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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Quinta do Vinagre em S.J. da Ribeira.

 
A Quinta do Vinagre situa-se em São João da Ribeira, junto à empresa Tomatagro e constitui uma sociedade de exploração agrícola e turística.
Nesta quinta existiu em tempos um moinho movido com a água do rio Maior.
Ainda lá se encontra o edifício, bem como a zona de entrada e saída de água do ramal secundário do rio. O estado de conservação do edifício é que é mau.



terça-feira, 18 de outubro de 2011

Antigo Moinho em Arrouquelas.

Na rua Dr. João calado Maia, em Arrouquelas, na zona da descida para a Igreja, já existiu um grande moinho de vento.

Este moinho, pertença de Laura Marques servia para moer cereais e ainda para produzir energia eléctrica pois tinha acoplado um pequeno gerador.
Em meados da década de 80 o moinho de ferro foi vendido (embora aparentemente não tenha voltado a ser montado) e o edifício reconstruído para servir como habitação.
O novo edifício continua no mesmo local e ainda se conseguem identificar as marcas da construção original.


As mós colocadas junto à habitação lembram a todos os que por ali passam as origens deste local.

Gostaria de agradecer à D. Laura a autorização que deu para exibir a fotografia do moinho.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Moinho D'Ordem em São João da Ribeira

Quem passa pela estrada nacional 114 que liga Rio Maior a Santarém, na Freguesia de São João da Ribeira, encontra uma tabuleta a indicar a localidade de Moinho D’Ordem.
Pouca gente sabe é que realmente existiu ali, a poucos metros de distância um moinho que já pertenceu à Ordem religiosa de Cister e que em meados do século passado ainda funcionava moendo cereais.
O local do moinho, ficava no lado direito da segunda ponte para quem vem da EN114 pela estrada do moinho d’ordem (A primeira ponte é sobre o braço principal do rio Maior e a segunda ponte era sobre o braço do rio que desviava parte do caudal de água para alimentar o moinho).
Os últimos momentos do moinho contam-se em poucas palavras.
A antiga rendeira do moinho da ordem, deu autorização para derrubarem uns barracões que se situavam nas imediações do moinho. Qual não foi o seu espanto, quando constata que juntamente com os barracões o moinho também tinha sido destruído.
O braço do rio que alimentava o moinho foi aterrado e as mós, juntamente com as noras e fundações, ainda lá devem de estar por debaixo da terra.
O derrube do moinho não foi para construir algum novo edifício ou caminho, pois no seu local encontra-se um simples campo de cultivo.
Assim se perde um património que era muito querido pelos habitantes da terra e cujas paredes podiam contar muitas histórias pois embora o edifício tenha-se colapsado em poucas horas, já existia há vários séculos.
O moinho pertencia à família Regalas e os últimos rendeiros do moinho foram o casal Manuel e Isaurinda Montês.



O moinho da Ordem tem este nome pois como já foi dito, pertenceu à Ordem de Cister cujos frades construíram alguns dos moinhos que existiam na região.
O maior mosteiro da Ordem de Cister em Portugal, o Mosteiro ou Real Abadia de Santa Maria de Alcobaça, é uma jóia da arquitectura medieval. Este mosteiro que é desde 1999 considerado Património Mundial pela UNESCO, foi mandado construir logo após a conquista de Santarém aos mouros.
A Ordem de Cister teve uma presença muito forte na região de Rio Maior e dedicava-se entre outras coisas ao comércio de sal das salinas.
A Ordem estabeleceu-se em Portugal pela primeira vez em Tarouca, no ano de 1144.

As fotografias antigas deste artigo são de habitantes de São João da Ribeira que as cederam para um debate promovido pelo Movimento Cívico Ar Puro sobre o rio Maior, em 20 de Fevereiro de 2011.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Antiga Azenha nas Bocas

Na zona das Bocas, no local em que se festeja o Dia de Bom Verão, já existiu uma azenha.
A azenha foi construída no início do século XX, mas na década de 40 já se encontrava em ruínas.
No local em que actualmente existe uma ponte de ferro e cimento (inaugurada o ano passado), também já existiu uma outra em madeira.
O largo que nos nossos dias se encontra sem vegetação, já possuiu um frondoso arvoredo.

Na imagem seguinte consegue-se ver o rio Maior, com a sua ponte de madeira e ligeiramente mais afastado é visível o edifício da antiga azenha.

Fica aqui, mais um exemplo de património perdido.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Moinhos em Rio Maior

O Alto da Serra em Rio Maior é uma zona muito ventosa e por isso não é de estranhar que por aqui existam vários moinhos de vento.
O uso destes equipamentos para moer cereais já não se justifica, por isso foram reaproveitados para outros fins.
Ficam de seguida alguns exemplos dos moinhos que existem nesta zona. Foi pena que no dia que tive disponibilidade para os fotografar o tempo estivesse muito mau para esse fim.
Os moinhos reaproveitados para fins de turismo em espaço rural são uma excelente opção para quem queira pernoitar perto de Rio Maior, mas num local muito especial. Facilmente encontram um contacto para reserva procurando pelo seu nome na Internet.
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Moinho da Junta de Freguesia de Rio Maior que é usado para fins didácticos.
Moinho particular usado como residência, vizinho do da junta de freguesia.Moinho da Senta que é uma recuperação de um moinho do século XVIII e que é usado para turismo em espaço rural.

Moinho do Avô Tó que é usado para turismo em espaço rural.
Moinho do Maia que é usado para turismo em espaço rural.
Cabeço dos 3 Moinhos que é usado para turismo em espaço rural.
Moinho particular usado como residência, no Alto da Serra.
Moinho na Serra dos Candeeiros recuperado pelo projecto LEADER nos anos de 1990-1993.
Na Serra dos Candeeiros até o posto da Telecom tem o formato de moinho.

domingo, 3 de outubro de 2010

Moinho D'Água Jogadouro

Moinho d’Água do Jogadouro.
Mesmo ás portas de Rio Maior em Freiria, existe um moinho de água cujo moinho se encontra ainda em bom estado de conservação e pleno estado de funcionamento.
Embora seja um espaço privado que actualmente está transformado de modo a acolher o turismo rural, continua a ser um património que Rio Maior não pode deixar perder nem esquecer.


Canal de escoamento de água do moinho.


A represa e redireccionamento de água para o moinho.


Este lugar antigamente era conhecido como Quinta do Jogadouro e só mais recentemente é conhecido como Freiria.
Segundo a lenda, no tempo em que os Mouros habitavam estas terras existia por aqui um palácio em que o jogo preferido dos seus habitantes era jogado com bolas de ouro (daí o nome Jogadouro). Mais tarde foi aqui construído um convento do qual desapareceu uma freira, o que deixou as pessoas a questionarem-se ‘Onde é que a freira iria’ (daí o actual nome Freiria).
Para saber mais sobre o Moinho d’Água do Jogadouro, consulte:

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Moinho de Água da Quinta do Capitão

Na Ribeira de São João existiram muitos moinhos de água e neste artigo vou mostrar o que já foi o moinho de água de rodízio da Quinta do Capitão.
Mesmo ao lado da casa principal da Quinta do Capitão existe o edifício do moinho que visto de frente parece uma garagem ou lagar, mas a mó que está encostada a uma das paredes e a passagem de água do rio maior por baixo, não deixam dúvidas que aqui já existiu um moinho de água.

Esta é uma boa oportunidade para observar a sala em que as pás do moinho eram obrigadas a girar sob a força da água, pois o rio maior encontra-se nesta altura do ano praticamente seco.
Nesta foto é bem visível a boca por onde a água do rio desce para fazer girar o moinho.
Em termos construtivos, o moinho era algo parecido com o que aparece no diagrama seguinte.

domingo, 1 de agosto de 2010

Azenhas em Alcobertas

Sendo Alcobertas uma espécie de oásis no meio desta zona árida da serra dos candeeiros, não é de estranhar que a água que brota da nascente no seu 'olho d'água' tenha sido bem aproveitada aos longos dos tempos com recurso ás tecnologias da época.
Ainda não vai muito tempo as azenhas eram usadas para moer cereais e aqui em Alcobertas ainda restam vestígios de duas delas.
Logo na nascente, a ribeira divide-se em duas. Seguindo o braço de água que segue pelo nível superior, a poucos metros de distância pode-se observar que a água desaparece por baixo de uma casa que de momento se encontra em reconstrução.
Do outro lado a água reaparece numa conduta que vai ter á roda da azenha.

Neste lugar estranhamente verde, mas de uma incrível beleza encontra-se a roda que aproveita a energia da água para fazer mover a mó do moinho.
Muito recentemente este moinho ainda produzia mais de duas toneladas de farinha por ano.

Um pouco mais abaixo, e já após os dois braços de água se terem unido novamente encontra-se uma grande cascata e o recuperado edifício de uma outra azenha.


Este património merece de ser conservado, pois para além de fazerem parte de um conjunto de construções que valorizam toda uma zona, são memórias de um passado não muito distante cronologicamente, mas que devido ao incrível avanço tecnológico dos nossos dias já poucos jovens sabem para que serviram. Preservar o passado é garantir um futuro sustentado.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Parque Eólico da Serra dos Candeeiros

O Parque Eólico da Serra dos Candeeiros possui 37 aerogeradores dispersos ao longo de um corredor que abrange as freguesias de Rio Maior e Alcobertas.Com os seus 487 metros de altitude e sendo uma das primeiras elevações junto à orla marítima, esta serra é um óptimo local para a produção de energia eólica.
Cada máquina geradora tem a capacidade de 3MW o que dá uma capacidade total de 111MW. O peso das máquinas foi tido em consideração devido a nos encontrar-mos sobre o maciço calcário da Serra dos Candeeiros.
Houveram cuidados ambientais porque estamos numa zona protegida e para proteger nomeadamente o habitat da gralha de bico vermelho e de uma colónia de morcegos.
Um parque eólico tem impactos positivos na natureza pois gera uma energia limpa, mas tem que se ter cuidado para minimizar os impactos negativos quer paisagísticos, quer nos ecossistemas existentes.




Fica aqui um vídeo retirado do Youtube sobre a montagem de um gerador eólico semelhante ao que nós temos.




Já em 2016 foram adicionadas mais 3 turbinas eólicas SENVION passando a potência instalada a ser de 121 MW.

Assim em 2016 fica o Parque Eólico com o seguinte formato: 
Potência Instalada: 121 MW 
N.º de Turbinas Eólicas: 42 
Tensão de Ligação à Rede: 60 kV 
Emissões de CO2 evitadas: 231.322 ton 
Produção Anual Estimada (P50 Lahmeyer): 345 GWh 

Nº de turbinas instaladas e modelo: 
5x SENVION - MM 100 - 2.000 kW 
37x VESTAS - V90 - 3.000 kW 

Informação das Turbinas: 
Fabricante: SENVION 
Modelo: MM 100 
Potência de cada Turbina Eólica: 2.000 kW 
Altura da Torre e Peso da Torre: 80 m | 136 t 
Diâmetro do Rotor e Peso do Rotor: 100 m | 44,8 t 
Velocidade de Rotação da Turbina: 7 - 13,9 rpm 
Comprimento da pá: 50 m 

Fabricante: SENVION 
Modelo: V90 
Potência de cada Turbina Eólica: 3.000 kW 
Altura da Torre e Peso da Torre: 80 m | 156 t 
Diâmetro do Rotor e Peso do Rotor: 90 m | 40 t 
Velocidade de Rotação da Turbina: 10,5-24,4 rpm
Comprimento da pá: 45 m 

O Parque Eólico da Serra dos Candeeiros é detido pela empresa Iberwind que é uma das principais empresas do sector de energia eólica em Portugal, totalizando 726 MW distribuídos por 31 Parques Eólicos. A Iberwind tem 323 Turbinas Eólicas instaladas, de 13 modelos diferentes, fornecidas por 6 fabricantes.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Moagem Maria Celeste


A moagem Maria Celeste é um exemplo significativo do património industrial de Rio Maior marcando a viragem para a modernização da indústria nesta região.
Este complexo incorpora uma antiga azenha que utilizando a energia hidráulica alimentava um sistema de moagem. O insólito é que à data da inauguração em 1932 o uso de energia eléctrica para fins industriais já era generalizado em Portugal e talvez tenha sido esta a razão para a empresa ter sido fechada pouco tempo após a inauguração e grande parte do seu espólio desmantelado. A existência de várias azenhas na região e o saber transmitido ao longo de gerações deve ter tido um grande peso na escolha da energia hidráulica mesmo que integrando inovações técnicas a nível da maquinaria de processamento.
Embora perto do centro da cidade o complexo está em harmonia com a sua envolvente de cariz rural e com o rio que passa junto ao edifício.
O complexo é composto pela casa do proprietário (ainda hoje habitada por uma descendente), o escritório, local de venda, local de armazenamento, área energética e sala de fabrico da farinha.
A moagem ainda conserva a azenha e o sistema (veio) de transmissão de energia.
Penso que poucas cidades em Portugal têm um espaço central como este no qual pode ser criado um museu e espaço de lazer no qual todos os habitantes e visitantes poderiam passar uns bons momentos. Este espaço deveria (se ainda não o é) ser classificado como imóvel de interesse municipal.


Como curiosidade, foi aqui na Moagem Maria Celeste que a 21 de Maio de 1945 se realizou em Rio Maior o almoço comemorativo da Paz (Fim da II Grande Guerra Mundial). O representante da embaixada dos Estados Unidos da América, foi o médico Arnaldo Vidigal Pais (1899-1961) que fixou residência e atividade profissional em Rio Maior.








quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Azenhas da Ribeira de São João

A essência da freguesia de Ribeira de São João está nas suas antigas azenhas. Existem algumas ainda bem conservadas que actualmente estão reconvertidas para turismo como é o caso da Quinta do Capitão e da Quinta da Ferraria.
Nesta página vou falar do moinho da Quinta da Ferraria e do moinho dos Capuchos.
O moinho dos Capuchos, propriedade particular, começou a entrar em decadência quando deixou de ser usado. Hoje está em avançado estado de degradação a ser literalmente invadido pelas silvas embora a sua recuperação ainda seja possível e desejável.




Contrastando com este edifício, temos a Quinta da Ferraria que tem um espaço para a realização de eventos e se dedica à criação e divulgação do cavalo de raça Lusitana. Ainda hoje é possível ver a azenha que aproveitando o desnível de águas entre os 2 e os 3 metros, usou a força do rio Maior para as prensas hidráulicas do lagar de azeite, para a moagem, descasque de arroz e também para obtenção de electricidade.



http://www.quintadaferraria.com/
http://www.eventosdaferraria.com/