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quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Transportes rodoviários em Rio Maior durante o século passado

Os serviços de transporte de pessoas sempre se fez em Portugal usando a tração animal. A junta de bois, cavalo ou mula. A Casa da Muda que servia a mala-posta no Alto da Serra foi construida em 1737. 
Em 1864 foi inaugurada a ligação entre Lisboa e Porto por comboio a vapor. O comboio passou a ser um meio seguro e rápido de transporte de pessoas e mercadorias. 
Em 1878 passou a haver transporte urbano de passageiros. Foi no Porto e usava-se a tração a vapor.
Em 1895 surgiu também no Porto a primeira linha da Península Ibérica de transporte de passageiros usando carros elétricos.
Em 1895 chega a Portugal o primeiro automóvel pessoal. Com o aparecimento de veículos movidos a motores de combustão o transporte de pessoas muda radicalmente.

Em 1938 a empresa “A Scalabitana” fazia transportes de passageiros entre Santarém, Lisboa, Cartaxo e Vila da Marmeleira. Havia um serviço combinado para Rio Maior com a empresa “Capristano & Ferreira”.



Em 1939 a empresa “Viriato Paulo & Paulo” explorava uma carreira de passageiros aos Domingos entre Rio Maior e Asseiceira. Esta carreira, bem como outras realizadas por esta empresa foram adquiridas pela empresa “Capristanos”. 

Em 1945 a empresa “Capristanos” pediu autorização para explorar uma carreira regular de transporte de passageiros entre Caldas da Rainha e o Entroncamento com paragem em Rio Maior, Alcanena e Torres Novas.



No mesmo ano a empresa Claras requereu a concessão de uma carreira regular de transporte de passageiros para o mesmo percurso (Caldas da Rainha – Entroncamento) e em substituição da carreira que já efectuava entre Amiais de Baixo e Torres Novas.



Actualmente a empresa “Rodoviária do Tejo” é que serve a região de Rio Maior com transportes regulares. Esta empresa teve a  sua origem na empresa “Claras” e foi criada em 31 de Janeiro de 1991. 

Rio Maior é também servida por um serviço rodoviário de ligação interurbana assegurada pela empresa “Rede Nacional de Expressos”. Esta empresa foi fundada em 1995 e é composta por várias empresas operadoras de autocarros, sendo que uma delas é a “Rodoviária do Tejo”.

Pode saber mais sobre a casa da Muda que servia a diligência em Rio Maior em: 
Pode saber mais sobre a Estação Central de Camionagem de Rio Maior em: 
Pode saber mais sobre a companhia “Capristano & Ferreira” em: 
Pode saber mais sobre a empresa “Claras” em: 
Pode saber mais sobre a empresa “Rodoviária do Tejo” em: 
Pode saber mais sobre a empresa “Rede Nacional de Expressos” em: 


quarta-feira, 4 de julho de 2018

Exibição Internacional de 1876 nos EUA



O Congresso dos Estados Unidos aprovou a 3 de Março de 1871 que a celebração do centenário da promulgação da Declaração da Independência dever-se-ia realizar na Cidade de Filadélfia com uma exibição internacional de artes, industria, agricultura e produtos mineiros.
Foram convidados cerca de 50 países e entre eles encontrava-se Portugal.
A exibição ocupou cerca de 19,62 hectares.


Todos os produtos em exibição estão descritos no Catálogo Oficial.
De Portugal foram 1905 diferentes produtos sendo que 87 foram da região de Santarém.
De Rio Maior foram os vinhos: 
               1299 - Ramos, António Pedro de Carvalho – Vinho Branco 
               1300 – Rosa, José Maria – Vinho Branco 
               1357 – Campos, Francisco Ferreira - Vinho Tinto
Daqui se nota a importância da vinicultura na região de Rio Maior durante o século XIX.


A Declaração da Independência dos EUA foi redigida e assinada a 04 de Julho de 1776. Neste documento, as treze colônias localizadas na América do Norte, declaram a independência da Grã-Bretanha. Esta declaração ocorreu na cidade da Filadélfia.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Bolinho de Sal

O Bolinho de Sal é já uma referência na doçaria da região. 


Doce mas salgado, esta é uma receita conventual tendo como base o doce de ovos com amêndoa e feijão. O recheio doce ao ser degustado em conjunto com a massa ligeiramente salgada resulta num bom conjunto de sabores que entusiasma as papilas gostativas. 
O seu formato tem a forma das pirâmides de sal das Salinas de Rio Maior.


Este doce foi criada em 2009 e o segredo está na massa. 
A massa do Bolinho de Sal é moldada à mão e depois de recheada vai ao forno por cerca de 20min. 
Os principais ingredientes são: 
   Recheio: Gema de ovos; Açucar; Feijao Manteiga; Amêndoa 
   Massa: Manteiga; Farinha; Flor de Sal;  ... 


Experimente e prove este doce pois de certo vai gostar. 
O Bolinho e Sal é produzido por Chocolate Flor de Sal.

Pode saber mais sobre as Salinas de Rio Maior em: 
http://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2010/06/salinas-de-rio-maior.html 
Pode ver um video sobre a fabricação dos bolinhos em: 
https://www.youtube.com/watch?v=d27fYKttVIc
 

domingo, 11 de março de 2018

7ª Rota Serra e Sal

Realizou-se hoje a 7ª edição da prova de BTT Serra e Sal.

Um excelente percurso da responsabilidade do Clube Pinhas Bravas de Arrouquelas.

Este ano a prova contou com a presença de algumas centenas de ciclistas que se dividiram pelos dois percursos que estavam delineados, 40 e 60 quilometros.


Uma prova dura, mas desafiante que começou no Estádio Municipal e acabou nas Tasquinhas de Rio Maior que estam a decorrer.


sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Ecopista no antigo ramal ferroviário


As Câmaras Municipais de Rio Maior e Santarém estão a desenvolver contatos para a construção de uma ecopista no traçado do antigo ramal ferroviário que liga Rio Maior a Vale de Santarém.


Este tema foi abordado ontem (25-01-2018) durante um seminário da Comunidade Urbana da Lezíria do tejo e que conta com a participação de 11 municípios da região.
O presidente da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves, partilhou algumas fotos onde mostra a situação atual e no que se pode transformar com a ecopista.
Esta Ecopista seria de grande valia para o Concelho de Rio Maior, pois permitiria ligar a já extensa rede de ciclovia existente à cidade de Santarém, por uma via segura e confortável para quem quer praticar desporto ou simplesmente ter momentos de lazer na natureza.


Esta ecopista é já falada e ambicionada por muitos habitantes da região.
As Ecopistas associadas ao Turismo de Natureza, constituem um modelo de desenvolvimento alternativo e sustentável, ideal para promover uma cultura de educação ambiental, de ócio, de desporto ao ar livre e de hábitos de exercício saudáveis com a mobilidade não motorizada.

O que é necessário ser feito:
• Diagnóstico e conceção da Ecopista
• Realizar protocolos com associações
• Execução das obras de limpeza e estabilização da via
• Colocação de guardas de madeira para a proteção de locais com falta de segurança
• Limpeza das linhas de água e criar drenagens se necessário
• Execução da pavimentação do trajeto
• Sinalética e instalação de mobiliário nos pontos de descanso ou paragem
• Elaborar a produção de conteúdos relativos a fauna e flora locais
• Disponibilização de informação na Internet


Pode saber mais sobre o antigo ramal de caminho-de-ferro, em:
http://rio-maior-cidadania.blogspot.de/2011/08/antiga-linha-de-caminho-de-ferro-em-rio.html
Pode saber mais sobre a ciclovia em Rio Maior, em:
http://rio-maior-cidadania.blogspot.de/search?q=ciclovia

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Guerra da Patuleia. Vivência em Rio Maior


Guerra da Patuleia

Patuleia é o nome pelo qual se designa a guerra civil, entre Outubro de 1846 e Junho de 1847, travada entre Cartistas, defensores da Carta Constitucional de 1826, e Setembristas, apoiantes da Constituição de 1838. Foi desencadeada pela nomeação, depois do golpe palaciano de 6 de Outubro de 1846, a que se dá o nome de “Emboscada”, de um governo cartista que tinha como presidente o marechal João Oliveira e Daun, duque de Saldanha. Para alguns autores, o nome “Patuleia” deriva de pata ao léu (pé descalço); para outros, é um termo espanhol que significa “soldadesca sem disciplina”.
A guerra civil teve uma duração de oito meses, opondo os cartistas (com o apoio da rainha D. Maria II) a uma coligação que juntava setembristas a miguelistas. A guerra terminou com a vitória cartista, a 30 de Junho de 1847 pela assinatura da Convenção de Gramido. A paz só foi conseguida após a intervenção de forças militares estrangeiras ao abrigo da Quádrupla Aliança (Reino Unido, a França, a Espanha e a Igreja Católica).

De referir que entre 1807 e 1811 houveram as invasões francesas que debilitaram em muito as estruturas sociais em Portugal. A razão das invasões a Portugal relacionou-se com a recusa portuguesa em aderir ao Bloqueio Continental decretado por Napoleão em relação à Inglaterra, no ano de 1806.
Mas as guerras internas começaram com a Guerra Civil entre liberais e absolutistas sobre a sucessão real e que durou de 1828 a 1834.
Na Guerra Civil Portuguesa, também conhecida como Guerras Liberais, Guerra Miguelista ou Guerra dos Dois Irmãos, foi a guerra civil travada em Portugal entre liberais constitucionalistas e absolutistas sobre a sucessão real, esteve em causa o respeito pelas regras de sucessão ao trono português face à decisão tomada pelas Cortes de 1828, que aclamaram D. Miguel I como rei de Portugal. As partes envolvidas foram o partido constitucionalista progressista liderado pela rainha D. Maria II de Portugal com o apoio de seu pai, D. Pedro IV, e o partido absolutista de D. Miguel. Estiveram também envolvidos o Reino Unido, a França, a Espanha e a Igreja Católica.
Já na Primavera de 1846 ocorre a Revolução Maria da Fonte, ou Revolução do Minho, contra o governo cartista presidido por António Bernardo da Costa Cabral. A revolta resultou das tensões sociais ainda vindas das guerras liberais e pelo grande descontentamento popular gerado pelas novas leis de recrutamento militar, por alterações fiscais e pela proibição de realizar enterros dentro de igrejas.

Rio Maior esteve bastante envolvido desde o início nesta guerra civil e apesar de muito extenso, é interessante ler as referências que aparecem sobre Rio maior no Jornal “O Curioso”, um Jornal Político e Comercial de 1846 a 1847.

Antes de passar a transcrever as passagens que julgo serem relevantes, existem aspetos importantes em Rio Maior referentes a estas guerras civis:
- A Casa Senhorial D. Miguel deve o seu nome à permanência do monarca neste espaço antes da Batalha de Almoster, como pode ser visto em:
- Em 1834 o Concelho de Azambuja foi extinto por D. Maria II por represália da povoação ter estado ao lado de D. Miguel durante as lutas liberais, como pode ser visto em:
- Os Condes de Rio maior também tiveram participação relevante nestas guerras civis, nomeadamente a Condessa de Rio Maior (casada com o 3º Conde de Rio Maior) e o Duque de Saldanha (filho do 1º Conde de Rio Maior), como pode ser visto em:
- Em Rio Maior também aconteceram eventos militares de relevância durante as invasões francesas, como pode ser visto em:


Agora as passagens relevantes do jornal “O Curioso”
20 Outubro de 1846
“Portugueses! Às armas! Um punhado de assassinos se prepara na Capital do reino para vos extorquir a liberdade que comprastes com sangue e roubar-vos as regalias com que os reis passados vos remuneraram as vossas virtudes.
Portugueses! É necessário que não deixeis levar avante tão infame desígnio. Não é a primeira vez que vos vistes ameaçados pelas baionetas dos tiranos e que os debelastes sobre o campo de batalhas, nessas lides passadas de religião e nacionalidade.”
“Irrmo e Exmo Snr., O Exmo Conselheiro Manoel da Silva Passos foi ontem procurado em Alpiarça por uma força dos rebeldes estacionados em Santarém, porém não foi encontrado. Contamos reunir aqui dentro de dois dias forças populares de Alenquer, Lanceiros de Valada, Cartaxo, Rio Maior, Torres Vedras e Nazaré. Com estas forças reunidas e ocupando Peniche com gente da nossa confiança marcharemos para onde convier. Manoel da Silva Passos e José Estevão são os nossos comandantes. O povo corre de toda a parte a alistar-se debaixo das bandeiras de tão ilustres cavalheiros.”
26 Outubro de 1846
“O Visconde de Sá marchou ontem e deverá chegar no dia 27 aí (Porto). De Artilharia parte já um Destacamento. Por aqui nada de novo. Évora foi atacada pelo Barão de Estremoz com 450 infantes e 210 cavalos que foram repelidos. Estava a chegar ali o General Celestino com a força do Algarve. De Santarém saiu infantaria nº1 sem mochilas a reforçar o Barão de Estremoz. José Estevão marcha com as forças populares sobre Rio Maior.
Em 26 do corrente, José Ferreira Coelho, Alferes comandante da 2ª Divisão Telegráfica.”
29 Outubro de 1846
“Illmo e Exmo Snr. Acho-me junto a Rio Maior, 4 pequenas léguas de Santarém, a onde tenciono entrar em dois dias. O Galamba tomou a Artilharia ao Salazer e o Celestino vem sobre Évora. Deus os guarde a V. Exa junto a Rio Maior 29 de Outubro de 1915, Illmo e Exmo Snr. José da Silva Passos, Vice-Presidente da Junta Provisória do Governo Supremo do reino, O delegado da Junta, José Estevão Coelho de Magalhães.”
30 Outubro de 1846
“Illmo e Exmo Snr. Gozo o favor de assegurar a V. Exa que pela uma hora da tarde do dia de hoje, entrei no Distrito confiado à minha administração, na Vila de Rio Maior, 4 pequenas léguas distante de Santarém e assumi interinamente o Governo Civil e amanhã conto entrar na Sede de Distrito. As forças rebeldes que estão em Santarém são apenas 250 baionetas e 25 cavalos e se acham com bagagens carregadas sendo constante que evacuarão aquela Vila à porção que forem chegando as forças populares que convergem sobre aquele ponto de diferentes partes. O entusiasmo do povo é imenso, nesta Vila fui recebido a repique de sinos e fogo do ar e fica organizando-se uma força nesta Vila anseia a glória que cabe aos seus companheiros de armas pelo triunfo de uma causa tão santa como aquela em que nos achamos empenhados. Agora mesmo entrou nesta Vila a força de cavalaria nacional de lanceiros comandada pelo valente patriota Illmo Snr Adolfo Manoel Nunes e vem entrando a brigada do valente e intrépido o Illmo e Exmo Snr. José Estevão Coelho de Magalhães.
Deus Guarde a V. Exa Rio Maior 29 de Outubro de 1846. Illmo e Exmo Snr José da Silva Passos, Vice Presidente da Junta Provisória do Supremo Governo do reino, O Governador Civil Interino, Tristão de Abreu e Alburquerque.”
31 Outubro de 1846
“Illmo e Exmo Snr. Dei ontem conta a V. Exa que havia entrado no Conceilho de Rio Maior, distrito de Santarém e assumido o Governo Civil do mesmo. Expedi a seguinte circular a todos os Administradores dos Concelhos do meu Distrito para que não prestem obediência ao governo intruso, aos rebeldes ou autoridades suas, sendo eu o Magistrado superior administrativo legal até que a Exma Junta Provisória do Governo Supremo do reino determine o contrário. Fiz ativar a cobrança dos rendimentos públicos e tenho a satisfação de assegurar a V. Exa que neste concelho em oito horas realizei a receção de dinheiros públicos que fornecerão por alguns dias a brigada do comando do Exmo José Estevão de Magalhães, que ontem à uma hora deu entrada nesta Vila sendo recebido a repiques de sino e foguetes. Está-se organizando aqui uma força popular de valentes patriotas, que hoje por noite conto ficará armada e pronta para marchar para onde convenha. …”
Deus Guarde a V. Exa Rio Maior 31 de Outubro de 1846. Illmo e Exmo Snr José da Silva Passos, Vice Presidente da Junta Provisória do Supremo Governo do reino, O Governador Civil Interino, Tristão de Abreu e Alburquerque. Confere António Bernardino de Carvalho diretor da Repartição dos Negócios do Reino.”
3 de Novembro de 1846
“Illmo e Exmo Snr. Vou avançar à manhã sobre Rio Maior. Peço a V. Exa que comunique à Junta Provisória do Governo Supremo do reino o meu movimento, o que não faço por não ter tempo.
Deus os Guarde a V. Exa Quartel General em Leiria 3 de Novembro de 1846, às 8 horas da noite. Illmo e Exmo Snr Marques de Loulé, Conde das Antas.”
6 de Novembro de 1846
“Illmo e Exmo Snr. Pelo ofício que acabo de receber e que remeto a V. Exa verá que Santarém foi ontem mesmo ocupada pela coluna do conde da Taipa, Deus Guarde a V. exa Quartel General em rio Maior 6 de Novembro de 1846. Conde das Antas.
7 de Novembro de 1846
“Vimos uma carta datada de 7 do corrente em Rio Maior escrita por pessoa fidedigna que faz parte do nobre fiel e valente Exército Nacional que além de conter várias notícias de interesse por nós já publicadas diz o seguinte: Continuam a apresentar-se oficiais  e soldados fugidos da capital”
9 de Novembro de 1846
“Illmo e Exmo Snr. Vou marchar com todas as minhas forças para Santarém, não só para ocupar tão interessante ponto, como para dar a mão às tropas fieis do Alentejo e Algarve, que hoje devem estar reunidas em Évora. Deus Guarde a V. Exa Quartel General de Rio Maior 9 de Novembro de 1846. Conde das Antas. Illmo e Exmo Snr. Francisco de Paula Lobo d’Avila.”
10 de Novembro de 1846
“Illmo e Exmo Snr. Ontem entrei nesta Vila (Santarém), com toda a força do meu comando e já se principiou o restabelecimento das linhas, estando seguro que não há força que de aqui possa expulsar-me. Em Rio Maior deixei José Estevão, comandando os Batalhões de Alcobaça, Caldas e Rio Maior, bem organizados e que sobem a 1.000 homens, e hoje mando o Conde da Taipa para Almeirim com uma bela força de 600 homens. Aqui estão 2.500 populares debaixo das ordens do Cézar de Vasconcelos.
Deus Guarde a V. Exa Quartel General em Santarém, 10 de Novembro de 1846. Illmo e Exmo Snr. Francisco de Paula Lobo d’Avila.”
17 de Novembro de 1846
“Quartel General de Santarém, 17 de Novembro de 1846.
Batalhão Nacional Móvel de Rio Maior.
Comandante, Joaquim Machado Franco.
Major, José da Costa Soares.
Ajudante, o Tenente graduado do Batalhão de caçadores nº1 servindo no nº2 da mesma Arma, José Cyrillo Machado.
Quartel Mestre, António Gil Alves.
Porta Bandeira, José Machado Feliciano.
Capitães: António Correa Mendes, Joaquim da Motta Ferreira e José Correa d’Almeida.
Tenentes: Henrique de Carvalho, João Machado Feliciano, José Henriques de Carvalho e Manoel Bernardino.
Alferes: Joaquim Machado Feliciano, António de Sá, Joaquim Ramos Franco e José Carvalho.
….”
10 de Dezembro de 1846
“Correu aqui ontem quase geral que no quartel geral do Exmo Conde das Antas houvera um movimento de suma transcendente, tendo sido destacadas de Santarém todas, ou a maior parte das forças sobre Rio Maior e retirando sobre Lisboa, acrescentavam alguns, as forças rebeldes de Saldanha.
Nem damos inteiro crédito ao boato, nem completamente o rejeitamos, com quanto ignoramos absolutamente o seu fundamento. Os últimos movimentos de tropas ao Sul podiam efectivamente ter influído para movimentos transcendentes nos dois quarteis generais. As vantagens que ultimamente temos obtido na esquerda do Tejo estando quase às portas da capital pelo lado de Almada e além disso a retirada de Leiria da coluna Lapa, perseguida pela denotada do exmo conde de Bonfim, que segundo as últimas participações devia no domingo ficar em Alcobaça.
De mais a mais o estado vulcânico em que se acha a capital, segundo todas as informações e por fim também o descrédito em que vai caindo o general das cem caras que prometendo subjugar todo o país apenas se tem podido estender até ao Cartaxo, podem efetivamente ter causado sérios e talvez decisivos acontecimentos. Anciosamente esperamos notícias que oxalá sejam conformes aos desejos dos verdadeiros patriotas.”
18 de Dezembro de 1846
“Corre como certo que o Tenente General Conde de Bonfim, se acha ocupando o ponto de Torres Vedras, sete léguas desviado de Lisboa e o valente General Conde das Antas em Rio Maior. Em breve anunciaremos a entrada destas forças na Capital.”
20 de Dezembro de 1846
“Illmo Exmo Snr. Ontem saí de Santarém depois das 10 horas por me constar a marcha das forças de Saldanha, umas na direção da Azambuja e outras na de Alcoentre e às 5 horas da tarde entrava em rio maior. Eu sabia que o Conde de Bonfim devia pernoitar em Torres Vedras e por isso esperava com razão que o inimigo marchasse na manhã de hoje na direção de Cadaval ou de Alenquer, mas vi com a maior surpresa que o não fez e só agora que são 8 horas da noite sou informado de ter empreendido a marcha às 3 horas da tarde. Acredito que o Conde de Bonfim, adiantando uma marcha do Saldanha, estará amanhã às portas da Capital. Eu vou seguir as tropas inimigas quase na mesma direção que levam, contando com uma vitória decisiva no caso de se chocarem as tropas, o que no estado atual das coisas me parece impossível evitar. Julgo pois que em poucos dias acabará esta luta fratricida, unicamente ocasionada por meia dúzia de degenerados portugueses.
Deus Guarde a V. exa Quartel General em Rio Maior 20 de Dezembro de 1848. Illmo e Exmo Snr. Francisco de Paula Lobo d’Avila, Conde das Antas.”
16 de Maio de 1847
“Pois que ontem entrou em Tomar uma guerrilha forte, segundo se afirma de mais de 200 homens! No Fundão há dias reapareceu a dispersada pelo capitão Liz de cavalaria 8, cometendo ali os maiores excessos. Em Penamacor houve movimento anárquico; em Peniche igualmente em 12 deste mês; e há dias nas Caldas, donde fugiram os principais agitadores, que de certeza se sabe, acharem-se nas serras de Rio Maior. Eu havia combinado uma batida aquela serra no dia 15, com a pouca força que está nas Caldas, e com o comandante do batalhão de Torres Novas; porem frustrou-se a combinação pela sedição em Peniche, e entrada dos guerrilhas ontem em Tomar, eu não obstante fiz marchar o major Fialho com 80 baionetas para Alcaneda, ignorando ainda a entrada dos guerrilheiros em Tomar, mas logo que esta me constou mandei ordem ao dito major para marchar logo para Torres Novas, e ali de combinação com o Lapa perseguir aqueles bandidos. O presente estado das cousas tem posto em grande desanimação os cartistas, e pelo contrário tem dado muita energia aos agitadores.
15 de Maio de 1847
“Cabe-me por esta ocasião a honra de participar a V. Exa que faltarão os correios ordinário e extraordinário que dessa capital deviam ontem chegar a esta cidade (Coimbra), constando que foram roubados nas proximidades de Rio Maior.
Deus guarde a V. Exmo  Coimbra 15 de Maio de 1847. Illmo e Exmo Sr. Ministro e secretario de estado dos negócios do reino. O governador civil interino barão de Almofallo.”
16 de Maio de 1847
“Consta que no dia 14 foram roubados quatro correios entre Alcobaça e Rio Maior.
Deus guarde a V. Snr  Quartel em Santarém 16 de Maio de I847. — Illmo Snr. J. de Pina Freire. C. C. Pedroso, coronel governador militar.”

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Filme "Sal sem Mar" de 1960


Foi no Verão de 1959 que foi filmado o filme sonoro em película de 16mm, ‘Sal sem Mar’.
O filme teve realização de Fernando Duarte, fotografia de Feliciano Junior, som de Rui de Carvalho, assistentes de realização Manuel Magalhães, Humberto de Jesus Vicente e Amandio Videira Santos e música pela Orquesta e Coral do Círculo Cultural de Rio Maior (sob regência do maestro Herculano Rocha).
Foi nos laboratórios Ulyssea Filmes, Lda que o filme foi montado.
Os salineiros e habitantes da região das Marinhas do Sal é que foram os atores no filme.
Foi a 2 de Junho de 1960 que o filme foi estreado no Cinema Riomaiorense na 63ª sessão cultural do Cine-Clube de Rio Maior.
Esta película teve mais de uma centena de exibições que se realizaram em vários locais de Rio Maior e Santarém.
A película também passou em:
- 1977 na sessão do 25º aniversário do Cine-Clube de Rio maior.
- 1978 no 8º Festival Internacional de Cinema de Santarém.
- 1980 no 9º Festival do Algarve em Portimão.

O filme foi financiado pelo Fundo do Cinema Nacional, embora os grandes financiadores tivessem sido mesmo o realizador e o operador de imagem.

É pelo pedido de apoio ao Fundo do Cinema Nacional que se consegue saber algumas particularidades do filme. Estes documentos encontram-se na Torre do Tombo.

A 6 de Maio de 1959, Fernando Duarte, pede a concessão de um subsídio de 40.000$00 (199,42€) para a produção do filme de carácter experimental “Sal sem Mar”, em 16mm e a preto e branco.
Apreciado o pedido, o Concelho do Cinema resolveu autorizar a concessão de um subsídio de 20.000$00 (99,76€), a 16 de Julho de 1959.
Segundo o plano de trabalho a realização do filme ocorre entre Julho e Agosto de 1959.
A 31 de Julho de 1959 foi pedido o pagamento dos primeiros 50% do subsídio, o que foi concedido a 3 de Agosto de 1959.
A 27 de Junho foi entregue uma cópia do filme “O pequeno rio Maior” e do filme “Sal sem Mar” para visionamento no S.N.I. (Secretariado Nacional de Informação).
A 30 de Junho de 1960 foi pedido o pagamento dos últimos 50% do subsídio, o que foi concedido a 2 de Agosto de 1960. Dos 10.000$00 desta 2ª prestação, 4.500$00 foram entregues directamente à Ulyssea Filme Lda pois estavam ainda em dívida 5.425$10. Nesta altura, Fernando Duarte e Feliciano Junior tinham já contraído um empréstimo para poderem terminar o filme.

Apesar de extenso, penso que vale a pena referir a planificação cinematográfica do texto “Salgado de Rio Maior” de 1954 e autoria de João Ferreira da Silva que deu origem ao filme “Sal sem Mar”:

01 - Panorâmica – normal – A serra e as salinas 
02 - Conjunto – normal – As salinas
03 - Conjunto restrito – normal – Talhos, eiras e montes de sal
04 - Primeiro plano – normal – Poço e engrenagem da moto-bomba
05 - Pormenor – quase rápido – Água a sair do cano
06 - Plano americano – normal – Homem focado de costas descendo para o motor
07 - Primeiro plano – normal – Poço e engrenagem
08 - Pormenor – quase rápido – Água a sair do cano
09 - Primeiro plano – normal – Água correndo para a engrenagem de distribuição
10 - Pormenor – quase rápido – Água correndo pelas leiras
11 - Pormenor – quase rápido – Leira com água correndo
12 - Pormenor – quase rápido – Água correndo para um talho
13 - Conjunto restrito – normal – Talho recebendo água
14 - Pormenor – Quase rápido – Leira com água correndo
15 - Primeiro plano (ângulo plongée) – normal – Monte de sal e talho
16 - Conjunto restrito – normal – Talhos
17 - Primeiro plano (ângulo plongée) – rápido – monte de sal
18 - Conjunto – normal – Homem com rodo e cestos caminhando para o talho (avançando para a câmara)
19 - Plano americano – quase rápido – Homem olhando
20 - Meio plano (travelling) – normal – Salineiro avançando
21 - Pormenor – quase rápido – Solidificação
22 - Conjunto restrito – normal – Homem descalço entra no talho, abre a água e prepara-se para juntar o sal para a lavagem
23 - Primeiro plano – normal – Homem levando o sal
24 - Plano americano – quase rápido – Homem levando o sal
25 - Meio plano – quase rápido – Homem levando o sal
26 - Grande plano – normal – Rosto do homem suado
27 - Primeiro plano – rápido – Rodo passando pelo sal
28 - Primeiro plano – quase rápido – Homem juntando o sal
29 - Conjunto restrito – normal – Homem juntando o sal
30 - Primeiro plano – normal – Sal junto no meio do talho e homem enchendo as cestas
31 - Plano americano – normal – Homem com os cestos na mão e despejando o sal na eira
32 - Primeiro plano – rápido – Sal
33 - Primeiro plano – normal – Monte de sal
34 - Conjunto – normal – Homem afastando-se levando apetrechos de trabalho
35 - Pormenor – rápido – Folha de enxada penetrando o monte de sal
36 - Plano americano – quase rápido – Homem focado de costas, cavando o monte de sal
37 - Primeiro plano – normal – Fase do carreto: enchendo sacos
38 - Pormenor – quase rápido – Pá de madeira com sal
39 - Primeiro plano – normal – Saco cheio de sal e posto nas costas do homem que parte
40 - Conjunto – normal – Homem carregado caminha pelo carreiro
41 - Panorâmica – normal – Homem carregado saindo do carreiro e entrando numa das casas de madeira
43 - Plano americano – normal – Homem no interior despeja o saco e sai
44- Conjunto – normal – Câmara assente no solo foca rua de casas de madeira, vendo-se o homem a afastar-se e passando por outro que vem carregado com um saco de sal
45- Grande plano – normal – Rosto de homem
46 – Plano americano – normal – Mulher que chega junto ao homem com um cesto de almoço
47 – Primeiro plano – normal – Comendo
48 – Grande plano – normal – Rosto de mulher
49 – Primeiro plano – normal – Talho. Rodo abandonado no meio do sal lavado
50 – Grande plano – normal – Rostos de homem e de mulher olhando
51 – Panorâmica – normal – Salinas
52 – Grande conjunto – normal – salinas
53 – Conjunto – normal – Estrada com carro de bois avançando
54 – Conjunto – normal – Carros de bois em rua de casas de madeira recebendo sacos de sal
55 – Conjunto – quase rápido – Carros de bois (igual ao plano anterior)
56 – Primeiro plano – quase rápido – Folhas arrastadas pelo vento caindo na água de um talho
57 – Grande conjunto – lento – As salinas, a câmara subindo, foca a serra e o céu de nuvens escuras.


Esta obra ainda hoje é uma referência na cinematografia de Rio Maior.


Pode saber mais sobre Fernando Duarte em:
http://rio-maior-cidadania.blogspot.pt/2011/11/fernando-antonio-duarte-cinefilo.html
Pode saber mais sobre as salinas em:
http://rio-maior-cidadania.blogspot.de/2010/06/salinas-de-rio-maior.html

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Rio Maior fora do PAEL


Desta vez, estar fora é bom pois significa que Rio Maior conseguiu sair do vermelho quanto a dívidas, deixando de ser considerado que possui divida em excesso.

A 31 de Agosto de 2012, criou-se o Programa de Apoio à Economia Local (PAEL), estabelecendo um regime excepcional e transitório de concessão de crédito aos municípios, permitindo a execução de um plano de ajustamento financeiro municipal para a concretização de um cenário de equilíbrio financeiro e para a regularização do pagamento das dívidas dos municípios vencidas há mais de 90 dias.
Rio Maior teve de entrar neste plano o que trouxe restrições orçamentais. Com o PAEL os municípios devedores ficam obrigados a fazerem um plano de ajustamento financeiro e sujeitos a um regime transitório de concessão de crédito. Este regime limita e obriga a critérios de racionalidade na gestão da despesa corrente, de forma a aumentar as receitas.

No início de 2016 estavam endividados em excesso 79 municípios, todos eles sujeitos à aplicação do PAEL. No final de 2016, 57 municípios conseguiram cumprir com os limites de dívida, havendo assim 22 municípios que permanecem com dívidas excessivas.
No Distrito de Santarém, Rio Maior, Chamusca, Ourém, Sardoal, Torres Novas e Barquinha, estavam sujeitos ao PAEL mas conseguiram cumprir com o limite da dívida acordado. Santarém e Cartaxo apesar de também estarem sujeitos ao PAEL não conseguiram cumprir com o limite acordado de dívida. Sempre que os municípios sujeitos ao PAEL não cumpram as regras, o Governo passa a reter as verbas prevista ao nível das transferências do Orçamento de Estado. Essas verbas passam a ser usadas para financiar o Fundo de Regularização Municipal.

O limite de dívida de cada concelho (a partir de 2014) é variável e igual ao valor que se obtém ao multiplicar por 1,5 a média da “receita corrente líquida” que o respectivo município obteve nos três anos anteriores.


Pode-se ver um resumo financeiro de Rio Maior, com os dados retirados da página da Direção-Geral das Autarquias Locais.

- Em 2009 Rio Maior recorreu ao Programa de Regularização Extraordinária de Dívidas do Estado (PREDE). Pode-se financiar com 521.012€ do Estado e 631.519€ duma Instituição de crédito.

- Os prazos médios de pagamento também têm vindo a ser reduzidos
31/12/2015         101 dias
31/03/2016         93 dias
30/06/2016         78 dias
30/09/2016         64 dias
31/12/2016         45 dias

- Receitas e dívidas do Município de Rio Maior
2007      Limite dívida                   12.851.976€ 
              Total dívida                      17.388.047€ 
              Receita Corrente              ---
2008      Limite dívida                   12.843.938€ 
              Total dívida                      14.776.371€ 
              Receita Corrente              ---
2009      Limite dívida                   12.524.245€ 
              Total dívida                      19.793.634€ 
              Receita Corrente              ---
2010      Limite dívida                   13.068.417€ 
              Total dívida                      17.678.760€ 
              Receita Corrente              ---
2011      Limite dívida                   6.714.997€ 
              Total dívida                      16.781.135€ 
              Receita Corrente             13.967.081€
2012      Limite dívida                   6.674.831€ 
              Total dívida                      14.875.300€ 
              Receita Corrente             14.001.376€
2013      Limite dívida                   6.674.831€ 
              Total dívida                      12.539.069€ 
              Receita Corrente             14.707.596€
2014      Limite dívida                   21.338.027€ 
              Total dívida                      18.990.114€ 
              Receita Corrente             14.890.964€
2015      Limite dívida                   21.799.968€ 
              Total dívida                      16.424.581€ 
              Receita Corrente             15.736.822€
2016      Limite dívida                   22.667.691€ 
              Total dívida                      --- 
              Receita Corrente             16.922.207€
2017      Limite dívida                   23.774.996€ 
              Total dívida                     --- 
              Receita Corrente             ---

O objectivo de apresentar estes dados é puramente informativo. É sem intenção qualquer eventual erro de transcrição ou interpretação.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Peças de Rio Maior no Museu Nacional de Arqueologia


Peças existentes no Museu Nacional de Arqueologia encontradas em Rio Maior

Vaso com decoração impressa e plástica
proveniência: Gruta de Nossa Senhora da Luz II. Rio Maior. Santarém
cronologia: Neolítico Antigo Evoluído/Neolítico Médio
tipologia: Vaso em cerâmica
dimensão: altura 20,3 cm diâmetro 20,2 cm
categoria: Neolítico
nº de inventário: 989.8.1
descrição: Grande vaso de cerâmica em "forma de saco", de forma globular, com duas asas bífidas e verticais sobre o bordo, perfuradas horizontalmente. Apresenta uma fiada de quatro mamilos na zona média do bojo. A decoração impressa, do tipo cruciforme ou "folha de acácia", dispõe-se em fiadas paralelas ao bordo.

Núcleo
proveniência: Vale de Porcos I. Rio Maior
cronologia: Paleolítico Superior – Aurinhacense
tipologia: Núcleo em sílex
dimensão: largura 4,5 cm espessura 4,3 cm comprimento 8 cm
categoria: Paleolítico
nº de inventário: 984.647.3
descrição: Núcleo prismático para lâminas com plano de percussão preparado.

Lâmina
proveniência: Vale de Porcos I. Rio Maior
cronologia: Paleolítico Superior – Aurinhacense
tipologia: Lâmina em sílex
dimensão: largura 2,4 cm espessura 0,6 cm comprimento 12 cm
categoria: Paleolítico
nº de inventário: 984.648.1
descrição: Lâmina ultrapassada de secção trapezoidal.

Ponta de Casal do Felipe
proveniência: Casal do Felipe. Rio Maior
cronologia: Paleolítico Superior – Gravetense
tipologia: Ponta em sílex
dimensão: largura 1,3 cm espessura 0,4 cm comprimento 6,2 cm
categoria: Paleolítico
nº de inventário: 986.65.227
descrição: Ponta muito aguçada e de aspecto fusiforme, obtido por retoque bilateral.

Lamela de dorso
proveniência: Carneira. Rio Maior
cronologia: Paleolítico Superior – Magdalenense
tipologia: Lamela de dorso em sílex
dimensão: largura 0,55 cm espessura 0,24 cm comprimento 3,5 cm
categoria: Paleolítico
nº de inventário: 986.94.1514
descrição: Lamela de dorso truncada. Apresenta retoque abrupto.

Lamela de dorso
proveniência: Carneira. Rio Maior
cronologia: Paleolítico Superior – Magdalenense
tipologia: Lamela de dorso em sílex
dimensão: largura 0,63 cm espessura 0,30 cm comprimento 3,85 cm
categoria: Paleolítico
nº de inventário: 986.94.1556
descrição: Lamela de dorso truncada. Apresenta retoque abrupto.

Raspadeira-buril
proveniência: Terra do Manuel. Rio Maior
cronologia: Paleolítico Superior – Gravetense
tipologia: Raspadeira-buril em sílex
dimensão: largura 2,14 cm espessura 0,96 cm comprimento 6,15 cm
categoria: Paleolítico
nº de inventário: 987.51.2988
descrição: Raspadeira alongada sobre lâmina. No lado oposto é visível um golpe de buril.

Núcleo
proveniência: Forno da Telha. Rio Maior
cronologia: Mesolítico pleno
tipologia: Núcleo em sílex
dimensão: largura 4,2 cm espessura 2,4 cm comprimento 6,2 cm
categoria: Mesolítico
nº de inventário: 987.119.32
descrição: Núcleo poliédrico. Numa das faces apresenta levantamentos verticais de extracção de lascas finas e grossas, e na face oposta apresenta vestígios de talhe, de maiores dimensões. As marcas de pressão encontram-se na parte inferior do núcleo.

Vaso com decoração impressa
proveniência: Abrigo 1 de Bocas. Rio Maior. Santarém
cronologia: Neolítico Antigo Evoluído
tipologia: Vaso em cerâmica
dimensão: altura 16 cm diâmetro 14,4 cm
categoria: Cerâmica
nº de inventário: 2005.133.1
descrição: Vaso de cerâmica de forma globular, ou em "fundo de saco", com duas pequenas asas horizontais e opostas, de perfuração vertical situadas logo abaixo do bordo. Apresenta decoração impressa, organizada em fiadas irregulares abaixo do bordo.


O Museu Nacional de Arqueologia está inserido no Mosteiro dos Jerónimos, mais precisamente na Praça do Império (1400 - 206 LISBOA) e está aberto de 3.ª feira a domingo das 10h00 às 18h00.