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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Ricardo Tomás - Escultor

 
Ricardo Tomás, nasceu em Lisboa a 9 de Janeiro de 1968. É casado, tem um filho e mora em Ribeira de Santo André, Asseiceira.
Concluiu o Curso de Formação Profissional de Jovens na área de Serralharia na Companhia de Carris de Ferro de Lisboa (carris). Trabalhou durante mais de 10 anos como serralheiro na Estação da Pontinha (Carris) onde aprefeiçou a técnica de trabalhar o metal.
O gosto pela escultura surgiu e começou a executar obras com peças de sucata. A aceitação das suas obras foi grande o que o incentivou a aprofundar os seus conhecimentos nesta área.
Tirou o Curso Complementar de Artes Gráficas na Escola Secundária António Arroio, o Curso de Escultura em Pedra no Centro Internacional de Escultura de Pêro Pinheiro e frequentou o Curso de Desenho Livre do AR.CO..
Há cerca de 15 anos decide-se mudar para Asseiceira de modo a ter espaço para criar as suas esculturas. Aqui criou o ARTE (Atelier Ricardo Tomás Escultura).

 
Ricardo Tomás faz escultura em ferro e em pedra. Apesar da rudeza da matéria fria com que trabalha, consegue transmitir às suas esculturas os seus próprios valores de afeto, beleza, romantismo e tenacidade.
O referente concreto e constante na obra do escultor é o corpo feminino, que é o símbolo da vida e do futuro. É interessante recordar que os mais antigos objetos esculpidos (30.000 A.C.) representam também figuras femininas, conhecidas por Vénus e ligadas ao culto da fertilidade.

 
Com um realismo muito próprio, a obra de Ricardo Tomás tem um caráter único. O escultor procura a harmonia e o belo de modo a que as suas obras sirvam de inspiração e boa disposição para todos que com ela convivam.
 
O desenho surge para Ricardo, como um caminho para a obra, já que antes de começar a moldar a matéria-prima, existe muito trabalho preparatório necessário para que as suas ideias se possam refletir nas esculturas. As ideias é que interessam e é o que torna cada obra de arte única, já que a concretização é mais uma questão de técnica.

 
A arte era definida até há algumas décadas, como a expressão do belo, mas que implica imediatamente uma reflexão sobre o que é belo. Arte é contradição. O artista interpreta o mundo em que vive procurando o diferente onde a maioria das pessoas só consegue ver o igual.

 
Apesar da figura feminina ser uma constante, o artista também procura ter peças com um caráter mais simbólico, como se pode observar na figura em que a Pistola dispara Chaves que em vez de matarem, servem como elementos de abertura.

 
Ricardo Tomás, desde 1993 que mantém exposições quase consecutivas um pouco por todo o país. Várias galerias em Lisboa, Porto, Óbidos, Portalegre, Almada, Faro, Portimão, Barreiro, Parede, Leiria, Santarém, ... e claro em Rio Maior.
Atualmente em Rio Maior, podem apreciar-se as peças de arte numa exposição patente até ao dia 14 de Julho de 2012, no Cineteatro de Rio Maior, com o nome Ricardo’s em que Ricardo Tomás expõe esculturas e Ricardo Passos expõe pinturas.

 
A obra de Ricardo Tomás poderia ser apresentada em maiores dimensões e deveria ficar exposta em átrios, rotundas ou outros espaços de acesso públicos. As obras de arte colocadas no exterior não tornam apenas os espaços mais bonitos, mas são também um convite à reflexão e à democratização da própria arte.
O escultor já tem algumas ideias para uma obra de grandes dimensões ligada a Rio Maior que poderia ser aproveitada, acarinhada e patrocinada pela Câmara Municipal com a vantagem de apoiar um artista local.
Ideias e vontade de trabalhar não faltam ao Ricardo, pretendendo continuar a expor e a divulgar o seu trabalho. Não esconde a vontade de fazer uma escultura relacionada com Rio Maior.

Contactos de Ricardo Tomás
Telf: 965817439 – 243991047

Uma entrevista e video realizado pela Escola Superior de Artes e Design:
Uma entrevista em Bragança na Galeria História&Arte:

Pode visitar uma exposição em 360º fotografada por Manuel Teles, em:
Um video sobre a sua obra, em:

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Carnaval em Asseiceira

 
O Corso de Carnaval de Asseiceira festeja este ano as suas bodas de prata, ou seja, festeja a 25ª edição deste evento.
O Corso e demais eventos de festejo do Carnaval são organizados pela Comissão de Melhoramentos e Progresso de Asseiceira.
Neste ano, voltou a não faltar muita animação e folia, com uma ajuda preciosa do tempo que brindou a todos com uma tarde primaveril.
Ficam de seguida algumas imagens deste corso carnavalesco, bem português e irreverente.
















Conjuntamente com o desfile nocturno em Rio Maior, este é um dos maiores eventos carnavalescos do Concelho.
Pode ver imagens do desfile nocturno do ano passado em:

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Postal do vidente de Asseiceira, Carlos Delgado

A primeira aparição Mariana em Asseiceira aconteceu a 16 de Maio de 1954 ao vidente Carlos Alberto da Silva Delgado.
Pode saber mais sobre as aparições de Asseiceira em:
O que apresento neste artigo é um postal que me foi enviado por Rui Sobral. O meu muito obrigado ao Rui por me permitir publicar esta imagem.
Este postal manuscrito é do vidente Carlos, na altura ainda criança (11 anos), a informar Beatriz Fogaça do teor das suas visões.
O postal é de 07 de Julho de 1954.

‘Eu vi Nossa Senhora que me disse:
Eu sou a mãe do Redentor
que me mandou praticar boas acções e boas obras
Carlos Alberto da Silva Delgado’

Beatriz de Melo Fogaça era advogada em Caldas da Rainha e morava na Quinta de Porto Nogueira, em Alguber, Cadaval.
Como curiosidade, o irmão de Beatriz Fogaça era o conhecido Júlio de Melo Fogaça (1907-1980), político e militante do Partido Comunista Português (PCP). Nasceu na Quinta de Porto Nogueira, Alguber e integrou o secretariado do PCP em 1935. Durante o antigo regime, foi por diversas vezes preso. Doou todo o seu espólio à Academia das Ciências de Lisboa que instituiu um prémio de História com o seu nome.
A Quinta de Porto Nogueira, fica em Alguber, como já foi referido e é datada de meados do século XVII (anterior ao terramoto de 1755). Pertenceu à família Fogaça, embora atualmente pertença a Miguel Angelino.

sábado, 14 de maio de 2011

Asseiceira - Ponte sobre a ribeira


Na entrada de Asseiceira, para quem vem de Rio Maior, existe um estreitamento do caminho.
O caminho é estreito, pois esta-se a passar por cima de uma ponte antiga de um arco que serve para passar uma ribeira aí existente.
É uma ponte toda em pedra e bonita. Encontra-se é muito tapada.


Esta ponte entra no brasão da Freguesia, logo deveria de ser mais bem cuidada, pois é um símbolo da terra.


quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Lavadouro Público em Asseiceira

O velhinho lavadouro Público lá está no cruzamento com a rua da Freicheira.
Este equipamento foi inaugurado no dia 24 de Abril de 1977 e a gravação na pedra que atesta esta data, tem a curiosa inscrição 'Com a boa vontade do povo tudo se consegue'.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Fontanário Asseiceira

Junto á estrada principal que atravessa Asseiceira e mesmo ao lado do recinto das aparições, existe um fontanário de duas bicas.
O painel de azulejos realizado no ano 2000 é alusivo a São Domingos que é o padroeiro da terra.



Assim, este fontanário para alem de permitir matar a sede é prova da grande religiosidade que se vive em Asseiceira e serve ao mesmo tempo de placa toponímica desejando aos viajantes um bom regresso com a certeza que a terra estará sempre pronta para os acolher de novo.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Poço em Asseiceira

Em Aceisseira, num cruzamento entre a Rua da Escola e a Travessa do Poço, existe este poço com uma antiga bomba manual de extracção de água.
Estas bombas que eram comuns num passado recente, agora merecem ser preservadas para memória futura.
Pena é que este poço, com o progresso, tenha ficado mal localizado. Fica em pleno cruzamento e na faixa de rodagem.
Seria bom alguém arranjar uma solução peregrina para salvar este equipamento.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Capela de Santo André em Asseiceira

A Capela de Santo André fica no lugar de Ribeira de Santo André (Em Asseiceira)
Esta capela está situada num ambiente campestre, sem pavimento ao seu redor, o que não é muito comum nos nossos dias mas por isso mesmo confere à capela um ambiente especial.
Entre 2001 e 2006 a capela sofreu obras de recuperação com o apoio do APRODER.
A festa da Ribeira de Santo André realiza-se no princípio de Junho




O cruzeiro que se encontra junto á capela data de 02 de Agosto de 1943 e tem a inscrição ‘Viva Cristo Rei’.



Santo André é conhecido na tradição ortodoxa como ‘Protecletos’ (O primeiro a ser chamado). Santo André foi um apóstolo cristão, irmão de São Pedro e antes de ter sido chamado por Jesus para ser seu discípulo era pescador. Este apóstolo era um dos discípulo mais próximos de jesus e pregou na Ásia Menor e na Cítia tornando-se padroeiro da Roménia e da Rússia.
Santo André sofreu o martírio através da crucificação em Patras, numa ‘Crux decussata’ (Cruz em forma de ‘X’).

terça-feira, 13 de abril de 2010

Capela de São Domingos em Asseiceira

Capela de S. Domingos

Junto da estrada nacional n.º 1 em Asseiceira, encontra-se uma pequena capela em honra de S. Domingos, santo padroeiro da terra. Esta capela foi construída em 1628 e teve obras de restauro em 1926.
No pequeno adro, existe uma homenagem ao alferes miliciano Manuel Soares Cartaxo que faleceu em Angola na ‘Guerra do Ultramar’ em 1965.





Apesar de ter um aspecto simples, a capela tem a sua beleza própria que já cativou o olhar de artistas, como José Estrela que realizou uma pintura a óleo que pode ser admirado em conjunto com mais obras do mesmo autor na Internet em ‘DaVinci Gallery’.


São Domingos nasceu a 24 de Junho de 1170 em Calereuga e acabou por falecer em 6 de Agosto de 1221 em Bolonha. Foi canonizado em 1234 pelo papa Gregório IX.
São Domingos de Gusmão foi o fundador da Ordem dos Pregadores, em que os seus membros são conhecidos por dominicanos.



No Verão de 2010 a capela foi arranjada e ficou com um muito melhor aspecto.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Aparição Mariana em Asseiceira

Aparição Mariana em Asseiceira.




Uma das mais importantes aparições Marianas que ocorreram em Portugal e por sinal a última, deu-se em Asseiceira entre os dias 16 de Maio de 1954 e 16 de Janeiro de 1955.
Primeira aparição de Nossa Senhoras:
O vidente Carlos Alberto da Silva Delgado tinha à data 11 anos e andava na 4ª classe na escola de Asseiceira.

Fotos de Carlos com 11 Anos.


Foto de Carlos com a família em 1954


A professora da escola aconselhava os alunos a rezarem a Nossa Senhora de modo a tirarem boas notas nos exames e a passarem de ano. Carlos costumava rezar fora da escola junto a um loureiro com um outro colega de nome Carrera.
No dia 16 de Maio de 1954, Carlos ouviu um ramalhar do loureiro e olhando para cima viu a imagem de uma senhora pequenina. O colega assustou-se e fugiu para a escola e Carlos queria fazer o mesmo, mas ouviu uma voz que lhe disse ‘Não fujas, eu sou a mãe do Redentor’. A imagem de Nossa Senhora era de uma ‘linda senhora vestida de branco, com um manto azul’ e o tamanho seria a de uma boneca de anos pequena. Antes de desaparecer anunciou que ele iria tirar boas notas no exame e que voltaria no mês seguinte e mandou-o cumprir os 10 mandamentos de Deus e rezar o terço.
Pré-Aparição:
No dia anterior Carlos já tinha tido uma visão quando se encontrava em casa a estudar e olhando pela janela viu a sombra pouco nítida de uma mulher sobre o telhado de uma casa vizinha. A imagem era quase como uma nuvem transparente sendo as mãos e o rosário de contas as únicas coisas bem definidas. A figura movia-se devagar e acabou por desaparecer.
Aparições de 16 de Abril a 16 de Novembro de 1954:
Todos os dias 16 dos meses seguintes a Senhora voltou a aparecer.
Ao saberem destes acontecimentos, milhares de pessoas vinham a Asseiceira e presenciavam curas, sinais no Sol, luzes nocturnas e outros eventos.
Dos milagres ocorridos há registo de pelo menos dois:
- Um pedreiro que após paralítico durante muitos anos voltou a andar sem o auxílio de muletas.
- Uma rapariga do lugar de Abruxanas que devido à meningite não andava nem falava, recomeçou a andar e recuperou a fala.


16 de Julho de 1954


16 de Agosto de 1954

16 de Dezembro de 1954 (penúltima aparição):
O governo da altura não queria mais concorrência para as aparições de Fátima e então mandou a GNR e o exército bloquear todas as estradas de acesso a Asseiceira (ficando mesmo a EN1 sem circulação). As pessoas tinham de passar pelos campos e chegavam a Asseiceira com calçado e roupa pesados de tanta terra. Os habitantes do lugar faziam o que podiam para os ajudar.
Nesta aparição mais de 40.000 pessoas chegaram a Asseiceira vindas de todas as partes do país.
É deste dia que existem mais relatos de acontecimentos insólitos.
Na noite anterior as pessoas viram uma procissão de luzes de vela pelo ár (não havia pessoas nem velas, era somente as luzes das velas que se moviam). Nesta noite também foram avistadas luzes anormais a deslocarem-se pelo céu.
Pelas 14:23 já do dia 16 muita gente viu a imagem de Nossa Senhora com cerca de 70cm e alguns também viram o anjo que a acompanhava.
Carlos tinha feito um pequeno altar com santinhos de papel e velas. Os militares da GNR retiraram as coisas do altar, mas inexplicavelmente as chamas das velas continuaram acesas.
No final do dia o Sol começou a oscilar e era possível olhar para ele directamente sem ferir os olhos. Do Sol saíam raios coloridos.
16 de Janeiro de 1955 (última aparição):
Última aparição de Nossa Senhora.
O vidente Carlos Alberto:
Foi sempre uma pessoa bastante estimada e respeitada fazendo uma vida normal.
Estudou, fez o serviço militar e trabalhou no Banco BPA.
Casou e teve dois filhos.
Neste ponto da sua vida é que acontece algo de enigmático, pois quando Carlos casou disse para a sua esposa Célia que só iriam ter dois filhos e que um iria ficar com ele e o outro com ela. No dia 9 de Novembro de 1980 ao querer ajudar o seu irmão que se encontrava doente na distribuição de carvão teve um acidente seguido de capotamento no qual morreu ele mais um dos filhos que ia com ele no camião. Cumpriu-se o destino ficando a viúva com a filha e o Carlos levou o filho com ele.
16 de Novembro de 1980:
Muita gente veio a Asseiceira comemorar as aparições Marianas dos dias 16 e como era Domingo vieram apresentar os pêsames à família pela morte de Carlos no Domingo anterior.
Neste dia todos presenciaram o mesmo fenómeno no Sol ocorrido no dia 16 de Dezembro de 1954. Apareceram sinais no Sol, podia-se olhar para este directamente e dele saíam raios de diversas côres que inundavam a região.
De 1955 até aos nossos dias:
Após as aparições foi construída uma capela onde se reza o terço todos os dias e onde também se realiza uma procissão todos os dias 16 pelas 14:00.


Carlos a rezar a Nossa Senhora

Procissão em 1956

Capela de Nossa Senhora nos anos 70


16 de Janeiro de 2004 (Comemoração dos 50 anos das aparições):
Estava um dia azul celeste aparecendo só ocasionalmente algumas nuvens passageiras.
Depois de se iniciar o terço apareceu uma nuvem por cima de Asseiceira e aí ficou imóvel embora outras pequenas nuvens e até aviões irem passando. Então esta nuvem que estaria a uns 1000 metros de altitude transformou-se tomando a forma de um coração. No final da liturgia a nuvem começou a deslocar-se lentamente para Sul.
Após as comemorações dos 50 anos das aparições, iniciaram-se obras de restauro e ampliação na capelinha de Nossa Senhora.
No largo existe também o ‘Centro Social São Domingos’.


Fica a título de curiosidade a lista com as aparições Marianas em Portugal:
Muge 1357
Fátima 1431
Ponte de Lima 1497
Quintã 1590
Castanheira ( Aljubarrota) 1600
Sandim da Serra 1603
Vilas Boas (Torre de Moncorvo)1673
Balugães (Monte Castros) 1702
Cabo da Roca 1800 a 1850
Barral (S.João Vila Chã) 1917
Fátima (Cova Iria) 1917
Bitarães (Chãos) 1928/29
Vila Cova (Lovagueira) V.N.Paiva 1939
Chão das Maias 1947 e 1948
Oriz ( Silvosa) 1946
Vilar Chão 1946
Amareleja ( Chouças) 1950
Asseiceira 1954

Recortes de jornal da época:






As fotos antigas que existem neste artigo foram retiradas do seguinte site:

Pode também consultar um postal enviado pelo vidente a Beatriz Fogaça em:
http://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2011/09/postal-do-vidente-de-asseiceira-carlos.html