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sábado, 6 de janeiro de 2018

Exposição o Lugar das Artes na Biblioteca Municipal


Inaugurou-se hoje na Biblioteca Municipal de Rio Maior a Exposição “O Lugar das Artes”. 

A exposição conta com Pinturas de Firmino Rodrigues e Esculturas de Ricardo Tomás.
Esta exposição é uma verdadeira mostra de artes que vale a pena apreciar com cuidado pois em cada obra de arte aqui exposta consegue-se vislumbrar detalhes que só a larga experiência dos dois artistas pode conceder às suas peças. 
Ao visitar a exposição não se fique pelo atrio de entrada. Há muitas mais obras de arte para descobrir entre os livros na sala de leitura.







Firmino Rodrigues reside em São João da Ribeira, onde tem a Galeria O Lugar das Artes com uma exposição permanente de pintura e escultura. Pode ser contactado por E-mail: firminogomesrodrigues@gmail.com ou Website: www.facebook.com/OLugarDasArtes 
Ricardo Tomás reside em Asseiceira, onde tem o Atelier ARTE (Atelier Ricardo Tomás Escultura). Pode ser consultado por E-mail: ricardo.tomas@sapo.pt ou Website: https://www.facebook.com/RicardoTomasEscultor 

Esta é mais uma iniciativa da Biblioteca Municipal que não se limita a ser um depósito de livros, mas sim uma entidade que busca sempre ter iniciativas variadas que vão ao encontro da população e nota-se que agora as pessoas procuram este espaço pois nele se sentem bem.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Filme "Sal sem Mar" de 1960


Foi no Verão de 1959 que foi filmado o filme sonoro em película de 16mm, ‘Sal sem Mar’.
O filme teve realização de Fernando Duarte, fotografia de Feliciano Junior, som de Rui de Carvalho, assistentes de realização Manuel Magalhães, Humberto de Jesus Vicente e Amandio Videira Santos e música pela Orquesta e Coral do Círculo Cultural de Rio Maior (sob regência do maestro Herculano Rocha).
Foi nos laboratórios Ulyssea Filmes, Lda que o filme foi montado.
Os salineiros e habitantes da região das Marinhas do Sal é que foram os atores no filme.
Foi a 2 de Junho de 1960 que o filme foi estreado no Cinema Riomaiorense na 63ª sessão cultural do Cine-Clube de Rio Maior.
Esta película teve mais de uma centena de exibições que se realizaram em vários locais de Rio Maior e Santarém.
A película também passou em:
- 1977 na sessão do 25º aniversário do Cine-Clube de Rio maior.
- 1978 no 8º Festival Internacional de Cinema de Santarém.
- 1980 no 9º Festival do Algarve em Portimão.

O filme foi financiado pelo Fundo do Cinema Nacional, embora os grandes financiadores tivessem sido mesmo o realizador e o operador de imagem.

É pelo pedido de apoio ao Fundo do Cinema Nacional que se consegue saber algumas particularidades do filme. Estes documentos encontram-se na Torre do Tombo.

A 6 de Maio de 1959, Fernando Duarte, pede a concessão de um subsídio de 40.000$00 (199,42€) para a produção do filme de carácter experimental “Sal sem Mar”, em 16mm e a preto e branco.
Apreciado o pedido, o Concelho do Cinema resolveu autorizar a concessão de um subsídio de 20.000$00 (99,76€), a 16 de Julho de 1959.
Segundo o plano de trabalho a realização do filme ocorre entre Julho e Agosto de 1959.
A 31 de Julho de 1959 foi pedido o pagamento dos primeiros 50% do subsídio, o que foi concedido a 3 de Agosto de 1959.
A 27 de Junho foi entregue uma cópia do filme “O pequeno rio Maior” e do filme “Sal sem Mar” para visionamento no S.N.I. (Secretariado Nacional de Informação).
A 30 de Junho de 1960 foi pedido o pagamento dos últimos 50% do subsídio, o que foi concedido a 2 de Agosto de 1960. Dos 10.000$00 desta 2ª prestação, 4.500$00 foram entregues directamente à Ulyssea Filme Lda pois estavam ainda em dívida 5.425$10. Nesta altura, Fernando Duarte e Feliciano Junior tinham já contraído um empréstimo para poderem terminar o filme.

Apesar de extenso, penso que vale a pena referir a planificação cinematográfica do texto “Salgado de Rio Maior” de 1954 e autoria de João Ferreira da Silva que deu origem ao filme “Sal sem Mar”:

01 - Panorâmica – normal – A serra e as salinas 
02 - Conjunto – normal – As salinas
03 - Conjunto restrito – normal – Talhos, eiras e montes de sal
04 - Primeiro plano – normal – Poço e engrenagem da moto-bomba
05 - Pormenor – quase rápido – Água a sair do cano
06 - Plano americano – normal – Homem focado de costas descendo para o motor
07 - Primeiro plano – normal – Poço e engrenagem
08 - Pormenor – quase rápido – Água a sair do cano
09 - Primeiro plano – normal – Água correndo para a engrenagem de distribuição
10 - Pormenor – quase rápido – Água correndo pelas leiras
11 - Pormenor – quase rápido – Leira com água correndo
12 - Pormenor – quase rápido – Água correndo para um talho
13 - Conjunto restrito – normal – Talho recebendo água
14 - Pormenor – Quase rápido – Leira com água correndo
15 - Primeiro plano (ângulo plongée) – normal – Monte de sal e talho
16 - Conjunto restrito – normal – Talhos
17 - Primeiro plano (ângulo plongée) – rápido – monte de sal
18 - Conjunto – normal – Homem com rodo e cestos caminhando para o talho (avançando para a câmara)
19 - Plano americano – quase rápido – Homem olhando
20 - Meio plano (travelling) – normal – Salineiro avançando
21 - Pormenor – quase rápido – Solidificação
22 - Conjunto restrito – normal – Homem descalço entra no talho, abre a água e prepara-se para juntar o sal para a lavagem
23 - Primeiro plano – normal – Homem levando o sal
24 - Plano americano – quase rápido – Homem levando o sal
25 - Meio plano – quase rápido – Homem levando o sal
26 - Grande plano – normal – Rosto do homem suado
27 - Primeiro plano – rápido – Rodo passando pelo sal
28 - Primeiro plano – quase rápido – Homem juntando o sal
29 - Conjunto restrito – normal – Homem juntando o sal
30 - Primeiro plano – normal – Sal junto no meio do talho e homem enchendo as cestas
31 - Plano americano – normal – Homem com os cestos na mão e despejando o sal na eira
32 - Primeiro plano – rápido – Sal
33 - Primeiro plano – normal – Monte de sal
34 - Conjunto – normal – Homem afastando-se levando apetrechos de trabalho
35 - Pormenor – rápido – Folha de enxada penetrando o monte de sal
36 - Plano americano – quase rápido – Homem focado de costas, cavando o monte de sal
37 - Primeiro plano – normal – Fase do carreto: enchendo sacos
38 - Pormenor – quase rápido – Pá de madeira com sal
39 - Primeiro plano – normal – Saco cheio de sal e posto nas costas do homem que parte
40 - Conjunto – normal – Homem carregado caminha pelo carreiro
41 - Panorâmica – normal – Homem carregado saindo do carreiro e entrando numa das casas de madeira
43 - Plano americano – normal – Homem no interior despeja o saco e sai
44- Conjunto – normal – Câmara assente no solo foca rua de casas de madeira, vendo-se o homem a afastar-se e passando por outro que vem carregado com um saco de sal
45- Grande plano – normal – Rosto de homem
46 – Plano americano – normal – Mulher que chega junto ao homem com um cesto de almoço
47 – Primeiro plano – normal – Comendo
48 – Grande plano – normal – Rosto de mulher
49 – Primeiro plano – normal – Talho. Rodo abandonado no meio do sal lavado
50 – Grande plano – normal – Rostos de homem e de mulher olhando
51 – Panorâmica – normal – Salinas
52 – Grande conjunto – normal – salinas
53 – Conjunto – normal – Estrada com carro de bois avançando
54 – Conjunto – normal – Carros de bois em rua de casas de madeira recebendo sacos de sal
55 – Conjunto – quase rápido – Carros de bois (igual ao plano anterior)
56 – Primeiro plano – quase rápido – Folhas arrastadas pelo vento caindo na água de um talho
57 – Grande conjunto – lento – As salinas, a câmara subindo, foca a serra e o céu de nuvens escuras.


Esta obra ainda hoje é uma referência na cinematografia de Rio Maior.


Pode saber mais sobre Fernando Duarte em:
http://rio-maior-cidadania.blogspot.pt/2011/11/fernando-antonio-duarte-cinefilo.html
Pode saber mais sobre as salinas em:
http://rio-maior-cidadania.blogspot.de/2010/06/salinas-de-rio-maior.html

domingo, 11 de junho de 2017

Rio Maior na Tela




"Rio Maior na Tela" é uma iniciativa da Câmara Municipal de Rio Maior, integrada nas comemorações dos 180 anos do concelho e inaugurada em Novembro de 2016. São disponibilizadas réplicas de pinturas de autores riomaiorenses alusivas ao nosso concelho. 





São 15 as pinturas expostas da autoria de 9 artistas, Rui Pinheiro, António Almeida, José Estrela, João Carvalho, Fernanda Falé, Artur Ribeiro, António Rafael, João Miguel e Luís Fernandes. 
Esta excelente exposição ao ar livre é mais um motivo para percorrer as ruas da cidade descobrindo recantos e apreciando as obras de arte. Por vezes é bom que as obras de arte saiam das salas e sejam presenteadas às pessoas no exterior.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

III Mercadinho Romano de Rio Maior




Abriu hoje mais um Mercadinho Romano em Rivus Maior.

Neste mercadinho vende-se de tudo um pouco, como comida, vegetais, artesanato, plantas, sabonetes, perfumes, bijutaria, …
Esta excelente iniciativa que já vai na terceira edição, mobilizou muita gente. É com acções destas que se promove o envolvimento da população, se divulga a arte, se dignifica a história e se valoriza a terra.
A abertura do mercadinho foi precedida pelo cortejo que reuniu várias centenas de figurantes. O cortejo percorreu a Avenida Paulo VI, Rua Dr. Francisco Barbosa, Rua Serpa Pinto, Praça da República, Rua David Manuel da Fonseca e terminou na Praça do Comércio. É precisamente na Praça do Comércio  que o mercadinho foi montado.
A Sra Variadora da Cultura, Ana Filomena Figueiredo, participou no cortejo fazendo-se transportar numa liteira romana. Dignificou desta forma a iniciativa, encarnando uma personagem da época dos romanos.
O Mercadinho Romano privilegia a interacção com a comunidade escolar local. Este ano contou com a participação da Escola Secundária de Rio Maior, Agrupamento Marinhas do Sal, Agrupamento Fernando Casimiro e o Colégio Alto Pina.
Rio Maior teve uma presença romana significativa, como comprova a Villa Romana cujas ruínas se podem visitar. Este mercadinho é uma forma de reavivar a história da região.



















Se ainda não visitou, o mercadinho aproveite a oportunidade até amanhã, Vai haver uma série de actividades como um teatro nocturno, passagem de modelos, música, dança, jogos tradicionais e muito mais.

Pode saber mais sobre a Villa Romana de Rio Maior, em: 

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

UniArt - Projecto Arte Pública da Fundação EDP



O Projecto UniArt está incluído no projecto Arte Pública que é promovido pela Fundação EDP e pretende dinamizar e democratizar a arte.
No Ribatejo foi no Concelho de Rio Maior que as artes foram executadas, mais especificamente na União de Freguesias de S. João da Ribeira e Ribeira de S. João e da União de Freguesias de Marmeleira e Assentiz.
Em Rio Maior o projecto teve a parceria da ‘Produções Fixe’ e os artistas foram Alecrim, Priscilla Ballarin (Desejos Urbanos), Samira e João Seguro.

A apresentação e visita guiada de autocarro pelas obras ocorreu no passado dia 07 de Janeiro. A cerimónia contou com a presença da vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Rio Maior, Ana Figueiredo, do presidente da Junta da União das Freguesias de São João da Ribeira e Ribeira de São João, Leandro Jorge, da presidente da Junta da União das Freguesias de Marmeleira e Assentiz, Amélia Simão, da directora de Inovação Social da Fundação EDP, Margarida Pinto Correia, da responsável pelo Arte Pública da Fundação EDP, Sandra Santos, e da coordenadora do Projeto UniArt no Ribatejo e “Produções Fixe”, Ana Rita Camará.

A Fundação EDP pretende “Democratizar o acesso à arte e permitir o envolvimento da população em novas experiências culturais, bem como estimular o desenvolvimento local através da realização de intervenções artísticas em espaço público”.
O programa Arte Pública Fundação EDP está presente em Trás-os-Montes (Alfândega da Fé, Torre de Moncorvo, Miranda do Douro e Mogadouro), Ribatejo (Vila da Marmeleira, Assentiz, São João da Ribeira e Ribeira de São João), Alentejo (Campo Maior, Ouguela e Degolados) e Algarve (Vila do Bispo, Barão de S. João, São Bartolomeu de Messines, Alte e Alportel).

Todas as obras denotam a paixão que os artistas colocaram na sua execução.
As pinturas nas paragens de autocarro incluem poemas de Ruy Belo, uma pequena biblioteca e elementos incorporados pela própria população. As pinturas murais incluem várias técnicas que conferem textura e harmonia aos trabalhos. As faces representadas nos postos de transformação da EDP são de um realismo impressionante. A biblioteca criada ao ar livre em Ribeira de São João seguramente vai proporcionar muitas agradáveis leituras.

Uma excelente iniciativa. A arte tem de ser democratizada e pequenas obras podem trazer grandes benefícios.

Ficam aqui fotos das obras faladas neste artigo.
Algumas das imagens seguintes foram retiradas de outras páginas da Internet.



As Paragens de Autocarro 
Pinturas Murais - Alecrim 
Pintura Mural - Samina 

Arte Pública - Fundação EDP