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sexta-feira, 24 de maio de 2019

Golden Eagle Residence & Golf Resort

As tabuletas continuam lá a indicar o caminho para o Campo de Golf Golden Eagle. 
O problema é que este campo deixou de existir quando fechou portas em 2013. 

Neste momento a Quinta do Brinçal onde se localizava o campo de golfe está à venda por 19.422.000 euros em algumas imobiliárias, como a Caixa Imobiliário ou a Imobiliária Elite. 

Enquanto a Quinta do Brinçal tenta encontrar uma saida para a sua situação, as receitas que possui ainda vão sendo da venda de árvores e das licenças de caça. A Zona de Caça estava sob gestão da “Associação de Caça – Esperas e Montarias”, com o número de processo 6846 na Freguesia de Arrouquelas para a época venatória 2017/2018. 

O empreendimento Golden Eagle Residence & Golf Resort pretendia criar na Quinta do Brinçal, localizada entre Arrouquelas e Asseiceira, um complexo turístico e imobiliário de grandes dimensões que não se chegou a concretixar. O campo de golf era a parte visivel do empreendimento. 

Para perceber como esta quinta chegou a este estado, vou apresentar um pouco da sua história. 
O Campo de Golf foi inaugurado em 1994 pelo então proprietário Ricardo Cardoso, mentor do projecto. O campo foi desenhado pelo arquitecto norte-americano Rocky Roquemore, uma das personalidades mais marcantes da arquitectura de campos de golf a nível mundial e o campo de golf chegou a ser considerado um dos mais fascinantes e competitivos campos portugueses, com 6,623 metros, 9 lagos e 87 bunkers.

Com o campo de golf nasce o Golden Eagle Residence & Golf Resort que pretendia desenvolver-se numa parte da Quinta do Brinçal, correspondendo a uma área com cerca de 90 hectares. 
O Grupo Amorim chegou a associar-se ao projecto mas abandonou-o, ficando apenas com os créditos que o banco do grupo tinha concedido. Mais tarde os créditos passaram para o Banco Popular e posteriormente para o Banco Santander. 
A propriedade veio a ser adquirida anos mais tarde pela Carmin (CAMIN) Global Real Estate que ali queria criar uma verdadeira cidade, com cerca de 1600 habitações, colégio internacional, infantário, dois campos de golfe, dois hotéis, residências assistidas para seniores e centro de estágios de futebol.
Este novo projecto já abrangia uma área total com cerca de 533 hectares. 
Foram feitos os arruamentos, o terreno foi dividido em lotes, as infraestruturas com água, eletricidade e saneamento foram feitas e começaram-se a vender propriedades. 
A proposta urbanística do empreendimento foi aprovado pela Câmara Municipal de Rio Maior em 2004 
 

Em 21 de Dezembro de 2006 foi criado o Fundo Especial de Investimento Imobiliário Fechado Golden Eagle, gerido por FUNDIMO, Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário. 
A Carmin (CAMIN) pretendia investir cerca de 900 milhões de euros na região, num plano a 12 anos, mas no auge da crise económica e do imobiliário que atingiu o país depois de 2007, a Carmin (CAMIN) entrou em insolvência e faliu. Apesar da falência o campo de golf continuava aberto a quem aqui queria praticar esta modalidade. 
A crise também foi provocada por uma indecisão do governo Português quanto à localização do aeroporto alternativo ou complementar ao de lisboa. Em 2005 o governo Português tomou a decisão de construir o novo aeroporto de Lisboa na Ota (perto de Rio Maior). Em 2007 contudo a situação alterou-se radicalmente. Após um estudo financiado pela Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) e de muita discussão, o governo conclui que Alcochete era efetivamente uma localização preferível à da Ota, o que levou à mudança radical na sua decisão anterior. 
Carmin (CAMIN) é uma sociedade, contribuinte nº502486350, que tinha como atividade a promoção imobiliária e foi constituída em dezembro de 1990. Em 28 de Dezembro de 2007, foi criada uma nova sociedade, a Camin Global SGPS SA que durou pouco tempo pois em Novembro de 2012 entrou em Dissolução e Liquidação. A declaração de insolvência da CAMIN foi sentenciada a 03 de Junho de 2013. A Carmin (CAMIN) possuía o empreendimento “Cerca de Santa Mónica” em Évora, o empreendimento “Casas de Azeitão” em Setúbal e o empreendimento “Golden Eagle” em Rio Maior. 
Em Junho de 2013, a Câmara Municipal de Rio Maior lançou o Plano Estratégico de Desenvolvimento de Rio Maior (Visão e Estratégia para 2025 e Plano de Ação para 2030) e a “Golden Eagle Residence & Golf Resort” era considerada uma “Infraestrutura com capacidade de projecção nacional e internacional”. 
Em 6 de Novembro de 2013 a Câmara Municipal de Rio Maior foi oficialmente informada que o campo iria fechar portas. 

Mal o campo de golfe fechou, começaram os roubos e vandalismo. A GNR foi por diversas vezes chamada a intervir. 
Em 2016 tentaram vender a Quinta do Brinçal em leilão, mas tal não se concretizou. 

Já este ano, 18 de Janeiro de 2019, houve novo leilão, mas também sem sucesso. 

Entretanto a quinta encontra-se no estado que pode ser visto nas seguintes fotografias e que foram recolhidas do sitio na Internet “Lugares avandonados”. 




Estas imagens contrastam com as que tirei em 2009 e cujo artigo pode ser lido em: 



Em Março deste ano, veio-se a conhecer o relatório da auditoria da Ernst&Young (EY) ao banco Caixa geral de Depósitos. Neste relatório aparecem descritos vários negócios ruinosos realizados pelo banco público e lá é identificado como grande devedor o Fundo Imobiliário Golden Eagle. A 31 de Dezembro de 2015 o fundo tinha uma posição devedora de 31 milhões de euros, sendo que 27 milhões de euros estavam registados como imparidades pelo banco.

Uma pena que este projeto não se tenha concretizado. Deveria-se encontrar uma solução digna para esta bela propriedade.

sábado, 4 de maio de 2019

Concurso RM Talentos



A 5ª edição do Concurso RM Talentos realizou-se ontem, dia 3 de Maio, no cineteatro de Rio Maior.
O concurso está integrado nas iniciativas da Semana da Juventude em Rio Maior. 
O objectivo do Concurso RM Talentos é o de fomentar a participação dos jovens promovendo as suas capacidades individuais e reconhecer o talento daqueles que se distinguem em determinada área artística.
As inscrições para quem queria participar decorreram até ao dia 19 de março e eram destinadas a todos os jovens dos 12 aos 35 anos, para performances em palco e que podem ser individuais ou em grupo. O casting para selecionar os jovens com maior potencial realizou-se no dia 20 de março. 
Este ano os jovens a concurso foram: Bianca Neves, Sara Cardoso, Tatiana Abrantes e o grupo Queendom (composto por Catarina Pinto, Bárbara Costa e Joana Félix). Tatiana Abrantes foi a vencedora ao cantar a música “Somewhere Over the Rainbow” na versão de Ariana Grande.





Para abrilhantar o espectáculo atuaram também o grupo de HipHop da Escola Superior de Desporto de Rio Maior e a Associação de Dança de Tremês.




A história do concurso começou em 2014 com a competição Voz de Rio Maior em que a jovem Regina Filipe de Alcobertas ganhou. Em 2015 já no formato RM Talentos ganhou a Joana Silva de Rio Maior. Em 2016 o vencedor foi Telmo Tinta de Assentiz com uma performance de magia. Em 2017 a vencedora foi Débora Madeira de Outeiro da Cortiçada e já no ano passado o grande vencedor foi Alexandre Martins.

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Rio Maior em 1870

Uma imagem da Região de Rio Maior na década de 1870 pode ser retirada dos livros “Chorographia Moderna do Reino de Portugal”

No volume I de 1874 pode-se ver uma descrição da Serra dos Candeeiros e do rio Maior. 


Serra de Alcobertas (das), dos Candieiros ou dos Molianos.— A Oeste da Villa de Alcanede, na Freguezia das Alcobertas (concelho de Rio Maior) mencionam quasi todos os auctores esta serra, que nos parece não ser mais do que o resto das ondulações do terreno na extremidade da grande serrania de Minde, a que o povo da dita Freguezia das Alcobertas deu este nome, e alguns auctores o de serra dos Candieiros ou dos Molianos.
Não é possivel sem temeridade assignar-lhe dimensões, exceptuando a altura que é de 485m. João Baptista de Castro diz haver n'esta serra uma grande concavidade e dentro uma espécie de pedra que parece crystal, muito procurada para embrechados e brutescos. 

Rio Maior — Nasce duas leguas a Oeste de Alcanede: corre ao Sul e depois a S. E. ; passa em Rio Maior (a S. O.) onde tem bella ponte de cantaria : uma legua mais abaixo volta a E. S. E. ; passa uma legua ao Sul de Azambujeira: inclina depois para S. E. até á ponte d'Asseca, passando logo abaixo sob a ponte da via ferrea do norte; e voltando depois para S. S. O. até entrar no canal denominado Valla d' Azambuja, a qual segue quasi parallelamente ao Tejo, onde vae entrar 3 1/2k ao S. de Azambuja.
O curso do rio é de 14 léguas, das quaes 5 no encanamento da valla. 
Affluentes do Rio Maior
- Ribeira de Almoster — Nasce na Freguezia de Cercal, 6k a N. O. de Alcoentre: corre a S. E.; passa 1/2k a N. E. de Alcoentre, e 1/2l mais abaixo muda a direcção geral para E. N. E.: passa 1k ao S. de Alcoentrinho, em Almoster (a Oeste) e 1/2l mais abaixo entra no Rio Maior, com 6 leguas de curso.
 Tem tres pontes de madeira e uma de cantaria.
- Ribeira das Alcobertas ou de Calhariz.— Nasce na Freguezia das Alcobertas a Oeste de Alcanede: corre a S. E.; passa 1k a Este da Villa da Azambujeira, e logo entra no rio Maior com 5 leguas de curso. 

No volume IV de 1876 consegue-se uma descrição do Concelho de Rio Maior.

CONCELHO DE RIO MAIOR PATRIARCHADO COMARCA DE SANTAREM

ALCOBERTAS (1)
Antiga Freguezia de Santa Maria Magdalena no Logar de Alcobertas, curato da apresentação dos freguezes, no Termo da Villa de Alcanede. 
Em 1840 pertencia esta Freguezia ao concelho de Alcanede, extincta pelo decreto de 24 de outubro de 1855, pelo qual passou ao de Rio Maior.
Está situado o Logar das Alcobertas em valle, na serra das Alcobertas ou dos Candieiros. 
Tem estrada para Rio Maior.
Dista de Rio Maior 12k para N. N. E. 
Comprehende mais esta Freguezia os logares de Feira ou Teira, Portella, Chans, Casaes dos Monizes, Sourons ou Serões, Alqueidão Velho; e os casaes de Val de Feira ou Val de Teira, Fonte Longa, da Velha, Cadouço, Ribeira de Baixo, Ribeira de Cima.
Vem mencionados em Carvalho, além do Logar das Alcobertas com uma ermida do Espirito Santo, os logares de Sourões com uma dita de Santo Amaro, e Alqueidão Velho com uma dita de S. Lourenço. 

População segundo a Chorographia de Carvalho
População segundo a Chorographia de Almeida 207 fogos 
População segundo Estatistica Parochial 212 fogos; 840 habitantes
População segundo Estatistica Civil 870 habitantes 
Recolhe milho, trigo, cevada e vinho.

ARRUDA DOS PISÕES (2)
Antiga Freguezia de S. Gregorio, vigaria e commenda da ordem de Aviz, sendo a apresentação da mesa da Consciencia em freire professo da mesma ordem (na Estatistica Parochial vem a apresentação do Marquez de Niza), no Termo da Villa de Santarem. 
Está situado o Logar de Arruda dos Pizões em valle junto á ribeira das Alcobertas. Dista de Rio Maior (para onde tem estrada) 11k para E. S. E.
Comprehende mais esta Freguezia os casaes da Boa Vista e Bréjo. 
Vem mencionados no Diccionario Geographico Manuscripto os Iogares de Pizões e Boa Vista.

População segundo a Chorographia de Almeida 40 fogos
População segundo Estatistica Parochial 52 fogos; 200 habitantes 
População segundo Estatistica Civil 220 habitantes
AZAMBUJEIRA (3)
Antiga Villa d'Azambujeira, na antiga comarca de Santarem. Donatario o Conde de Soure.
Está situada em um monte entre o rio Maior e a ribeira das Alcobertas ou de Calhariz, 1/2k a O. N. O. da margem esquerda do dito rio Maior,11k a O. N. O. da margem direita do Tejo.
Dista de Rio Maior (para onde tem estrada) 18k para S. E. 
Tem uma só Freguezia da invocação de Nossa Senhora do Rozario, vigaria da apresentação do arcebispo de Lisboa, segundo Carvalho, da apresentação do Conde de Soure, Diccionario Geographico Manuscripto e Estatistica Parochial.
Comprehende esta Freguezia, além da Villa, os logarees de Alfouves, Calhariz; os casaes de Boa Vista, Tagoeiro (Tegarrejo no mappa topographico) de Cima, Tagoeiro de Baixo, Casalinho, Regato, Casal das Figueiras, Freixial; e a quinta do Carvalhal de Baixo. 
Vem mencionado em Carvalho o Logar de Affouves.

População segundo a Chorographia de Carvalho 40 fogos 
População segundo a Chorographia de Almeida 86 fogos
População segundo Estatistica Parochial 100 fogos; 398 habitantes 
População segundo Estatistica Civil 392 habitantes
É abundante de trigo, milho, centeio, legumes, vinho, gado e caça. 
D. João IV elevou á categoria de Villa, em 1654, o antigo Logar de Azambujeira que pertencia n'esse tempo á Freguezia de S. João da Ribeira, do Termo de Santarem; e a doou a Lourenço Pires de Carvalho, provedor das obras e paços reaes, e depois em virtude de casamento da unica herdeira veiu a passar á casa dos Conde de Soure.
O nome de Azambujeira deve-o ao grande numero de zambujos ou azambujos, como alguns diziam, que ha pelos seus contornos. 

FRAGOAS (4)
Antiga Freguezia de Santo Antonio de Fragoas, capellania da ordem de Aviz pertencente á commarca de Alcanede, no Termo d'esta Villa 
Em 1840 pertencia esta Freguezia ao concelho de Alcanede, extincto pelo decreto de 24 de outubro de 1855, pelo qual passou ao de Rio Maior.
Está situado o Local de Fragoas na margem esqueda da ribeira das Alcobertas, na estrada de Alcanede para Rio Maior. Dista de Rio Maior duas leguas para N. E. 
Comprehende mais esta Freguezia os logares de Cabos, Carvalhões ou Carvalhaes, Ribeira das Fragoas, Ribeira dos Moinhos; os casaes de Povoas, Dourado, Rouxinol, Azenha, Moraxico; e as quintas de Mamposteiro e Ortiga.
Vem mencionados em Carvalho, além do Logar de Fragoas séde da egreja parochial, os logares de Cabos com uma ermida de S. Sebastião, Carvalhos com uma dita de S. Gregorio. 
Tambem ali havia em um ermo, e muito distante da Freguezia, uma ermida de S. Miguel que em tempos remotos foi parochia.

População segundo a Chorographia de Almeida 144 fogos
População segundo Estatistica Parochial 140 fogos; 536 habitantes 
População segundo Estatistica Civil 581 habitantes
Tem feira a 29 de setembro que dura 3 dias. 

OUTEIRO DA CORTIÇADA (5)
Antiga Freguezia de Nossa Senhora da Ribeira da Cortiçada, curato da apresentação do parocho da Freguezia de Abitureiras, do Termo de Santarem ao qual também pertencia esta Freguezia de Nossa Senhora da Ribeira, que hoje chamam do Outeiro da Cortiçada por comprehender o Logar do Outeiro, que parece pertencia em 1708 á Freguezia de Santa Maria de Almoster.
Está situado o Logar do Outeiro na margem direita da ribeira das Alcobertas. Dista de Rio Maior (para onde tem estrada) 11k para Este. 
Comprehende mais esta Freguezia os logares de Val de Marinhas, Correias; os casaes Alto, da Raposa, da Cortiçada; e a quinta do Cubo.

População segundo a Chorographia de Carvalho 134 fogos 
População segundo a Chorographia de Almeida 95 fogos
População segundo Estatistica Parochial 108 fogos; 414 habitantes 
População segundo Estatistica Civil 411 habitantes
A egreja parochial está mais de 1/2k a Este do Logar do Outeiro, além da ribeira e proxima ao casal da Cortiçada. 

RIBEIRA (S. JOÃO DA) (6)
Antiga Freguezia de S. João Baptista da Ribeira, vigaria da apresentação do convento de S. João Evangelista (Loios) de Santarem, no Termo da Villa Hoje é priorado 
Está situado o Logar de S. João da Ribeira na margem esquerda do rio Maior.
Dista de Rio Maior (para onde tem estrada) 12k para S. E. 
Por decreto de 3 janeiro de 1847 foi constituido este Logar cabeça do concelho de Rio Maior. 
Ignoramos a data do decreto que invalidou esta disposição.
Comprehende mais esta Freguezia os logares de Marmelleira (grande Logar segundo o mappa topographico), Assentis, Arrouquellas, Malaqueijo, Quintas; os casaes de Ventuzella, Ribeira; as quintas de S. Jurge, Ferraria, Santa Barbara, Lagarata ou Escagarata, Angustias, Seabra; e as Habitações Isoladas de Bairro, Miguel ou Antonio Miguel, Amieira, Curiosa, Brejo, Val de Barcos, Frazoas, Charneca.
Vem mencionados em Carvalho, além do Logar de S. João Baptista da Ribeira, séde da egreja, os logares de Malhaqueijo, Marmeleira, Assentis, Arrouquella, cada um com sua ermida. 

População segundo a Chorographia de Carvalho 300 fogos
População segundo Estatistica Parochial 601 fogos; 2201 habitantes 
População segundo Estatistica Civil 2542 habitantes


RIO MAIOR (7)
Antiga Freguezia de Nossa Senhora da Conceição no Logar de Rio
Maior, priorado da ordem de Aviz, da apresentação da Mesa da Consciencia, no Termo de Santarem, que posteriormente a 1708 foi elevado á categoria de Villa, e hoje é cabeça do actual concelho de Rio Maior. 
Está situada a Villa entre duas ribeiras que juntando-se formam o chamado Rio Maior.
Tem estradas reaes para Alcoentre e para a real das Caldas a Leiria. 
Dista de Santarem 6l para O. N. O.
Tem uma só Freguezia, que é a supra indicada. 
Comprehende esta Freguezia, além da Villa, os logares de Carraxana ou Escarraxana, Vivenda (Casaes da Vivenda no mappa topographico), Freiria, Assenta, Porta de Teiva, Fonte da Bica, Casal do Callado, Pé da Serra, Lobo Morto, Caniceira, Sidral ou Cidral, Azinheira, Ante-Porta ou Entre-Porta, Bouças, Panasqueira, Asseiceira; os casaes de Abixanas, Valle d'Obidos, Traz da Serra (Casaes da Serra no mappa), Alto da Serra; as quintas de Varzea, S. Paio, Logradouro, Bastilhas, Sobreiros; das Habitações Isoladas de Valles, Ribeira de Cima, Ribeira de Baixo, Val das Laranjas, Chainça.
Segundo o Diccionario Chorographico de José Avellino de Almeida ha para o lado septentrional da Villa uma pequena planicie cercada de pouco elevadas collinas, e no meio um poço empedrado de 25 palmos de profundidade, todo dividido em tanques pertencentes a diversos proprietarios, aonde se fabrica excellente sal, muito superior ao sal marinho; e em outra planicie mais consideravel, no sitio chamado Marinha Velha, é tradição que havia outro semelhante poço, com agua egualmente propria para sal, e que em todo este terreno mostra poder encontrar-se da mesma agua e promover uma industria muito importante; achando-se além d'isso o terreno desaproveitado para a agricultura porque nada produz. 

População segundo a Chorographia de Carvalho 270 fogos
População segundo a Chorographia de Almeida 850 fogos 
População segundo Estatistica Parochial 912 fogos; 3020 habitantes
População segundo Estatistica Civil 3400 habitantes 
Tem feira annual de 3 dias, começando em 15 de setembro.

Tem este concelho : 
Superficie, em hectares 33471
População, habitantes 8416 
Freguezias, segundo a Estatistica Civil 7
Predios, inscriptos na matriz 10229

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Transportes rodoviários em Rio Maior durante o século passado

Os serviços de transporte de pessoas sempre se fez em Portugal usando a tração animal. A junta de bois, cavalo ou mula. A Casa da Muda que servia a mala-posta no Alto da Serra foi construida em 1737. 
Em 1864 foi inaugurada a ligação entre Lisboa e Porto por comboio a vapor. O comboio passou a ser um meio seguro e rápido de transporte de pessoas e mercadorias. 
Em 1878 passou a haver transporte urbano de passageiros. Foi no Porto e usava-se a tração a vapor.
Em 1895 surgiu também no Porto a primeira linha da Península Ibérica de transporte de passageiros usando carros elétricos.
Em 1895 chega a Portugal o primeiro automóvel pessoal. Com o aparecimento de veículos movidos a motores de combustão o transporte de pessoas muda radicalmente.

Em 1938 a empresa “A Scalabitana” fazia transportes de passageiros entre Santarém, Lisboa, Cartaxo e Vila da Marmeleira. Havia um serviço combinado para Rio Maior com a empresa “Capristano & Ferreira”.



Em 1939 a empresa “Viriato Paulo & Paulo” explorava uma carreira de passageiros aos Domingos entre Rio Maior e Asseiceira. Esta carreira, bem como outras realizadas por esta empresa foram adquiridas pela empresa “Capristanos”. 

Em 1945 a empresa “Capristanos” pediu autorização para explorar uma carreira regular de transporte de passageiros entre Caldas da Rainha e o Entroncamento com paragem em Rio Maior, Alcanena e Torres Novas.



No mesmo ano a empresa Claras requereu a concessão de uma carreira regular de transporte de passageiros para o mesmo percurso (Caldas da Rainha – Entroncamento) e em substituição da carreira que já efectuava entre Amiais de Baixo e Torres Novas.



Actualmente a empresa “Rodoviária do Tejo” é que serve a região de Rio Maior com transportes regulares. Esta empresa teve a  sua origem na empresa “Claras” e foi criada em 31 de Janeiro de 1991. 

Rio Maior é também servida por um serviço rodoviário de ligação interurbana assegurada pela empresa “Rede Nacional de Expressos”. Esta empresa foi fundada em 1995 e é composta por várias empresas operadoras de autocarros, sendo que uma delas é a “Rodoviária do Tejo”.

Pode saber mais sobre a casa da Muda que servia a diligência em Rio Maior em: 
Pode saber mais sobre a Estação Central de Camionagem de Rio Maior em: 
Pode saber mais sobre a companhia “Capristano & Ferreira” em: 
Pode saber mais sobre a empresa “Claras” em: 
Pode saber mais sobre a empresa “Rodoviária do Tejo” em: 
Pode saber mais sobre a empresa “Rede Nacional de Expressos” em: 


quarta-feira, 4 de julho de 2018

Exibição Internacional de 1876 nos EUA



O Congresso dos Estados Unidos aprovou a 3 de Março de 1871 que a celebração do centenário da promulgação da Declaração da Independência dever-se-ia realizar na Cidade de Filadélfia com uma exibição internacional de artes, industria, agricultura e produtos mineiros.
Foram convidados cerca de 50 países e entre eles encontrava-se Portugal.
A exibição ocupou cerca de 19,62 hectares.


Todos os produtos em exibição estão descritos no Catálogo Oficial.
De Portugal foram 1905 diferentes produtos sendo que 87 foram da região de Santarém.
De Rio Maior foram os vinhos: 
               1299 - Ramos, António Pedro de Carvalho – Vinho Branco 
               1300 – Rosa, José Maria – Vinho Branco 
               1357 – Campos, Francisco Ferreira - Vinho Tinto
Daqui se nota a importância da vinicultura na região de Rio Maior durante o século XIX.


A Declaração da Independência dos EUA foi redigida e assinada a 04 de Julho de 1776. Neste documento, as treze colônias localizadas na América do Norte, declaram a independência da Grã-Bretanha. Esta declaração ocorreu na cidade da Filadélfia.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Bolinho de Sal

O Bolinho de Sal é já uma referência na doçaria da região. 


Doce mas salgado, esta é uma receita conventual tendo como base o doce de ovos com amêndoa e feijão. O recheio doce ao ser degustado em conjunto com a massa ligeiramente salgada resulta num bom conjunto de sabores que entusiasma as papilas gostativas. 
O seu formato tem a forma das pirâmides de sal das Salinas de Rio Maior.


Este doce foi criada em 2009 e o segredo está na massa. 
A massa do Bolinho de Sal é moldada à mão e depois de recheada vai ao forno por cerca de 20min. 
Os principais ingredientes são: 
   Recheio: Gema de ovos; Açucar; Feijao Manteiga; Amêndoa 
   Massa: Manteiga; Farinha; Flor de Sal;  ... 


Experimente e prove este doce pois de certo vai gostar. 
O Bolinho e Sal é produzido por Chocolate Flor de Sal.

Pode saber mais sobre as Salinas de Rio Maior em: 
http://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2010/06/salinas-de-rio-maior.html 
Pode ver um video sobre a fabricação dos bolinhos em: 
https://www.youtube.com/watch?v=d27fYKttVIc
 

domingo, 11 de março de 2018

7ª Rota Serra e Sal

Realizou-se hoje a 7ª edição da prova de BTT Serra e Sal.

Um excelente percurso da responsabilidade do Clube Pinhas Bravas de Arrouquelas.

Este ano a prova contou com a presença de algumas centenas de ciclistas que se dividiram pelos dois percursos que estavam delineados, 40 e 60 quilometros.


Uma prova dura, mas desafiante que começou no Estádio Municipal e acabou nas Tasquinhas de Rio Maior que estam a decorrer.