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quarta-feira, 26 de março de 2014

Forno de Cal em Malaqueijo.



Em Malaqueijo existe um Forno de Cal precisamente na rua do forno.
Este forno encontra-se atualmente junto a habitações.
Claro que o forno já se encontra adulterado, mas lá está ele para lembrar que em tempos não muito remotos a cal era o ganha-pão de várias famílias de Malaqueijo.



Não muito longe deste lugar existe um outro forno sobre o qual pode saber mais em: 

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Central hidroeléctrica em Rio Maior




Nos últimos meses, o rio Maior corre em direção ao Tejo com um elevado caudal de água. Ao ver todo este caudal de água lembro que na zona de Rio Maior já existiram muitos moinhos de farinha que utilizavam a força do rio para fazer girar as suas mós, mas também, uma central hidroeléctrica.

Rio Maior já teve uma central hidroeléctrica, inaugurada às 20:00 do dia 30 de Setembro de 1928. Foi ela a responsável pela chegada da electricidade a Rio Maior e entre 1926 e 1928 gastaram-se 391.096$90 (cerca de dois mil euros) para concretizar este velho sonho riomaiorense. A central foi abandonada devido à diminuição do caudal do rio Maior, mas as instalações ainda lá se encontram e deveriam de ser preservadas devido à sua relevância histórica.


O edifício está sem telhado e parte do seu espólio foi vendido como sucata na década de 1980.
No entanto, algum equipamento, como o que fazia mover a comporta, ainda aí está rodeado de silvas. O sistema de transmissão da força motriz também se encontra em bom estado de conservação.





De notar no espaço envolvente é a represa com a sua lindíssima queda de água, a ponte de 4 arcos em pedra e o intricado sistema de canais.


Sendo este espaço de propriedade da Câmara Municipal de Rio Maior, seria de todo louvável aproveitá-lo para voltar a reconciliar o rio com a população. Daria um excelente espaço de lazer.
No mínimo o espaço deveria de ser limpo.

De seguida, fica uma imagem da Central enquanto ainda funcionava.
 

Pode saber mais sobre esta zona em:

Ver video da MaiorTV em: 

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Forno de Cal em Malaqueijo

Em Malaqueijo, ainda existem vestígios de alguns fornos de cal em bom estado de conservação.
O forno que se encontra em Casais da Arroteia é um exemplar em muito bom estado.

 
A produção de cal é uma indústria muito antiga e teve o seu apogeu no século XIX, início do século XX. Um dos motivos que contribuiu para o desenvolvimento desta indústria foi a proliferação do uso do adobe na construção civil que é produzido a partir de cal e areia (tradicionalmente, para uma medida de cal, juntava-se três medidas de areia). De notar que já nas ruínas da Villa Romana de Rio Maior foi identificado o uso de adobe.
O uso do adobe na construção civil foi desaparecendo com o surgimento de novos materiais, como o tijolo de barro vermelho, o cimento e outros.
Com os novos métodos de construção, veio o abandono dos fornos artesanais de cal.
O primeiro passo para a produção de cal, começa nas pedreiras de calcário. A pedra é extraída, limpa e depois é partida com o uso de martelos de forma a ficar em pequenos blocos. Assim, a pedra está pronta para entrar no forno.
O forno possuía planta circular, com a base mais larga que o topo. A parte superior tem aberturas para permitir a saída de fumos. Normalmente construía-se o forno junto a um desnível do terreno para este possuir duas aberturas: Uma inferior para permitir alimentar a fogueira e outra superior, para permitir a entrada da pedra.

 
A pedra proveniente da pedreira era descarregada no exterior do forno e depois de selecionada de acordo com o seu tamanho, era atirada para o interior pela abertura superior. Primeiro colocavam-se as pedras de maior dimensão, para fazer a “enforma”, que é a construção de uma abóbada de modo a permitir manter a fogueira no seu interior. Depois desta abóbada feita com as pedras maiores, acabava-se de encher o forno com as restantes pedras até à abertura superior. Para o forno ficar mais estável, a pedra mais pequena era depositada junto às paredes do forno. De modo a permitir alimentar o fogo, mantinha-se uma passagem na “enforma” para a abertura inferior. A abertura superior era tapada com barro amassado para conservar o calor no interior do forno.
O forno precisava de ser aquecido muito lentamente para as pedras calcárias não rebentarem, ficando estas inicialmente com uma cor negra (operação de “defumação da pedra”). Com o aumento gradual da temperatura, as pedras calcárias passam a apresentar um tom vermelho vivo (a pedra está em “calda”). Quando a pedra passa a ficar com um aspeto mais amarelado, o fogo já pode ser aumentado porque a amálgama de pedra recém-caldeada, já suporta temperaturas superiores. Quando o fumo que saía pelos orifícios superiores passava da cor negra para o branco, significava que a pedra estava cozida e o fogo não precisava mais de ser alimentado. Normalmente a “fornada” demorava três dias e três noites em que era necessária uma constante manutenção do fogo.
O arrefecimento do forno demorava cerca de um dia.
Normalmente, a cal resultante da cozedura do calcário era peneirada para remover impurezas antes de ser vendida.




segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Chaminés em Rio Maior


Este artigo é sobre as chaminés industriais de Rio Maior. Mais propriamente as chaminés em tijolo que agora estão abandonadas mas que são a memória do passado industrial desta terra.

Terei de começar como é evidente pela chaminé da Mina do Espadanal.
Esta chaminé com 64 metros de altura pertencia à central elétrica do polo industrial envolvente à mina, tem forma poliédrica mas o seu interior é redondo formado por tijolos refratários.

 
Mesmo na entrada de Rio Maior, para quem vem de Santarém, na estrada da Chainça, existe uma bonita chaminé.


Na rotunda do Gato Preto, podem ser observadas duas chaminés em tijolo.


 
Na rotunda, Dr. Francisco Sá Carneiro, existe uma imponente chaminé.

 
Junto ao Centro Escolar de Rio Maior Nº1, existem mais duas bolitas chaminés de tijolo.


 
No Bairro da Serradinha, pode-se observar mais uma imponente chaminé industrial.

 
Mesmo no centro da cidade de Rio Maior, também há um exemplar na rua Mariano de Carvalho.

 
Na zona do Moinho do Chão, existe este exemplar.

Estes são alguns exemplos de chaminés existentes em Rio Maior, mas por todo o Concelho existem muitas outras, como esta em Fráguas.


Apesar da maioria destas chaminés serem particulares, o seu legado é do domínio público, pelo que deveriam de ser inventariadas, restauradas e conservadas. A nossa identidade advém do nosso passado pelo que o devemos acarinhar.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Inauguração do Parque de Negócios

 
Foi inaugurado na manhã de sexta-feira, dia 28 de Outubro, o Parque de Negócios de Rio Maior (Área de Localização Empresarial)
Estiveram presentes entre outros no acto de inauguração o Ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, a Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, Isaura Morais e o Presidente da Associação Industrial Portuguesa, José Eduardo Carvalho.
Nesta primeira fase, o investimento foi de 11,5 milhões de euros, ocupando 19.76 hectares com 21 lotes. O projecto completo prevê 65 hectares e 76 lotes disponíveis
Apesar de só nesta data ter sido formalmente realizada a inauguração, a empresa Nobre já tem o seu Centro de Distribuição Alimentar a laborar, 40% da área disponível nesta primeira fase já se encontra vendida e estão em curso negociações de 16 propostas comerciais.
A DEPOMOR é a sociedade gestora da ALE (Área de Localização Empresarial) e é uma sociedade comercial de capitais privados, constituída por 14 accionistas entre os quais o Município de Rio Maior.

 
Neste momento é visível já o edifício de entrada do Parque de Negócios. Este edifício da portaria que vem conferir uma maior segurança a todo o espaço pelo controlo das entradas, pretende ser actual e arrojado, marcando com uma imagem forte que referência a origem do sector económico da região que são as salinas. O projecto é do Arquitecto Filipe Saraiva (Filipe Saraiva – Arquitectos, Lda.) que se inspirou nas salinas de Rio Maior com os seus talhos em cimento de tamanho irregular. Como curiosidade, os moldes da estrutura foram produzidos em Itália.

 
O tipo de estrutura da portaria, vai ser replicado para o edifício que vai acolher um restaurante e que vai ficar adjacente a este, conforme se pode verificar nos planos.


Pode saber mais sobre o parque de Negócios em: