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quarta-feira, 2 de março de 2011

Cabeço de São Gens em São João da Ribeira

O Monte de São Gens também é conhecido como Cabeço de São Gens.

Segundo se supõem, na época em que os Mouros eram donos destas terras, São João da Ribeira seria um aduar mourisco, sendo mesmo o centro mais populoso da antiga província de Belatha (Batalha). O centro da população (pelo menos de refúgio) seria no monte de São Gens e a Torre Mourisca seria um ponto de vigia contra incursões dos alcaides dos castelos de Alcanede ou mesmo de Porto de Mós.
Claro que este lugar está carregado de lendas e a mais impressionante é a que está relatada num dos painéis do fontanário que existe junto ao largo da igreja matriz, onde está escrito: ‘Reza a lenda que no cabeço de S. Gens estão enterrados dois potes, um com ouro e o outro com peste. Quem os abrir tanto pode ficar rico ou morrer’.


No cimo do cabeço existe um telheiro com mesas e cadeiras de modo a se poder fazer um bom pick-nick nos dias quentes de Verão.
O que o lugar actualmente tem de melhor é sem dúvida a vista.



São Gens pode referir-se a três personagens (penso que o nome é devido à primeira personagem):
  1. São Gens de Roma que viveu no tempo do imperador romano Diocleciano (finais do séc. II), era actor e numa actuação em que representava de forma jocosa um cristão a receber o Baptismo, recebeu a graça da fé e declarou-se aí mesmo cristão. Acabou decapitado. Foi adoptado para Potugal por Dona Mafalda, esposa do rei D. Afonso Henriques.
  2. São Gens de Lisboa terá sido um dos primeiros bispos de Lisboa que acabou mártir. Segundo a lenda, a mãe de São Gens morreu do parto e está ligada à tradição que ainda hoje prevalece em que se uma mulher grávida quiser assegurar que vai ter um bom parto se deve de sentar na ‘Cadeira de São Gens’ que está guardada na Ermida da Senhora do Monte, na freguesia da Graça em Lisboa.
  3. São Gens de Arles foi notário militar, sob as ordens dos imperadores Maximiano e Diocleciano, acabando decapitado em 303 ou 308.

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