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terça-feira, 1 de agosto de 2017

Ponte sobre a ribeira de Freiria em Azambujeira.


No dia 10 de Novembro de 2015 começaram as obras substituição da ponte metálica sobre a ribeira da Freiria, localizada na EN114-2 em Rio Maior.

Esta obra teve como objectivo a substituição da ponte metálica por outra em betão e a construção dos respectivos acessos marginais à nova travessia, adequando o traçado da EN114-2 numa extensão de cerca de 300 metros. Com a obra solucionou-se as restrições à circulação existentes na altura, beneficiando a segurança rodoviária mas também das condições de mobilidade e acessibilidade das pessoas e empresas da região.

Os trabalhos foram divididos por duas fases. Numa primeira fase foi realizada a construção da ponte sobre a ribeira de Freiria e respectivos acessos. Na segunda fase e já após a abertura ao tráfego desta nova travessia, deu-se início à obra de desmantelamento da ponte metálica.
A nova Ponte sobre a ribeira da Freiria tem uma extensão de 50 metros, possuindo 2 vãos de 25 metros cada, com apoio central no leito da ribeira. A largura total é de 14,1 metros, com faixa de rodagem de 10 metros e passeios de 1,5 metros de largura útil. Esta obra representou um investimento superior a 640 mil euros e teve um prazo de execução de 270 dias.

Em Novembro de 2016 já as obras estavam terminadas.


Esta obra era necessária e seguiu o mesmo plano que foi realizado em 2010 para a obra na ponte do Barbancho. O artigo pode ser consultado em: 


Pena é ambas as pontes metálicas terem sido destruídas.
Neste caso é uma ponte histórica de 1876 que simplesmente se destruiu.
Pode saber mais sobre esta ponte em:

quinta-feira, 27 de março de 2014

Moinhos de Vento em Azambujeira


Azambujeira possui vários antigos moinhos de vento.

O primeiro que aqui descrevo encontra-se em Alfouvés, entre a Estrada das Encostas e a Rua dos Moinhos.
Mesmo estando em ruína, apresenta toda a sua imponência.



O segundo moinho encontra-se logo ao lado, o Moinho do Guedes.
Este moinho foi transformado em habitação.



O terceiro moinho encontra-se à entrada da povoação de Azambujeira, junto ao campo de futebol, na Rua Cidade de Rio Maior.
Este moinho também foi transformado em habitação.

O quarto moinho encontra-se uns metros mais à frente, seguindo pela mesma estrada e encontra-se em ruínas.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Fontanário de Calhariz


O Fontanário de Calhariz sofreu obras de requalificação em 2012.
Pode ver um artigo sobre esta fonte em: 

Hoje ao passar por lá vi que o bonito painel de azulejos alusivo à Nossa Senhora das Angústias foi substituído por outro.
Claro que a arte não se discute, a já falta de alguns azulejos pode ser desculpável, o remate do friso não ser coerente pode ser devido a um equivoco, as estrelas deveriam estar a formar uma coroa em vez de pairarem no ar é um pormenor, mas...
Para não ferir suscetibilidades, só me resta dizer que, não havia necessidade.

Este era o painel de azulejos em Janeiro de 2013.

Este é o atual painel de azulejos.








sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Mamutes de Azambujeira


Na Quinta do Carvalhal de Cima, foram encontradas ossadas de mamutes em 1909.
 
Este achado foi encontrado pelo proprietário, o Eng. Francisco Ferreira Campos quando abria uma mina de água (que ainda existe e que entra vários metros em direção à zona urbana de Azambujeira) e as escavações foram acompanhadas na altura pelo Abade Frevly Francis que era à época, um dos maiores entendidos no assunto. O dente de mamute, segundo relatos, tinha o tamanho de uma cabeça humana.
As ossadas de mamute, encontravam-se junto à casa principal, no local a onde já existiu uma alfarrobeira e no meio do que já foi em tempos um belíssimo jardim, admirado por muitos, já que o Sr. Campos, nas suas viagens, costumava trazer plantas exóticas que aqui as replantava.
O mamute foi identificado, como sendo da Época Terciária e do tipo Mastodon, Tetrabelodon Angustidens, do mesmo tipo que outro encontrado em Lisboa por Sousa Torres em 1935.
Mesmo atualmente, nesta zona, conseguem-se encontrar com facilidade fósseis, o que levou o Sr. Campos a defender a sua tese de que na época Terciária, o mar chegava até Azambujeira (Mar de Thétis), conforme publicados em 1936.
Em abono da verdade, Mastodonte e Mamute não são da mesma espécie, embora sejam muito semelhantes e só se consigam distinguir pelo período em que viveram e por algumas particularidades nos dentes.
Fica de seguida uma imagem que mostra os três ‘primos’: Mastodonte (há frente), elefante (ao meio) e o mamute (a trás). Deve-se notar que há muitos subgrupos destas famílias que provocam variações muito significativas de altura entre elementos da mesma espécie. Na figura, estão representados o elefante africano e o mamute colombiano.

 
Francisco Ferreira Campos era um amante da Paleontologia e apesar de ser Engenheiro de Máquinas da Armada e Engenheiro de Obras Públicas e Minas, vivia rodeado pelos seus livros e achados.
Infelizmente e após o falecimento de Francisco Campos (1856-1942) a coleção de livros e de animais pré-históricos ficou com paradeiro desconhecido.
Os mamutes, foram praticamente todos extintos há 10 mil anos, no final de Era do Gelo, quando na altura percorriam em rebanho o território da Eurásia e América do Norte. Uns argumentam que foram as mudanças climáticas as culpadas pela extinção, outros afirmam que os mamutes foram caçados até a extinção pelo homem, o predador dominante.
No entanto houve uma colónia de mamutes lanudos que sobreviveu até há 4 mil anos atrás, na atual Rússia, onde hoje se encontra a ilha Wrangel (no norte da Sibéria).
Em 2007, na Sibéria, foi descoberto um bebé mamute num extraordinário estado de conservação, o que está a levantar esperanças na comunidade científica de voltar a criar um mamute vivo, a partir do DNA desta cria.
Até há pouco tempo atrás, alguns paleontólogos afirmavam que a espécie mamute não chegou a existir na Península Ibérica. Contudo são vários os relatos de achados de mamutes, como o do Prof. Telles Antunes que encontrou fragmentos de dente de mamute na Gruta da Figueira Brava, na Serra da Arrábida (Setúbal). Existem igualmente vestígios seguros de mamutes em Granada, Espanha. É agora aceite que os mamutes viveram mesmo na Península Ibérica, há cerca de 150 mil anos e eram do tipo Mamute Lanoso (Mammuthus Primigenius).
Por último, faz pena ver o estado de abandono e de ruína a que estão entregues as quintas de Carvalhal de Cima e de Carvalhal de Baixo.
Quinta de Carvalhal de Cima.

 
Quinta de Carvalhal de Baixo (com a data por cima da porta de 1830).

 
Não resisto a mostrar uma fotografia minha de 1997 em frente às ossadas de um mamute, no Museu de História Natural em Nova Iorque (USA).


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Eletrificação de Azambujeira

 
Após o último fim de semana em que a maioria das pessoas do Concelho de Rio Maior se viu privada de energia elétrica por várias horas, devido ao temporal, fica bem patente a nossa dependência desta energia.
No entanto, não é há muito tempo que a energia elétrica se vulgarizou, como alguém atento pode facilmente se aperceber à entrada de Azambujeira.
No posto de transformação, existe uma placa onde está escrito:
‘No 1º aniversário da electrificação a Azambujeira agradecida 1967-1968’.


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Azambujeira em 1712.


Segue de seguida a descrição de Azambujeira em 1712. É extensa, nomeadamente a descrição da família Carvalho.
O texto começa então, da seguinte forma:
“Capitvlo XIV
Da Villa de Azambujeyra.
Duas legoas de Santarem para o Poente está fundada a Villa da Azambugeyra, assim chamada pelas muytas árvores de Azambujos, de que abunda. Foy antigamente lugar anexo à Igreja de S. Joaõ da Ribeyra, termo de Santarem, & a fez Villa El Rey D. João o Quarto, sendo senhor della o Provedor das obras, & Paço Reaes Lourenço Pires de Carvalho, com Ouvidor posto por ele: tem quarenta vizinhos com huma Igreja Parochial, Vigayraria colada, que apresentaõ os Arcebispos de Lisboa, & duas Ermidas com três fontes. He fértil de paõ, azeyte, legumes, gado, & caça. O seu termo tem o lugar de Affouves com vários casaes, & duas quintas; & consta de cento & dez vizinhos. Tem dous Juizes Ordinarios, três Vereadores, hum Procurador do Concelho, Escrivaõ da Camera, hu Juiz dos Orfaõs com seu Escrivaõ, hum Tabeliaõ, hum Alcayde, & huma Companhia da Ordenança. Foy senhor della Gonçalo Joseph de Carvalho, cuja varonia he a seguinte,
…”







Estas páginas pertencem a:
“Corografia portugueza e descripçam topografica do famoso Reyno de Portugal, com as noticias das fundações das cidades, villas, & lugares, que contem; varões illustres, gealogias das familias nobres, fundações de conventos, catalogos dos Bispos, antiguidades, maravilhas da natureza, edificios, & outras curiosas observaçoens. Tomo primeyro [-terceyro] / Author o Padre Antonio Carvalho da Costa - Lisboa : na officina de Valentim da Costa Deslandes impressor de Sua Magestade, & á sua custa impresso, 1706-1712. - 3 vol. : il., ; 2º (29) cm”

O documento pode ser consultado no site da Biblioteca Nacional de Portugal, em:

Corografia foi a especialidade da Geografia que se dedicou ao estudo geográfico de um país ou de uma de suas regiões. A descrição corográfica clássica incluía em geral uma referência mais ou menos circunstanciada à historiografia local e um estudo demográfico e antropológico das povoações descritas
A corografia esteve em grande voga na primeira metade do século XIX, sendo depois paulatinamente substituída pela geografia regional à medida que a descrição dos lugares se foi integrando no contexto mais vasto do ambiente em que se inserem e as questões históricas foram sendo relegadas para outros âmbitos disciplinares.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Junta de Freguesia de Azambujeira e sua História


O lugar de Azambujeira, fica num planalto, na margem esquerda do rio Maior, na margem direita da ribeira de Alcobertas e a pouca distância da ribeira de Almoster. O rio Maior, a partir desta união com as ribeiras de Alcobertas e Almoster, passa a chamar-se Vala da Asseca.
Azambujeira fica a 16km de Rio maior e a 13km de Santarém.
 
A área da freguesia é de 9,02km2 e segundo os sensos de 2011 tem 458 habitantes.
Nos sensos de 1970, Azambujeira tinha 577 habitantes distribuidos pelos seguintes lugares: Alfouvés (191), Azambujeira (254), Calhariz (86), Carvalhal Velho (5), Casal da Boavista (8), Casal das Grilhandras (6), Casal Tagarrejo (8), Moinho de Vento (9), Quinta Freixial (4), Quinta Milhariças (8) e Vale do Carro (3).
Em 1945, para as eleições das juntas de freguesia, estavam 184 pessoas inscritas e votaram 42.
Em 1939, num senso para a criação de um Grémio, foram identificados em Azambujeira, 432 proprietários rústicos.
O nome de Azambujeira parece advir de aí terem existido muitas árvores de azambujos (árvore bravia parecida com a oliveira cujos frutos parecem pequenas azeitonas). Isto é o que está escrito no livro do século XVIII de António Carvalho da Costa, “Corografia Portuguesa e descrição topográfica do famoso reino de Portugal. Tomo III, Lisboa 1706-1712”.

 
O lugar de Azambuja já era habitado antes da fundação de Portugal em 1143.
No tempo de D. Sancho II (Reinou entre 1223 e 1248) era senhorio destas terras o fidalgo Bartolomeu Domingues de Carvalho. Bartolomeu Domingues de Carvalho é filho de Domingos Feirol de Carvalho (Morgado de Carvalho) e de Valida. Casou em 1150 e teve como filho Soeiro Gomes de Carvalho que o sucedeu no Morgado de Carvalho. A família Carvalho teve as suas origens em Payo Carvalho (fidalgo ilustre no tempo de D. Afonso Henriques), avô de Bartolomeu Domingues. O Morgado Carvalho é o mais antigo Morgado de Portugal.
Durante o reinado de D. Sancho III, por volta de 1279, foi construída a igreja de Santa Luzia. Entretanto esta igreja que se situava no espaço do atual cemitério, entrou em ruína e acabou por desaparecer.
Álvaro Gil de Carvalho (habitava em Azambujeira e era sobrinho de D. Nuno Álvares Pereira) ficou célebre na Batalha do Salado e por isso foi nomeado Mestre da Ordem de São Tiago pelo rei D. Afonso IV.
Gonçalo Pires de Carvalho foi capitão das naus portuguesas no oriente e foi decisivo nas batalhas de Diu e Malaca, Cochim.
A 27 de Maio de 1633, Azambujeira teve foral do rei D. Filipe III, sendo elevada à categoria de Vila e sede de concelho em 1654 por decreto de D. João IV. Este foral foi concedido quando a filha de Gonçalo Pires de Carvalho se casou na igreja da terra.
Azambujeira, durante o seu período áureo, andou ligada às casas de Sabugosa, Murça, Soure e ao Marquês de Borba.
- Conde de Soure foi um título criado por D. João IV de Portugal por carta de 15 de outubro de 1652 em favor de D. João da Costa. O 3° Conde de Soure, D. João José da Costa e Sousa serviu na Guerra da Sucessão de Espanha, foi provedor das Obras do Paço, comendador da Ordem de Cristo e, pelo casamento com D. Luísa Francisca de Távora, filha de Henrique de Carvalho e Sousa, morgado de Patalim, senhor de Azambujeira.
- Conde de Sabugosa foi um título criado por carta de 19 de Setembro de 1729, do rei D. João V, a favor de Vasco Fernandes César de Meneses.
- O título de Marquês de Borba foi criado em 15 de Dezembro de 1811 por D. Maria I, rainha de Portugal, a favor de D. Tomé Xavier de Sousa Coutinho de Castelo Branco e Meneses, 13.º conde de Redondo.
- Conde de Murça foi um título criado por D. João VI por decreto de 6 de Fevereiro de 1826 a favor de Miguel António de Melo.
A última descendente e senhoria do domínio directo do antigo foral, foi D. Maria Domingas de Sousa Coutinho.
Em 1834 o concelho de Azambujeira foi extinto por decreto de D. Maria II (nas reformas administrativas desencadeadas por Passos Manuel) e as suas freguesias foram integradas no concelho de Santarém. Esta despromoção de Azambujeira deve-se ao facto da vila ter vindo a perder influência em relação a povoações vizinhas, mas também devido a ter estado ao lado de D. Miguel nas lutas liberais (Também conhecida como Guerra Civil Portuguesa que acabou em 1834).
Em 1836, Azambujeira transitou para o concelho de Rio Maior com a criação deste concelho.

 
A Casa Senhorial de Azambujeira já foi um antigo Solar dos Marqueses de Borba, depois foi edifício da Câmara Municipal, no tempo em que Azambujeira era a sede do Município e agora alberga o Museu Regional Manuel Sequeira Nobre e a Biblioteca Pública.
Este edifício, em conjunto com o Pelourinho, a Igreja Matriz e a antiga Prisão, formam o Centro Medieval de Azambujeira.
A Igreja Matriz, datada do século XVII tem por orago Nossa Senhora do Rosário e foi mandada construir pelo Conde de Soure para substituir a igreja de Santa Luzia que entrou em ruina.
Chegou a existir um palácio, habitação do Conde de Soure que desapareceu por completo.
O Brasão de Armas inclui dentro do escudo de prata, o Pelourinho em vermelho, dois ramos de azambujo a verde com os frutos em negro e uma pequena asna em azul. O escudo é coroado pelas quatro torres em prata e possui um listel branco com a legenda em maiúsculas com o nome "AZAMBUJEIRA".

 
A sede da Junta de Freguesia encontra-se num edifício contíguo à Igreja Matriz que já foi uma antiga escola primária.
Neste edifício, encontram-se outros serviços de utilidade pública, como correios, cantina, espaço de acesso à internet e casas de banho.
No largo Alcino Torrodão (presidente da junta de freguesia entre 1977 e 1989), existe também um fontanário ladeado por dois bancos corridos.


domingo, 9 de dezembro de 2012

Fonte e Lavadouro em Alfouvés


Fonte e Lavadouro de Alfouvés.
 
 
Esta fonte e respetivo lavadouro encontravam-se ao abandono ainda no início deste ano.
No Verão tudo foi arranjado e agora está mais bonito e funcional. Penso que seriam somente dispensáveis tantas placas de agradecimento na parede de acesso à fonte.
Durante muitos anos, antes de existir o lavadouro, as mulheres da terra vinham lavar as roupas da família diretamente na ribeira que passa junto à nascente, ou então no grande tanque comunitário que aqui havia.
Já a fonte, foi uma das riquezas da região, pois dizia-se que esta água curava vários tipos de doenças. Por este fato, deslocavam-se até aqui muita gente das aldeias vizinhas.
Infelizmente hoje em dia, as águas encontram-se impróprias para consumo devido à existência de uma pecuária bem perto da nascente.
 
Como referi, neste Verão de 2012 todo o espaço foi arranjado, criando-se inclusiva um churrasco e mesas para picnic.
O interior da fonte, datada de 1893, foi revestido a azulejo. O acesso faz-se por uma escadaria e na parede encontram-se agora três placas de agradecimento pelas obras realizadas:
- “A Junta de Freguesia e a população de Alfouvés agradece o trabalho e carinho colocados nesta obra a João Carlos C. Constantino.”
- “Há muitos anos que era desejado este melhoramento e a obra foi realizada com o esforço e boa vontade enaltecivel de Dr. Rui Carreira Madeira.”
- “A Junta de Freguesia da Azambujeira contribuiu para que esta obra fosse realizada, sendo: presidente, Mariana Rita Correia Neves Carvalho; Secretário, Manuel de Jesus Ferreira; Tesoureiro, Alcino Guedes Rodrigues. 2012.”
A zona de lazer que fica entre a fonte e o lavadouro, tem um cavalinho para diversão dos mais pequenos, 2 mesas e 4 bancos corridos, churrasqueira e uma fonte com tanque.
O lavadouro é coberto, possui 9 tanques de lavagem com pedra lisa e uma fonte com respetivo tanque.
Falta agora sinalizar melhor esta área para também poder ser usada por quem por aqui passa e queira descansar um pouco.




 
A foto seguinte, mostra a fonte no abandonada, no início deste ano, e foi retirada do Geocaching em:


sábado, 14 de janeiro de 2012

Fonte Antiga na Azambujeira

A cerca de 100 metros das moradias mais próximas de Azambujeira e rodeada de vinhas, encontra-se a Fonte Antiga.

 
No espaço que compreende a fonte que ainda hoje serve para os populares se abastecerem, existe uma zona para merendas com barbecue e um lavadouro público que também ainda é usado.
A fonte sofreu obras de requalificação em Maio de 2008 (As obras custaram cerca de 20 mil euros), mas no dia 27 de Fevereiro de 2009 foi alvo de um grande acto de vandalismo. Felizmente a Junta de Freguesia encarregou-se de reparar os estragos e agora o espaço encontra-se bem cuidado.

 
No largo de entrada do espaço existe um bonito painel de azulejos.

 
Ao fundo, protegido por um telhado, encontra-se o grande tanque para lavar roupa.
 
A zona central do espaço é o parque de merendas.

 
A fonte encontra-se rebaixada em relação ao terreno, como é habitual.

 
Existe um vidro que permite ver a água a escorrer junto às rochas.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Azambujeira em 1758

Este artigo é escrito com base no documento 'Memórias Paroquiais' de 1758 guardado no Arquivo Nacional Torre do Tombo.
O documento tem como código de referência PP/TT/MPRQ/5/67.
As páginas que referem Azambujeira são as 957, 958, 959 e 960 do nº67, volume 5 de 'Memórias Paroquiais'.

Este é um artigo que faz uma fotografia de Azambujeira no ano de 1758, três anos após o grande terramoto de Lisboa.

Em resumo:
O Conde de Soure era o donatário na altura da vila de Azambujeira.
É feita a localização geográfica de Azambujeira e é referido que possuía 97 famílias que dava cerca de 350 pessoas.
É feita uma descrição detalhada da Igreja Matriz com devoção a Nossa Senhora do Rosário e também surge a referência à Ermida de Santa Luzia que já na altura se encontrava em vias de ruína, mas que mesmo assim era muito frequentada pelos populares que a ela também se deslocavam para cumprir promessas.
Existe uma descrição muito detalhada dos rendimentos da paróquia (grande parte das medidas são em Moios e 1Moio=21,762hectolitros).
O poder politico na região também é descrito, com o Juiz Ordinário, Juiz de Órfãos, Alcaides, Vereadores, Procurador do Concelho, Oficial da Câmara e Almotacé.
São descritos também os dois rios que passam por Azambujeira: O Rio Maior e o Rio de Alcobertas.
Curiosa é a descrição pormenorizada do Rio Maior, começando pelo seu nome. O Rio Maior era conhecido na nascente como Rio do Jogadouro, depois em Rio Maior, chamava-se Rio Maior, em São João da Ribeira, era conhecido como Rio de São João e após Azambujeira passava a ser conhecido como Rio do Amial.
O Rio Maior é descrito como sendo navegável por bateis, como tendo um grande caudal desde a sua nascente e como tendo uma grande abundância de peixe (Enguias, barbos, fataças, Sarmoins, ruivacas e lampreia).
As margens do rio também não foram esquecidas e são descritas como muito produtivas para o trigo, milho, legumes, árvores de fruto e árvores silvestres. Na região também surge referências à cevada, às oliveiras, às videiras e ao feijão fradinho.
Por último, o terramoto de 1755 não fez muita destruição por Azambujeira, pois caíram somente algumas casas de sobrado.





Segue agora uma cópia que tentei fazer do manuscrito. No entanto como não sou entendido em português antigo, poderá ter alguns erros.

Emm. Sn’r
Que posso dizer a respeito desta minha freguezia da villa de Azambugeira hes seguinte
Pertençe ao Patriarcado de Lisboa, comarca da villa de Santarem, termo da villa de Azambugeira e Freguezia de Nossa Senhora do Rozario
Esta villa he donatario della o Excelentipsimo Conde de Soure e o he ao prezente.
Tem esta Freguezia noventa e sete moradores, tem trezentas e sincoenta pepsoas.
Está esta villa situada em hum monte e se descobre della a villa de Santarem donde dista duas Legoas para a parte do Nacente.
Tem esta villa seu termo e comprende dois Lugares hum delles se chama Louriçeira que he da Freguezia de Almoster tem doze moradores, o outro Lugar he desta Freguezia e se chama Alfouvés, e tem trinta e seis moradores.
A Paroquia esta dentro na villa, e fora da villa tem hum lugar que se chama Alfouvés; o Orago desta Freguezia he Nossa Senhora do Rozario; tem aí Igreja só huma nave; tem três Altares exceto o da capela mor; o da parte do Evangelho he de Santo Antonio; e o da Epistulla he do Senhor Jezus Crucificado; estes dois Altares ficáo na façia da Igreja tem outro Altar na parede da Igreja da parte da Epistulla e he de Nossa Senhora do Rozario; tem esta Freguezia duas comfrarias, huma do Santipsimo Sacramento e outra de Nopsa Senhora do Rozario, esta comfraria de Nossa Senhora do Rozario esta sobordinada ao Prior do convento de Sáo Domingos da villa de Santarem; O Parroco desta Freguezia he vigario he aprezentado pello Excelentipsimo Conde de Soure a renda serta que tem Sáo dois moýos, de trigo, e hum moýo, de Feijáo fradinho, quatro cantaros de azeite, e huma terra no Paul chamado emtre as vallas, que costuma dar de nouidade trigo e milho dois moýos o mais he, se de Altar que junto huma couza com outra, rendera húns annos pelos outros cento e vinte mil reis
Tem esta Freguezia huma Ermida da Evocaçáo de Santa Luzia a qual imagem se acha na igreja por estar a ruinada a Ermida
Esta Ermida pertence ao Povo, tem muntas pepsoas devoçao com a Santa, donde vem varias vezes agradecer á Santa algum milagre que rezas a respeito dos olhos
Os Frutos que os moradores desta Freguezia recolhem sáo trigo munto e bom sevada e bastante milho também recolhem munto vinho e azeite e legumes de todas as castas
He governada esta terra por hum Juis ordinário tem dois Veriadores e hum Procurador do conçelho e Almotaçe  e Oficial da camara e Alcaydes e o mesmo Juis ordinário he Juis dos orfos; Esta Justiça he feita de tres em tres anos por pelouro o qual se costuma a fazer justiça para tres anos e preside á Eleiçáo o corregedor da villa de Santarem pelo qual sáo confirmados quando se abre o pellouro; Sevinçe esta terra do correyo da villa de Santarem de onde dista duas Legoas
Fica esta terra distante da çidade de Lisboa quatroze Legoas.
A ruina que padeçeo no teremoto do anno de 1755 foráo só humas cazas de sobrado as quais cahiráo a inda se acháo cahidas
Está esta terra em hum monte a qual sercáo dois Rios hum da parte do poente o qual tem o seu nascimento na Freguezia de Rio Mayor junto a huma quinta chamada o jugadouro no qual sitio comteria o mesmo nome do sitio donde nasçe Logo mais abaixo se chama Rio Mayor tomando o nome da terra por onde papsa passando pella Freguezia de Sáo Joáo da Ribeira se chama o Rio de Sáo Joáo e chegando a esta Freguezia de Azambugeira se chama o Rio do Amial por passar por huma Ribeira chamada o Amial e dista desta Freguezia duas legoas ao seu nascimento
Este Rio nasçe logo caudallozo e corre todo o anno
Desta Freguezia para sima náo he navegável por cauza de huma ponte de cantaria que se acha no meyo das Fazendas da Freguezia ca tal ponte empede a navegação daqui para sima
O outro Rio da parte do Nacente naçe a onde se chama as Alcobertas  No chamado olho dagoa das Alcobertas e nesta Freguezia se chama o Rio de Calharis este Rio daqui para cima the o lugar do seu nascimento náo he navegável por respeito dos asudes Este Rio também naçe Logo caudaloso e corre todo o anno
Qualquer destes dois Rios desde o sitio donde moram the apon que esta nesta Freguezia são Navegaveis no tempo de Inverno por Bateis que costumáo carregar quinze dezasseis moyos de páo
Qualquer destes dois Rios em humas partes sáo de curso Arebatado em outras quieto;
Correm estes dois Rios do Norte para o Sul; Criáo estes Rio quantidade de Peixes de toda a casta estes sáo muntas emguia barbos Fataças Sarmoins Ruivacas e em  alguns mezes do anno como sáo Março Abril e Mayo se fazem huns carreiros donde se apanháo bastantes Lampreas e de toda a pescaria uzáo Livremente todas as pepsoas
As margens destes dois Rios se cultiváo donde se recolhe bastante trigo milho e Legumes em algumas partes tem seu Arvoredo tanto de Fruto como  Silvestre
Estes dois Rios se ajuntáo hum com outro nesta Freguezia donde chamáo o canto do pego juntos em hum váo morrer no Rio Tejo donde chamáo o Rio Novo
Os moradores desta villa uzam Livremente de suas agoas para a cultura das suas terras
O Rio da parte do Nascente desde o seu Nascimento ate donde morre dista sete Legoas e o da parte do Poente dista seis Legoas; he o que a Vossa Emm.ª poço dizer desta minha Freguezia de Azambugeira houje dois de Abril de 1758

O Vigario Francisco Baup.tas
Azambugeira