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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Skate Park em Rio Maior



No passado dia 2 de Dezembro foi inaugurado oficialmente o Skate Park de Rio Maior.
Este novo espaço nasce dentro do antigo ringue de patinagem existente no Jardim Municipal, mas que estava sem uso. Cria-se assim um espaço vocacionado para a prática de Skate, BMX e In Line.

O Skate Park de Rio Maior foi concebido e construído pela empresa Academia dos Patins (Apskateramps, Unipessoal Lda) de Cascais que já construiu vários outrosparques do mesmo género em Portugal e estrangeiro. Durante a inauguraçãoque contou com a presença da Presidente da Câmara de Rio Maior, Isaura morais, elementos da Academia dos Patins realizaram uma exibição das modalidades que se podem praticar no espaço.

Aproveitando esta inauguração e de modo a promover a prática regular de exercício físico ao ar livre foram também inauguradas novas máquinas e equipamentos que vieram substituir as que se encontravam danificadas no Parque Geriátrico em espaço contiguo.
O investimento global realizado pela Câmara Municipal de Rio Maior foi perto dos 50.000€, sendo que destes 41.195,48€+IVA foram para a obra de construção do Skate Park (Contrato nº 34/2016/E por ajuste directo).


O Skate Park de Rio Maior tem o piso e obstáculos em madeira. Estes tipos de parques são mais baratos, fáceis e rápidos de construir, mas tem a desvantagem de implicarem custos de manutenção elevados. A maioria dos parques de skate públicos é construída em cimento pois exigem pouca manutenção e têm uma duração elevada.

A prática de desporto tem vantagens claras para o desenvolvimento físico e mental de quem o realiza, mas neste tipo de recintos deve-se ter em atenção: 
 - Na prática das atividades físicas são frequentes as lesões musculares pelo que se deve de realizar previamente um bom aquecimento. 
 - O uso de capacete e demais proteções são recomendáveis pois neste tipo de desporto cada erro paga-se com uma queda. 
 - Cada praticante deve de ter consciência dos seus limites pois muitas lesões resultam de se tentar uma manobra para a qual ainda não estamos preparados. 
 - Deve-se conhecer a pista, pois cada parque tem os seus obstáculos e segredos.
 - Deve-se ter consciência que normalmente dentro da pista não estamos sozinhos havendo vários praticantes em simultâneos e nem todos têm capacidade de fluir de um modo ordenado.

Mais um bom equipamento público que muito prazer trás aos mais radicais de Rio Maior, principalmente agora em período de férias escolares.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Jardim Porto do Rio em Alcobertas



Ao celebrar o 17º aniversário da elevação ao estatuto de vila, Alcobertas inaugurou a 6 de Maio deste ano o Jardim Porto do Rio.
Na inauguração estiveram presentes entre os muitos convidados a presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, Isaura Morais e o presidente da Junta de Freguesia de Alcobertas, João de Deus.

Este espaço de lazer agradavelmente implantado na margem da ribeira de Alcobertas possui áreas para a manutenção física e recreio para toda a família.
Só as pequenas quedas de água e a antiga azenha são motivos para visitar este jardim.



Finalmente O Homem de Alcobertas, esculpida há 23 anos por Jorge Marques tem um digno local onde pode ser admirada por todos. Esta escultura foi realizada em 1993 no âmbito da VI semana da Pedra do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros.

Este excelente espaço para a comunidade conta também com um bonito painel de azulejos representando um paisagem da Serra de Candeeiros. O painel é da autoria da Oficina Brito e foi colocado numa das paredes da casa de serviços.

Pode saber mais sobre o Jardim Porto do Rio, em:

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Fonte do Sapo em Asseiceira.

Na sombra de dois grandes sobreiros, encontra-se a fonte do sapo em Asseiceira.
 
A localização mais pormenorizada será Casais dos Varões (39°17'22.71"N  8°56'30.05"W).
Esta fonte encontra-se num plano inferior ao da estrada, sendo o acesso feito por suas escadas em calçada. A parede de fundo que dá suporte à torneira, está forrada com azulejos brancos e é encimada por um painel de azulejos que tenta recriar a zona da fonte antes da requalificação da mesma. O painel desvenda a razão do nome da fonte que é devido a na zona existirem muitos sapos. A fonte possui ainda uma pia para recolha da água e é ladeada por duas floreiras na zona superior.
Na berma, junto à estrada existe um bonito banco em pedra que serve para um breve descanso e ao nível da fonte existe uma mesa em pedra ladeada por dois bancos também de pedra.
 
Mais um agradável espaço existente em Asseiceira.

sábado, 18 de abril de 2015

Porto do Rio em Alcobertas

Em Alcobertas existe um espaço de lazer junto ao rio que se chama Porto do Rio.
A área de 2100m2 foi projectada em Agosto de 2009 pela Happy Tree Design (Arquitectura paisagista, planeamento e gestão do território).
O espaço é muito bonito e contem uma antiga azenha que foi toda reconstruída, muitas zonas verdes, uma piscina e muito espaço para se passar uns bons momentos junto ao rio.
Só é pena a obra ainda não ter sido acabada e assim como se encontra há já muito tempo, poder constituir um perigo para a segurança de quem por este parque se aventurar e a água estagnada constituir um ambiente para a disseminação de mosquitos.
Falta pouco para o espaço poder ser usado e servir de refúgio aos meses quentes de Verão. Vale a pena se fazer um último esforço para concluir esta obra.





A inauguração deste espaço ocorreu a 6 de Maio de 2016. Pode saber mais em:


quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Coreto em Fonte da Bica


Em Fonte da Bica, na Travessa do Arraial, existe um bonito coreto.

Este coreto está inserido num dos cantos de um simpático pátio que funciona também como miradouro. O pátio tem a superfície calcetada e possui diversas floreiras e bancos.

Do coreto tem-se uma vista privilegiada para as elevações dos casais das Marinhas.
Toda a estrutura do coreto é metálica, incluindo o chapéu, os 8 postes, gradeamento e escada. Na base cujo piso é em pedra existe uma zona de arrumos com acesso por uma porta lateral.



Como a travessa do Arraial tem um declive acentuado, existe uma entrada na zona inferior que se faz atravessando um arco em pedra. Do arco partem duas escadarias para se aceder ao pátio.

Este é um excelente equipamento público que pode permitir dinamizar ainda mais a Fonte da Bica.

domingo, 12 de outubro de 2014

PNSAC - Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros


O Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros foi criado em Maio de 1979. Esta área protegida de 38.400 hectares que marca a fronteira entre o Ribatejo e o Oeste, tem por objetivo a proteção da natureza e a defesa do património arquitetónico existente nas serras de Aire e Candeeiros. O parque inclui ainda o Planalto de Santo António (a Sul e Centro) e o Planalto de São Mamede (a Norte).
A Serra de Aire abrange os concelhos de Ourém, Porto de Mós, Alcanena e Torres Novas, com uma elevação de 679 metros de altitude. Nesta serra nascem os rios Almonda e Lena.
A Serra dos Candeeiros abrange os concelhos de Rio Maior, Alcobaça e Porto de Mós com uma elevação de 610 metros de altitude. Nesta serra nascem os rios Alcoa, Rio Maior, Lena, Penegral e a ribeira das Alcobertas.

As principais datas de interesse para o enquadramento legal do parque são:
- 04-05-1979 - Criação do parque por Decreto-Lei nº118/79
- 12-01-1988 - Plano de Ordenamento e do Regulamento do PNSAC pela Portaria nº21/88
- 20-06-1990 - Regulamento de Construções
- 05-07-2000 – Criação do Sítio “Serra de Aire e Candeeiros” por resolução nº76/00


Centros de apoio 
A sede do PNSAC (Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros) fica em Rio Maior, na rua Dr. Augusto César Silva Ferreira. O edifício sede, resulta de uma remodelação e ampliação de uma antiga escola primária, cujo arquiteto foi Vítor Vicente para a empresa Secal, Lda. Esta obra ocorreu em 2003. Anteriormente a sede ficava também em Rio Maior, mas junto ao Jardim Municipal.

Existem ainda os seguintes centros:
- Centro de Interpretação Subterrâneo da Gruta do Almonda – Cabeço das Pias, Torres Novas
- Centro de Interpretação Subterrâneo da Gruta Algar do Pena – Alcanede, Santarém
- Centro Ciência Viva do Alviela (Carsoscópio) – Louriceira, Alcanena
- Monumento Natural das Pegadas de Dinossauros – Ourém, Torres Novas
- Ecoteca de Porto de Mós – Porto de Mós


Geografia 
O parque fica no Maciço Calcário Estremenho (ocupa mais de 2/3 do maiciço) abrangendo as serras de Aire e Candeeiros e ainda os planaltos de Santo António e de São Mamede. Encontra-se delimitado pelas depressões de Alvados e de Mendiga e ainda pela polje de Mira-Minde.


Clima 
O parque encontra-se na zona de transição entre influências mediterrâneas e atlânticas.
O valor mensal da insolação pode ser três vezes maior no s meses de Verão em relação aos meses de Inverno.
A precipitação anual varia entre os 900mm e os 1300mm.
Sendo a Serra dos Candeeiros uma das primeiras elevações junto à orla marítima, torna toda a zona normalmente muito ventosa.


Geologia 
Estando o parque situado no Maciço Calcário Estremenho, a rocha está sempre presente na paisagem. O maciço teve origem nos movimentos tectónicos da crosta terrestre que emergiu à superfície com a colisão das placas continentais e oceânicas.
Sendo a rocha predominante a calcária existem registadas no parque mais de 1.500 grutas.
À superfície surgiram os algares (cavidade natural de desenvolvimento vertical) as lapiás (formação típica de relevos cársicos que aparece pela dissolução superficial das rochas calcárias), as dolinas (depressão no solo com um formato circular provocada pelo abatimento do terreno), as uvalas (resulta da junção de várias dolinas)e os poljes (depressão no carso com dimensões consideráveis e vertentes com declive acentuado com o fundo geralmente plano).
Grande parte da geologia do parque teve origem no Jurássico Médio, mas existem materiais sedimentais mais recentes e ainda a presença de terra rossa (solo avermelhado muito fértil que resulta da decomposição de rochas basálticas).
A água não abunda à superfície pois a rocha calcária deixa a água da chuva infiltrar-se rapidamente formando ribeiras subterrâneas e um enorme reservatório de água.  Existe assim no parque o maior reservatório de água doce de Portugal com cerca de 65.000 hectares que abrange uma área entre Rio Maior e Porto de Mós.
Por incrível que possa parecer, existe também água salgada dando origem à unica salina de água não marinha ainda a funcionar em Portugal, localizada em Fonte da Bica, Rio Maior.


Fauna 
Devido à existência de grutas e outras cavidades rochosas, não se estranhe a existência de várias espécies de morcegos, como: Morcego-de-peluche; Morcego-lanudo e Morcego-de-ferradura-mediterrânico. As fezes e outros detritos dos morcegos criaram as condições para a existência de outros seres vivos cavernículos como: crustáceos, aracnídeos escaravelhos e vermes. A aranha cavernícola Nesticus-lusitanicus só existe mesmo neste parque.
Além dos morcegos, existem vários mamíferos no parque, como: geneta, raposa, javali, texugo, sacarrabos, gato bravo, coelho bravo e ainda o corço em algumas áreas.


Relativamente às aves, existem no parque: gralha-de-bico-vermelho (muito rara pois necessita de cavidades rochosas para nidificar e da pastorícia para se alimentar), bufo-real, águias, corvo, gavião, peneireiro, coruja do mato, mocho galego, ...
Nos répteis existem a cobra fura-mato, a víbora-cornuda e ainda as cobras-de-água.
O parque é rico quanto aos anfíbios existindo cerca de 13 espécies das que destaco: salamandra-de-fogo, dalamandra-de-costelas-salientes, tritão-marmoreado e o sapo-de-unhas-negras.


Flora 
O parque alberga mais de 600 espécies vegetais o que representa 1/5 do total de todas as espécies existentes em Portugal, havendo mesmo algumas endémicas.
A maior parte do parque está coberto por matagais, muitos deles considerados na Rede Natura 2000, mas pode-se encontrar: o carvalho, a azinheira, o alecrim, o narciso, a pimenteira e mais de 25 espécies de orquídeas.


Presença Humana 
A presença humana na zona do PNSAC está comprovada desde o paleolítico.
A estrada romana de Alqueidão da Serra é testemunho de antigos caminhos.
Atualmente as empresas de extração de pedra e argila, a indústria têxtil, a indústria de curtumes a criação de gado e a agricultura ainda mobilizam e fixam muita gente na zona do PNSAC.
Existem exemplos um pouco por todo o parque de como o Homem conseguiu se adaptar a esta terra por tantas vezes difícil. Casais Monizes e Chãos são exemplos aonde se consegue ainda hoje ver casas de pedra, os muros de pedra, as cisternas para aproveitar a escassa água durante o Verão, o aproveitamento das águas da chuva que escorriam pelos telhados, as eiras, as covas do bagaço, os moinhos de vento, as azenhas e tantas outras construções engenhosas.


Alguns Pontos de interesse

1 - Marinhas de Sal
2 - Lagoas do Arrimal
3 - Depressão de Alvados
4 - Polje de Mira-Minde
5 - Monumento Natural das Pegadas de Dinossauros da Serra de Aire.
6 - Centro de Interpretação Subterrâneo da Gruta Algar do Pena (CISGAP)
7 - Olhos de Água do Alviela
8 - Centro de Ciência Viva – Carsoscópio
9 - Grutas de Santo António
10 - Gruta de Alvados
11 - Grutas do Almonda
12 - Gruta de Alcobertas


Passeios e desporto 
Sobre os percursos pedestres no PNSAC consultar: 
Existem 16 percursos pedestres devidamente identificados dentro do parque:
Concelho de Alcanena (ACN)
PR1 – Olhos de Água do Alviela
Concelho de Alcobaça (ACB)
PR1 – Vale de Ventos
Concelho de Ourém (VNO)
PR1 – Bairro/Casal Farto
Concelho de Porto de Mós (PMS)
PR1 – Serra da Lua
PR2 – Arco da Memória
PR3 – Lapa dos Pocigões
PR4 – S. Bento
PR5 – Castelejo
PR6 – Fórnea
PR7 – Corredoura
PR8 – Serra Galega
PR9 – Estrada Romana
Concelho de Rio Maior (RMR)
PR1 – Marinhas do Sal
PR2 – Chãos - Alcobertas
Concelho de Santarém (STR)
PR1 – Gruta - Algar do Pena
Concelho de Torres Novas (TNV)
PR1 – Gruta do Almonda



Sobre o desporto da natureza, consultar a carta: 
Escalada/Rapel em: Chãos, Penas da Andorinha, Poço da Chainça, Lapas de Alcaria, Poio, Cabeço de Santa Marta, Alviela, Pedrogão e Alvados.
Espeleísmo em: Gruta de Alcobertas, Algar do Pena, Algar da Bajanca e Gruta do Almonda
Parapente em: Marinhas de Sal, Arrimal, Portela de Vale de Espinho, Vale Grande, Alvados e Minde
Canoagem em: Alviela e Polje de Mira/Minde 



Onde Ficar 
Contacto Ecoteca de Porto de Mós (tel 244491904 / 244403555):
- Casa Abrigo - Alto da Serra: Casa Grande (8 camas) e Casa Pequena (4 camas)
- Casa Abrigo - Vale de Ventos: Casa Grande (8 camas) e Casa Pequena (6 camas)
- Centro Acolhimento – Valverde: Casa (14 camas)
- Parque Campismo – Parque de Campismo Rural do Arrimal (50 pessoas)
- Parque Campismo – Parque de Campismo de Pedreiras (12 caravanas e 30 tendas)
Contacto Centro de Chãos (tel 243405292):
- Alojamento – Centro de Tecelagem Artesanal



Desafios 
O PNSAC encontra-se sob pressão pois nem tudo corre bem.
As inúmeras pedreiras que existem nas serras fragmentaram a paisagem e habitats, a instalação de aerogeradores veio alterar a paisagem e provocar ruído constante, o atravessamento da autoestrada A1 separou o parque em dois, o abandono da pastorícia provoca o crescimento descontrolado de matos tornando a zona mais propicia a incêndios e a deterioração de alguns aquíferos devido à poluição.
A acrescentar a estas preocupações existe agora a proposta de extinção da ADSAICA (Associação para o Desenvolvimento das Serras de Aire e Candeeiros) que entre várias atividades, gere o Monumento Natural das Pegadas de Dinossauros.



Ligações 
Local aonde poderá saber mais sobre o PNSAC 
Livro comemorativo dos 25 anos do PNSAC 
Vídeo da Quercus “Pedra mole em água dura – PNSAC” 
Blog não Oficial