Ontem, dia 21 de Julho de 2013, participei num passeio
promovido pelo Movimento Cívico Ar Puro.
O passeio teve o seu início junto ao edifício da primeira
central elétrica de Rio Maior (nas traseiras da fábrica Nobre) até à nascente
do Rio Maior nas Bocas. Esta caminhada que juntou um animado grupo percorreu
quase sempre junto ao rio todo este percurso, permitindo assim admirar
fantásticos locais que se encontram à espera de serem descobertos pelos
riomaiorenses. É fantástico Rio Maior ter locais tão perto do centro da cidade
ainda em condições de poderem ser partilhados e usufruídos
pelos seus habitantes e por todos aqueles que nos procuram.
Deixo, para além das fotografias, o desafio de se fazer um
percurso pedestre do centro da cidade à nascente do rio.
Fica aqui o percurso que sugiro e que por decerto viria a
dinamizar o contacto dos habitantes com o rio (que ainda está vivo), criar um
polo de interesse turístico e aproveitar estruturas já existentes.
O percurso poderia começar na Casa Senhorial d’El Rei D.
Miguel com uma visita ao museu.
Descendo até junto ao cemitério, poder-se-ia admirar os
excelentes vestígios que Rio Maior possui de uma Villa Romana com os seus belos
mosaicos. É evidente a ligação dos romanos com o rio, como prova a ninfa aí descoberta.
Daqui passava-se pela antiga moagem Maria Celeste e
começava-se a caminhar junto ao rio.
Paragem essencial que foi o início do nosso passeio de ontem
é a primitiva central elétrica e a sua represa (escadinhas). Local de
inigualável beleza que com pouco investimento permitiria ter o edifício da
central como casa de apoio e o espaço envolvente da represa como parque de
merendas (que por sinal a cidade não tem ainda nenhum). Com um ligeiro arranjo
na zona, daria igualmente como uma excelente praia fluvial.
Daqui, permite seguir por caminhos de serventia sempre junto
ao rio, passando por troços do rio muito bonitos (com troços navegáveis e
represas ainda em bom estado), até se chegar ao moinho do Chão que segundo se
sabe ainda está operacional.
Aqui tem-se que se afastar um pouco do leito do rio, mas
logo mais à frente se volta a acompanhar este interessante rio.
Já em ambiente campestre, passa-se por estruturas de antigas
azenhas e por mais açudes, não deixando o rio Maior de surpreender pela
variedade de ambientes criados.
Alguns destes açudes ainda são usados por alguns populares
para dar uns mergulhos.
Passa-se pela Quinta do Jogadouro, com o seu moinho ainda
funcional e reconvertido em Alojamento Turístico.
Passagem obrigatória pelo antigo mosteiro beneditino, mas
mesmo antes de lá chegar passa-se pela fonte das três bicas que apesar de neste
momento ter um caudal de água reduzido, já suscitou estudos para aqui ser
criada uma captação de água de forma a servir Rio Maior.
Por fim chega-se ao local considerado como a nascente do Rio
Maior, as Bocas.
Aqui poderiam ser muito melhor aproveitados (o que facilitaria
a sua conservação) os vastos vestígios arqueológicos aqui encontrados, como
grutas e abrigos pré-históricos.
Acredito que esta minha sugestão é boa e fazível. Por
último, o rio Maior está vivo. Junto à primitiva central elétrica podem ser
observados lagostins e cardumes de pequenos peixes.