa Senhorial de D. Miguel). Este hospital foi fundado em 1619 e era administrado pela Misericórdia de Santarém para dar apoio aos enfermos a caminho das Caldas da Rainha. O Hospital era importante para Rio Maior principalmente desde a fundação do concelho (1836) pois a Câmara ocupou o antigo Hospício como edifício dos Paços do Concelho. Com as obras o hospital passou a poder acomodar até 30 enfermos.
A 11 de Junho de 1893 elaborou-se o Compromisso da Santa Casa da Misericórdia de Rio Maior. Este compromisso foi aprovado em 13 de Julho de 1894 e editado nesse mesmo ano.
Em 1926 foi iniciada a construção do Hospital da Misericórdia de Rio Maior, projecto do engenheiro Mendonça. Esta obra ficou pronta em 1933 e foi inaugurada a 24 de Fevereiro de 1935. Para o hospital, o estado contribuiu em 1933 com 6.000$00 sendo no entanto este valor quase insignificante perante o esforço que toda a população efectuou.
A Câmara Municipal de Rio Maior sempre apoiou a Santa Casa da Misericórdia e sabe-se que pelo menos entre 1939 e 1944 que o apoio era no valor de 17.500$00 (cerca de 87,28€). Para além do apoio camarário, havia em 1944 cerca de 6.000$00 de rendimentos próprios e 3.500$00 da Direcção Geral de Assistência. Esses valores sabem-se porque o Hospital da Misericórdia atravessava em 1944 uma grande crise de angariação de fundos, correndo o risco de fechar portas.
Nos finais do ano de 1944, foi aplicada pela primeira vez a penicilina no Hospital da Misericórdia de Rio Maior.
Em Maio de 1945 o movimento do hospital era o seguinte:
                - Doentes que transitaram de Abril            15
                - Novos doentes                                             31
                - Doentes saídos com alta                            27
                - Falecimentos                                                2
                - Doentes que transitaram para Junho      17
                - Grandes cirurgias                                        11
                - Pequenas cirurgias                                      4
                - Tratamentos no banco                               347
                - Sessões de raios ultra-violetas                  45
                - Gelo para os doentes                                 62
                - Sopa dos pobres                                          992
A 29 de Julho de 1945 o Governador Civil de Santarém, Major Valente de Carvalho, presidiu ao lançamento da primeira pedra do pavilhão de isolamento para doenças infecto-contagiosas do hospital.
Em 1950 foi construída a capela anexa ao hospital que teve capelão durante o tempo em que o serviço de enfermagem era prestado pelas freiras. Nesta época foram também realizados outros anexos e aumentos como a cozinha e a sala de jantar.
Em 1980 é criado o lar de acamados da Santa Casa por João Afonso Calado da Maia.
Em 1991 iniciou actividade como Lar de Grandes Dependentes. Passa-se a chamar Lar Dr. Calado da Maia.
A 26 de Janeiro de 2002 é inaugurado o Centro Médico na Rua António Barata Bloco A, 1º. Este Centro Médico permite consultas de várias especialidades, como: Cardiologia, Cirurgia geral, Cirurgia Pediátrica, Dermatologia, Endocrinologia/Diabetes, Fisiatria, Gastrenterologia, Ginecologia, Obstetrícia, Medicina dentária, Clínica Geral, Neurologia, Nutricionismo Oftalmologia, Ortopedia, Otorrinolaringologia, Pediatria, Pneumologia/Alergologia, Podologia, Psicologia, Psiquiatria, Doenças Nervosas, Reumatologia e Urologia.
Em 29 de Setembro de 2012 é inaugurado o novo Edifício de Fisioterapia. Este edifício foi apoiado com um subsídio de 300.000,00€ do Município de Rio Maior num total de 1.225.000,00€. Este novo edifício tem uma área de 740m2, desenho do arquitecto Acácio Jorge Simões e para além de albergar os serviços de fisioterapia, passou também a albergar os serviços administrativos da Santa Casa da Misericórdia de Rio Maior. Na inauguração esteve presente entre outros o Bispo da Diocese de Santarém, D. Manuel Pelino Domingues e o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Rio Maior, João Castro.
Em 29 de Setembro de 2012 também o edifício do antigo Hospital da Misericórdia passa-se a chamar Lar Dr. Calado Maia.
Esta é uma muito importante instituição que presta um serviço importante a toda a população com especial atenção aos mais desfavorecidos.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Coroação em Rio Maior da Imagem de N.S. de Fátima


A 20 de Março de 1949, o Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cereja, veio a Rio Maior para coroar a imagem de Nossa Senhora de Fátima.

Esta fotografia tirada na Praça do Comércio, é da casa Benitez que existia na Av. 5 de Outubro.

A primeira imagem da N. S. de Fátima foi oferecida em 1920 (3 anos após as aparições) por Gilberto Fernandes dos Santos, um devoto de Torres Vedras e feita segundo indicações da Irmã Lúcia (uma das videntes de Fátima). A imagem que pesa 19 quilos, foi realizada por José Ferreira Thedim (escultor da Casa Fânzeres de Braga) em madeira, cedro do Brasil.
A 13 de Outubro de 1942, um grupo de mulheres portuguesas ofereceu a coroa de ouro (pesa 1200 gramas e contém 313 pérolas e 2679 pedras preciosas), em ação de graças por Portugal não ter entrado na Segunda Guerra Mundial.
A 13 de Maio de 1946 a imagem foi coroada, numa cerimónia solene realizada pelo legado pontifício, Cardeal Bento Aloisi Masella. Neste ano celebrava-se o tricentenário da proclamação de Nossa Senhora da Conceição como padroeira de Portugal.
Atualmente existem 12 réplicas desta estátua para satisfazer os pedidos que chegam de todo o mundo para receberem a imagem.

domingo, 17 de agosto de 2014

Fontanário da Igreja em Ribeira de S. João.


Na Ribeira de São João, junto à igreja, foi renovado o fontanário aí existente.
Esta bica de água encontra-se ladeada por dois bancos de pedra e inclui na parede que lhe dá suporte um painel de azulejos alusivo à família de Jesus.


O local já se encontrava um pouco degradado e pouco convidativo.
As imagens seguintes são de como o espaço era, numa obra datada de 15 de Maio de 1993 realizada pela Câmara Municipal de Rio maior e pela Junta de Freguesia. 


sábado, 1 de fevereiro de 2014

Capela de S. Pedro em Correias


Em correias, Outeiro da Cortiçada existe um templo cristão cuja inauguração se deu a 19 de Setembro de 1983.
É uma capela simples, com uma pequena torre sineira e situada dentro do largo de festas desta bonita região.




sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Cemitério São Sebastião


O cemitério de São Sebastião, foi inaugurado a 18 de Março de 1983 pelo Governador Civil de Santarém.

A rua que dá acesso ao cemitério tem o bonito e apropriado nome de “Rua da Saudade”.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Fr. Pedro de Rio Maior - Mosteiro de Alcobaça



Um filho de Rio Maior já foi Dom Prior do Mosteiro de Alcobaça. Tudo se passou em 1567 com Fr. Pedro de Rio Maior.


Recuando um pouco no tempo, o Mosteiro de Alcobaça pertencia à ordem de Cister e até 1475 o método de eleição dos seus abades cumpria as regras da Ordem, mas nesse ano é instaurado o regime de comendas.
O abade D. Nicolau Vieira, durante o reinado de D. Afonso V, cede os seus direitos ao poderoso cardeal D. Jorge de Melo em 1505. Em 1519 os direitos passam para o infante D. Afonso, irmão do futuro rei D. João III. O prestígio do Mosteiro de Alcobaça entra em declínio.
Em 1540 a coroa portuguesa apresenta como abade comendatário o Cardeal D. Henrique que inicia reformas profundas no mosteiro. Em 1567 consegue obter do papa Pio V uma bula outorgando a completa autonomia dos monges, libertando-os da jurisdição da Ordem de Cister.
Durante o tempo em que o Cardeal D. Henrique se ausentava de Alcobaça, era o riomaiorense Fr. Pedro de Rio Maior que presidia ao Mosteiro.
Será mesmo Fr. Pedro de Rio Maior um dos mais zelosos impulsionadores das reformas introduzidas pelo Cardeal D. Henrique. Fr. Pedro de Rio Maior, foi prior do Mosteiro de Alcobaça entre 18 de Junho de 1567 e 1570.
Nos finais do século XVI, Alcobaça tornou-se a “cabeça” da Ordem de Cister submetendo também à sua jurisdição as ordens de Avis e de Cristo, assumindo os seus abades o título de Abades Gerais da Congregação.


De referir que o Cardeal D. Henrique foi o décimo sétimo Rei de Portugal, mas ficou associado a um dos períodos mais críticos da nossa nacionalidade, o da perda da independência após o desaparecimento de D. Sebastião em Alcácer Quibir.

O Fr. Pedro de Rio Maior é referido na página 25 do livro "Historia Chronologica e Critica da Real Abbadia de Alcobaça" de 1827.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Cemitério em Ribeira de São João

 
O cemitério foi construído pela Comissão de Festas e contou com a ajuda de todo o povo da Ribeira de São João.
A obra ficou concluída a 29 de Abril de 1972.


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Capela em Abuxanas

Em 1925, em Abuxanas, foi construída a capela de Nossa Senhora do Rosário.
 
 
A capela de Abuxanas, encontra-se localizada no centro da localidade.
No exterior, destaca-se o seu alpendre, a torre sineira e o relógio posicionado logo abaixo da cruz.
Lateralmente à capela, existe uma fonte que usa os mesmos azulejos que foram usados para o alpendre.
O interior é sóbrio, mas bastante acolhedor com o altar em evidência. Encontram-se várias imagens no interior desta capela, como a de Nossa Senhora do Rosário, São José e São Sebastião.
No exterior existe uma placa de homenagem do povo de Abuxanas ao soldado Mário Bernardino dos Santos que faleceu em combate em Goa, quando da brutal invasão indiana em 18 de Dezembro de 1961.
Já se realizaram romarias ao Mártir S. Sabastião, aqui em Abuxanas.